segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

LA BOCCA MALEDETA






















Não tem jeito: se você fica embaixo de um pé de goiaba, não espere colher mangas ou morangos! Um belo dia de inverno numa pista da Espanha, onde a temperatura está um tanto elevada, é possível sentir-se no ar a expectativa de milhares de fãs presentes, além, é claro, das equipes, seus técnicos e pilotos. Todos têm em mente o que ocorreu há exatos doze meses, onde uma equipe que nem existia propriamente até semanas antes, fundada dos "salvados" da defunta Honda, com um motor Mercedes aparafusado às pressas, com dois pilotos em contratos provisórios, um deles resgatado de uma aposentadoria quase inevitável, assombrou a todos com seu ritmo avassalador. Pior ainda: muitos julgavam ser aquela uma tentativa desesperada da "raposa" Ross Brawn para angariar algum tipo de patrocínio, e olhavam com certa condescendência, como a dizer: já vimos este filme antes, e o final nunca é feliz! Surpreendendo a todos, provavelmente mais ainda aos próprios integrantes da equipe, a equipe branca e amarela-marca-texto, iniciou a temporada sem tomar conhecimento de seus poderosos adversários, beneficiada a bem da verdade com uma peculiar interpretação do novo regulamento, no que dizia respeito aos difusores. Muitos choraram, reclamaram, fizeram biquinho, mas quando começaram a trabalhar para valer e diminuir a distância, já era tarde: com 6 vitórias nas sete primeiras etapas, o insosso Button levou o caneco para a Ilha de sua Majestade.
Portanto, de volta ao mesmo cenário, com equipes novas (que ainda não mostraram as caras, ou carrocerias) e um retorno de peso: Michael Shumacher, simplesmente o maior piloto de todos os tempos, aposentado desde 2006! Schummy cedeu aos apelos do velho amigo e cúmplice de tantas vitórias Ross Brawn, e com a equipe agora campeão e adquirida em parte pela poderosa Mercedes Bens, que aliás financiou a primeira parte da carreira do queixudo teutônico, as expectativas são bastante altas. Seu co-piloto, Nico Rosberg, que a bem da verdade ainda não se estabeleceu como um competidor capaz de lutar pelo título em seu próprio direito, se viu subitamente jogado à sombra do grande compatriota.
Nesse ponto da história, entra o nosso personagem principal dessa pequena-tentativa-de-crônica: Rubens Gonçalves Barrichelo - ou simplesmente, La Bouche! Para não perder o hábito de falar mais do que deve, e após anos vivendo à sombra do talento e das maracutaias do alemão, resolveu dizer em entrevista à revista Autosport inglesa que "se Rosberg quer realmente ganhar algo, deve sair da equipe Mercedes". Oras, oras, bolas. Qualquer um, eu, você, o Zé ceguinho poderíamos dizer ou escrever isso, mas Rubens? Sei lá.... Continuo achando sábio aquele ditado que diz que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro...

