segunda-feira, 26 de julho de 2010

FIM DE SEMANA MELANCÓLICO PARA OS AMANTES DO ESPORTE.

Em primeiro lugar quero pedir desculpas aos amigos, leitores e seguidores do meu blog. Nada justifica ficar uma semana sem postar, acho que um recorde negativo na curta história desse espaço. Problemas de agenda, um recorrente probleminha de saúde (já estou tomando providências — fiz um ótimo plano funerário — brincadeirinha!) , e algumas atribulações a mais me impediram de vir aqui e "palpitar" sobre coisas, como gosto tanto.
No entanto, o GP da Alemanha, marcado mais pela polêmica da ordem de ultrapassagem de Fernando Alonso sobre Felipe Massa — a lá Barrichello e Schumacher na Áustria em 02 — demandam uma opinião também. Muitos já escreveram e com propriedade sobre o assunto a ponto de quase encerrá-lo. Quase. Porque há implicações (se não explicações) subjacentes que pedem uma maior reflexão.
Em primeiro lugar acho vergonhosa a atitude da Ferrari, mesmo pensando friamente nos números e na remotíssima chance de Felipe Massa ser campeão do mundo nessa atual temporada. Fernando Alonso está mais bem posicionado é verdade e as Ferraris estavam em posição inédita no ano, ou seja brigando pela ponta entre si, já que as favoritas Red Bull e Mclaren pareciam ter dado um passinho atrás na pista tedesca. Fernando Alonso é talentoso como piloto, mas em matéria de caráter, já não podemos dizer o mesmo. O ponto baixo de sua cara de pau foi o episódio do Singapuragate, onde ele foi o maior beneficiado e o único a não sofrer punição. E se recusa a tocar no assunto, como se ofendido. Um picareta ofendido ao ser pego em flagrante, coisa incrível! Quanto à Scuderia, já havia dado reiteradas mostras de que não divide a ética comum dos homens, desde tempos remotos, fazendo com que pilotos de renome se recusasem a pilotar para Maranello. Não me recordo, mas dizem que Stirling Moss jamais quis guiar um dos carros vermelhos por não concordar com a filosofia da empresa. Me lembro da maneira como Niki Lauda foi (mal) tratado após desistir do Grande Prêmio do Japão em 1977, semanas após seu horripilante acidente em Nurburgring. Ele teve que ter muita força de vontade e auto-confiança para conseguir se impor à equipe a quem já havia dado um título mundial e a um segundo piloto de caráter prá lá de duvidoso: Reutemann.
Depois tivemos na própria Ferrari o caso Schumacher-Barrichello. Sim, o alemão é mais talentoso que o brasileiro, ganharia muito mais de qualquer maneira, mas aí é que está a questão: se é tão mais rápido, por que precisa de ajuda da equipe? Schummy, aliás, que vem tomando um banho na pista do nem-tão-bom-assim Nico Rosberg este ano, foi cara de pau o suficiente para defender a atitude da Ferrari, com uma ressalva: tem que fazer de forma mais sutil!
De qualquer maneira, a partir de ontem, justamente o dia em que comemorava um ano de seu "renascimento" , após o horrível acidente na Hungria, Felipe Massa deixa de ser um protagonista em qualquer equipe de Formula 1 para ser marcado como um piloto menor, um homem menor e deixando não só os brasileiros amantes da velocidade, como a todos que apreciam o bom automobilismo com vergonha. Sei que são palavras duras, mas não tem outro jeito de colocar: ou você é protagonista, ou coadjuvante. Em esportes de altíssimo nível, não há meio termo. Sempre achei que Massa teve ascenção artificial, bancado pelo "empresário" Nicolas Todt, com um currículo pré-Formula 1 meia boca, comparado com outros compatriotas, como Antonio Pizzonia e Enrique Bernoldi, por exemplo. No entanto, ele cresceu muito e se tornou um piloto rápido e regular, chegando a ser vice-campeão mundial em 2008, despertanto esperanças entres os torcedores brasileiros que há muito esperam por seu D. João. Com o episódio de ontem, voltou ao patamar dos pilotinhos, dos que pagam para correr, dos Sakons, Albers, Buemis desta vida.
Eu sempre defendi o Rubens Barrichello. Detesto quando fazem piadinhas a seu respeito, porque ele é um profissional de altíssimo nível num esporte que demanda muito. Nunca defendi sua subserviência na Ferrari, mas as circunstâncias eram diferentes, ele vinha de trajetória errática na categoria, Schumacher já estava lá há tempos, aquilo era seu feudo e todos sabiam. No caso de Massa, ele é mais antigo de casa, tem resultados para bancá-lo, vem de acidente grave e o espanhol é conhecido como pilantra. Não deveria ter cedido. Deveria ter partido para a briga e manter a cabeça erguida. Agora é tarde. Volto depois.

7 comentários:

Rui Amaral Lemos Jr disse...

É Cezar caiu a mascara do Massa e da dita imprensa oficial que sempre teimou em dizer que ele era "o piloto" sempre pensei como vc.
Muito bom seu texto.

Um abraço

Rui

Tica Bordados disse...

Antes de tudo queria te parabenisar pelo blog, ja faz algum tempo que eu o acompanho.
Ele decepcionou a todo o mundo amantes do esporte.
E muito triste ver isso de um piloto do nivel dele, Ele se rebaixou perante a equipe.
abraços
Douglas

Ron Groo disse...

é pra crer que este é o único circo em que os palhaços não estão no picadeiro, e sim na arquibancada.

Antonio Manoel disse...

Cezao

O causo todo é que o contrato deve ser cumprido, e o zacarias massa não teve culhões de falar que é segundo piloto e ponto.
Não é questão de se rebaixar, apenas omitiu um fato do contrato , é o segundo piloto e fim.
Agora o teatro da Ferrari foi muito tosco.

Abraço
Manoel
Ps:::. Por essas e outras que eu gosto do Rubens.

Antonio Manoel disse...

Cezao

O causo todo é que o contrato deve ser cumprido, o zacarias massa não teve culhões de falar que é segundo piloto e ponto.
Não é questão de se rebaixar, apenas omitiu um fato do contrato , é o segundo piloto e fim.
Agora o teatro da Ferrari foi muito tosco.

Abraço
Manoel
Ps:::. Por essas e outras que eu gosto do Rubens.

Tiffany Lima disse...

Os bons pilotos são sempre ferrados pelas equipes...se a Jaguar tivesse investido mais no Antonio Pizzonia eu tenho certeza de que ele seria uma campeão mundial!

Paula disse...

Acho lamentável o que se passou neste GP... isto não é nada bom para a F1.