domingo, 22 de abril de 2012

KIMI IS BACK! AÇÕES DA SMIRNOFF EM ALTA!



Mais do que a aparentemente fácil vitória do Seb Vettel, o destaque da corrida de hoje foi a boa forma da equipe Lotus, e a volta de um ex-campeão mundial ao seu lugar de direito: o podium. Jamais escondi a imensa admiração que tenho pelo piloto escandinavo e é bastante satisfatória verificar que os tempos de bla-bla-bla estão minimizados, porque enquanto Kimi estiver nos holofotes, este não alimenta besteiras e papo-furado. O seu negócio é ser pragmático e conseguir resultados. Ótima corrida do Grosjean também, registre-se. Apagadão Webber em quarto (mas somando pontos, é o que importa). Nico Rosberg tomou uma ducha de água fria após sua dominante performance na China, mas lutou bravamente e conseguiu salvar um honroso quinto lugar no final, parando, assim como Vettel, logo após a bandeirada para poupar seu motor, já que o escapamento estava rachado e isso poderia levá-lo a quebra. Paul di Resta fez uma corrida notável, apostando numa estratégia arriscada de pneus e eclipisando totalmente seu companheiro de equipe Hulkenberg (coisa que eu duvidava antes do início do campeonato) e conseguiu uma ótima sexta posição. Em sétimo, colhendo aos poucos os pontinhos que podem ser úteis se a Ferrari acertar o carro para as próximas etapas do campeonato, o nunca-desiste Fernando Alonso. A despeito das inúteis afirmações pachecas de Babão Bueno de que "Felipe Massa faz uma corrida muito melhor do que Alonso", este não foi o caso e o espanhol conseguiu tirar leite de pedra novamente. Em oitavo uma McLaren que teve a pior performance do ano, com Lewis Hamilton que em momento algum mostrou sombra da forma que havia desfilado nas corridas anteriores. Jenson Button vinha à frente de Lewis, mas teve problemas no final e resolveu abandonar para salvar equipamento. Em nono, finalmente nos pontos pela primeira vez no ano, Felipe Massa fez uma corrida decente e conseguiu pelo menos minimizar as saraivadas de críticas ao seu desempenho. Michael Schumacher, que teve um final de semana para esquecer, lutou bravamente contras ambas as Saubers no  final para salvar o último pontinho.
A oscilação de desempenho de algumas equipes é o destaque do ano. Mclaren, Sauber e mesmo a Mercedes que haviam mostrado ter boas possibilidades nas tres provas anteriores, foram totalmente relegadas a condição de coadjuvantes nesta prova. Pode ser o efeito Bahrein, mas resta esperar um pouco mais para ver. A Williams vinha bem com Maldonado, que andou um tempão entre os dez primeiros, mas depois ele voltou a ter seus famosos "apagões" e rodou, abandonando. Bruno Senna foi bem discreto e fez uma corridinha medíocre, também optando pelo abandono no final para poder mexer no carro para a próxima corrida. Daniel Ricciardo que havia se classificado otimamente em sexto lugar fez corrida patética e arrastou-se lentamente nos ultimos postos, após algum problema na largada.
Volto depois. Agora tenho que cuidar de meus caros ouvidos, duramente castigados pelo festival de imbecilidades pronunciadas pelo narrador oficial da Rede Bobo!
Veja como ficou a classificação final do GP do Bahrein:
1 – Sebastian Vettel (ALE) - Red Bull –57 voltas
2 – Kimi Raikkonen (FIN) - Lotus – a 3s3
3 – Romain Grosjean (FRA) - Lotus – a 10s1
4 – Mark Webber (AUS) - Red Bull – a 38s7
5 – Nico Rosberg (ALE) - Mercedes – a 55s4
6 – Paul di Resta (GBR) - Force India – a 57s5
7 – Fernando Alonso (ESP) - Ferrari – a 57s8
8 – Lewis Hamilton (GBR) - McLaren –a 58s9
9 – Felipe Massa (BRA) - Ferrari – a 1min4s9
10 – Michael Schumacher (ALE) – Mercedes – a 1min11s4
11 – Sergio Pérez (MEX) – Sauber – a 1min12s7
12 – Nico Hulkenberg (ALE) - Force India – a 1min16s5
13 – Kamui Kobayashi (JAP) - Sauber – a 1min30s3
14 – Jean-Éric Vergne (FRA) - Toro Rosso – a 1min33s7
15 – Daniel Ricciardo (AUS) - Toro Rosso – a 1 volta
16 – Vitaly Petrov (RUS) - Caterham – a 1 volta
17 – Heikki Kovalainen (FIN) - Caterham – a 1 volta
18 – Timo Glock (ALE) - Marussia – a 2 volta
19 – Pedro de la Rosa (ESP) – HRT – a 2 volta
20 – Narain Karthikeyan (IND) – HRT – a 2 volta
21 – Jenson Button (GBR) - McLaren – Abandonou
22 – Bruno Senna (BRA) - Williams – Abandonou
23 – Pastor Maldonado* (VEN) - Williams – Abandonou
24 – Charles Pic (FRA) - Marussia – Abandonou

