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| Jackie "campeão da vida" Stewart e sua belíssima esposa Helen, provavelmente na década de 70. Continuam casados. |
terça-feira, 27 de março de 2012
YOU ARE ALWAYS ON MY MIND (AND IN MY EYES)
segunda-feira, 26 de março de 2012
PÓS CARRERAS = REFLEXÕES DE SEGUNDA FEIRA
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| Felipe Nasr: rapidamente se aproximando do topo! |
Quanto à corrida de Formula 1 já falei num post anterior. Claro que depois, reflexivamente, sempre podemos modificar uma opinião aqui, enfatizar um outro aspecto acolá. As reações de alguns amigos mexicanos em resposta à excelente prova do Checo Perez me lembram muito as "pachecadas" de nossos mais fanáticos torcedores.
Depois fui assistir a corridinha da Stock. Confesso que me aborreci um cadin....e nem terminei de vê-la, vitimado pelo cansaço traiçoeiro da vigília da madrugada,e para delírio da nação Platinada, o filhote do gagá mais garganta do oeste ganhou de novo. Nada contra o Cacá, já disse isso várias vezes, o cara pilota muito. Mas sabe aquela vaga sensação de marmelada que fica no ar? Estamos na Patropi Tupiniquim, onde tudo é possível, principalmente o impossível....
Um tanto mais tarde, veio a prova de Saint Petersburg, Flórida, onde a grande atração e motivo de muita expectativa era a estréia do Rubinho. Não foi a la Mansell, mas não chegou a ser um desastre. Mas sim, ficou um gostinho de que ficou devendo. Já o Helio Castro Neves (separado — não compactuo dessa viadice de mudar nomes) fez uma bela corrida com os carros que ainda achamos esquisistos (por causa da traseira abaulada) e venceu pela terceira vez na pista.
Espero que o Rubinho se encontre logo (tenho certeza, ao contrário de muitos, que ele vence provas neste primeiro ano) porque a Indy tem um espetáculo interessante. O difícil é bater o encanto da Formula 1, com corridas cada vez mais imprevísíveis e pilotos de ótimo nível na pista. Dá gosto esta Formula 1 óh! E não, não sinto falta de brasileiros disputando as vitórias. Já falei isto dezenas de vezes, a paixão nos deixa cegos. Mas sinto, para gáudio de muitos, que o menino Felipe Nasr em breve estará num carro de Grand Prix..... e espero sinceramente que a Rede Globo não o estraguem.
domingo, 25 de março de 2012
IMPREVISÍVEL MADRUGADA MALAIA
A corrida acabou há pouco tempo, portanto as impressões ainda estão fortes e nítidas. Após ter feito a primeira fila sozinha na classificação, a equipe Mclaren foi a maior prejudicada na prova de hoje, pois conseguiu "salvar" apenas uma terceira colocação com um abatido Lewis Hamilton, que parecia totalmente contrariado no podium. Seu companheiro Jenson Button tinha tudo para se consagrar na prova de hoje, bem ao seu feitio, com chuvas e períodos de pista úmida, mas cometeu um erro bobo ao chocar-se com uma HRT (e o imbecil do Galvão latindo que a equipe não deveria participar da Formula 1 — no entanto foi ali que o Bruno Senna deu suas primeiras aceleradas na categoria). Outra equipe a perder muito na Malasia foi a Red Bull que não começa bem o ano. Um apagado Mark Webber conseguiu um discreto quarto lugar, enquanto o bicampeão Sebastian Vettel cometeu um erro bobo ao chocar-se contra — adivinhem!: uma lenta HRT e ficou fora dos pontos em décimo primeiro. Isso dá algum alento a um campeonato que está apenas começando, mas a grande estrela da prova, foi sem dúvida o velho bicampeão e raposon, Dom Fernando Alonso. Com um carro nitidamente inferior a Ferrari vive um inferno astral digno dos anos setenta, mas o talento de Alonso, as condições precárias de pista e muitas rezas carcamanas fizeram com que as coisas funcionassem e a vitória de hoje foi talvez a mais improvável que eu tenha assistido da equipe italiana. Felipe Massa.....sei lá o que escrever de um piloto que eu tanto defendo. Se eu fosse seu advogado de defesa, hoje, eu me demitiria, simples assim!
