segunda-feira, 8 de junho de 2009

DROPS, CURTAS E PASSA A RÉGUA NO FINAL DE SEMANA


Istambul. Muito se escreveu, muito se deduziu, se analisou e se tentou adivinhar antes. O depois, é mole, sabemos todos o que aconteceu, muito do que já era esperado, seguindo padrões. Padrão um: Button vence. Padrão dois: Barrichello o segue - epa! quebra de padrão, acontece. Gosto muito de PNL (Programação Neuro Linguística - sobre a qual existem excelentes matérias na web, notadamente na wikipedia em inglês) e lá se estuda o comportamento humano, suas motivações, modelagem e mapas mentais. Acho que nosso Rubinho precisa urgentemente fazer um "pit Stop" e colocar sua cabeça em sintonia de vencedor, espantando os maus fluídos e deixando de atrair todos os problemas para si. Precisa estabelecer metas factíveis, analisar os erros, focar nos acertos, parar de dar desculpas para tudo. Na verdade, gostei de sua entrevista ao Tazio, pós corrida, onde demonstrou maturidade (sim eu sei, o senhor em questão já tem 37 anos de idade, mas nós ainda o vemos como um garoto de 21, por isso o -inho), e não ficou caçando explicações estapafúrdias. Tecnicamente, continuo achando-o superior a Button (sei que vou ser malhado e não, não sou nacionalista, analiso fatos), portanto a solução para seu impasse particular está em mudança de atitude.
Na GP2 Lucas di Grassi finalmente desencantou, e se for esperto e aproveitar o péssimo momento pelo qual seu principal rival ao título passa, (Grosjean deve ter batido a cabeça naquela porrada em Mônaco, aliás, todos atribuíram a culpa únicamente a Zuber, mas eu não estou tão certo disso) pode recuperar terreno e fazer sua obrigação: ser campeão. Menos que isso não será suficiente. Ser campeão lhe dará uma possibilidade de ascender á categoria máxima no ano que vem (ou uma de suas variantes - vai saber) e mostrar realmente a que veio.
Do outro lado do lado, na América, nosso renascido campeão passa de inferno astral ao céu pleno, sem purgatório: Helinho ganhou a corrida do sábado a noite, com uma boa pitada de sorte, ajudado por uma tardia bandeira amarela, cortesia do senhor Foyt (não aquele, o grande, e sim o neto, o pequeno) e caminha célere para ser campeão - fato aliás, ao que parece, inédito em sua longa carreira.
Aqui a Formula 3 sul americana, moribunda e valente - pois tem apenas pouco mais que uma dezena de carros no grid - onde a idade média deve ser uns 16 anos - segundo colegial, por aí, começou e parece que não causará grande impacto. Os nomes a serem observados estão lá fora, galgando a imensa escadaria para o topo. Falam de Felipe Nasr, sobrinho do Amir, que corre na Formula BMW européia, tem o Buzaid na F 3 inglesa, os outros meninos da GP2 ( finalmente não vi um press release da assessoria de imprensa do Luiz Razia - pudera, o bom baiano chegou em último lugar na prova de domingo na Turquia), e outros correndo por fora, na surdina. Recordo-me que na virada da década os nomes a serem observados eram Pizzonia, Bernoldi, Haberfeld, Burti, e quem vingou? Nosso discreto amigo Massinha, que corria na época na Formula Renault, e depois numa periférica F3000 Européia, através de sorte, oportunismo e uma boa dose de inteligência, cortou caminho e o resto é história.
De resto esta semana tem uma de minha provas favoritas de todos os tempos, as 24 horas de Le Mans, o Rodrigo Mattar, aliás, vem fazendo uma excelente série de perfis dos grandes pilotos da prova em seu blog. Eu tenho em minha casa alguns livros sobre a história dessa prova, vou tentar trazer algo para cá aos poucos, muitos relatos são de arrepiar! Vou e volto!

2 comentários:

Ingryd Lamas disse...

Concordo, t[ecnicamente acho Rubens melhor que Button, mas minha opinião já não vale tanto quando o assunto é Barrichello, então não sei se isso te ajuda muito...
uahuahuahuahua
quanto a coletiva com Rubens, como sempre ele foi "correto" explicou os problemas técnicos, assumiu a culpa dos que lhe cabiam, até aí tudo bem, mas mais uma vez falou demais, explicação demais, a gente sabe que o problema foi do carro, que ele não ia errar marcha na largada, não com 17 anos de experiencia, não tendo repetido isso 260 e algumas vezes, não precisa ficar levantando hipoteses que " ´se´tivesse largado, teria passado Button" e teria ganho a corrida, disso a gente também sabe, não precisa ficar lembrando, atraindo o foco pra si.
Button não fala nada, só agradece e faz cara (linda) de bobo, e nessa tá levando todas pra casa, no papo, e com a ajuda de Barrichello, que além de ajeitar as coisas do carro do ingles (isso não é conversa, tanto Brawn, quanto Button já admitiram isso, tenho isso impresso, recortado e guardado) ainda empurra o ingles a fazer volta mais rápida atras de volta mais rápida. Pq em vez de ficar soltando letrinhas por aí, não fecha a matraca e finge-se de morto durante os treinos, e leva no ultimo segundo a pole, faz uma corrida razoavel, e leva da mesma forma que Button levou? pq é dificil eu sei, não vangloriarse do óbvio, que nunca aconteceu, simplesmente pq de parecer tão óbvio, ele não trabalhou pra receber.
Rubens teve minha admiração por muito tempo, e ainda tem, o que é um "esporte" sofrido o de torcer e gostar de Barrichello, e os periodos de ódio mortal estão aumentando, tanto em frequencia como em duração, e se um dia ele conseguir fazer a proeza de deixar esses periodos permanentes, tá f*dido~, acho que serei pior até que Groo!
uhauhauhauhauhahua

bjooooos

Cezar Fittipaldi disse...

Menina, acho que "cura" poderia ser pela PNL mesmo. Auto-assertividade, confiança, metas bem estabelecidas. O cara não desaprende.
Obrigado pela visita.
Beijos