sexta-feira, 20 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

HIPOCRISIA E ALIENAÇÃO


A corrida no Bahrein vai acontecer, a despeito de toda a situação no país do Médio Oriente. Já falei sobre isso antes e hoje os esportes de massas, como a Formula 1 e o Futebol, além das Olimpíadas seguem um calendário baseado unicamente em conveniências financeiras. Que as autoridades esportivas mundiais foram sempre coniventes e omissas, tampouco é novidade. Durante anos a própria Formula 1 corria na Africa do Sul, no auge do regime de Apartheid. O que acho estranho é as comparações que alguns estão fazendo entre a situação do Bahrein e a do Brasil. Longe de mim querer ser bairrista, ou levantar bandeiras patrióticas aqui. Trato apenas de comentar a estupidez de uma comparação infeliz e maldosa. Senão, vejamos: os problemas no Bahrein tem a ver com opressão política, perseguições e violência contra a população por parte do próprio governo, aliás uma espécie de Ditadura. No Brasil temos problemas sociais, de violência pontual sim, mas temos democracia, polícia, poderes constituídos e jamais a transgressão dos Direitos Humanos elementares. São dois pesos e duas medidas. O Sebastian Vettel e o infeliz do diretor da Mclaren (não me lembro o nome do dito cujo) são mal informados e visivelmente parciais. Afirmaram que há lugares no Brasil em que não se pode ir. Sim, amigão, e também em Berlin, em Londres, Moscou, Nova York. Sem justificar nossas mazelas, mas aqui praticamos sim o direito de ir e vir.Seb "Chuck" Vettel pode ser um gênio atrás do volante, mas está provando ser uma besta quando abre a boca. Me lembro desta mesma má vontade nos anos setenta, quando todos os anos a prefeitura de Sao Paulo, e depois do Rio de Janeiro tinham que reformar o circuito, construir mais facilidades, recapar o asfalto da pista. Passam-nos a idéia de que éramos tupiniquins, nossas pistas e facilidades um lixo. Até eu comprava esta idéia até que.....ao mudar-me para a Inglaterra e ter a oportunidade de ir assistir a minha primeira prova em Thruxton. Boxes? O que é isso? Lama, muita lama, banheiros imundos, comida de carrinhos de lanche mal cheirosos e gordurosa, filas para tudos, arquibancadas caindo aos pedaços, sistema de auto falantes do século das bigas. Ok, pensei, aqui não tem Formula 1, apenas e meramente a série Aurora (que fui assistir) e a Formula 2, simplesmente os campeonatos mais importantes de formula abaixo da primeirona. 
Esperei algumas semanas para ir a Brands Hatch, que na época revezava-se com Silverstone para receber o GP inglês. Que decepção: a mesma lama, as mesmas filas intermináveis, o caos! Revi meus conceitos: mesmo então, Interlagos tinha facilidades muito melhores que aqueles estábulos ingleses. E Jacarepaguá, na época era ainda superior. Portanto amigos, gringos, campeões ou não. Um pouco menos de preconceito e um pouco mais de respeito!

CONTINUANDO AS RESPOSTAGENS: SÉRIE REMINISCÊNCIAS PESSOAIS, SEGUNDO CAPITULO. POSTADO ORIGINARIAMENTE EM 03 DE ABRIL DE 2009