Mas além de Alonso, o grande destaque da prova foi o rápido mexicano Sergio Perez, que devolveu a alegria aos nossos simpáticos amigos mexicanos, fez o sisudo Peter Sauber derrubar umas lágrimas suiças e colocou o seu companheiro mítico numa perspectiva não muito boa. Um brilhante segundo lugar, apesar da saída de pista meio "mandrake" (Fernando is faster than you— all over again) e eis que temos um novo ocupante do pódio. Perez tem tido boas apresentações, tem o apoio financeiro do homem mais rico do mundo e seu caminho talvez seja a Ferrari na vaga disponível por lá.
De Hamilton e Webber eu já falei. Kimi Raikkonen outra vez fez corrida para lá de segura, levantando o astral de sua equipe e obtendo o quinto lugar, pontuando pela segunda vez consecutiva. Seu insosso companheiro de equipe, a besta Grosjean, ainda não conseguiu passar das primeiras curvas. Sexto lugar foi um merecido prêmio para um esforçado Bruno Senna que fez ótima corrida— mas não é o gênio apregoado pelo pai de Cacá Bueno. Bom piloto, boa prova, mas vamos aguardar mais. De qualquer maneira a equipe Williams já fez mais pontos nesta prova do que no ano passado todinho. Pastor Maldonado, coitado, burrinho como só ele, deve ter estourado o marcador de pressão de óleo e mandou um Renault semi-novo para as cucuias ("pero que me gusta rojo y quando lo miré, estaba rojo, entonces my papa Chaves estaba contento").
Em sétimo e nono os corretos Di Resta e Hulk, trazendo sólidos pontos para a titubeante Force India e em oitavo lugar um piloto que vem me impressionando muito bem: Jean Eric Vergne, o jovem francês que com pouca experiência anterior já anda melhor que o seu badalado "team mate", Canguru II Ricciardo. Nome para ser observado com atenção e carinho.
Em décimo, certamente frustrado, pois largou num ótimo terceiro lugar, o velho Schummy. Pelo menos salvou um pontinho para a decepcionante equipe Mercedes. Seu companheiro Rosberg, que na visão de Galvão chama-se Keke (ou talvez a Barbie tenha ficado em casa de castigo e o velho pai o substitiu), anda meio apagado este ano.
Dos demais, destaque negativo para Felipe Massa e Kobayashi que não foram vistos após a corrida......
IMPREVISÍVEL MADRUGADA MALAIA
A corrida acabou há pouco tempo, portanto as impressões ainda estão fortes e nítidas. Após ter feito a primeira fila sozinha na classificação, a equipe Mclaren foi a maior prejudicada na prova de hoje, pois conseguiu "salvar" apenas uma terceira colocação com um abatido Lewis Hamilton, que parecia totalmente contrariado no podium. Seu companheiro Jenson Button tinha tudo para se consagrar na prova de hoje, bem ao seu feitio, com chuvas e períodos de pista úmida, mas cometeu um erro bobo ao chocar-se com uma HRT (e o imbecil do Galvão latindo que a equipe não deveria participar da Formula 1 — no entanto foi ali que o Bruno Senna deu suas primeiras aceleradas na categoria). Outra equipe a perder muito na Malasia foi a Red Bull que não começa bem o ano. Um apagado Mark Webber conseguiu um discreto quarto lugar, enquanto o bicampeão Sebastian Vettel cometeu um erro bobo ao chocar-se contra — adivinhem!: uma lenta HRT e ficou fora dos pontos em décimo primeiro. Isso dá algum alento a um campeonato que está apenas começando, mas a grande estrela da prova, foi sem dúvida o velho bicampeão e raposon, Dom Fernando Alonso. Com um carro nitidamente inferior a Ferrari vive um inferno astral digno dos anos setenta, mas o talento de Alonso, as condições precárias de pista e muitas rezas carcamanas fizeram com que as coisas funcionassem e a vitória de hoje foi talvez a mais improvável que eu tenha assistido da equipe italiana. Felipe Massa.....sei lá o que escrever de um piloto que eu tanto defendo. Se eu fosse seu advogado de defesa, hoje, eu me demitiria, simples assim!