domingo, 31 de janeiro de 2010

DOMINGUEIRAS, APRESENTAÇÕES SEM POMPA, BARBOSA VENCE EM DAYTONA





Meio de preguiça, meio de resguardo, analisando à distância a vida, os fatos e confabulando com meus botões. Estes estão acostumados com meus monólogos, que eu pretendo diálogos, mas como nunca me contestam, e quem cala consente, os considero interlocutores ideais.
Ao contrário dos anos anteriores, as apresentações dos novos carros e pilotos para a temporada de 2010 é de uma simplicidade espartana. Sinal dos tempos, ou bom senso? Mesmo as grandes não fizeram extravagâncias dignas de nota, e hoje pudemos conhecer os novos carros da BMW Sauber e da Renault. Também foi confirmada a segunda vaga da equipe francesa para o russo Vitaly Petrov, o que é algo absolutamente inédito, pois é o primeiro país da ex-cortina de ferro a chegar à categoria máxima. Impulsionado por um bom lote de rublos, o simpático e um tanto quanto atrapalhado Petrov, vice campeão da GP2 na temporada de 2009, junta-se ao campeão, Nico Hulkenberg na Formula 1. Do desastrado Romain Grosjean, ninguém mais fala, assim como Nelsinho Piquet, e mesmo o ocupante anterior do "assento maldito", Kovalainen, contratado pela nova equipe Lotus malaia, pouco se fala. Zica das bravas! De qualquer maneira, apesar da Renault contar com o talentoso Robert Kubica em seu primeiro carro, pouco se espera do que sobrou dos escombros pós escândalo. Agora, um polaco e um russo na mesma equipe, isso seria impensável há alguns anos, pelas condições políticas, econômicas e esportivas de ambos os países.
Na BMW Sauber (que paradoxalmente vai ter propulsor Ferrari), a improvável ( e coloca improvável nisso) dupla de um veterano quase sem cartel, e um japinha fogo-de-palha, excita e apavora ao mesmo tempo. A simpática equipe suiça pode ter acertado na mosca com o Kobayashi, mas eu não colocaria a responsabilidade de primeiro piloto na equipe num jovem com apenas dois (bons) Grandes Prêmios. Quanto a de la Rosa, é um bom piloto, que vai precisar de algumas corridas para ganhar ritmo novamente, mas jamais será um protagonista, especialmente numa equipe mediana.
Esta semana teremos os primeiros testes coletivos dos carros "safra" 2010. Pelo jeito todos estão adotando o estilo barbatana, acho que deve haver espiões excelentes à serviço das equipes, ou eles tiram cópia dos projetos na mesma copiadora.... Não creio que o grande choque que foi a performance da Brawn no ano passado se repita este ano, pois as grandes estão mais bem preparadas, mas certamente, no plano de pilotos, um campeonato excitante se descortina: a volta de Schummy, simplesmente o maior pulverizador de recordes da história, um Alonso hiper motivado e finalmente na Ferrari - sem desculpas, portanto. Um Massa querendo tirar o atraso, e os dois últimos campeões mundiais dividindo a Mclaren. Quietinho, um outro alemãozinho, simplesmente o vice campeão mundial não parece estar impressionado em estar fora dos holofotes, e certamente vai vir com apetite redobrado, além de mais experiente e seguro. No plano dos novatos, Hulkenberg parece ser um cara a ser observado, além de Kobayashi, claro. Bruno Senna, se conseguir alinhar, será uma atração a mais para os brasileiros, assim como Lucas di Grassi, cuja equipe, a novata Virgin, parece estar trabalhando direitinho em seu primeiro projeto.
Ah, e last but not least (último, mas não menos importante), parabéns ao piloto português João Barbosa, que ao lado de seus companheiros Borcheller, Rockenfeller e Dalziel, a borde de um Riley Porsche, conquistou a vitória na mítica prova "24 horas de Daytona" nos EUA.

DOMINGO


LEMA

Não vou lamentar a mudança que o tempo traz, não
o que já ficou para trás e o tempo a passar sem parar jamais
já fui novo, sim de novo, não
ser novo pra mim é algo velho
quero crescer,
quero viver o que é novo, sim
o que eu quero assim é ser velho.

Envelhecer certamente com a mente sã
me renovando dia a dia, a cada manhã
Tendo prazer me mantendo com o corpo são
eis o meu lema, meu emblema, eis o meu refrão

Mas não vou dar fim jamais ao menino em mim
e nem dar de, não mais me maravilhar diante do mar e do céu da vida
e ser todo ser, e reviver a cada clamor de amor e sexo
Perto de ser um Deus e certo de ser mortal
de ser animal e ser homem

Tendo prazer, me mantendo com o corpo são
eis o meu lema, meu emblema, eis o meu refrão
Eis o meu lema meu emblema, eis minha oração

sábado, 30 de janeiro de 2010

GUARDEM ESTE NOME: TIAGO FERNANDES, BRASILEIRO, ALAGOANO CAMPEÃO DO ABERTO DA AUSTRÁLIA SUB 18



























O título já diz tudo: pela primeira vez um tenista brasileiro conseguiu um título em um torneio de Grand Slam nas categorias de base. Com 17 anos recém completados, o tenista alagoano Tiago Fernandes jogou como gente grande a partida final contra o tenista australiano Sean Berman, não dando chances ao adversário, vencendo a partida por 7/5 e 6/3. Parabéns Tiago, esta é a luz no final do túnel do tênis brasileiro, pós-Guga!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DOS LANÇAMENTOS E DAS OPINIÕES SUBJETIVAS E NACIONALISTAS



