quinta-feira, 23 de abril de 2009

MISCELÂNIAS: VIDA, FORMULA 1, FRACASSOS, E UM POUCO MAIS DE SUCESSOS, DESCULPAS,ETC

 




 Estava aqui matutando 
com os meus botões (imaginários, já que estou de camiseta), e fico analisando o andamento da aldeia global. São tantas coisas diferentes, da vida, das corridas, de nossos afazeres, que o cérebro vira uma geléia só. Aliás, estes dias, durante uma palestra eu falei justamente sobre isso, sobre a enorme quantidade de informações a que somos submetidos nos dias de hoje. Fiz uma comparação com os homens da antiguidade, que ao longo de um dia de labuta no campo tinham talvez, acesso a uma ou duas informações diferentes, sobre a chegada iminente de algum circo na aldeia, a morte de um amigo, batizado de uma criança. Hoje em dia, mesmo antes de sairmos da cama, assistindo TV já sabemos que o Presidente do Paraguay já tem mais 7 filhos por aí, isso porque o dito cujo era bispo da igreja católica, e como bom seguidor dos preceitos da
 Igreja, não concorda com o uso de camisinha....o que me remete a outra histórinha (não resisto, perdoem-me ) sobre preservativos: era pleno 1976 e a Surtees já não andava bem das pernas (acho que jamais andou, Sir John é um homem da renascença, volto a esse assunto em momento oportuno), e eis que conseguem um patrocínio da multinacional de produtos de borracha Durex. Acontece que a BBC iria transmitir a corrida dos Campeões ao vivo e vetou os adesivos da Durex na Surtees de Alan Jones (Durex na Inglaterra é sinônimo de camisinha) para "não ofender a família britânica".
Bom, o tal de Lugo está roubando as manchetes, apesar da tentativa de greve de fome do nosso vizinho Evo Morales (até nisso eles são fajutos, esses pobres países latino-americanos)- poxa, se for para fazer uma greve de fome, vai até o fim, companheiro! O nosso Tribunal Superior de Justiça também nos brindou com um lamentável espetáculo de baixarias e falta de compostura, com a discussão entre o Ministro Gilmar Mendes (com aquela cara de fuinha) e o Ministro Joaquim Barbosa, esse sim, em minha humilde opinião com melhor postura para o cargo que ocupa. Nós, simples mortais pagantes de (muitos) impostos, sempre imaginamos que os distintos senhores estejam lá analisando com perspicácia e grande sabedoria as questões maiores da nação, mas, não, estão na verdade a questionar suas vaidades pessoais e seu vocabulário, isso sim, é um capítulo
 á parte. Enfim, foi divertido, porque já estou naquela fase de "é melhor rir do que chorar".
Li no Tazio hoje a entrevista-pedido de desculpas do Nelsinho Piquet e o que me ocorre é que o rapaz está totalmente perdido, e não apenas nas pistas. Lamentável entre outras a afirmação que fez, dizendo que lamenta não ter feito mais um ano de GP2 enquanto era piloto de testes da Renault em 2007, pois agora tem que enfrentar pilotos com mais de dez anos de Formula 1. Caramba, eu nem tinha notado que o Vettel já está na Formula 1 há tanto tempo, nem tampouco o  Hamilton, o Glock, o Kubica, o Buemi, poxa....como o tempo passa! Não vou ficar aqui chutando cachorro morto - até porque o Nelsinho não é cachorro e está longe de estar morto, eu defendo o Rubinho das críticas de gente que nada entende de corridas, mas confesso, está difícil achar um ângulo positivo na carreira atual de Piquet Jr. Os blogs amigos estão se esbaldando em diálogos imaginários, pelo menos nos divertimos, coitado. Outro que também não anda bem das pernas é o Keirrison, atacando do meu Palmeiras que começou o ano como um verdeiro furacão, e agora parece uma suave brisa de final de tarde. Parece que ele vai assinar contrato novo hoje, espero que pare de esconder as perninhas finas e jogue bola finalmente.
Achei legal também um post no popularíssimo blog do Gomes sobre o Vettel gostar de chamar seus carros de corrida com nomes de mulheres, e que chama o seu de Kate, ao que Gomes, nem sempre um rapaz perspicaz, imaginou ser a Kate Moss. Eu, Kate por Kate, fico com a lindíssima oscarizada Kate Winslet mesmo, e uma hora também vou fazer um post sobre as musas dos pilotos de Formula 1. No blogsport o Felipe lembra o episódio triste da morte do François Cevert em Watkins Glenn em 73. Eu me lembro daquele dia como se fosse ontem e até da maneira como recebi a
 notícia,  e que tive que entrar rapidinho para dentro de minha casa para disfarçar as lágrimas que começaram a brotar dos meus olhos de menino sonhador de 13 anos de idade.
Com tantas informações vou parar por aqui, não sem antes verificar o contador de visitas - não, não o contador de visitas do meu blog, e sim do oficial de justiça que vai levar as 
notificações de processos de novos filhos para o presidente-bispo Lugo. Parece que agora já são 24 rebentos....



quarta-feira, 22 de abril de 2009

SILLY SEASON: AGORA O ANO TODO!




