quarta-feira, 1 de outubro de 2014

RECORDANDO: 40 ANOS DO BI CAMPEONATO MUNDIAL DO EMERSON.....BRANDS HATCH

Dizer que eu tenho um afeto especial por este simpático circuito no interior da Inglaterra é simplificar demais as coisas: ali fiz um curso de pilotagem, a maior parte de minhas corridas e fui também instrutor.Mas antes, bem antes, quando eu tinha apenas 14 anos de idade, Emerson já estava a caminho de seu segundo título mundial. Vale a pena recordar um pouquinho!

sábado, 27 de setembro de 2014

BALADA PARA UMA MANHÃ NUBLADA DE SÁBADO

E como nem tudo na vida são carros e corridas e livros e filmes.....tem a música também: o incrível talento de George Michael and a fantástica Mary J. Blidge. Enjoy!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

BRABHAM

David Brabham, filho do lendário Sir Jack Brabham está lançando um projeto de equipe para o mundial de marcas, e convida aos fãs e amigos para contribuirem pelo sistema de "crowdfunding" com a equipe. O vídeo abaixo mostra os planos inciais:

sábado, 20 de setembro de 2014

CURTAS CONSIDERAÇÕES DO RETORNO POR TÓPICOS PERTINENTES: PUERICULTURA, STATUS QUO, FAKE FIGHTS, SEMIÓTICA E MAIS...

Para encurtar a conversa: benvindo a mim, benvindos vós....escassos, mas preciosos leitores.

PUERICULTURA

Baby face: não importa o que conseguir, de certa forma a Formula 1 está desmoralizada!

Juro que este tópico está a merecer considerações mais detalhadas de minha parte. Quando há muitos anos atrás, o brilhante Mike Tackwell ousou fazer sua estréia ao volante de um carro de Formula 1, com 20 anos de idade, muito se falou a respeito do absurdo da ideia. Eu havia recém-completado ( ou estava para completar meu próprio curso de pilotagem no Jim Russell), estava com vinte anos e não me achava velho para estar iniciando carreira: ao contrário, mentalmente minha "carreira" de piloto havia começado com cerca de nove anos de idade, primeiro com bicicletas modificadas, depois com carrinhos de "rolimã" e depois, tudo que tivesse motor e movimento.
A recente contratação do infante Max Verstappen para correr na equipe Toro Rosso, onde deverá estrear com recém completados 17 anos de idade, além de ser uma estratégia duvidosa de marketing, me parece uma grande irresponsabilidade. Não importa que ele tenha velocidade, não interessa que venha a ganhar em sua estréia: isso é irrelevante e prova o quanto o mundo atual está desprovido de consistência. Ah, meus tempos de fã, quando homens com H maiúsculo (sem machismo aqui, por favor) tais como Jim Clark, Graham Hill, John Surtees, Dan Gurney,Chris Amon, Jochen Rindt, Jo Siffert e muitos outros eram aqueles que tinham seus nomes pintados nas laterais das carlingas dos bólidos. Aquele era um esporte para homens de verdade e não para meninos com cara de barbie (nada contra, Nico...). Nem vou me alongar muito agora (já me alongando) e depois escrevo algo a respeito do outro menino prodígio, Marc Marquez...

STATUS QUO

Pois é: eu queria pedir desculpas, mas se não acelerar, já viu......