Esta semana tivemos a oportunidade de conhecer os novos bólidos de Ferrari e Mclaren. Já háviamos visto a nova Mercedes. A Mc laren vem com um carro deveras interessante, cujo design além de ousado é muito bonito estéticamente. No blog de James Allen, jornalista inglês que muitos acham ser mais importante do que realmente é, este afirma que a parceria entre Button e Hamilton é muito mais forte e harmoniosa que a de Massa/Alonso. Brincadeira de inglês, claro. Ele se refere ao clima cordial entre os dois pilotos (e campeões) britânicos na cerimônia de lançamento do carro ontem, destacando que na Ferrari a tensão entre os dois pilotos é bastante visível.
Oras, os dois inglesinhos podem até ter uma certa camaradagem, mas quem conhece a imprensa inglesa e o que ela alimenta em termos de rivalidade, sabe que isso é apenas "para inglês ver". Se Massa e Alonso demonstram alguma tensão, esta é verdadeira e nem poderia ser diferente entre latinos, altamente competitivos e com muito a provar, ambos. No caso dos ingleses, Button está se dizendo satisfeito em estar na equipe e bla bla bla, enquanto Hamilton, inteligentemente, joga a responsabilidade sobre os ombros do outro. Joguinho de cobras criadas, que se não forem bem administradas, fará a euforia dos adversários.
Em relação ao carro da Mclaren, é impressionante o grau de sofisticação (mesmo para uma categoria "top" como a Formula 1) no MP4-25. O bico alto, a exemplo do Red Bull da última temporada, as barbatanas que correm paralelo ao carro, e o carro foi desenhado com um difusor duplo, ao contrário do carro da última temporada, que teve o acessório adicionado ao seu projeto depois do início da temporada.
Na Mercedes, Ross Brawn declara que não deseja ver seu primeiro piloto, Michael Schumacher "dominar" Nico Rosberg, e que espera uma dura disputa entre os dois. Eu não. Acho que o "velho" Schummy vai fazer barba, cabelo e bigode da barbie germânica, só para colocar os pingos nos "is" logo de cara. Ele afirma que nunca desejou que Michael dominasse, e que na Ferrari ele dominava seus companheiros "porque era o melhor". Dificil disputar tal afirmação, principalmente vinda do homem que estava lá nos bastidores, mas que houve uma "ajudinha" em favor do alemão, isso é inegável, e eu nem vou repetir a ladainha "Austria 2002". Com Irvine também se via uma clara preferência ao primeiro piloto de Maranello então.
Semana que vem começam os testes coletivos na Espanha, e nunca é demais recordar que foram nesses testes de início de trabalhos que a Brawn começou a mostrar suas cores e a preocupar os adversários. Teremos uma nova surpresa este ano? Difícil dizer, mas as equipes grandes e seus departamentos de engenharia não vão ser pegas de surpresas em regulamentos difusos desta vez.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

E MORREU SALINGER


Pois é. Recluso, controverso, talentoso. O pai de Holden Caufield, o herói de " O apanhador nos campos de centeio" J.D. Salinger, morreu ontem em New Hampshire, nos Estados Unidos, onde vivia recluso há décadas, aos noventa e um anos de idade. Marcou gerações. Não dava entrevistas e nem se deixava fotografar. A mim, parece ter sido um grande cara. Há controvérsias. Descanse em paz. Toda vez que morre um escritor, principalmente um dos grandes, eu sinto o mundo um pouco mais vazio.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CURTAS CONSIDERAÇÕES EFÈMERAS OU NÃO SOBRE A FORMULA 1 2010