Antigamente (tá, eu admito, sou do tempo da onça, vai) a temporada de boatos sobre transferências de pilotos de Formula 1 se dava naquela época entre um ano e outro, inverno na Europa, sem muitas coisas a fazer, precisava-se deixar a mídia aquecida com notícias, notinhas, boatos, para que o público fosse alimentado com essas informações e não perdesse o interesse. Portanto, era batata: mal a última bandeirada era baixada, começavam os boatos de qual piloto iria guiar para qual escuderia, quem iria se aposentar, quais os nomes mais quentes das formulas de baixo que poderiam subir etc. Isso era chamado de "Silly Season" e por semanas, alimentava as vendas das revistas especializadas na Europa (que na Inglaterra principalmente, são semanais) e mantinha nós, os fãs plugados. Eu tenho alguns exemplares de minha ex-imensa coleção da revista Autosport, dos anos 80,  e é engraçado folhear e encontrar nomes na "iminência de assinar com a equipe X ou Y" - nomes que voces talvez jamais tenham ouvido falar.
Além dos factóides muito bem plantados desde sempre pelo Senhor Ecclestone (deve ter inspirado o ex alcaide do Rio, o dignissimo Cesar Maia, ou vice-versa), havia as então incipientes "assessorias de imprensa" - praga moderna que assola nossas vidas em blogs, revistas, jornais e etc, hoje não há ex big brother que não disponha de um assessor de imprensa, pilotos de 8 anos prestes a estrear no kart e até travestis favorecidas por rotundos jogadores de futebol, todos têm a sua assessoria de quilates diversos. Pois bem, essas assessorias mandavam notas aos órgãos de imprensa especializados ou não a respeito de seus clientes, grandes pilotos que a memória ingrata não nos permite guardar: Marco "Lagartixa Greco" - uma vez piloto de testes da Minardi, Fulvio Maria Ballabio, patrocinado pelo Mickey Mouse e que tentou sorte na Formula 1 e na Formula Indy bancado pelas liras de seu papai, infelizmente liras não compram segundos na pista, apenas na mídia; Paul Belmondo (este sim, teve a cara de pau de tentar correr em alguns GPs, mas coitado, perto dele o Diniz era um Schumacher) e muitos outros nomes. Lembro dos testes do Valentino Rossi com a Ferrari em finais de ano, e pensava, agora vai, que nada....
Penso até em criar uma seção paralela aqui nesse blog falando do que poderia ter sido, ou seja, o mundo paralelo da Formula 1. Aceito sugestões de pauta, só não aceito "releases" de assessorias, por favor!
Agora o que me levou a escrever essas singelas notas é o fato de que a Silly Season não respeita mais o inverno, começa após a segunda ou terceira prova do ano. Figura omnipresente em quase todos os boatos é o Bruno Senna, que com certeza tem uma excelente assessoria de imprensa, à exemplo de seu falecido tio Ayrton. Já o colocaram em Le Mans, no DTM, nas vagas de Barricello, Bourdais, até na nave espacial russa o garoto deve estar sendo cogitado para ocupar o cockpit!
Difusores, regulamentos, dança de pilotos, mentira de pilotos, tudo isso está mais parecendo a revista Caras que uma categoria esportiva e comercial do mais alto nível. Saudades do Emerson, do Jackie Stewart, do Clay Regazzoni, do Niki Lauda, James Hunt, Pace.....acho que estou ficando velho mesmo...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

REFLEXÕES ENXUTAS SOBRE O GP DA CHINA E A F1 ATUAL (DEPOIS DO DILÚVIO)