Bom, estávamos em 1972, espero não aborrece-los com isso. Em 1973 Emerson começou o campeonato de forma demolidora, ganhou na Argentina (muitos consideram essa a sua melhor prova); e nós leitores da revista 4Rodas, tínhamos o privilégio de ler suas narrativas das provas, que saboreávamos, mesmo com um mês de atraso. Voltando um pouquinho atrás, a narrativa dele em primeira pessoa da prova em que venceu o GP da Belgica em Nivelles em 72, é um clássico, vou tentar resgatar a revista (que ainda tenho) e transcrever algumas passagens. Ele observava Regazzoni e a Ferrari á sua frente e fazia tentativas de ultrapassagem em lugares em que sabia não ia ser possível, deixando o suiço alerta. No único ponto da pista onde ele achava que poderia ultrapassar, ele não tentava, até que na 32ª volta, senão me engano (lá se vão mais de 35 anos, perdoem-me as ocasionais falhas de memória) ele percebeu que Rega deixou uma brechinha maior e deu o bote! Eu lia e relia, podia me sentir dentro dos carros junto com os pilotos. Quando a revista chegava na cidade, corríamos á banca e comprávamos na hora, deliciando-nos com as narrativas. A Autoesporte também era ansiosamente aguardada, mas passou por umas fases meio ruins nessa época, até um pouco mais tarde quando o Zamponi e o Lito Cavalcanti darem uma melhorada na bagaça.
Bom, como eu ia dizendo 1973 foi um ano que começou bem para nós brasileiros, mas não terminou tão bem assim, Emerson tendo sido derrotado por Stewart, sendo que sua equipe a Lotus pareceu privilegiar o sueco Peterson na segunda metado do campeonato. Pace, correndo pela Surtees (equipe aliás, a qual eu nutria enorme simpatia, e muitos anos mais tarde tive a oportunidade de bater um longo papo com sir John Surtees, mas isso é outra história) fazia o que podia, mostrando flashes de brilho, mas o carro era muito frágil. E claro, havia Wilsinho na 13ª Brabham ( to brincando, ele era o segundo piloto do Reutemann, mas havia tamanha diferença de tratamento que parecia outra categoria, um abismo mesmo) para quem eu nutria e nutro uma predileção especial: poxa, o cara chegou a ser considerado o piloto numero 1 do Brasil, nos anos 60, de repente um irmãozinho menor, um tal de Rato vem e toma conta de tudo! Deve ser frustrante e muito difícil manter a motivação, mas o Tigrão sempre se mostrou um cara de um caráter impecável!
Enfim, termina 1973 com o Emerson como vice-campeão, o que cá entre nós não era nada mal, mas estávamos insatisfeitos, e foi com enorme alegria que soubemos que ele estava se transferindo para a equipe McLaren, trazendo junto o cash da Marlboro, que até então patrocinava a equipe BRM com seus cinco ou seis carros. Ele ocupava o lugar de Peter Revson ao lado do Denny Hulme, que áquela altura da vida só queria mesmo sombra e água fresca, saudoso urso! Para a vaga de Emerson na Lotus, ao lado de Peterson, foi contratado outro piloto que eu gostava muito, o belga Jacky Ickx, mas essa não seria uma parceria produtiva. Pace continuava na Surtees e Wilsinho começou a desenvolver o projeto do Formula 1 brasileiro, afastando-se temporariamente das pistas. Interessante foi que naquela época a Folha de São Paulo dava notícias quase diárias do desenvolvimento do projeto, cobrindo os primeiros testes de pista, com excelentes reportagens, que eu recortava e guardava numa pasta, e que recentemente, numa de minhas mudanças de casa, se perderam.
Meus amigos e eu continuávamos a seguir ávidamente as provas e nessa época comecei a ir a São Paulo, Interlagos, assistir "in loco" as provas de Formula Super V, Divisão 3, Turismo. Eu nunca pagava ingressos em Interlagos, bastava um pouco de lábia para entrarmos de graça, e íamos até os boxes onde nos mesclávamos com os mecânicos, pilotos etc. Bons tempos, sem dúvida.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

REPOST: DO FUNDO DO BAÚ, DOS PRIMÓRDIOS DO BLOG.

Sem nenhuma razão em especial, resolvi republicar aqui alguns posts antigos, como que para justificar meu blog. Vou colocar como foi ao ar, sem corrigir, e já detectei falhas....rs....só para ir lembrando!


Acredito que todos nós vivemos um determinado momento em nossas respectivas vidas em que algo nos chama a atenção e fulmina como uma paixão, que nem sempre sabemos áquele instante, será eterna. Minha quase fixação pelo automobilismo começou há muito, muito tempo atrás, e vou tentar descrever os fatos da melhor e mais objetiva maneira possível. Para um sagitariano, mistura de sangues espanhol e italiano, ser objetivo é um desafio e tanto....
Meu pai tinha uma pequena oficina de lambretas, vespas e assemelhados, e eu adorava flanar (essa palavra é ótima também.....hehe) por ali. Entre outras coisas eles preparavam algumas magrelas para competições em cidades do interior do estado de São Paulo, não me recordo de ter assistido a nenhuma ao vivo, mas adorava o cheiro de gasolina, de graxa, e principalmente, as conversas derivadas das corridas. Além disso, havia a pilha de revistas "Mecânica Popular", Quatro Rodas, Autoesporte e outras em casa, que eu escondido, fuçava e conhecia de cor. Na verdade, ainda possuo a maior parte dessas revistas, e o simples folhear em um exemplar me trás recordações preciosas. Vagamente sabia da existência de algum primo distante que corria de carros e parece, era bom no que fazia, de nome Wilson. Meu avô paterno, Raphael, um homem grande e grave, com óculos incrívelmente grossos e uma postura que me dava muito medo, um dia me chamou e mostrou uma matéria no jornal Folha da Manhã (precursora da Folha de São Paulo) onde os irmãos Fittipaldi apareciam ao lado de um fusquinha de corrida, com o número 7.
Alguns anos depois, aquele cara, magrinho e com nariz típico de nossa família foi para a Europa e o resto é história. Acompanhei pelo rádio a sua primeira vitória na Formula 1 em 1979, no GP dos Estados Unidos em Watkins Glen, e vivia pintando carros de corrida nos meus cadernos escolares. Eu era um tipo e tanto: magrelo, pouco sociável, metido a intelectual. leitor ávido de jornais e revistas, destoava dos outros garotos por não ligara tanto para futebol e sim, por um esporte que poucos conheciam naquela época, principalmente no interior.
Com o sucesso de Emerson, a Formula 1 começou a ser transmitida pela televisão brasileira, me lembro do primeiro Grande Premio do Brasil em Interlagos, em 1972, não valia para o campeonato, Emerson dominou com sua linda Lotus preta e dourada, apenas para quebrar próximo ao final, dando a vitória de bandeja para o argentino Carlos Reutemann, da Brabham . Pelo menos Wilsinho, com outra Brabham, chegou em terceiro. (Estou escrevendo isso sem consultar nenhuma revista ou site, portanto, perdoem- me por alguma provável imprecisão.
Acredito que a flecha fatal tenha sido disparada por essa época, mas eu sentia uma espécie de cíumes de outros também gostarem daquele esporte exótico que eu havia descoberto primeiro, e tinha pouquíssima paciência para as opiniões de leigos (assim eu os via) no que se referia a pilotos, carros e corridas.