Interessante a nova regra dos pneus: os dez primeiros colocados no grid de largada terão que partir com os mesmos pneumáticos com que se classificaram! Isso vai gerar uma nova série de variáveis, muitas vezes o décimo primeiro colocado no grid, em condições melhores de pneus poderá fazer diversas ultrapassagens, com as paradas nos boxes dos ponteiros para substituir as "sapatas" gastas. Interessante. Quanto ao novo sistema proposto de pontuação, também acho interessante, com o vencedor levando 25 pontos e o segundo colocado 18, ao invés dos vinte inicialmente propostos. Mas como purista e saudosista que sou, tenho saudades do velho 9-6-4-3-2-1, da época dourada da Formula 1, anos 60/70/80.
A Formula 1 está ficando com a cara mais latina também. Senão, vejamos: dos vinte e seis pilotos, nada menos que dez são latinos: Massa, Alonso, Barrichello, Alguersuari, Trulli, Senna, Lopez, di Grassi e de La Rosa. E o Sutil que é alemão, tem pais uruguaios. Faltando três vagas para serem preenchidas (apesar de muitos darem como certo a presença do russo Vitaly Petrov na Renault, ao lado do narigudo Kubica) a conta pode aumentar. Em relação à possível dupla da Renault, os russos e os poloneses não se bicam, será interessante ver se isso se refletirá no campo esportivo.
A Campos Meta parece ter sua situação mais complicada a cada dia que passa. Sem dinheiro, sem muitas esperanças, poderá dar lugar para a tal de Stefan GP que comprou o espólio da Toyota. Capítulos que irão render em breve, certamente. Adrian Campos certamente contava com a força do sobrenome Senna para atrair patrocinadores fortes, mas em algum lugar a coisa desandou. Os patrocinadores espanhois pelo jeito tampouco se empolgaram com a nova equipe, e o tempo "ruge".

domingo, 24 de janeiro de 2010

DOMINGUEIRAS....


Está chegando a hora da verdade e apenas 4 vagas para completar-se o grid para a temporada de Formula 1 2010. Ou menos. Parece que o argentino "tetinha" Lopez conseguiu mesmo, por mérito (brincadeirinha, onde se lê mérito, leia-se dólares kirchinianos) o posto de piloto da USF1, a grande escuderia norte-americana que estréia este ano.
Nelsinho Piquet em longa entrevista ao "Estadão" de hoje não acrescenta nada de novo. O mesmo blá-blá-blá de que errou, etc. Diz também que conversou com o pessoal da Stefan F1. Quem? Enfim, boa sorte a ele, mas a carreira de relevo acabou mesmo. Correr de camionetes na quarta ou quinta divisão da NASCAR é para iniciantes, não para ex piloto de Grande Prêmio com apenas 24 anos de idade. Afirma que deixou de ir para a Indy porque "tem muito brasileiro por lá. Sei.
Interessante a teoria do amigo blogueiro Carlos de Paula sobre a contratação de Nick Heidfeld para terceiro piloto da equipe Mercedes. Ele acha que se Schummy não conseguir ser competitiv0 e vencer corridas logo, não será surpresa se o seu "pescoço" começar a dar problemas. Para o hiper fominha Michael, vencer e vencer apenas interessa, e nisso eu concordo com o de Paula, a Mercedes contratou um terceiro piloto competente e que poderia pular imediatamente para um cockpit e ser competitivo.
Algumas coisas ainda acontecerão antes da temporada começar de fato. Nesse exato momento muitos pilotos estão negociando, barganhando para conseguir as última vagas disponíveis, e gerentes de marketing estão fazendo apresentações para empresas dos quatro cantos do mundo. O que realmente vai acontecer, ninguém sabe, afinal quem apostaria que a Brawn GP faria o campeão do mundo em sua primeira temporada? Esperar para ver.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SHORT ONES AGAIN