Acompanho a Formula 1 e a vida em geral (esta não apenas pela janela) há muito tempo, e últimamente, sei lá por que, dei de acompanhar blogs e opiniões de leitores de blogs - acho que isso reflete minha curiosidade filosófica sobre os impactos que os eventos midiáticos exercem sobre as vidas e as opiniões das pessoas comuns.
Cada corrida de Formula 1 tem uma dinâmica própria. Quando os campeonatos estão embalados, geralmente na fase européia, com corridas em curto espaço de tempo, poucas oportunidades para modificar ou desenvolver os carros, os pilotos vão de pista em pista, o circo é armado e desarmado, sempre  com uma determinada tendência de resultados. Uma variação aqui, outra acolá, e todos já sabìamos mais ou menos o padrão da coisa. Este ano, apesar do domínio inicial das Brawn, existe um certo ar de incerteza pairando, uma fragilidade da equipe forte, que ainda (por todas as circunstâncias cercando seu surgimento)  não se estabeleceu de "facto e de direito", e essa incerteza foi realçada pela excelente performance da Red Bull Renault na China. Portanto, acabada a corrida na China, que venha o Bahrein e - ainda não há a certeza de um padrão de resultados.
O interessante em relação aos leitores de blogs, é a insistência que alguns têm em distorcer fatos e tentar realçar as coisas apenas pela sua ótica pessoal. Acho isso natural, não me espanta, mas a vida, assim como a Formula 1 não obedece a padrões subjetivos. Um bom piloto vai construindo sua reputação baseada em bons resultados e com isso, adquire créditos num banco de méritos imaginário. Massa ainda tem muito crédito, especialmente pela campanha que ele fez no ano passado. Emerson tinha um caminhão de crédito ao deixar a Mclaren naquele final de 1975, com dois títulos e dois vices nos últimos quatro campeonatos, mas foi gastando tudo a cada corrida em que se arrastava pela pista com o Copersucar. Sua conta recebeu um grande desfalque nas três vezes em que ao menos se classificou para largar em GPs. No final, ainda sobrou bastante crédito e auto estima suficiente para levantá-lo e lhe dar vida nova nos EUA- mas isso porque antes ele era um verdadeiro milionário.
Rubens Barrichello gastou boa parte de seus créditos dando declarações infelizes, gerando expectativas aos torcedores que poucas vezes se confirmaram e principalmente no ano retrasado ao não marcar pontos com a equipe Honda. Sua conta parecia andar no cheque especial faz tempo quando recebeu um sopro de vida, caiu um depósito meio sem querer - a contratação pela Brawn GP em 2009. Até aí tudo bem, e 3 corridas depois ele se encontra em segundo lugar no campeonato, atrás apenas de seu companheiro de equipe (aliás batido por ele no ano passado de forma inequívoca), na minha humilde opinião ele já saiu do cheque especial e tem até uns caraminguazinhos para tomar umas e outras.
O problema é que os torcedores brasileiros são passionais, e ele ao ser contratado - ou recontratado já que pertencia a equipe- pela Brawn GP eliminou as chances de um outro piloto brasileiro, que sem ao menos haver estreado na Formula 1 é considerado por muitos o novo...Senna! Ah sim, seu sobrenome é Senna (na verdade é Lalli que era o sobrenome de seu falecido pai), ele é sobrinho de ninguém mais, ninguém menos que o grande Ayrton, ele será o próximo Dom Sebastião!!!! ( a histórinha de D. Sebastião passou-se em Portugal há muitos séculos, era um rei muito virtuoso que foi à guerra e ao desaparecer, frustrou as expectativas do seu povo, que ainda, de certa forma, o espera para colocar as coisas no lugar)
Nada contra a figura do Bruno Senna que me parece um rapaz bem centrado, um bom piloto, com chances reais de se estabelecer por mérito e luz próprios na categoria máxima e etc. O problema é que Barrichello, gostem ou não os críticos, tem crédito, está fazendo um trabalho decente, especialmente se considerarmos que muitos o davam como morto e enterrado para a Formula 1 há coisa de semanas (acharam inclusive um cock pit na Stock car brasileira para o pobre- eu por mim, iria preferir jogar golfe) - Rubens é o titular de todos os 15 pontos marcados por pilotos brasileiros nesta temporada até agora.
A pressão portanto não tem razão de ser. Se ele é melhor ou pior que Button, primeiro ou segundo piloto, não lhe tira o mérito em absoluto. São coisas de corrida. Agora, se for para colocarmos o Bruno Senna na Formula 1, existem alguns outros pilotos que têm deixado a desejar, e para ficar nos brasileiros, um certo segundo cockpit da Renault me parece bem apetitoso no momento. O problema pode ser um espanholzinho duro de roer justamente nos boxes ao lado.

domingo, 19 de abril de 2009

DEVANEIOS & CIA: DE SUSAN BOYLE A UM POUQUINHO DE SEMIÓTICA!


Vivemos a época dos avessos. De tanto esculachar as idiotices de programas televisivos como o "Big Brother" e as pragas derivadas, de tanta orejiza que nos causam os excessos de programas tipo "Pãnico na TV", "Domingão do Faustão e suas cacetadas (como se ouvir a voz do infeliz a tarde toda em loas áos contratados da Globo não fosse em si uma tremenda cacetada)", acabamos por, perdidos sem lanterna numa noite escura e úmida, sem luar, a dar valor a coisas que realmente não o tem.
Explico melhor: a nova onda da internet, mais especifícamente do youtube é uma rotunda e caipira senhora escocesa, feia de doer, que no programa "Britain got talent", o mesmo que revelou o insosso Paul Potts cantando "Nessum dorma" no ano passado - cantando mal, mas isso é secundário claro, estamos a falar de símbolos, semíótica mesmo - que ao criar expectativas negativas baseadas apenas e tão somente em sua peculiar(?) imagem, ao abrir a boca e cantar razoavelmente bem, causou uma catarse coletiva e intergalática, graças á TV e ao Mr. Youtube.
Se todos esperamos pessoas plastificadas, maquiadas, com dentes perfeitos (isso muito me incomoda, como conseguem?), peles de seda, decotes milimetricamente estudados, o oposto, ou seja uma mulher comum e feia = comum sim, porque há muito mais gente feia no mundo que gente bonita, isso é fato, ao surgir na mídia não deveria causar tamanho espanto. Não deveria, mas à exemplo das idióticas cacetadas do gordo global ( que usam risadas pré gravadas para disparar o riso da platéia) somos vacas de presépio a seguir obedientemente á vaca que carrega o guizo.
Se uma pessoa vai a um programa de calouros, não tem a aparência bem cuidada, e sacrilégio dos sacrilégios, canta passavelmente bem e já vira manchete, o mundo realmente está precisando ser fechado por uns dias para avaliação de valores.
O fato da escocesa ter cantado não seria notável se ela fosse menos ingênua? menos feia? menos caipira? O que tem a ver o talento musical (ainda insisto, precário) com aparência, beleza ou estar dentro dos padrões midiáticos? Me surpreende ainda mais, pessoas inteligentes e formadores de opinião do porte de Barbara Gancia (do jornal Folha de São Paulo e blog próprio muito lido) e Paulo Moreira Leite da revista Época, levarem o assunto á baila em seus espaços. Os comentários dos leitores, todos de alma lavada contra os "preconceitos" e verdadeiros valores esquecidos, são ainda um acinte maior á minha já dúbia inteligência. Preciso da opinião do Reinaldo Azevedo e do doido do Mainardi, e se eles também se mostrarem maravilhados com a perua escocesa, eu me retiro....e quem vai reavaliar seus conceitos sou eu mesmo....

