sábado, 25 de janeiro de 2014

A MAQUINA ROSSA: FERRARI F14T

Um dos mais aguardados lançamentos dentre as equipes de Formula 1, a sempre poderosa Ferrari, que aliás conta em suas carlingas dois campeões mundiais (a coisa vai esquentar, mas ainda acho Alonso mais piloto que o Kimi), mostrou hoje sua nova máquina. E ela é bonita, em minha humilde opinião!


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

MCLAREN: A CARA DA NOVA BARATA DA F 1

Não foi o primeiro carro a ser apresentado ao mundo, da safra "2014", mas foi o que mais me pareceu competitivo (como se aparência ganhasse corridas, mas....). Tenho a impressão que este menino, Magnussem, vem para resgatar o fiasco que foi seu pai na Formula 1, após ascensão meteórica nos anos noventa. Vamos conferir.



sábado, 4 de janeiro de 2014

PORQUE EU DETESTEI O FILME "RUSH"

The real deal: os protagonistas de uma história de rivalidade, pero no mucho!

             Caro amigo: eu sou um perfeccionista em relação à certas coisas. Respeito aos fatos históricos, por exemplo. Sei que Hollywood dá uma "forçadinha" de mão em muitas histórias, sejam adaptações de filmes ou biografias. Sei que eles devem ter as razões deles ( talvez a falta de sofisticação intelectual do público doméstico (norte-americano) seja o maior motivo), talvez eles gostem mais de ação do que de palavras, talvez....
              O fato é que eu esperei muito pelo filme. Cheguei a postar aqui neste espaço cerca de três traillers promocionais do mesmo. Eu era um imberbe garoto de 16 anos de idade quando a história acontecia em tempo real e  acompanhava cada passo. Guardadas as proporções, não tínhamos internet, a cobertura televisiva era precária (ainda mais que o Emerson tinha deixado a vitoriosa McLaren para ir para a quase iniciante Copersucar), o Pace ainda estava se adaptando a uma grande equipe (e sofrendo tentando fazer o motorzão Alfa de 12 cilindros funcionar — sofreu tanto que o próprio Carlos Reutemann, intocável primeiro piloto da equipe, sem dotes de acertador, acabou indo para a Ferrari no lugar do moribundo e depois ressuscitado Lauda). Então a gente acompanhava como podia. Jornais, revistas ( Autoesporte — naquele ano numa decadência lascada, tenho os exemplares para provar isso — a burocrática Quatro Rodas, um jornalzinho "Esporte Motor" e Folha e Estadão). Eu era um vampiro por informações (era?), e seguia diariamente os progressos de recuperação de Niki Lauda, agonizando naquele hospital.
           Detalhe: eu era fã de ambos, Lauda e Hunt. Depois de Emerson, de Pace e do Wilsinho, que àquela altura já havia parado de competir na Formula 1, eu gostava do Hunt e do Lauda. E do Arturo Merzario. Mas aí é outra história, aquela coisa de gostar dos Don Quixotes. Eu tive o privilégio de conhecer pessoalmente tanto o Hunt quanto o Lauda, muitos anos depois.
           Por que não gostei do filme? Oras....porque ele é mentiroso e mal feito. Primeiro: os dois não competiram na Formula 3 como adversários. Aliás, acho que o Lauda nunca correu na Formula 3, se não estou enganado ele foi direto da F Vee para a Formula 2. E daí, como piloto pagante para a Formula 1. Estreou no GP da Austria de 71 e depois fez toda a temporada de 1972 com um lamentável March 721, arrastando-se muito atrás do primeiro piloto e estrela do time, Ronnie Peterson. Naquele mesmo ano, o Moco estreou com um March mais velho, o 711, da equipe do Frank Williams, como companheiro do já experiente Henry Pescarollo e logrou marcar 3 pontos. Lauda? Nenhum.
No filme Lauda estréia na Formula 1 pela  BRM, direto. Exige condições melhores devido ao fato de ter acertado seu carro melhor que o primeiro piloto Regazzoni. Nada mais falso. Ele entrou na BRM graças a uma artimanha (eu tenho o livro em inglês "To Hell and Back"): ele havia prometido um patrocinador a sir Louis Stanley, dono da equipe. O primeiro piloto era Jean Pierre Beltoise (nem citado no filme) e o segundo Regazzoni, com Lauda no terceiro carro. Lauda impressionou pela velocidade, capacidade de acerto e dedicação. Tanto é que ao voltar para a Ferrari, Regazzoni o indicou ao comendador que acabou contratando-o.
               Lauda é retratado como mau caráter. Hunt como o mocinho-playboy. Maniqueísmo puro. Ambos eram grandes pilotos, Lauda muito mais que Hunt e ponto. O filme é mal feito, mal dirigido e apenas a atuação de Daniel Bruhl, como Lauda salva um pouco. AS cenas de corridas são fracas, e o GP do Japão então, nem se fala.
              Certamente eu esperava mais. Mais cenas de impacto, com os recursos tecnológicos que temos hoje. Mais verossimilhança com fatos reais. Menos "historinhas" de mocinho e vilão. Por isso não gostei e não recomendo. Lamento.

