domingo, 26 de maio de 2013

30 ANOS E O TEMPO NÃO PARA!

Hoje o filho repetiu o feito do pai. Nico Rosberg venceu no principado em uma maíscula vitória a bordo de sua Mercedes.
Há 30 anos o então campeão mundial a bordo de uma Williams Ford aspirada, fez um corridaço no principado e conquistou uma de suas mais marcantes vitórias.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

JUSTA HOMENAGEM

Um dos mais competentes e carismáticos pilotos franceses da história da Formula 1, falecido prematuramente em outubro de 1973, quando estava no auge, aos 29 anos de idade, François Cevert recebeu uma linda homenagem de seu conterrâneo Jean-Eric Vergne, que fez o lay out de seu casco em alusão ao lindo capacete de Cevert.





quinta-feira, 23 de maio de 2013

NÃO DÁ PARA PERDER!


Venho falando há tempos, assim como outros blogueiros, sobre o lançamento do filme Rush, que retrata a épica rivalidade entre Niki Lauda e James Hunt no campeonato mundial de Formula 1 de 1976. Já postei o primeiro trailer do filme aqui mesmo em dezembro e volto a postar o terceiro "teaser". Só uma pequena observação: tenho a biografia de Lauda "To hell and back" e ele relata como ele e Hunt dividiram um apartamento na frenética Londres do início dos anos 70, assim como algumas garotas também. Portanto, a cena em que Hunt pergunta: "quem é aquele?", se for no contexto de não saber quem Lauda era, é totalmente inverosímel. Esperar para ver.

NÃO NOS ESQUEÇAMOS DE INDIANAPOLIS!

Domingo tem, além do Grande Prêmio de Mônaco de Formula 1, corrida sempre muito esperada, mas que frequentemente frustra por ser monótona e previsível, uma das provas que mais gosto: as 500 Milhas de Indianápolis! Para ir aguçando a curiosidade um pequeno video de uma corrida na década de 30, mais precisamente no ano de 1934, nascimento de meu pai! Para quem acha que tradição pouca é bobagem...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O PRIMEIRO GRANDE PRÊMIO A GENTE NÃO ESQUECE

O primeiro Grande Prêmio transmitido ao vivo pela televisão brasileira foi o de Monte Carlo em 1972, não por acaso o ano do primeiro título de Emerson Fittipaldi. Transmissão em preto e branco, mas valeu. Apesar de ter saído na pole position, Emerson conseguiu apenas o terceiro posto no final, em prova brilhantemente vencida (a única vitória da carreira) pelo francês Jean Pierre Beltoise ( cunhado de François Cevert). Os pontos obtidos pelo terceiro lugar foram importantes para Emerson consolidar sua liderança no campeonato que não perderia mais!


O RETORNO

Eu gostava muito de torcer pelas equipes nanicas na Formula 1: aqui o Ensing da equipe Theodore com Patrick  Tambay a bordo.