GP da CHINA : ANÀLISE DE LONGE (PROTEGIDO POR UM BOM GUARDA-CHUVAS)


Bom, eu acho que não tenho muito de original a acrescentar ao que se viu esta madrugada (do Brasil) na corrida sob o dilúvio chinês: uma atuação soberba do Vettel, as Brawn são excelentes carros de corrida e o chororô dos adversários não tem razão de ser, certos pilotos têm estrela e não adianta reclamar.
Do Vettel, além de tudo o que foi e será escrito à respeito do rapaz, eu agradeço o fato de ele não ser argentino, pois acho que estará por aí pelos próximos anos...na frente, na chuva, no seco, se impondo com aquele colossal talento que tem. As condições mascararam o que poderia ser uma boa corrida de Alonso, ainda o melhor piloto em atividade e que vem operando milagres com o limitado carro da Renault. A Mclaren pelo menos conseguiu pontuar com seus dois pilotos, mas Hamilton me pareceu bem menos especial sob a chuva do que a imprensa inglesa nos quer fazer crer que ele seja. Kovalainnen, que para mim é apenas mediano, pelo menos completou uma prova no ano. Não gosto do piloto Mark Webber, e gosto menos ainda do homem Mark Webber, mas sim, ele fez uma boa corrida - o que não é fácil é admitir que será o segundo piloto, pois seu ego é gigantesco, e contra Vettel, ele realmente não pode fazer nada. Mesma sorte tem o nosso Nelsinho Piquet, que a cada treino, a cada corrida, vai reforçando a hipótese de ter sido um factóide criado a base de muita grana e estruturas totalmente voltadas á ele. Volto a dizer que a paciência de Briatore, da equipe e de seu próprio pai tem limite, e este não deve estar muito longe.
Button pareceu estar com a cabeça focada no campeonato e fez excelente prova nas circunstâncias. Rubinho, apesar do erro cometido, tinha o carro acertado para o seco (assim como Button) e conseguiu salvar um bom quarto lugar - critiquem à vontade, mas ele já soma mais pontos em três provas que nas duas últimas temporadas inteiras. Felipe Massa vinha fazendo boa corrida e foi traído pela Macchina Rossa, acho que foi melhor que  o constrangimento que seu companheiro Kimi passou ao ser ultrapassado um sem-número de vezes por pilotos que têm uma fração de seu talento. Gostei da corrida do Buemi, e venho questionando meus conceitos sobre Bourdais, decepcionante para dizer o mínimo. Pecado a batida do Sutil, que vem tentando fazer um bom campeonato com o que tem em mãos (não é muito). Rosberguinho - cavalo paraguaio de novo, melhor no entanto que o fraco Nakajima, seu companheiro de Willians. Fisichella, alguém viu? está reforçando a tese de aposentaria já. As BMWs perderam o fio da meada e Heidfeld pelo menos está salvando a cara, parece que Kubica está muito aborrecido com a equipe e a ponto de jogar a toalha. As Toyota nada fizeram, apesar da boa corrida de Glock que aos poucos vem se impondo a um Jarno Trullli meio desmotivado.
Resumo da ópera: uma prova nada conclusiva, a não ser pelo reforço da percepção do enorme talento de Vettel, que se tivesse tido mais cabeça na primeira prova da Temporada poderia estar entre os pilotos da Brawn GP na classificação do campeonato.
Dos brasileiros, Rubens está fazendo um campeonato bom, senão excelente, Massa não tem do se que envergonhar, os problemas são da equipe e do carro, e Nelsinho tem que procurar um psicólogo o mais rápido possível e buscar uma atitude mais combativa, pois está a caminho de uma vexaminosa e irreversível demissão.
Semana que vem tem mais.