Mas além de Alonso, o grande destaque da prova foi o rápido mexicano Sergio Perez, que devolveu a alegria aos nossos simpáticos amigos mexicanos, fez o sisudo Peter Sauber derrubar umas lágrimas suiças e colocou o seu companheiro mítico numa perspectiva não muito boa. Um brilhante segundo lugar, apesar da saída de pista meio "mandrake" (Fernando is faster than you— all over again) e eis que temos um novo ocupante do pódio. Perez tem tido boas apresentações, tem o apoio financeiro do homem mais rico do mundo e seu caminho talvez seja a Ferrari na vaga disponível por lá.
De Hamilton e Webber eu já falei. Kimi Raikkonen outra vez fez corrida para lá de segura, levantando o astral de sua equipe e obtendo o quinto lugar pela segunda vez consecutiva. Seu insosso companheiro de equipe, a besta Grosjean, ainda não conseguiu passar das primeiras curvas. Sexto lugar foi um merecido prêmio para um esforçado Bruno Senna que fez ótima corrida— mas não é o gênio apregoado pelo pai de Cacá Bueno. Bom piloto, boa prova, mas vamos aguardar mais. De qualquer maneira a equipe Williams já fez mais pontos nesta prova do que no ano passado todinho. Pastor Maldonado, coitado, burrinho como só ele, deve ter estourado o marcador de pressão de óleo e mandou um Renault semi-novo para as cucuias ("pero que me gusta rojo y quando lo miré, estaba rojo, entonces my papa Chaves estaba contento").
Em sétimo e nono os corretos Di Resta e Hulk, trazendo sólidos pontos para a titubeante Force India e em oitavo lugar um piloto que vem me impressionando muito bem: Jean Eric Vergne, o jovem francês que com pouca experiência anterior já anda melhor que o seu badalado "team mate", Canguru II Ricciardo. Nome para ser observado com atenção e carinho.
Em décimo, certamente frustrado, pois largou num ótimo terceiro lugar, o velho Schummy. Pelo menos salvou um pontinho para a decepcionante equipe Mercedes. Seu companheiro Rosberg, que na visão de Galvão chama-se Keke (ou talvez a Barbie tenha ficado em casa de castigo e o velho pai o substitiu), anda meio apagado este ano.
Dos demais, destaque negativo para Felipe Massa e Kobayashi que não foram vistos após a corrida......
sábado, 24 de março de 2012
DISTANTE MALASIA
Confesso a vocês que dormi durante o treino que definiu o grid para a corrida da madrugada. Até tentei assistir a transmissão da GP2 (que foi vencida pelo nosso patrício Luiz Razia, que não poderia começar melhor o campeonato), mas minha Sport TV resolveu fazer um protesto qualquer e ficou com a tela negra. Cansado, sucumbi aos encantos de morfeu e aos cansaços de 32 aulas por semana (9 só ontem), além dos outros afazeres de um senhor de responsabilidade. De qualquer forma, parece que a Mclaren que inteligentemente não entrou na onda do bico "ornitorrinco" se deu bem e tem o carro mais veloz do começo da temporada, além de uma dupla de pilotos afinadíssima. Lewis Hamilton repetiu a pole da Austrália e vai fazer o possível para não reeditar sua medíocre largada da semana passada, pois tem a seu lado o Botão mais maduro do mundo, sedento por mais triunfos. Em terceiro no grid o maior colecionador de recordes de todos os tempos, o incrível Mr Schummy queixão, que parece realmente ter decidido somar mais algumas vitórias ao seu "pobre" cartel de 91 corridas na categoria máxima. Webber superou Vettel mais uma vez nos treinos e já posso ver a turma de "experts" decretando o fim da carreira do bicampeão, seu declínio incontestável e por aí afora.