Nunca acreditar nas propagandas de Hollywood!


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

GOODWOOD : BRABHAM BT 52

Delicadamente roubado do facebook do amigo Speed Machines, vale a pena perder alguns minutos para ver  o quanto os alemães são bons nessa coisa de mecânica:





quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

MP4/4

Sem dúvida alguma um dos melhores carros de Formula 1 de todos os tempos, dominou de forma impressionante a temporada de 1988 de F1, dando o primeiro título para Ayrton Senna. Ele e Alain Prost ganharam 15 das 16 provas da temporada (na Itália Senna chocou-se com o retardatário Jean Louis Schlesser quando estava  folgadamente na liderança). Vale a pena recordar!

SCHUMMY

Fuçando na net a gente encontra coisas legais. Roubado descaradamente do blog do Gomes....

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

FINAL DE ANO: O ACIDENTE DE SCHUMACHER, SUAS REPERCUSÕES E A IMPREVISIBIILIDADE DE NOSSAS FRÁGEIS VIDAS



Pois é: após um longo e nem tão tenebroso silêncio, o final de ano nos alcança e com ele as inevitáveis temporadas de "balanços" e reflexões sobre o que foi e principalmente, sobre o que poderia ou deveria ter sido. Não vou fazer uma análise de meu ano aqui, nem vale a pena, olho para a frente com a certeza que as coisas vão melhorar. Entre as muitas decisões não cumpridas do ano passado, estava a de revigorar este blog, decisão esta que talvez eu consiga cumprir em 2014. Se não, paciência...
O acidente de Michael Schumacher na França, onde ele continua internado e inspirando cuidados e preocupações a todos os seus fãs e amantes do automobilismo em geral, foi uma destas fatalidades que acontecem e por serem fatalidades, não têm uma explicação racional ou plausível. O cara andou milhares e milhares de quilômetros a 300 por hora, teve acidentes, capotagens, sustos e aposentou-se quase incólume, caiu de motos, andou a cavalo, deve ter saltado de paraquedas e tal, e numa simples descida de ski, esporte que ele domina como poucos, a queda.
Como eu falei, qualquer pessoa que tenha o mínimo respeito pelo esporte que amamos, gostando ou não, tem que respeitar o alemão queixudo.  Seu lado "Dick Vigarista", muito incensado pela imprensa brasileira, em particular pela Rede Globo, pelas surras homéricas que ele aplicou a seus adversários brasileiros, entre os quais dois tricampeões mundiais, passam uma imagem distorcida de quem realmente é o Michael. Eu, Cezar, por exemplo, sempre me identifiquei muito mais com um Schumacher, ou com um Mansell, por exemplo, do que com vários dos brasileiros que atingiram ou tentaram alcançar a Formula 1. Ambos eram oriundos da classe média (guardadas as proporções) de seus respectivos países, enquanto todos os brasileiros que pilotaram bólidos da Formula 1, com a honrosa exceção de Roberto Moreno, eram membros de uma elite econômica. Nada contra, afinal, não sou socialista e automobilismo é esporte caro mesmo, mas é impossível não me identificar mais com caras como Nigel, Michael, ou mesmo Kimi, cujos pais deram o sangue para que seus filhos pudessem perseguir seus sonhos.
Michael é um cara comum. Adotou de certa feita, uma cadelinha vira-latas aqui no Brasil e a tratava com imenso carinho. Ajudou muitas pessoas, sempre de forma altruísta e anônima. Venceu tanto que ficou até meio sem graça e em sua volta, apesar de não ter conseguido obter os mesmos resultados, lutou dignamente até sua segunda aposentadoria. Sou seu fã, apesar de tê-lo odiado quando jogou o carro sobre meu amigo Damon Hill naquele distante Grande Prêmio da Austrália em 1994. Quero vê-lo sair desta e voltar ao Brasil nos próximos anos para se divertir correndo e vencendo de kart, como sempre faz. Arriba, Michael!

sábado, 14 de setembro de 2013

THE JAMES HUNT HISTORY: ANIMAÇÃO MUITO LEGAL DA MCLAREN!