Muitas coisas acontecendo. No campo pessoal, no profissional. Mudanças. A vontade de escrever retornando. Nos últimos meses tenho me limitado a assistir as corridas e ler os blogs de outros autores. Na maior parte das vezes, os que leio pelo menos, ótimos textos, fotos, análises precisas. O que "pega" por vezes são alguns comentários de leitores xiitas, desavisados, que palpitam mesmo quando é para escrever : "eu não entendo, ou não conheço, mas acho que..." — cáspita!, se não entende ou não conhece, por que não lê e aprende a respeito antes de dar pitacadas? Muita gente escreve sobre as atuais corridas de Formula 1 como sendo chatas, previsíveis e mencionam os "velhos tempos" como se fossem mágicos. Pessoal, eu estava lá, sim sou velho e acompanho vorazmente a Formula 1 desde 1968, pelo menos. Com algumas excessões, nos velhos tempos, os carros quebravam muito, o nível de pilotagem não era lá estas coisas, excetos nos caras que estavam nos melhores carros das melhores equipes, não havia telemetria e os erros de pilotagem eram muito mais frequentes, se bem que as deficiências técnicas dos pilotos dos pelotões intermediários eram mascaradas pela falta de telemetria! 
No ano em que Ayrton Senna sagrou-se campeão mundial pela primeira vez, 1988, somente ele e seu companheiro de esquadra na McLaren tinham carros para vencer. Legal se você era francês ou (principalmente) brasileiro, mas provavelmente nem tanto para os torcedores de outros pilotos e outras nacionalidades. As corridas eram boas? Há controvérsias. Houve grandes duelos, grandes corridas, mas o tempo parece que aumenta as proezas. Quero ver neguinho entrar na pista hoje, mesmo com um carro bom e "botar banca" para cima de um Fernando Alonso, um Sebastian Vettel, um Kimi Raikkonen, um Lewis Hamilton, um Button, um Webber, vai lá um Massa ou um Hulkenberg! São pilotos de ótimo naipe e talvez em pouquíssimos e brevíssimos períodos tenhamos tido o privilégio de assistir a tantos craques ao mesmo tempo, e o que é melhor, a bordo de carros que raramente quebram e com a telemetria totalmente escancarada para vermos as eventuais "barbeiragens" antes mascaradas pelas deficiências técnicas das comunicações entre carro e equipe.
Enfim. Não sou saudosista. Curti e como torcer pelo Emerson Fittipaldi a borda da mítica Lotus 72D preta ( e já havia torcido pela mesma linda combinação em vermelho). Vibrei com cada um dos títulos do Piquet, sempre lutando meio sozinho contra a malta toda, com seu jeito malandro e irreverente. Torci pelo Senna e seu talento cirúrgico de não deixar pedra sobre pedra, principalmente nas classificações com aquelas voltas precisas e ao mesmo tempo "banzais". Mas igualmente torci pelo Niki Lauda e seu jeito desengonçado. Torci muito pelo James Hunt, admirador do playboy irreverente e talentoso que foi. Torci pelo Keke ter finalmente sido campeão do mundo, a base de seu talento sempre sub-utilizado até então. Admirei os títulos de Alain Prost, principalmente por te-lo visto em ação diversas vezes e sua aparente facilidade de condução me deixava perplexo. Gostava do Rene Arnoux. Era fã do Elio de Angelis, do Ronnie Peterson, do nosso Moco, o saudoso Carlos Pace. Admirava os dias bons do Lole, Carlos Reutemann. Gostava do Jackie Stewart (como não gostar?), do François Cevert, do Jo Siffert, do Denny Hulme. Nunca gostei do Jody Scheckter, mas reconheço seu talento.  Torci bastante pelo "Leão" Nigel Mansell por sua garra, bravura e inegável velocidade. Poderia ficar aqui a noite toda discorrendo sobre os pilotos para quem torci e que NÂO eram brasileiros. Ou seja, esporte é esporte. Se um conterrâneo ganhar e você se identificar com ele, legal, se não, a vida segue. Hoje eu não desgosto do Massa, mas não sinto aquela vibração em torcer por ele. Torço muito mais pelo Kimi, pelo Lewis, mesmo pelo Alonso, do que por ele. E jamais torci para alguns brasileiros que passaram, ainda que fugazmente pela Formula 1, por absoluta falta de identificação. Domingo tem Mônaco, e até lá eu volto para aborrece-los um pouco mais.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

APÓS UM LONGO E TENEBROSO INVERNO, VOLTO A POSTAR

Pretendo aos poucos ir retomando meu ritmo neste espaço aqui, que tanto gosto. O ano foi terrível e devo pedir desculpas aos meus escassos amigos/seguidores. Em férias na escola, vamos tentar manter uma média decente de postagens, se não diárias, semanais. Abraço. Ah, a propósito, começo com estes vídeos do Jim Clark que encontrei no youtube, que são um deleite para alguém na minha faixa, etária, pois para nós, Jim Clark, Graham Hill, Dan Gurney, Jackie Stewart e os outros craques eram apenas fotos em preto e branco nas páginas da Autoesporte ou da Quatro Rodas. Vê-los correr, dar entrevistas, sentir a atmosfera mágica daqueles anos sessenta, não tem preço!

sábado, 6 de outubro de 2012

O outro cara!



