quarta-feira, 1 de julho de 2009

JULHO: WE MADE IT!


Aos apocalípiticos de plantão: Julho, chegamos aqui. Bom, agora a vida segue. É claro que estou brincando, mas em meio ao caos que nos rodeia, estarmos aqui, nessa altura já é uma meia-vitória. Acidentes graves na aviação, escândalos políticos, golpes de Estado, a gripe matando ao norte e ao sul, o inferno astral da Formula-1, são tantas coisas que temos que dar uma pausa, respirar fundo e seguir em frente.
O Bruno Santos e seu sempre oportuno blog www.f1database.blogspot.com tem hoje um interessante perfil sobre o Tommy Byrne, um piloto irlandês que chegou a correr na Formula 1 e depois se perdeu pelo caminho. Eu conheci o Tommy e realmente ele tinha talento, mas também uma personalidade auto-destrutiva e um caráter no mínimo, duvidoso. Uma única pérola dele, serve para ilustrar sua arrogância: ao chegar á Formula 1 numa rapidíssima ascenção pelas Formulas menores ( e com uma ajuda involuntária do Ayrton Senna, mas isso é assunto para outra postagem) ele foi entrevistado por um jornalista inglês, que lhe perguntou como se sentia, apenas alguns meses após sair da Formula Ford e já estar disputando Grandes Prêmios contra pilotos consagrados, tais como Niki Lauda (retornando á Formula 1 após dois títulos, a quase morte em Nurburgring e já andando forte novamente). Ele respondeu: Niki, quem? O que era para ser uma tirada engraçada, foi interpretada como sinal de extrema arrogância, e aliado ao seu difícil temperamento irlandês, foi logo defenestrado da Formula 1. Quanto ao Niki Lauda, ganhou mais algumas corridas, mais um título mundial, e certamente é conhecido por "algumas" pessoas no meio. Eu mesmo tenho uma biografia dele em inglês, de muitos anos atrás que resolvi reler, e que contém algumas pérolas dignas de sua proverbial "sem papas na língua". Ao ser indagado sobre seus competidores e companheiros, teceu elogios a vários, mas quando lhe perguntaram a respeito de Carlos Reutemann, simplesmente disse: intragável como pessoa. Quanto ao Keke Rosberg (pai da princesa Nico)ele foi laconico: simplesmente ele não nos olha diretamente nos olhos. O livro vale a pena e vou procurar traduzir alguns trechos para ir ilustrando esse humilde espaço aqui. Gostei da forma como ele definiu seu contrato com Ron Dennis, a quem ele claramente não apreciava: "pedi um dolár pelas minhas habilidades como piloto, e muitos milhões pelo meu valor de Marketing". Ao ganhar o campeonato por apenas meio ponto sobre o companheiro Prost, em 1984, que veio a troco de banana pois havia sido despedido da equipe Renault, e que foi claramente privilegiado pela equipe (lembram-se de Alonso x Hamilton?), ele afirmou que continuava a valer os mesmos milhões pelo trabalho de Marketing, mas certamente alguns dólares a mais como piloto (campeão que era). Grande Niki!

4 comentários:

Paula disse...

Amigo Cezar, talvez esteja enganada mas a imagem que Niki Lauda me passa é de uma pessoa fria, arrogante e pouco humilde...nunca gostei dele como piloto. Acho que era uma mau perdedor. Mas claro, posso estar enganada a respeito.

Abraços de Portugal,

Paula Peixoto

De Gennaro Motors disse...

parabéns pelo blog !

abraço! Fernando

Raphael Serafim disse...

eu admiro a sinceridade do Niki Lauda...e tbém a história dele...uma história que ultrapassa os guard-rails das pistas

Ron Groo disse...

Eu não o vi correr, mas meu pai diz que era cerebral.

Quanto a arrogancia, pior que é. E ficou pior depois do acidente.