Desde que acompanho a Formula 1 (e lá já se vão mais de quarenta anos de ininterrupta e inexplicável paixão) tenho presenciado alguns abalos sísmicos no Status Quo. Explicando melhor: um determinado piloto, consagrado, estabelecido como rei numa equipe, vê a chegada de um recém contratado companheiro, que supostamente não lhe fará sombra. Mas o que ocorre é exatamente o contrário: o novato vem, não toma conhecimento, não tem cerimônia e nem tampouco boas maneiras e vai tomando conta da equipe e dos resultados. De cabeça, alguns casos: o saudoso Moco, José Carlos Pace, que ao chegar como um mambembe novato à Formula 1, pela equipe igualmente mambembe de Frank Williams em 1972, mesmo com um carro um ano mais velho, remendado e mal tratado, não tomou conhecimento do experiente e competente francês Henri Pescarollo. No ano seguinte, o velocíssimo sueco Ronnie Peterson, que não era exatamente um novato, muito pelo contrário, havia sido vice campeão mundial sem vencer nenhuma prova em 1971 pela instável equipe March, passa a ter um equipamento de ponta pela primeira vez e é bem mais veloz, senão tão consistente, que Emerson Fittipaldi. Ganhou logo a preferência de Colin Chapman, fazendo com que Emo deixasse a equipe que o havia revelado e consagrado e fosse para a Mclaren, ganhando para esta o seu primeiro de muitos títulos mundiais. Peterson fez escolhas profissionais erradas, voltou a brilhar, mas nunca foi campeão. No mesmo ano, 1973, a equipe Marlboro BRM tinha 3 pilotos: Jean-Pierre Beltoise, Clay Regazzoni e o novato Niki Lauda. Este não se fez de rogado, não tomou conhecimento dos outros dois, veteranos e velozes, e assumiu logo a posição de protagonista da equipe, o que acabaria levando-o à equipe Ferrari para escrever seu nome na história do esporte.
O post está ficando longo e prometo voltar e esmiucá-lo em maiores detalhes. Mas não custa lembrar as surpresas perpetradas por Nelson Piquet no próprio Lauda em 79, na equipe Brabham,  as lutas entre Didier Pironi e Gilles Villeneuve na dominante Ferrari de 1982 (ambos não terminariam a temporada), Nigel Mansell em cima de Keke Rosberg e depois no próprio Piquet na Williams de 1985/1986. A lista vai longe, Schumacher e Piquet na Benetton de 1991, Hamilton sobre Alonso em 2007 na Mclaren, e agora, Rosberg e Hamilton. Mas falta de respeito mesmo, é este menino ousado, Daniel Ricciardo, desbancar um tetra campeão mundial no auge de sua forma......

quarta-feira, 2 de julho de 2014

DESPRETENSIOSAMENTE



Há tempos, praticamente abandonei este espaço aqui. Garanto que tenho boas razões para isso: mudei-me em janeiro para a bucólica estância litorânea de Boracéia (antes vivia no centro da cidade de Bertioga) e por obra e graça, ou melhor, desobra e desgraça da VIVO, até agora não disponho de conexão de internet.
Dito isso, acessando a internet nas escolas onde leciono, de maneira quase clandestina e sempre fugazmente (devido aos compromissos de tempo), resolvi não atualizar os blogs. Agora, meses depois, vejo quanta falta isso me faz. De férias em minha terra, Ourinhos, curtindo família e amigos e um merecido descanso, despretensiosamente, como diz o título deste post, quero ir retomando minhas postagens. Ao voltar para Boracéia, devo adquirir no mínimo, uma conexão 3G que me permita estar ligado ao resto do mundo!

sábado, 25 de janeiro de 2014

A MAQUINA ROSSA: FERRARI F14T

Um dos mais aguardados lançamentos dentre as equipes de Formula 1, a sempre poderosa Ferrari, que aliás conta em suas carlingas dois campeões mundiais (a coisa vai esquentar, mas ainda acho Alonso mais piloto que o Kimi), mostrou hoje sua nova máquina. E ela é bonita, em minha humilde opinião!


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

MCLAREN: A CARA DA NOVA BARATA DA F 1

Não foi o primeiro carro a ser apresentado ao mundo, da safra "2014", mas foi o que mais me pareceu competitivo (como se aparência ganhasse corridas, mas....). Tenho a impressão que este menino, Magnussem, vem para resgatar o fiasco que foi seu pai na Formula 1, após ascensão meteórica nos anos noventa. Vamos conferir.



sábado, 4 de janeiro de 2014

PORQUE EU DETESTEI O FILME "RUSH"

The real deal: os protagonistas de uma história de rivalidade, pero no mucho!