Resultado do GP da China 2009:
1. S. Vettel (ALE) Red Bull - 56 voltas  2. M. Webber (AUS) Red Bull - a 10s9 3. J. Button (GBR) Brawn GP - a 44s9 4. R. Barrichello (BRA) Brawn GP - a 1min03s7 5. H. Kovalainen (FIN) McLaren - a 1min05s1 6. L. Hamilton (GBR) McLaren - a 1min11s8 7. T. Glock (ALE) Toyota - a 1min14s4 8. S. Buemi (SUI) Toro Rosso - a 1min16s4 9. F. Alonso (ESP) Renault - a 1min24s3 10. K. Raikkonen (FIN) Ferrari - a 1min31s7 11. S. Bourdais (FRA) Toro Rosso - a 1min34s1 12. N. Heidfeld (ALE) BMW - a 1min35s8 13. R. Kubica (POL) BMW - a 1 volta 14. G. Fisichella (ITA) Force India - a 1 volta 15. N. Rosberg (ALE) Williams - a 1 volta 16. N. Piquet (BRA) Renault - a 2 voltas 17. A. Sutil (ALE) Force India - a 6 voltas (acidente) 18. K. Nakajima (JAP) Williams - a 13 voltas (abandono) 19. F. Massa (BRA) Ferrari - a 36 voltas (problema mecânico) 20. J. Trulli (ITA) Toyota - a 36 voltas (acidente)

Ah, a propósito: continuo péssimo em previsões, especialmente quando uso o coração.....rs

sábado, 18 de abril de 2009

PREVISÕES


Vamos lá, num exercício de pura vaidade pessoal, arriscar um prognóstico para o resultado do GP da China, cuja largada será dada em pouco mais de quatro horas. Como não poderia deixar de ser, vou apostar com o coração, e dane-se a razão, já a uso demasiadamente em outras coisas.

1- Barrichello
2- Hamilton
3- Alonso
4-Button
5-Heideld
6-Rosberg
7-Piquet
8-Nakajima


Pode estar totalmente furado, mas sem pensar, apenas no impulso e na base do primeiro nome que vem a cabeça, como uma aposta de mega-sena. Veremos.

TREINOS GP DA CHINA: VETTEL E ALONSO NA FRENTE.







O chorão Flavio Briatorre pode falar um monte de besteiras, mas ao assinar o contrato com seu primeiro piloto, ele tem um seguro de que jamais pagará mico, pois Fernando Alonso parece mesmo ser capaz de tirar leite de pedra. A pole de Sebastian Vettel foi meritória, mas o carro parece bem equilibrado dando ao segundo piloto Mark Webber o terceiro posto no grid - sendo um projeto de Adrian Newey, tem pedigree. Agora e o companheiro de Alonso, que também larga na primeira fila? Passou para o Q2? Não. Muito menos ao Q1 e eu não queria estar nas sapatilhas do PimpolhoQ nesse momento, pois a pressão deve estar maior que dentro de uma caldeira. A novidade dos treinos foi a não-pole do Button, mas este parece bem posicionado para a corrida, assim como Barrichello, em que eu aposto minhas fichas para a vitória. A Ferrari voltou a decepcionar, principalmente com Massa que parece estar muito desconfortável com a situação de coadjuvante, e vai ser preciso mais que a troca de algumas cabeças para colocar o trem vermelho de volta aos trilhos. A Mclaren que também conta com um piloto diferenciado (não, não é o Kovalainen) está um degrauzinho acima da Ferrari, ao que parece, e teve mais coragem em fazer as mudanças internas necessárias, inclusive ceifando a cabeça-maligna-mor, Ron Dennis (pelo menos para inglês ver). A Willians de Rosberguinho vem confirmando seu favoritismo ao troféu "cavalo paraguaio do ano em treinos". Buemi vem ajudando muito ao nosso menino Senna, pois está colocando Bourdais em perspectiva nada favorável, conseguindo colocar sua Toro Rosso entre os dez do grid, enquanto o francês de óculos fashion vem demonstrando uma incrível solidariedade ao Nelsinho e as Force India e permanece  plantado firmemente lá atrás. A Toyota foi bem com Trulli e azarada com Glock, e agora é esperar para a corrida e esclarecer certas dúvidas.


OE1.Sebastian VettelGermanyRed Bull-Renault1:36.184
2.Fernando AlonsoSpainRenault1:36.381
3.Mark WebberAustraliaRed Bull-Renault1:36.466
4.Rubens BarrichelloBrazilBrawn GP-Mercedes1:36.493
5.Jenson ButtonBritainBrawn GP-Mercedes1:36.532
6.Jarno TrulliItalyToyota1:36.835
7.Nico RosbergGermanyWilliams-Toyota1:37.397
8.Kimi RaikkonenFinlandFerrari1:38.089
9.Lewis HamiltonBritainMcLaren-Mercedes1:38.595
10.Sebastien BuemiSwitzerlandToro Rosso-Ferrari1:39.321
11.Nick HeidfeldGermanyBMW Sauber1:35.975
12.Heikki KovalainenFinlandMcLaren-Mercedes1:36.032
13.Felipe MassaBrazilFerrari1:36.033
14.Timo GlockGermanyToyota1:36.066
15.Kazuki NakajimaJapanWilliams-Toyota1:36.193
16.Sebastien BourdaisFranceToro Rosso-Ferrari1:36.906
17.Nelson PiquetBrazilRenault1:36.908
18.Robert KubicaPolandBMW Sauber1:36.966
19.Adrian SutilGermanyForce India-Mercedes1:37.669
20.Giancarlo FisichellaItalyForce India-Mercedes1:37.672

