Parece que os meus amigos que organizam a Formula Vee acertaram na veia (eu falei na veia, não na véia!). Regulamento simples, carros idem, corridas disputadas (e serão cada vez mais), pessoal unido e despretensioso. Que continue assim. Que as pragas da profissionalização precoce não cheguem aqui, e nem aqueles moleques cheios de stickers e atitudes de futuros-campeões-de-nariz-empinados (vulgo babacas) e a praga dos assessores de imprensa. Que continue com os Sérgios, Zullinos,Rodrigos,Fernandos, Kikos, Sandros e tantos outros. Corrida boa chama público. Público chama investimentos. Acordai, empresários!
Abaixo um vídeo "on board" da segunda etapa do campeonato paulista realizado no último dia 03:
A verdadeira Lotus vencedora em Indianapolis em 1965.
Todos sabem que quando a pessoa morre já não mais comemora aniversários. Morreu, morreu. Mas podemos lembrar das pessoas que se foram na data em que comemorariam, caso estivessem vivas. Hoje o grande, inesquecível Jim Clark estaria completando 76 anos. Foi-se muito jovem, prematuramente, deixando no ar a dúvida de que tipos de recordes ainda iria bater. E além de tudo, era humilde. Corria (e vencia) de Formula 1, Formula 2, Formula Indy, carros turismo. Era o cara.
Clark a bordo da mítica Lotus Ford 49
A curiosidade: mandou escrever em seu túmulo que era fazendeiro, mesmo antes de ser piloto!
O Kiko Stone postou o vídeo da segunda etapa da Formula Vee corrida ontem, dia 3 em Interlagos. Dá para notar um saudável aumento no grid e acho que é hoje a melhor categoria de acesso no automobismo brasileiro e mundial. Para aqueles que saem do Kart, ou não tiveram esta experiência, ou aqueles que querem apenas saber a sensação de competir de verdade, o custo é bastante razoável, certamente mais barato que algumas categorias do próprio kart. Para ver e curtir. Dentro em breve teremos provas de repescagem, pois do jeito que a coisa vai, mais pilotos vão querer participar. Parabéns ao pessoal da organização que sempre acreditou no sucesso. Este humilde blogueiro aqui está torcendo!
E meio à cabeça o fato de que hoje a morte dos Mamonas Assassinas (para os mais jovens, google, pessoal) morreram vitimados por um acidente aéreo perto de São Paulo. Eles estavam literalmente no topo da fama e agradavam sobretudo as crianças (eu tinha apenas dois filhos naquela altura e eles adoravam as músicas marotas e de duplo sentido dos meninos). Na época eu ocupava o cargo de Presidente do Aeroclube de Ourinhos, portanto estava bem mais conectado aos assuntos de aviação, portanto qualquer acidente aéreo, ou mesmo incidente, imediatamente chamava a minha atenção. Na verdade, chama até hoje, uma vez que é impossível desligar-se de paixões verdadeiras e a aviação é uma delas. Há quase 35 anos (18 de março de 1977) outro grande ídolo brasileiro, Carlos Pace, pereceu em acidente aéreo, ali pertinho, acompanhado de seu amigo e também piloto Marivaldo Fernandes.
De Pace voltarei a falar oportunamente. Muitas vezes. Mas agora quero deixar uma lembrança dos Mamonas, que tinham uma graça meio inocente frente a algumas coisas que ouço (inadvertidamente) hoje em dia:
Só fotos. Precisa de palavras? Antes dos carros com efeito solo, das suspenões mágicas, dos freios super-eficientes, os pilotos realmente tinha que trabalhar muito. Principalmente nas curvas.
Um dos meus ídolos: Chris Amon e o Matra Simca.
Sempre no limite: um jovem Peterson no March 711- vice em 71.
Moco e Peterson no limite e além.
Peterson de novo, à frente de Emerson com o difícil e fracassado Lotus 76.
O segredo de Polichinelo mais polichenado de todos os tempos veio à tona hoje, numa apresentação em São Paulo: Rubens Barrichello vai mesmo competir a temporada toda da Formula Indy (incluindo as provas nos circuitos ovais) pela KV Racing, ao lado do seu amigo Tony Kanaan. Boa sorte a ambos e sucesso!