Continuando na história das curtinhas: esta é para ler, anotar, recordar e conferir daqui a alguns anos: o promissor Felipe Nasr, atual campeão da Formula BMW européia assinou um contrato de "management" com o Steve Robertson. Ele que já é empresário de Kimi Raikkonen (e sócio na equipe de Formula 3) é um astuto administrador de carreiras, e foi procurado por literalmente, dezenas de jovens promessas. Ao firmar o contrato com o jovem brasiliense (apenas 17 anos) que deve competir por sua escuderia no Campeonato Britânico de Formula 3 desta temporada, sinaliza que acredita no piloto e que os brasileiros em breve terão mais um compatriota em condições de se juntar aos grandes. Boa Felipe!
A Mclaren, repetindo o que havia feito com o jovem Lewis Hamilton, acaba de assinar contrato com o jovem holandês Nyck de Vries, de apenas 14 anos de idade! O kartista, que aparentemente tem um potencial enorme terá sua carreira administrada por Anthony Hamilton, pai de Lewis, e se declarou estar em estado de êxtase. Não é para menos, eu que daqui a alguns anos certamente serei avô, já estou a procura de um empresário para meu futuro neto, e gostaria que ele pilotasse para a Ferrari ou a Mclaren. Alguém se habilita?
Jarno Trulli declarou estar muito bem impressionado com as facilidades de estrutura de sua nova equipe a Lotus, e que o que viu superou suas expectativas. Na mesma linha otimista, Rubens Barrichello se declarou super motivado e feliz na nova equipe, a tradicional Williams. De la Rosa também promete surprender seus críticos e fãs em 2010, assim como a equipe Red Bull declarou que quer ser uma "pedra no sapato" das grandes, Ferrari e Mclaren, e prometeram não repetir os erros da temporada passada, que tiraram a chance de seu piloto Seb Vettel,efetivamente vencer o mundial.
E assim caminha a humanidade.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CURTÍSSIMAS


Daqui de fora, pobre mortais que somos, ficamos "pescando" os fragmentos de informações que os sites, blogs, revistas e jornais nos passam diariamente. Para passar a régua e fazer um resumão do que me parece interessante em relação ao próximo campeonato de Formula 1:
- A Sauber contratou o competente, mas azarado Pedro de la Rosa como companheiro do japonês Kobayashi. Posso estar enganado, mas tem gente considerando o Kamui o primeiro piloto da equipe, por ter sido contratado antes, e também por ter tido duas boas apresentações nas derradeiras provas do campeonato passado à bordo da Toyota do Timo Glock. Acho precipitado considerar o japonês um "superstar" no momento, duas apresentações iniciais boas eu já vi um monte de gente ter, e depois a coisa foi definhando, definhando.... Quanto ao de la Rosa eu o considero no mesmo nível de Fisichella, mas provavelmente mais motivado à esta altura da (quase) carreira.
- Estranho o Nick Heidfeld, piloto competente e que tem uma sólida carreira na categoria máxima ainda não ter sido contratado por nenhuma equipe. Vejo um desperdício de oportunidades aí, por onde andam os bons "managers"? A Renault poderia repetir a dupla da BMW e dar uma chance ao baixinho alemão ao lado do narigudo polaco.
-Valentino Rossi brincando com uma Ferrari de Formula 1. Namoro antigo, mas sem sexo, eu diria. (Sexo no caso seria a contratação efetiva do "Il dottore").
E tem mais coisas a caminho. Intervalo de temporadas é isso aí. Um monte de equipes querendo tirar seus projetos da gaveta, um monte de pilotos esperançosos em ter suas oportunidades, mas elas custam caro. As atrações para os aficcionados são as comparações das fascinantes duplas que irão alinhar nesse ano: Mclaren, com dois campeões mundiais ingleses, motivados e tendo muito a provar. A Ferrari com um motivadíssimo bi-campeão e um igualmente motivado Massa, com muito a provar. A Mercedes com dois alemães de gerações diferentes; um que nada mais teria a provar, mas que com sua excêntrica personalidade deve estar colocando toneladas de pressão sobre os próprios ombros, e outro, com tudo a provar e provavelmente a espinha gelada a esta altura, diante da (real) possibilidade de ser batido por um semi aposentado veterano. Mesmo que o seu nome seja Schumacher, esta não é uma perspectiva agradável. As outras equipes também vêm cheias de incógnitas: terá Hulk mais velocidade que o veteraníssimo Barrichello? Será Di Grassi capaz de estabelecer-se a bordo da nova Virgin? A Lotus com a dupla de veteranos Trulli e Kovalainen fará juz ao nome? Pontos a ponderar...
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