NEVER ENDING STORY: (UMA HISTÓRIA SEM FIM) DINASTIA GERMÂNICA NAS PISTAS










Eles quase conseguiram ter o seu campeão mundial com o Conde Wolfgang Von Tripps, mas isso foi há muito, muito tempo atrás e ele corria com uma Ferrari e estava prestes a se tornar o primeiro alemão campeão do mundo de Formula 1. Mas uma infelicidade sem tamanho na curva Parabólica de Monza naquele distante ano de 1961 acabou com as chances de uma nação de ter o seu "Welt master" e com a vida dele e de cerca de 13 espectadores. Num choque com o então novato Jim Clark a Ferrari foi catapultada para cima das arquibancadas num pavoroso espetáculo de carnificina. Passaram-se muitos anos, e para uma nação tão orgulhosa do feito dos seus filhos, ser coadjuvante no principal espetáculo do automobilismo não era normal. Suas equipes míticas, como Mercedes Bens, Auto Union estavam no topo da tecnologia, no pré-guerra tiveram astros da dimensão de Bernd Rosemeyer, Rudolf Caracciola e outros.
Parecia uma maldição mesmo, pois até um piloto nascido em seu território acabou competindo pela vizinha Austria e sagrou-se campeão mundial: Jochen Rindt. Vieram nomes como Hans Stuck, Jochen Mass, Rolf Stommelen, bons pilotos, mas não astros de verdade. Os anos 80 trouxeram talvez um futuro campeão que teve sua vida ceifada prematuramente, Stefan Bellof, feito do estofo nobre daqueles que aceleram muito e deixam sua marca. Tiveram também Manfred Winkelhock, Christian Danner, até o mestre dos mestres, Michael Schumacher, aquele que veio para pulverizar recordes. Paralelamente outros bons pilotos alemães surgiram, Frentzen, Ralf Schumacher (nunca gostei dele como pessoa, mas acelerava e tinha bom marketing pessoal) Nick Heidfeld.
Eis que surge, do nada, após a aposentadoria de Schummi, um outro alemãozinho atrevido, jovem, brilhante e vencedor, Sebastian Vettel. Esse menino, que já fez muito em sua meteórica passagem pela categoria principal do automobilismo, está fadado á grandes feitos e hoje, ao estabelecer a pole-position para o GP da China, numa Red Bull endiabrada (colocou o sonso do Webber em terceiro do grid) ameaça a continuar a dinastia dos bárbaros por mais um bom decênio.Alle!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

ANALISE DOS PILOTOS BRASILEIROS DA FORMULA 1 (3)















