segunda-feira, 13 de julho de 2020

quarta-feira, 8 de julho de 2020

RECADINHO DA QUARTA FEIRA A NOITE

Falar todo mundo fala. Opinião todo mundo tem. Vamos dar a nossa então, nesse espaço que é pequeno, aconchegante, mas é nosso! Umas palavrinhas sobre o GP da Aústria, as polêmicas envolvendo Lewis Hamilton, a boa estréia do brasileiro Felipe Drugovich na Formula 2 e o retorno de Fernando Alonso para a equipe Renault.


domingo, 5 de julho de 2020

GP DA ÁUSTRIA 2020 - A CORRIDA

Finalmente: após longos meses de espera e suspense a primeira largada da temporada 2020!

O pódio em tempos de pandemia!


Domingo a noite, horas após o término de uma corrida esquisita, com alto número de desistências, vale a pena   algumas poucas reflexões, subjetivas, claro, sobre o que vi. Em primeiro lugar a supremacia da Mercedes parece ter aumentado, causando até um certo constrangimento aparente por parte dos germânicos. Dominaram os treinos e, se não fosse a punição ao Hamilton teriam largado ambos na primeira fila. Tendo dito isso, Bottas fez uma corrida boa, dosando o ritmo como era necessário e conduziu seu carro à  meta sem sobressaltos.
Hamilton precisou trabalhar um pouco mais e, se na pista chegou em segundo, devido a outra punição ( em minha humilde opinião muito branda) caiu para quarto nos resultados finais. Alto número de carros foram ficando pelo caminho, começando por um dos favoritos à vitória, Max Verstappen cujo bólido apagou todos os sistemas. É a tal da eletrônica. Seu companheiro Albon vinha numa ótima corrida, sempre entre os primeiros, até que ao ultrapassar Hamilton por fora foi tocado e rodou, abandonando a prova subsequentemente. Com isso, um oportunista Charles Leclerc colocou uma Ferrari meia boca no segundo lugar. O terceiro foi certamente o piloto mais festejado do dia, Norris, que levou a Mclaren ao terceiro e merecido posto. Muito se escreveu e se tem escrito sobre esse piloto que parece destinado a continuar a saga dos britânicos campeões do mundo. Seu companheiro Sainz, aparentemente preterido pela equipe por estar de saída para a Ferrari (para a temporada 2021) foi um valente quinto lugar. Sergio Perez com a Racing Point rosa sempre dominou seu companheiro Stroll e acabou classificando-se num sexto lugar que poderia ter sido um terceiro ou quiçá segundo. A Racing Point aparentemente uma cópia descarada da Mercedes da temporada passada é uma força nesse mundial.Um discreto mas competente Pierre Gasly levou a Alpha Tauri a um sétimo lugar,seguido por Esteban Ocon que retornou de seu ano sabático a bordo da segunda Renault. Os respectivos companheiros, Ricciardo, Renault e Kivyat, Alpa Tauri, ficaram pelo caminho. Dois pontinhos Giovanizzi salvou para a Alfa Romeo, enquanto Kimi Raikkonen que nunca apareceu entre os primeiros perdeu uma roda num acidente bizarro para a Formula 1 atual e  o último pontinho foi conquistado por um opaco Sebastian Vettel, em seu último ano pela Ferrari. 
A prova não teve público devido as restrições da pandemia do COVID 19, e as equipes levaram um numero muito menor de integrantes para a corrida.
Polêmicas à parte, antes da prova uma cerimônia protagonizada por Hamilton em protesto anti racista marcou um momento até certo ponto constrangedor, onde ficou evidente que  a agenda do politicamente correto não combina com a Formula 1. Forçou demais. Outra boa nota do final de semana foi a vitória do piloto brasileiro Felipe Drugovich na segunda prova da Formula 2, começando sua trajetória  na categoria com o pé direito! Os dois outros brasileiros, Guilherme Samaia  e Pedro Piquet foram mais discretos. Semana que vem vem mais, no mesmo bat local e bat horário. Vamos ver se os erros serão corrigidos a tempo!

sexta-feira, 3 de julho de 2020

HABEMUS FORMULA 1 : FINALMENTE!

E não é que a Mercedes ficou bonita em preto?

As Mclarens podem surpreender!