Como não vi os treinos fica dificil comentar, mas gosto da forma com que Kimi Raikkonen (de quem sou assumidamente fã) está se comportando. Veio e mostrou que um campeão é um campeão. Alonso que nunca nos deixa esquecer disto vai largar em oitavo com o caminhão da Ferrari e nosso Felipe Massa, apesar de chassis novo e tal, continua a padecer no paraíso (sim, eu queria ser piloto da Ferrari, mesmo que ficasse em décimo segundo lugar no grid). Bruno Senna, nosso outro representante tupiniquim ainda ás voltas com as classificações, larga em 13º, e se passar da primeira curva incólume, pode obter um bom resultado, pois o carro da Williams deste ano é certamente melhor que a carroça do ano passado.
Previsões? Nunca fui craque nelas, mas pelo andar da carruagem, Mclaren novamente, sem descartar Seb Chuck Vettel, que deve estar meio "mordido". Schummy pode aprontar uma surpresinha ou duas, assim como Kimi.
terça-feira, 20 de março de 2012
MUCH ADO ABOUT NOTHING
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| Os três mosqueteiros. |
Ou melhor: muito papo sobre nada! Primeiro a famosa (apesar de ter saído hoje) capa da revista Autosprint italiana, "fritando" Felipe Massa. O que tem de gente dando "pitacadas" no assunto é incrível. De um lado, jornalistas e experts, pessoas que entendem do assunto. De outro, leitores de blogs, pessoas que por terem assistido a meia dúzia de Grandes Prêmios se acham entendidos no "metier". Não quero parecer prepotente, muito pelo contrário, mas acho que a Ferrari e a Fiat não rasgam dinheiro, e não entregariam um de seus dois carros de Formula 1, investimento caríssimo, em mãos despreparadas. Especulações mil a respeito de que "fulano" ou "sicrano" poderiam fazer ou não, são apenas isso, especulações. Os brasileiros em particular, perdem o respeito pelos seus ídolos de forma muito rápida (haja vista o caso do Emerson que quando foi para a Copersucar foi exacrado pela mídia e boa parte da população — para nas décadas seguintes sagrar-se campeão da Formula Indy e ganhar por duas ocasiões as míticas 500 millhas de Indianapolis), e essa nossa informalidade me incomoda, pois vulgariza. Temos talvez os piores políticos do mundo, que são denunciados, cobrados pela imprensa, mas acabam sempre sendo reeleitos. No caso dos ídolos esportivos a cobrança é muito mais severa, cruel mesmo, eu diria. Por décadas o Rubinho foi tratado como um farsante, um bobo da corte, um rufião. Mesmo assim ele ficou no topo por 19 anos e agora mesmo, conseguiu um lugar (pagando — equívoco de quem escreveu que Rubinho virou piloto pagante— ele tem uma ou mais empresas que acham um bom investimento patrociná-lo por causa do retorno de mídia e da possibilidade de obtenção de bons resultados.
Voltemos ao bom Felipe: é claro que o Alonso é mais piloto. É óbvio que o espanhol vem obtendo melhores resultados. Resta saber as razões da Ferrari em mantê-lo e também não devemos nos esquecer que pré-acidente (sim, eu sou daqueles que acho que a mola na cabeça afetou sua qualidade de piloto) ele era um dileto postulante ao título, tendo sido vice-campeão do mundo e vencedor de várias poles e vitórias. Isso, amigos, não é para qualquer um. Basta ver a lista enorme de pilotos que competiram por anos a fio sem ter logrado sequer umazinha. Encabeça-a o aloprado Andrea de Cesaris, que acho, competiu mais de duzentas vezes sem vitória.
