sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CURTAS

Jim Clark: este nunca precisou pagar para correr.
Bastante coisa acontecendo após o encerramento da temporada de Formula 1. Parece que há uma nova reviravolta no caso dos petrodólares venezuelanos que empurram a quase-carreira do Pastor Maldonado. Segundo fontes seguras da Inglaterra o tal deputado (Carlos Ramos)  quer explicações de como 26 milhões de doletas foram parar nos cofres de tio Frank (e o cara quer saber os nomes das pessoas envolvidas nas negociações, os benefícios, cópia do contrato). De qualquer maneira, o cara é oposição e minoria e a Venezuela é uma Ditadura comandada pelo filhote de demônio, que está meio afastado em função de sua doença. 
O interessante é que hoje existem pouquíssimos pilotos no mundo que teriam lugar em qualquer equipe de Formula 1 sem meter a mão no bolso, próprio ou de patrocinadores. Tirando os seis campeões mundiais (e olhe que Alonso tem forte apoio do Santander, mas mesmo que não tivesse, não ficaria desempregado), talvez Mark Webber,Rosberguinho, Felipe Massa, Kobayshi, Kovalainenn (não adianta muito pilotar uma carroça daquelas) e talvez a besta do Glock. Todos os outros pagam ou tem quem pague por eles. Sem mágica.
Para os puristas, não se enganem: quase sempre foi assim. José Carlos Pace e Wilsinho Fittipaldi tiveram que levar dinheiro para poder estrear na Formula 1 nos anos 70. Claro que eram quantias infinitamente menores. Alex Ribeiro também. Nelson Piquet não precisou, mas no entanto fez um contrato muito doido com o Bernie: recebia apenas cerca de 50 mil dólares por ano e pagava todas as suas despesas, inclusive estadias em hoteis. Só foi melhorar em 81 quando já era vice-campeão mundial. Chico Serra pilotou para a Fittipaldi mas levou alguma grana também e perdeu seu posto na Arrows, justamente para a grana belga de Thierry Boutsen. Ayrton Senna não precisou levar. Pedro Paulo Diniz tampouco, entrou lá pelo talento e currículo....rs....brincadeirinha. Fizeram um bem-bolado onde várias empresas que forneciam mercadorias para os super mercados de seu pai o patrocinavam, provavelmente em troca de melhores condições nas gôndolas. Ricardo Zonta entrou sem pagar, mas foi azarado e não se firmou. Enfim, para os puristas: Formula 1 é negócio de gente grande. Rubinho entrou com o apoio de um "pool" de empresas brasileiras, encabeçadas pela Arisco, mas depois de algum tempo, se firmou e ganhou muito dinheiro, principalmente na Ferrari.
Se o deputado venezuelano lograr "melar" o escuso acordo de Chaves, mais um posto de abre na Formula 1, colocando de volta o próprio Barrichello e quem sabe o primeiro-sobrinho, para quem já estão até fazendo campanha para que permaneça no facebook. Ingênuos torcedores: o nome do negócio é grana!
Rick von Opel: este sempre pagou para correr!

2 comentários:

INFORROCK disse...

CEZAR, PAGANTES E NÃO PAGANTES, NA HORA DA MERD@ ...SÃO TODOS IGUAIS.
O KOBAYASHI NÃO SEI SE ESTÁ COM ESTA MORAL TODA, OU O PEREZ É QUE É BOM, MAS JAPONES ACIMA DA MÉDIA, TEM $$$$ À VONTADE.
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O PATROCINIO MAIS LEGAL ERA O DO PACE: BRAHMA!!!
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QUANTO AO DINIZ, A PIADA FOI BOA :)
MAS ESTAVA NA SUA ESTRÉIA, EM 1995, E APESAR DE ANDAR MUITO LENTO, BEM ATRÁS DO MORENO, CHEGAVA AO FIM, E QUASE MARCOU PONTO. UMA FAÇANHA.
DEPOIS ELE SE MOSTROU UM PILOTO PARA CORRIDA, RUIM NAS CLASSIFICAÇÕES, MAS GUERREIRO NAS CORRIDAS, COMO O BERNOLDI, FRAQUINHO MAS GUERREIRO DE CORRIDA.
TEM O ROSSET TAMBÉM, PAGADOR E VACILÃO, RODANDO EM MONACO E FALHANDO NO CAVALO DE PAU, FEIO DEMAIS...
QUANTO AO MASSA, TÁ FEIA A COISA, ATÉ O PIQUET JR. FEZ MAIS QUE ELE.
[ ]S

Rui Amaral Jr disse...

Muito bom Cezar!