Continuando minha análise absolutamente subjetiva e bem pouco técnica a respeito dos pilotos brasileiros que passaram pela Formula !: após Gugelmin em 88 o próximo brazuca foi Christian Fittipaldi, sempre cercado de polêmica por causa do nome (alô, alô Nelsinho....), por causa das pressões auto-impostas, a mítica do nome, etc. Christian na realidade, tinha um currículo impecável até chegar a Formula 1. Campeão da Formula 3 Sul Americana, vice da F3 inglesa, campeão da Formula 3000 (batendo entre outros, Alessandro Zanardi), ele apenas errou na escolha da equipe: a fraquíssima Minardi. Em retrospecto, sua participação foi bem razoável: marcou pontos no final da primeira temporada, enfrentou seus parceiros de equipe de igual para igual. Quando se transferiu para a equipe Arrows, tampouco contou com equipamento de ponta, mas jamais decepcionou, e talvez tenha se precipitado em aceitar um convite para ir correr nos EUA ao lado do tio Emerson, com apenas três temporadas de Formula 1 e vinte e poucos anos de idade. 
O próximo brasileiro, continua lá até hoje, firme e sempre motivo de polêmicas: Rubens Barrichello. Eu sempre fui fâ desse moço, pois é de ótima índole, boa família (conheço seu tio Darcio dos Santos, bom piloto dos anos 70), nunca falei com ele pessoalmente, mas parece ser gente autêntica, e olha que eu já conheci umas peças raras nesse meio de vaidades e egos hiper inflados. Além disso, o cara acelera um bocado, e principalmente, nunca, nunca deixou de acreditar em si mesmo. Só isso já é motivo de admiração. Agora, os brasileiros alegam que ele perdia para Schumacher....oras.....Senna também foi batido por Schumy naquele fatício comecinho de 94, qual o problema? 
Depois de Christian e Rubinho, um piloto pelo qual eu não tinha o mínimo respeito antes da Formula 1, mas que em perspectiva não foi de todo mal: Pedro Paulo Diniz. Seu currículo pré F1 era uma piada, o cara não ganhava nem corrida de autorama. Montado na grana de papai, pelo menos ele era honesto em não querer montar uma super imagem de marketing, como é tão comum hoje em dia. Ele tinha grana, pagava para correr e pronto. Foi melhor que o Rick von Opel, melhor que o Rebaque, melhor que muitos príncipes pagantes que passaram por lá. Melhor mesmo que os dois próximos brasileiros na F1: Tarso Marques e Ricardo Rosset. Tarso era uma promessa genuína, campeão em categorias de base, vencedor na difícil F3000 internacional, estreou bem jovem, na fraquíssima Minardi, classificando-se em um estupendo 14º lugar no grid em seu segundo GP, na Argentina, mas a fragilidade do equipamento acabou com suas chances. Acabou voltando em 2001, junto com um certo Fernando Alonso, mas novamente pela Minardi, e se nem o impetuoso asturiano pode fazer algo, que dirá de nosso bravo Tarso? O Rosset até que tinha resultados honestos na Formula 3 inglesa e também na F3000 internacional, onde foi vice campeão, com vitórias e tal, portanto, estrear na F1 fazia sentido. Mas ele jamais se encontrou na  categoria, criando inclusive um mal estar entre Ken Tyrrell e o pessoal que adquiriu a equipe do velho lenhador, Craig Pollock a frente, pois Tyrrell não o queria como piloto. No cômputo geral, Rosset nada fez na Formula 1 e sua saída não foi exatamente lamentada.
Mais umas três temporadas sem novos brasileiros, o ano de 2000 viu a estréia de um piloto que eu jamais entendi porque chegou lá: Luciano Burti, que contava com certo favoritismo da parte de ninguém menos que Jackie Stewart para quem havia guiado nas categorias menores. Burti não era mal piloto, mas tampouco mostrou qualquer qualidade excepcional para merecer ser titular na Formula 1. Sofreu pavoroso acidente na Bélgica, e voltou no ano seguinte pela fraca Ligier. Foi companheiro de equipe do insuportável Eddie Irvine, e já na Prost não se saiu tão mal frente ao seu novo companheiro, o já então decadente Jean Alesi. Aliás eu pulei a estréia de um brasileiro em que eu e muitos outros acreditavam muito: o paranaense Ricardo Zonta, de excelentes credenciais, não menos ter batido o colombiano Juan Pablo Montoya pelo título da F 3000 em 98. Montoya que em minha humilde opinião foi um dos maiores talentos puros (desperdiçado em partes) na Formula 1 recente teve muito mais sucesso que Zonta, depois. Zonta teve um osso duro de roer em Jacques Villeneuve, mimado e cheio de estrelismos (fresco) na equipe BAR, predecessora da equipe Honda e da atual Brawn. Sua auto confiança foi sendo minada, e um acidente grave também limou alguns décimos de seus tempos. Foi uma pena, pois ele entregou os pontos muito rapidamente ( viu só os méritos que Rubinho tem?).
Próximo da lista,outro paranaense e outro com grande potencial, que infelizmente, mais uma vez devido ao equipamento, não vingou: Enrique Bernoldi. Menino-prodígio desde os tempos de kart, protegido da Red Bull, chegou a F 1 numa já muito decadente equipe Arrows e nada pode fazer, arrastando-se pela pista por quase duas temporadas. Lamentável, pois poderia ter ido muito mais longe do que eventualmente chegou.
Em 2002 um menino tímido, que eu jamais suspeitei iria tão longe, estreou depois de curta carreira nas Formulas menores: Felipe Massa, na equipe suiça Sauber, ao lado de Nick Heidfeld. Ele fez ótimas corridas, era rápido nos treinos, mas errava muito, e no final do ano foi substituído por Hans Harald Frentzen, então já em curva descendente na carreira. Massa teve um ano sabático ( que não faz mal a ninguém, pois Fernando Alonso após estrear pela fraquíssima Minardi em 01, ficou de fora em 02 testando pela Renault) e voltou pela mesma Sauber em 2004. Enquanto seu companheiro Giancarlo Fisichella marcou 22 pontos, Massa logrou marcar apenas 12, e isso certamente não era um bom indício para o futuro, mas a equipe continuou a acreditar nele para 2005. Tendo como companheiro o temperamental Jacques Villeneuve, Massa teve um ano médio, alternando corridas  boas e regulares, e foi com alguma surpresa que a Ferrari o escolheu para ser o substituto de Barrichello no final do ano. No entanto, ele já tinha um contrato com a escuderia de Maranello há vários anos, pois inteligentemente tinha como empresário Nicholas Todt, filho de Jean Todt, então o capo da Ferrari. Massa "cinzenta" também faz parte do sucesso. A partir de 2006 o que  se viu foi uma incrível melhora de rendimento de Felipe, e ele certamente amadureceu como um piloto formidável no final da temporada de 2008, quando, com toda a pressão de correr em casa e precisando vencer, o fez com méritos, perdendo o título apenas porque seu rival direto, Hamilton, conseguiu ultrapassar um cambaleante Timo Glock com pneus errados nos últimos metros do GP mais emocionante dos últimos anos.
Depois de Massa, em 2003 mais duas grandes promessas: Cristiano da Matta, um dos meus favoritos, que foi vítima de uma incrível politicagem na equipe Toyota, mas que chegou a liderar o GP inglês de 2003 e Antonio Pizzonia, outro caso de pé pesado e cabeça fraca. Assim como Zonta havia sido vítima da guerra psicológica de seu "parceiro" Villeneuve alguns anos antes, Zonta cedeu terreno no campo mental ao bestalhão e boquirroto Mark Webber, piloto que pelo que fala, já deveria ter no mínimo mais títulos que Schumacher, mas que na verdade nada pode ostentar de concreto. Ambos tiveram passagens rápidas pela Formula 1, Pizzonia ainda teve uma chance pela Willians, pela qual foi piloto de testes e apoiado pela Petrobrás podia ter feito muito mais, mas foi batido na segunda vaga pelo alemãozinho come-quieto Heidfeld. Da Matta regressou aos EUA, onde um acidente lamentável quase o matou e pôs fim á sua carreira competitiva, Pizzonia erraticamente corre de Stock cars no Brasil hoje, mas são dois casos a ponderar e valorizar Barrichello e Massa que souberam enfrentar as armadilhas da Formula 1 e permanecem lá muitas temporadas depois de estrearem.
O mais recente brasileiro a estrear no mundial é o muito aclamado Piquet Jr., auxiliado por bons resultados nas formulas menores, com títulos e uma boa disputa com Hamilton na Formula GP2 em 2007, criou muitas expectativas que vão sendo frustradas a cada GP. Após um início horrível de campeonato no ano passado, recuperou-se parcialmente, chegando mesmo a obter um ótimo segundo posto na GP da Alemanha, mas jamais conseguiu largar na frente de seu companheiro Alonso em 20 corridas juntos, e isso reflete o seu estado de espírito subjugado. Falarei num próximo artigo dos brasileiros que estiveram bem próximos de correrem pela Formula 1, mas que por um ou outro motivo jamais tiveram a oportunidade.