Após uma longa (longa demais) pausa por causa da pandemia ainda em curso em muitos lugares, a Formula 1 finalmente vai iniciar sua temporada 2020. As equipes chegaram a ir para a Austrália no inicio de março, mas a corrida acabou não acontecendo para frustração de todos. Mas, pandemia ou não pandemia, eventualmente as corridas de Formula 1 voltaram. O prejuízo financeiro para a categoria ( e para todas as outras coisas do mundo) só é superado pelo prejuízo humano, a perda de quase meio milhão de vidas é coisa típica de tempo de guerra. Com tudo isso, o que importa para aqueles que gostam de automobilismo são as corridas, quando a luz vermelha se apaga e a baboseira termina.
À parte de todas essas coisas acontecendo, o mundo também está em meio às polêmicas geradas pelas manifestações anti racistas, e Lewis Hamilton decidiu que ser seis vezes (indo para sete) campeão mundial da Formula 1 e multi milionário não era suficiente. Ele precisava de uma causa. E que causa melhor e mais oportuna para ele, nesse momento que essa? Pois bem, nosso intrépido campeão se lançou de corpo patrocinado e alma idem contra o "sistema". E nessa cruzada encontrou apoio de vários setores, inclusive sua esquadra, a Mercedes, que pintou os carros de preto para apoiar seu maior piloto. Minha opinião sobre isso? Não importa.....vida que segue. É claro que o racismo é uma coisa horrível, detestável, que deve ser combatido sempre. Não nascemos racistas, basta ver as crianças numa creche....eles se socializam e brincam sem preocupações maiores. Aprendemos a ser racistas com o mesmo sistema que banca as benesses do senhor Hamilton. Mas, podemos desaprender, eu acho. E devemos.
Voltando a falar da corrida. Pelo primeiro treino livre, poucas coisas mudaram. A Mercedes continua com sua competência germânica intacta. Os demais correm atrás.As perspectivas são boas, no entanto, tem muito sangue novo querendo mostrar valor, Leclerc, Gasly, Albon, Sainz, Norris, Russell, essa molecada é rápida e competente. Ouso dizer que esse é um dos melhores grids de início de campeonato dos quais me lembro. Isso talvez, pelo uso dos simuladores e programas de condicionamento físico extremos usados pelos pilotos atuais. Não tem mais bobo nem amador na Formula 1. Pode haver pilotos pagantes, sempre houve, mas bobo, não.
Polêmicas à parte, mal posso esperar pela corrida de domingo. Nunca houve tanta expectativa para uma temporada como essa, pelos motivos expostos acima. E tem o Bernie papi de fora, tem o politicamente correto chato para cacete, tem os direitos, tem o bla bla bla.....e vamos que vamos!