Tenho que ser muito subjetivo aqui: vou buscar nos recantos da minha memória a magia daqueles anos que eram inocentes e prometiam muito. O Brasil era o país do futuro e era bom acreditarmos naquilo, pois o presente de então era bem básico mesmo.  Os generais estavam no poder, a imprensa era restrita (lembra algo?), as estradas péssimas, havia muito por fazer em todos os campos.
Na área esportiva, havíamos ganhado há pouco o tricampeonato de futebol no México, evento supervalorizado pela então incipiente Rede Globo e demais veículos de comunicação. Tínhamos um tenista razoável em nível mundial (Thomas Koch),  conquistávamos duas ou três medalhas de bronze nas Olimpíadas, vôlei era apenas uma miragem distantes, e o basquete masculino já havia passado de seu zênite.
Eis que surge, do nada, de quase combustão espontânea um jovem paulistano e se sagra campeão mundial de Formula 1: Emerson Fittipaldi! A glória de Emerson, sua natural habilidade midiática e as dimensões realmente heroicas de seu feito (mais tarde feitos) devem mesmo ser enaltecidas. Mas eu estou aqui para falar de outro cara. O outro cara.
Eu era fã de carteirinha do Emerson, aliás, ainda sou. Ele brilhava intensamente, conquistando vitórias e legiões de seguidores. Então, na esteira deste sucesso surgiram dois escudeiros: seu irmão Wilsinho, excelente piloto, nunca devidamente valorizado e o Moco!
Numa época em que se valorizavam estrangeirismos e nomes pomposos, o “superbrasileiro José (há nome mais tupiniquim que este?). Eu acompanhava a carreira do Moco desde os tempos em que corria de Karman Guia pela equipe Dacon. Ele sempre tímido e reservado, colecionava inúmeras vitórias e boas colocações. De jeito retraído socialmente, era um leão por trás do volante, sempre agressivo e veloz. Eu sinceramente, nunca achei que aquele cara quietão, meio gorducho iria correr na Europa e muito menos, ter o sucesso que teve.
Comecei a notar o Moco mais atentamente quando ele se sagrou campeão de um dos torneios de Formula 3 britânicos, logo em sua primeira tentativa. “Nada mal, pensei”.  Ele e Wilsinho e outros tantos rumaram para a velha Inglaterra para tentar um lugar ao sol (meio contraditório, já que por aquelas bandas o sol é escasso). Fritz Jordan, Luizinho Pereira Bueno (saudoso Peroba), Chiquinho Lameirão, Giu Ferreira, Lian Duarte e muitos mais....
Mas Pace, mesmo em sua humildade, era um piloto diferenciado. Logo chamou a atenção de gente mais qualificada e foi guindado, junto com Wilsinho, para a Formula 2. Uma escolha infeliz de equipe (Pigmee) não mascarou seu talento abundante e já no ano seguinte, 1972, ano da glória de Emerson, ele e Wilsinho ascenderam à categoria máxima, em condições muito mais modestas. Wilsinho pegou uma terceira e velha Brabham, então uma equipe intermediária, com um decadente Graham Hill e um ambicioso e bem financiado Carlos Reutemann como companheiros de equipe.
Já Moco, coitado, foi para uma equipe que se tornaria grande nas décadas seguintes, a Williams, mas que estava em fase inicial e com pequenos patrocínios, com carros velhos e defasados, e pior, que quebravam a um olhar mais duro. Um ano difícil e que, no entanto trouxe alguns pontinhos, muito mais difíceis de obter naquela época onde apenas os seis primeiros pontuavam. Dali, em 1973 foi para equipe do irascível John Surtees, onde penou para acertar um carro veloz, mas que quebrava muito e tinha pneus pouco competitivos. Cansado de sofrer com a personalidade difícil do “Big John’, Moco foi finalmente contratado pela equipe Brabham, já sem Wilsinho (que estava a construir o Copersucar no Brasil) e Hill”. A equipe era toda voltada em torno de Carlos Reutemann, já um piloto vencedor e uma personalidade também difícil.
Com sua atitude franca e honesta, não demorou muito para Pace conquistar a afeição e o respeito dos mecânicos e os bons resultados não tardaram a aparecer. Seu momento de glória foi, claro, no GP do Brasil de 1975, onde conquistou sua primeira e única vitória na Formula 1 defronte sua plateia caseira, em Interlagos, e ainda por cima, com dobradinha com Emerson em segundo. O ano trouxe mais resultados excelentes e já era evidente que apesar de Reutemann estar há mais tempo na equipe, Pace era mais querido e mais veloz. Quando Bernie Ecclestone fez a besteira de assinar um contrato de fornecimento de motores com a Alfa Romeo  em 76, Reutemann, desanimado com os parcos resultados, abandonou o barco e  foi correr na Ferrari, após o acidente de Lauda em Nurburgring. Pace encarou o enorme desafio de liderar a equipe, o desenvolvimento do novo motor e principalmente, manter a motivação em alta. Num esporte de alto nível, a parte psicológica é fundamental para a obtenção de sucesso.
Apesar de ser um superstar, bem pago, primeiro piloto de uma das grandes equipes de Formula 1, Pace nunca deixou de ser o “Moco”, leal aos seus amigos de sempre, e principalmente, muito competitivo como piloto em qualquer tipo de carro. Correu pela Ferrari no mundial de marcas, obtendo uma histórica segunda colocação na prova 24 Horas de Le Mans em 1973 ao lado de Arturo Merzario. Voltava com frequência ao Brasil e aqui competiu contra os melhores, e venceu, em carros iguais, os inesquecíveis Maverick V8, preparados pelo velho amigo  Greco. Piloto de Formula 1, estrela, bem pago, era no entanto aqui no meio dos seus que ele se sentia mais feliz.
Quis o destino em seus inexplicáveis desígnios, que nosso Moco partisse em maio de 1977, quando finalmente o pesado Brabham Alfa que ele penosamente desenvolveu ao longo da temporada de 1976, estava em ponto de bala. Moco faleceu num acidente de avião, junto com seu amigo de longa data Marivaldo Fernandes. Deixou viúva a bela Elda e os filhos pequenos Patrícia e Rodrigo. Viveu pouco, mas foi feliz e deixou a marca do talento, da humildade e da lealdade a seus amigos. As novas gerações teriam muito a se beneficiar em mirar em exemplos como os dele. Hoje seria seu aniversário.....e lá do céu, observando os filhos e a nova netinha Francisca, Moco certamente estará orgulhoso de um legado honrado e vitorioso que nos deixou!