Acho sinceramente que a Autosprint quer aumentar suas vendas em banca. Italianos são histéricos, e eu posso falar porque sou parte carcamano. De resto, uma corrida é pouco. Não que a Ferrari não tenha se livrado de pilotos promissores sem cerimônia (me vem a cabeça o Ivan Capelli, o Rene Arnoux e outros).
Acho também que o Felipe tem que se achar e rápido. Talento ele tem.
Quanto ao acidente com o Bruno Senna, lamento dizer, mas em todos estes anos, acho que foi um dos pontos mais baixos de participação dos brasileiros na Formula 1. Mesmo assim, se os pilotos envolvidos o consideram um acidente de corrida, quem sou eu para meter a colher? O fato é que Bruno Senna que tem contrato de apenas um ano com a Williams tem a sua posição muito menos segura que a do Felipe Massa, que como já disse anteriormente, já ganhou corridas e disputou título.
Domingo que vem tem mais! Que venha Sepang.
domingo, 18 de março de 2012
GP DA AUSTRALIA 2012: A CORRIDA QUE EU VI
Noite mal dormida, sono picadinho, expectativa grande. Talvez pela primeira vez desde 1972 eu perdi de assistir a um Grande Prêmio ao vivo. Sim, amigos, cochilei, depois dormi! Por sorte tenho a SportTV e logo cedo, antes mesmo de atingir a internet (que tentação!), eu consegui ver a corrida na íntegra, se bem que com algumas horas de atraso. Não importa, vi tudo e com atenção. Depois, resolvi não escrever na hora, preferi digerir um pouco o volume de sensações e conclusões represadas em minha mente durante os meses de entresafra.
De qualquer maneira, as Mclaren fizeram sua parte direitinho e parecem ter o bólido mais ajustado para a primeira parte da temporada. Algumas conclusões precipitadas que podem ter sido tomadas após as sessões classificatórias (sim, eu perco tempo em ler as opiniões de leitores de alguns blogs automobilísticos), como por exemplo, de que o Vettel só ganha corridas se tiver o melhor carro, caíram por terra rapidinho. É incrível o volume de torcedores que confundem paixão com conhecimento neste meio tão fascinante e ao mesmo técnico que é a Formula 1.
De qualquer maneira, na prova que eu assisti pude constatar algumas coisas: o nível técnico de pilotagem está bem elevado, a despeito da falta de testes. O nível técnico de engenharia está nas nuvens (vide as dificuldades que as equipes ditas "novas" — Marussia, Caterham e HRT — têm tido em alcançar a "rabeira" do pelotão intermediário), e o fato de termos seis campeões mundiais na ativa faz desta temporada uma ocasião muito especial nestes 63 anos de Formula 1!
Button— Há muito sou fã deste inglês simpático e despretensioso, que à exemplo dos bons vinhos, só melhora com o tempo. Quem diria que aquele garotão com espinhas na cara e cara de bebê chorão que estreou num longíquo ano 2000 ainda estaria na Formula 1, 13 temporadas depois, como protagonista, após ser quase defenestrado pelo caminho? Falando em Fênix, a ave que ressurge das cinzas, Button, o botão mais que veloz, me vem à mente de imeditato. Corridaço, ganho na largada e na parte do cérebro que está etiquetada "autoconfiança". Com um companheiro talentosíssimo, mas volátil psicologicamente como Hamilton, esta é a formula certa para se impor dentro da equipe, e por conseguinte, de forma geral. Nota 10.
Vettel— O bi-campeão sempre mostrou brilho, desde as corridas de berço nos corredores da maternidade. Para aqueles que teimam em ser detratores (deve haver algum nome para a patologia "odiar vencedores") "Chuck" tem sempre a resposta. Seu currículo pesa demais, menos somente que o seu pé direito e as decisões certeiras de seu cérebro vencedor. \Insisto sempre na superioridade psicológica, pois pilotos têm companheiros de equipes, e estes precisam ser vencidos pela cabeça, sempre. Nota 9.