domingo, 28 de junho de 2020






















Décimo dia (pulei ontem, estava cansado, rs) do desafio proposto pelo amigo Roberto Martinez de apontar os dez pilotos que mais influenciaram o meu amor pelo automobilismo. A ideia era postar fotos sem explicações, mas isso não seria eu. Gosto de substanciar minhas escolhas pessoais em bases sólidas. Admirei muitos pilotos ao longo dos anos que sigo automobilismo. Desde a remota década de 60, com os pioneiros brasileiros, os irmãos Fittipaldi, Marinho, Pace, Luisinho, Lian Duarte, Chiquinho Lameirão, Bird Clemente, Celso Lara Barberis ( que eu não vi correr mas era admirado por meu pai), e tantos outros pioneiros. Os estrangeiros, Clark, Hill, Bandini, Gurney, Stewart, Rindt, Mclaren, Amon, Hulme, Surtees, são muitos os heróis daquela época. Veio a década de setenta e eu continuava ali grudado, sonhando em um dia poder competir também, o que, convenhamos, era um sonho quase impossivel para um menino pobre do singelo interior do Estado de São Paulo, filho de mãe professora e pai mecânico. Enfim....sempre admirei aqueles que superaram as muitas dificuldades colocadas em seu caminho e fizeram acontecer. Em meados da década de 70, o Brasil viveu um período bastante próspero em termos de automobilismo. A Volkswagen apoiou uma nova categoria que foi transplantada por aqui, a Formula Super Ve e havia vários fabricantes, diversas equipes, novos pilotos e patrocinadores. Lembro de uma forte equipe com o piloto Ingo Hoffman e a direção técnica de ninguém menos que Wilsinho Fittipaldi e Ricardo Divilla - como um side project da construção do Copersucar, o primeiro Formula 1 brasileiro. A equipe contava com um carro da marca Kaimann, austríaca. Havia Chiquinho Lameirão, Julio Caio, Bejamin Rangel, os irmãos Di Loreto, Milton Amaral, Newton Pereira, enfim, um monte de feras. Dentre eles, um jovem piloto de Brasilia, desconhecido por mim, com um esquema extremamanente modesto, Nelson Piket. Seu carro era um Polar, ele transportava o equipamento e o carro todo a bordo de uma velha Kombi. Fui assistir á última etapa daquele campeonato de 1974 em Interlagos e o campeão, surpreendemente foi o competente Marcos Troncon, que havia perdido as primeiras etapas do campeonato. Mas um piloto em particular me marcou: o tal Piquet! Nos dois anos seguintes continuei a seguir a carreira daquele candango calado e competente. Em 1976, com soluções técnicas interessantes e o bom patrocínio da Gledson ele foi campeão brasileiro com sobras. Eu também estava lá em Interlagos. No ano seguinte, graças ao apoio de alguns amigos ele rumou praticamente sozinho para fazer a temporada européia de Formua 3. Comprou um carro da March e um velho ônibus. Acabou trocando por um chassis Ralt e os resultados melhoraram bastante na segunda metade do ano, chegando a ganhar duas corridas. O problema é que a imprensa brasileira deu muito mais destaque aos resultados do paulista Chico Serra na Formula Ford inglesa que aos resultados de Piquet. Renovou seus patrocínios e se mudou da Itália para a Inglaterra. Seu raciocínio era simples: já que Serra tinha a atenção da imprensa especializada brasileira, o correto era enfrentá-lo e derrotá-lo. E foi o que fez com competência ímpar: com sua modesta equipe própria, fazendo experiências mecânicas interessantes, ainda com o seu chassis Ralt do ano anterior, Piquet derrotou a concorrência (Serra e Derek Warwick, inglês talentoso e bem patrocinado) com sobras. Antes do final do ano, foi sondado por algumas equipes de Formula 1 e fez sua estréia no GP da Alemanha a bordo de um modesto (mas lindo) Ensign. Depois, fez três provas por uma pequena equipe indepentente, a BS Fabrications, que tinha um velho chassis Mclaren M23 de cinco anos de uso. Impressionou a quem interessava: Bernie Ecclestone, o dono da Brabham que contava com Niki Lauda em seu primeiro carro. Estreou no Canadá e nem se preocupou com os termos do primeiro contrato: queria correr. NO ano seguinte, a bordo do Brabham ainda com o beberrão motor Alfa Romeo, superou seu badalado companheiro com certa frequência e quando este abandonou a carreira (voltaria mais tarde para ganhar mais um campeonato com a Mclaren), foi promovido a primeiro piloto. Vice campeão em 80, campeão em 81, ano de desenvolvimento dos possantes motores turbo da BMW em 82, campeão novamente em 83, Piquet ganhava e sobrava, na pista e nos acertos técnicos. Transferiu-se para a melhor esquadra a Williams em 86, mas sofreu muito com a preferência da equipe por seu outro piloto, Nigel Mansell, superando a todos para ganhar seu terceiro título em 87. Depois transferiu-se para a Lotus, e encerrou a carreira na Benetton em 91, tendo vencido algumas corridas, como o memorável GP do Japão de 1990 onde foi o primeiro com seu amigo e compatriota Roberto Pupo Moreno fechando uma inesquecível dobradinha brasileira . Admiro-o por ser ele mesmo, vencedor, sem jamais ter que se render ao sistema. Subsequente carreira como empresário vitorioso, onde teve que remar novamente para obter sucesso, mostra a fibra de que é feito! Este é sem dúvida um piloto admirável e um ser humano diferenciado! Nomeio meu novo amigo Leandro Leonardo Bandeira Verde para continuar a brincadeira! 10/10

sábado, 27 de junho de 2020

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Preciosidade : A live do Emerson!

Mais um "Achado" maravilhoso nas garimpagens da internet: a entrevista "live" feita pelo Felipe Mota do Site Motorsport.com com o Emerson Fittipaldi. Vale a pena ver, mesmo para aqueles que já conhecem algumas das histórias. Uma das poucas coisas boas dessa pandemia são as oportunidades para assistirmos essas lives. Além do Emerson, temos vários outros pilotos dando seus depoimentos, e isso é bastante importante para aqueles que gostam de automobilismo e prezam pela memória.




sábado, 20 de junho de 2020

LE MANS MATANDO AS SAUDADES

Junho é sempre aquela época mágica em que ocorre as 24 horas de Le Mans, em minha modesta opinião a prova mais excitante do automobilismo. Como esse ano a prova foi postergada para setembro em função da crise pandêmica que vivemos, ficou um vazio no coração dos fãs... Por isso, vou compartilhar com vocês um precioso registro da histórica prova de 1966 - também motivo do filme Ford x Ferrari. Vale a pena!


quinta-feira, 18 de junho de 2020

RETOMANDO AOS POUCOS

Estamos em plena época de pandemia, muitas coisas acontecendo simultaneamente e este espaço, infelizmente, foi negligenciado por mim por vários meses. Não há desculpas para isso, não mesmo. Ainda assim, brasileiro que sou, não desisto nunca e, pretendo retomar aos poucos as postagens sobre aqueles assuntos que tanto amamos. Tenho publicado fotos e principalmente vídeos na página do blog no Facebook, e o retorno dos amigos tem sido bom. Mas sinto falta desse espaço aqui, onde posso expandir minhas ideias e compartilha-las com vocês. Vários projetos me ocorrem e o principal deles vai ser a retomada da escrita da "Corrida no céu", série de crônicas de imaginação fantástica que iniciei no longínquo ano de 2010 ou 2011...


Por ora, portanto, só esse aperitivo. E um videozinho básico.