terça-feira, 27 de julho de 2010

MUCH ADO ABOUT NOTHING


E continuam pululando pelos blogs e sites mundo afora as atitudes revoltadas dos amantes do automobilismo em relação à marmelada da Ferrari no último GP da Alemanha. Depoimentos de ex-pilotos, justificativas, condenações. Eu acho divertido (quando tenho tempo) ler os comentários dos leitores dos blogs mais populares (os main-stream, que não é o caso deste humilde espaço aqui), cuja ignorância na maior parte dos casos chega a ser engraçada. Sempre tem um ou outro gaiato colocando o finado Ayrton Senna no meio da história, o velho Nelson Piquet, até o Pelé eu já vi mencionado! Oras, não é para tanto. Trata-se do sinal dos tempos, nem mais e nem menos. Contratos polpudos, direitos de imagem, versão para o povão. Quando eu via os pobres jogadores-marionetes do Dungana-me-engana dando as obrigatórias e insossas entrevistas em frente ao banner dos vários patrocinadores da seleção, aquilo tem uma legitimidade zero. As entrevistas pós corridas promovidas pela FIA também são inúteis exercícios de jornalismo, já que sabemos antecipadamente o que vamos ouvir em respostas às nossas perguntas.
Resumindo: corridas de automóveis, assim como campeonatos de futebol são jogos para cartolas, gente grande. Os pilotos, os jogadores, e principalmente o público, são meros detalhes estatísticos para exibir corporativamente na reunião dos executivos na segunda-feira: audiência de tantos milhões, tanto retorno de mídia escrita, etc.
Há mais pureza numa singela prova de Formula Ve regional no interior dos EUA, ou numa corrida de terra em Santa Catarina que em qualquer GP. Sim, tivemos momentos sublimes nos Grandes Prêmios nessas exatas seis décadas. Momentos de grande bravura e destreza técnica, que encheram os olhos e os corações de aficcionados mundo afora. Mas mesmo assim eles estavam pilotando para as multinacionais que aplicam milhões de dólares anuais em seu esporte.
Quanto aos personagens de hoje em dia, subjetivamente, claro, eu dou meu veredicto:
1- Fernando Alonso - ótimo piloto mas com caráter de gangster "Al Capone". Será pego pelo fisco, um dia destes, com certeza;
2- Felipe Massa - quem nasceu para tostão nunca chega a milhão, já dizia meu velho pai. Uma improvável e meteórica ascenção, uma chance de ouro (pilotar para a Ferrari) e no final, a máscara caiu: Massaroca será o título de sua biografia. E nem podemos culpar a mola do Rubinho!;
3- Stefano Domenicalli - pau-mandado do Montezemollo, amorfo e sem qualquer carisma. Esperava-se deste típico executivo almofadinha uma decisão destas. Do tipo que se trabalhasse numa multinacional, seria o encarregado de levar a valise de dinheiro para os fiscais do Fisco para quebrar uma multa;
4- Michael Schumacher: Por que no te calas? A famosa frase do Rei Don Juan Carlos dirigida ao boçal-mor Hugo Chaves em certa e memorável ocasião poderia ser aplicada ao tedesco, que além de não estar acelerando nada, ainda tinha que justificar a decisão estapafúrdia de sua ex-equipe (decisão igual a tantas em que ele próprio foi o beneficiário);
Poderia me extender mais, mas não pretendo. O meu amigo Speeder decidiu boicotar o GP da Hungria no próximo domingo. Eu não vou. Vou levantar cedo, sintonizar na Globo (não tenho escolha), assistirei a corrida, torcendo pelos meus pilotos favoritos nessa ordem: Hamilton, Rubinho, Vettel, Kubica, Button. Sem nacionalismos ou fanatismos. Tentarei não me irritar com as observações estúpidas que Galvão certamente fará e seguirei adiante. Não consigo resistir ao cheiro de gasolina e borracha queimada, a alta cavalaria daqueles motores incríveis, ao som melodioso dos milhares de HP em uníssono, em sintonia. Homens? São um mal necessário, mas passarão.

Um comentário:

Ricardo disse...

E aí Manicaca !!! Beleza ? Andei fora do ar uns tempos , boa ideia a sua do plano funerário , não tinha pensado nisso , providenciarei um também , não ótimo quanto ao seu , porque a diferença do ótimo pro meia boca , prefiro gastar por aqui mesmo rsrs
Você disse tudo , no post anterior e nesse , eu assino em baixo . Mas como nós bem sabemos , com raríssimas exceções , no automobilismo , com por favor e com licença , não se chega à lugar nenhum . A canalhice faz parte do pacote . E ninguem se torna canalha ou é ou não é . E o Felipe não é . Ele é um cara bem nascido e bem criado , quem conhece sabe , que de canalha não tem nada . Eu não o conheço , mas conheço o pai o tio e o avô .
Um abração
Mike