             Caro amigo: eu sou um perfeccionista em relação à certas coisas. Respeito aos fatos históricos, por exemplo. Sei que Hollywood dá uma "forçadinha" de mão em muitas histórias, sejam adaptações de filmes ou biografias. Sei que eles devem ter as razões deles ( talvez a falta de sofisticação intelectual do público doméstico (norte-americano) seja o maior motivo), talvez eles gostem mais de ação do que de palavras, talvez....
              O fato é que eu esperei muito pelo filme. Cheguei a postar aqui neste espaço cerca de três traillers promocionais do mesmo. Eu era um imberbe garoto de 16 anos de idade quando a história acontecia em tempo real e  acompanhava cada passo. Guardadas as proporções, não tínhamos internet, a cobertura televisiva era precária (ainda mais que o Emerson tinha deixado a vitoriosa McLaren para ir para a quase iniciante Copersucar), o Pace ainda estava se adaptando a uma grande equipe (e sofrendo tentando fazer o motorzão Alfa de 12 cilindros funcionar — sofreu tanto que o próprio Carlos Reutemann, intocável primeiro piloto da equipe, sem dotes de acertador, acabou indo para a Ferrari no lugar do moribundo e depois ressuscitado Lauda). Então a gente acompanhava como podia. Jornais, revistas ( Autoesporte — naquele ano numa decadência lascada, tenho os exemplares para provar isso — a burocrática Quatro Rodas, um jornalzinho "Esporte Motor" e Folha e Estadão). Eu era um vampiro por informações (era?), e seguia diariamente os progressos de recuperação de Niki Lauda, agonizando naquele hospital.
           Detalhe: eu era fã de ambos, Lauda e Hunt. Depois de Emerson, de Pace e do Wilsinho, que àquela altura já havia parado de competir na Formula 1, eu gostava do Hunt e do Lauda. E do Arturo Merzario. Mas aí é outra história, aquela coisa de gostar dos Don Quixotes. Eu tive o privilégio de conhecer pessoalmente tanto o Hunt quanto o Lauda, muitos anos depois.
           Por que não gostei do filme? Oras....porque ele é mentiroso e mal feito. Primeiro: os dois não competiram na Formula 3 como adversários. Aliás, acho que o Lauda nunca correu na Formula 3, se não estou enganado ele foi direto da F Vee para a Formula 2. E daí, como piloto pagante para a Formula 1. Estreou no GP da Austria de 71 e depois fez toda a temporada de 1972 com um lamentável March 721, arrastando-se muito atrás do primeiro piloto e estrela do time, Ronnie Peterson. Naquele mesmo ano, o Moco estreou com um March mais velho, o 711, da equipe do Frank Williams, como companheiro do já experiente Henry Pescarollo e logrou marcar 3 pontos. Lauda? Nenhum.
No filme Lauda estréia na Formula 1 pela  BRM, direto. Exige condições melhores devido ao fato de ter acertado seu carro melhor que o primeiro piloto Regazzoni. Nada mais falso. Ele entrou na BRM graças a uma artimanha (eu tenho o livro em inglês "To Hell and Back"): ele havia prometido um patrocinador a sir Louis Stanley, dono da equipe. O primeiro piloto era Jean Pierre Beltoise (nem citado no filme) e o segundo Regazzoni, com Lauda no terceiro carro. Lauda impressionou pela velocidade, capacidade de acerto e dedicação. Tanto é que ao voltar para a Ferrari, Regazzoni o indicou ao comendador que acabou contratando-o.
               Lauda é retratado como mau caráter. Hunt como o mocinho-playboy. Maniqueísmo puro. Ambos eram grandes pilotos, Lauda muito mais que Hunt e ponto. O filme é mal feito, mal dirigido e apenas a atuação de Daniel Bruhl, como Lauda salva um pouco. AS cenas de corridas são fracas, e o GP do Japão então, nem se fala.
              Certamente eu esperava mais. Mais cenas de impacto, com os recursos tecnológicos que temos hoje. Mais verossimilhança com fatos reais. Menos "historinhas" de mocinho e vilão. Por isso não gostei e não recomendo. Lamento.

Nunca acreditar nas propagandas de Hollywood!


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

GOODWOOD : BRABHAM BT 52

Delicadamente roubado do facebook do amigo Speed Machines, vale a pena perder alguns minutos para ver  o quanto os alemães são bons nessa coisa de mecânica:





quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

MP4/4

Sem dúvida alguma um dos melhores carros de Formula 1 de todos os tempos, dominou de forma impressionante a temporada de 1988 de F1, dando o primeiro título para Ayrton Senna. Ele e Alain Prost ganharam 15 das 16 provas da temporada (na Itália Senna chocou-se com o retardatário Jean Louis Schlesser quando estava  folgadamente na liderança). Vale a pena recordar!