Continuando a série de animações para comemorar o cinquentenário da mítica marca inglesa/neozelandesa, apresentamos a história de seu segundo campeão mundial, James Bon....ou melhor, Hunt! Bem legal!

MCLAREN TOONED: O EPISÓDIO DO EMERSON!

A McLaren vem lançando uma série de vídeos incríveis para comemoras seus cinquenta anos de história (que não teve tom algum de cinza, exceto na época de patrocínio dos cigarros West....rs). Enfim, vale a pena ver o filminho abaixo para diversão e matar saudades.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

TODOS OS PALPITES DO MUNDO ACABAM EM.....


O assunto, claro, não poderia ser outro: as mudanças no plantel de pilotos da equipe Ferrari para o próximo ano. Vários fatores estão em jogo: a dispensa do piloto brasileiro Felipe Massa, que aparentemente pode ser o estopim que faltava para uma crise sem precedentes para o automobilismo brasileiro, pois pela primeira vez em mais de quarenta anos não teremos um piloto compatriota na categoria máxima. Ouvir a voz ufanista do Galvão Bueno tecendo loas a algum gringo vai ser de lascar. O segundo a própria "química explosiva" em juntar fogo com gelo no mesmo lugar. Alonso é em minha modestíssima opinião o melhor piloto da atual geração, tendo o inegável mérito de ter desbancado ninguém menos que o alemão anterior, Schumacher. Já Kimi tem algo a provar, em minha opinião: a motivação! Quem não se lembra de sua medíocre temporada em 2009, quando foi praticamente defenestrado da Ferrari em favor do próprio Alonso, ainda que regiamente pago para ficar em casa (ou no seu caso, brincando com os carros de rally, nos quais não fez feio e até, numa ou outra prova na Nascar)?
A dispensa de Massa se justifica plenamente por sua falta de competitividade nos últimos anos. Bom piloto ele continua a ser, mas algo deu errado na composição da dupla com Alonso. Ele não fez feio diante de Schumacher e muito menos de Raikkonen, mas com Alonso, pareceu murchar, encolher e isso, com as justificativas de que o acidente o havia afetado, não evoluiu com o tempo. Eu até diria que a escuderia foi muito paciente com ele, provavelmente pela pessoa amável e "team player" que certamente sempre foi. Terá mai sete oportunidades para tentar reverter a imagem de total submissão ao espanhol, mas eu não acredito em mudanças radicais na forma apresentada por ambos até agora. Alonso sempre consegue extrair algo mais de seu equipamento, parece estar bem em qualquer circunstância e se lhe dão meia chance ele a aproveita por inteiro. Ironicamente, Alonso está se transformando numa espécie de Stirling Moss, eterno vice-campeão, mas Moss tinha como pedreira no seu caminho o iluminado Fangio, enquanto Alonso teve contratempos intra-equipe e externos, como a boa forma de Sebastian Vettel a bordo dos carrões do Newey.
Discordo da maioria dos saudosistas que tecem elogios sem fim aos pilotos do passado em detrimento dos atuais. Tive a oportunidade de assistir a muitas corridas de Formula 1 nos anos 80, e penso justamente o oposto: aqueles pilotos eram bons, velozes, gênios alguns. Mas os carros quebravam muito, não havia telemetria para mostrar as falhas de pilotagem, trocas de marchas e tudo era feito empiricamente. Hoje em dia, cada rpm é medida e avaliada, cada trajeto, cada tomada de curva, acelerada ou freada mais inoportuna fica registrada e é mil vezes analisada. Portanto, os limites são desumanos e a tolerância a erros e falhas muito pequena, mínima mesmo.
De qualquer maneira a questão mais importante agora, no que tange ao automobilismo brasileiro diz respeito à permanência de Felipe Massa do Brasillllllll na Formula 1 para o próximo ano. O outro Felipe, o Nasr, que tem a minha torcida e simpatia, está deixando a desejar em sua segunda e bem financiada temporada na GP2, e se não for campeão, bye bye.
Quanto a questão de como a Ferrari vai lidar com a super inflação de egos a bordo de suas naves, isto fica para um próximo post. Na minha opinião, a cartada pode dar certo sim, e mesmo que digam que Kimi não seria um segundo piloto para Alonso, eu acho que ele vai acabar sendo, ainda que a peso de ouro. Se Massa for para a Lotus tem chance de refazer sua carreira, talvez não no patamar da Ferrari, mas não devemos nos esquecer que Felipe tem um vice campeonato com muitos méritos em seu nome e de bobo não tem nada!