Hamilton— pilotaço com poucas falhas. Uma de suas fraquezas é o cordão-de-puxa-sacos que outrora também vitimou um promissor Barrichello. Seus problemas parecem ser mais de ordem extra-pista, dentro dela ele vai muito bem obrigado. Hoje foi superado por um inspirado e motivado Button e por uma parada de boxes inadvertida. Continua um dos favoritos ao título, ainda mais agora que a Mclaren achou o caminho das pedras. Nota 8,5.
Webber— Continuo a não gostar do canguru. Sei que é um cara decente, um piloto idem, mas falta-lhe algo. Fez uma corrida correta e a lá Reutemann, em seu dia, com o tempo e o vento favoráveis, a bordo do melhor carro, com seu companheiro de equipe fora ou acometido por uma crise de desinteria, pode dominar a corrida. Do contrário, é um piloto mediando e só. Hoje em casa, ficou devendo. 7,5.
Alonso— Bela corrida, como sempre. Justifica cada euro que recebe da Ferrari. Chorão, egocêntrico, antipático, mas que piloto! Para ser um dos grandes tem que fazer o mesmo que Shumacher fez na década de 90: montar sua equipe técnica e ganhar alguns títulos a mais, pela Rossa. Em ritmo de corridas, um gigante. Nota 9,0.
Kobayashi—Resultado melhor que a corrida em si. Baita piloto, mas a aura de "mito" é um tanto exagerada. Novamente a Sauber parece ter encontrado uma boa formula de desempenho para o inicio do ano, que tende a decair com a falta de grana para desenvolvimento ao longo da temporada. Competidor nato, aproveitou-se dos infortúnios das bestas Maldonado e Rosberg para alcançar um festejado sexto lugar ao final. Mas andou atrás de "Checo" Perez, seu companheiro de equipe, que em virtude de um mellé na última volta perdeu posições. Este está cada dia mais próximo do assento de Felipe Massa na Ferrari. Nota 7,5.
Kimi— Sempre fui fã declarado do lacônico finlandês, bebum, calado, taciturno, talentoso, precoce e "to cagando-e-andando-para-o-que-falam-de-mim". Em seu retorno enfrentou problemas nos treinos, na corrida em termos de ritmo, e nem se abalou com a ótima posição no grid de seu companheiro, o insosso Grosjean. Nota 8,0.
Perez— Pilotou e pilota muito. Com mais maturidade e um carro melhor é sério candidato a vitórias e a títulos. Alternativa para os brasileiros torcerem para os próximos anos, porque se o Felipe Nasr não emplacar....nota 8,0.
Os outros: Vergné, que se pronuncia VergnÊ, seu Lito, afinal ele é francês, parece uma ótima pedida. Vamos esperar mais um pouco. Ricciardo também marcou seus primeiros pontos em casa, e sabemos que há potencial ali. Grosjean foi excepcional nos treinos e azarado na corrida. Parece ter voltado com vontade e um carro decente. Di Resta oportuno, conseguiu um pontinho para a fragilizada Force India, e tem um companheiro talentosíssimo, Hulk, que hoje pouco fez. Maldonado vinha em prova excelente e no final, colocou tudo a perder, bem ao seu feitio. Cabeça não foi feita apenas para portar os cada vez mais belos e sofisticados capacetes, senhor Pastor! Glock, Pic, Kovallainen e Petrov foram meros figurantes. Pena que o mesmo não pode ser dito de Massa e Senna, pois foram trapalhões de luxo, com atuações desastrosas e talvez a pior exibição coletiva de pilotos do Brasil num único Grande Prêmio! Puta façanha! Ah sim, e teve o Schumacher que pareceu estar em forma, mas foi traído pelo seu câmbio.