CHINA: PALPITARIAS & CIA



Já falei aqui nesse espaço que sou péssimo em fazer previsões sobre resultados de corridas, especialmente os Grandes Prêmios. Assisti (entre cochilos) pela SportTV o primeiro treino livre na madrugada passada para o GP Chinês, e vi o Hamilton marcar o primeiro tempo. Quase corri para o computador para escrever algo à respeito também, mas me contive, pois não fiquei inteiramente convencido de que os outros, especialmente as Brawn estavam mostrando todas as cartas. Sei das qualidade de piloto de Hamilton, claro, mas a Mclaren ainda não me convenceu, mesmo com difusor "genérico".
Com o segundo treino alguma normalidade já pôde ser sentida, ou seja, as Brawns na frente (pelo menos uma delas, a de sempre, Button), seguida pelo novo leão de treinos, Rosberguinho e sua Willians "cavalo paraguayo".  Logo atrás, vem Rubens Barrichello, e sobre esse, tenho algo a dizer. Ok, Button vem se qualificando e classificando na frente, mas espera lá: foram apenas duas corridas, e o campeonato tem 17 ou 18! Não estou dando uma de "advogado do diabo", apenas dizendo que essa pressão exercida pela imprensa sobre Rubinho realmente não tem sentido de ser, ele tem feito um bom trabalho, mesmo que o desempenho de Button seja superior no momento. Esses dois correram juntos no ano passado e nosso piloto marcou 11 pontos contra nenhum do inglês, portanto, são pilotos no mínimo parelhos, não vejo razão de tamanha histeria. Aliás, com o histórico que Barrica tem nessa pista, onde venceu e convenceu em 2004, estou apostando nele para a vitória nesse ano também, e não venham me acusar de bairrismo, sou sim um crítico severo e vejo nele qualidades de ótimo piloto.
Todas as outras posições no treino merecem análises, mas não acho que isso seria tão importante quanto analisar a configuração final do grid para a corrida, o que pretendo fazer na madrugada. A Ferrari parece estar tendo problemas bem sérios mesmo - e ninguém aí vem dizer que o Massa e o Kimi são maus pilotos (o que seria besteira, ambos são ótimos pilotos) - por que pegar no pé do Rubinho? Quanto ao Nelsinho, sinceramente, á essa altura, já não me atrevo a defende-lo, pois realmente acho que está fora de seu elemento na categoria e que se continuar nessa tocada, não atinge a metade da temporada.
Outro destaque extra-pista foram as bobagens ditas pelo "caçador de manchetes" Flávio Briatore, prontamente rebatidas por Button e por Rubinho. Da minha parte acho a maior babaquice ficar batendo boca pela imprensa, o Briatorre faz isso com certa frequência, mas sendo italiano e pavão do jeito que é, faz sentido. Nem Button e nem tampouco Rubinhos são pilotos meia-pataca como ele quis afirmar, e sua meia verdade "temos em Alonso e Piquet dois pilotos campeões do mundo" - a meia verdade em questão é que apenas o primeiro é campeão, o segundo foi uma pálida promessa.