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| A classe de 2012: quantos vão terminar o ano matriculados? |
35 ANOS SEM MOCO
Hoje eu acordei meio assim, sei lá. Rebobinei o tempo em minha cabeça e parei quando cheguei a esta exata data em 1977. Eu era adolescente, cheio de espinhas no rosto e sonhos na cabeça. Um coração que parecia prestes a explodir de ansiedade em devorar o futuro. Mas, adolescentes são assim. Na verdade, eu era meio diferente da maioria dos meus pares. Aos dezessete anos queremos namorar, pensamos em que faculdade iremos fazer e em nosso caso, interior, cidade pequena, sem recursos ou boas escolas, para onde iremos no ano seguinte. As conversas giravam em torno de temas comuns aos jovens. As meninas já namoravam "sério" e alguns de nós também. Não era meu caso, tinha planos muito diferentes, que envolviam tentar ser piloto, de preferência na Europa. Apenas meus amigos mais chegados sabiam deles, pois se outros soubessem, eu seria ridicularizado.
Meus ídolos eram os pilotos de Formula 1, ao contrário da maioria dos meus amigos que seguiam avidamente o futebol. Eu gostava do Emerson, claro, do Wilsinho e do Carlos Pace. Wilsinho já havia parado de correr e era o chefe de equipe da Copersucar. Emerson havia aderido ao sonho familiar e patriótico e passava por momentos difíceis em sua carreira. Nossas esperanças, como brasileiros estavam depositadas nos (bons) ombros do Moco. Parecia que desta vez ele finalmente desencantaria aquele talento enorme que o fazia um campeão mundial em potencial. A Brabham tinha começado bem o ano, com um segundo lugar no enorme calor da Argentina, e apesar do motor Alfa Romeo ser beberrão e pesado, proporcionava boa potência ao fantástico chassis projetado pelo gênio Gordon Murray.
Mas não era para ser. Moco, amigo dos amigos, coração puro, pé direito pesadíssimo, tão discreto que, apesar de ser um ídolo em nível mundial, pouquíssimo aparecia na mídia não-esportiva. Nada de revistas de fofocas, aparências despropositadas. Era um cara família, casado com uma mulher belíssima e igualmente discreta, Elda. Tinha dois adoráveis filhos pequenos, Patrícia de quase seis anos e o caçula Rodrigo.
Amigo de seus amigos e com um grande amigo ele se foi. Marivaldo Fernandes também deve ter sido um sujeito e tanto. Ambos estavam num pequeno avião monomotor que ia em direção a uma fazenda de Marivaldo em Araraquara. Mas o mal tempo fez com que a viagem terminasse em desastre.
Eu recebi a notícia em casa. A princípio, não entendi bem. Falou-se em acidente aéreo e eu achava que Moco estava na Europa. Naquele fim de semana, se bem me lembro, foi realizada a tradicional prova extra-campeonato "Race of Champions" em Brands Hatch. Por algum motivo, Moco não participou da prova. Pena. Um vazio se abriu nos corações daqueles que como eu amavam as corridas de carros.
Hoje faz trinta e cinco anos daquele dia fatídico. Já não sou mais uma adolescente cheio de sonhos, mas sim um homem maduro. Alguns sonhos foram realizados, outros não. O balanço de minha vida é legal, mas ainda penso nos amigos que ficaram pelo caminho. Pace nem sabia que eu existia, mas pelo simples fato dele ser um de meus ídolos, eu o considerava um amigo. Sei que de algum lugar, ele está orgulhoso da linda família que construiu, da carreira que fez e principalmente da imagem de amigo dos amigos. Valeu e muito, Moco!
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| Um homem feliz! |
quinta-feira, 15 de março de 2012
OS DOIS QUE FALTARAM ONTEM
quarta-feira, 14 de março de 2012
E ENTÃO, ÉRAMOS SEIS!
Pretendo começar a analisar os concorrentes ao mundial de Formula 1 deste ano que começa domingo próximo na Austrália, e como são 24 pilotos no total, e como temos 6 pilotos que já foram campeões mundiais, e como 24 é múltiplo de seis, pretendo analisá-los todos até sábado. Começando pela ponta mais lenta e bamba do grid, aqueles que têm suas posições precariamente seguras por um caminhão de dólares ou euros ou rúpias....
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| Narain: o representante da India não parece oferecer qualquer perigo real aos outros concorrentes. |
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