O ano de 1972 foi fantástico para nós brasileiros, fans de automobilismo: Emerson venceu cinco vezes, derrotou o bambambam da época Jackie Stewart, outros grandes como Jack Ickx, Denny Hulme, Clay Regazzoni etc e sagrou-se o mais jovem campeão mundial da história (honraria esta que só viria a ser superada por Fernando Alonso em 2005, ou seja, mais de 30 anos depois). A grande imprensa descobriu a Formula 1 e o automobilismo em geral. Torneios internacionais se realizavam aqui no Brasil, outros grandes pilotos nacionais mediam forças com os melhores estrangeiros. Luiz Pereira Bueno, Carlos Pace, Lian Duarte, Fritz Jordan, Wilsinho Fittipaldi e tantos outros que fizeram parte do imaginário de minha infância. Dos estrangeiros me lembro sempre com carinho do Ronnie Peterson e sua incrível habilidade nas curvas. Gostava do Tim Schenken, um australiano quietão que ficou no caminho das promessas ( quero voltar ao tema: aqueles que não vingaram no caminho da glória e os motivos), gostava dos franceses, Cevert "o homem mais belo do mundo", gostava de Beltoise, de Depailler. Torcia pelo pequenino grande Arturo Merzario, admirava o Mario Andretti.
O texto está ficando meio longo, quero voltar a ele oportunamente. Por enquanto me desculpem aqueles que esperavam algo mais...digamos, profissional, mas essas reminiscências afloram de forma espontânea e meio sem nexo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

DO BAÙ

"Roubando" descaradamente do blog do Flávio Gomes, este velho filme (provavelmente em Super 8) de uma exibição do sensacional Euclides Pinheiro com os Simcas, me remetem a um evento similar, por volta de 65, em Ourinhos, na rua Altino Arantes. O molequinho de 5 anos aqui, ficava maravilhado! E sabia que carros e gasolina (ainda me lembro do cheiro de gasolina verde de aviação no ar, cheiro não, perfume) seriam o meu futuro.

domingo, 15 de abril de 2012

SOMZINHO PARA UM FINAL DE NOITE CHUVOSA DE UM DOMINGO NO LITORAL

CHINA:PITACOS DE UM DORMINHOCO


Confesso que ficar acordado até tarde e assistir um Grande Prêmio de Formula 1 as quatro da madrugada era coisa normal para mim até há pouco tempo atrás. Hoje em dia, sou um fraco. Ao ouvir a voz fanhosa e irritante do Gavião Bueno, minhas pálperas foram ficando pesadas, a luz foi se tornando difusa, meu nível de consciência baixando, baixando.....e eu dormi! Dormi o sono dos justos e dos cansados. Claro, depois já vi uma pequena matéria no Esporte Espetacular (uma bosta de matéria, para ser justo) e uma parte da corrida propriamente dita na SportTV. Mesmo assim, não me perdoo por ter dormido! Caramba! Sacrilégio! Perdi a chance de ver a namorada do Ken perder sua virgindade de vitórias. Mas o andrógino ser que responde pela alcunha de Nico pilotou como gente grande e ganhou a corrida sim. Muitos outros blogs e sites irão comentar a prova, vou poupar-lhe(s) (Rui e Groo — meus únicos e fiéis leitores, rs) o sacrifício de terminar estas mal traçadas. Button chegou em segundo, Hamilton em terceiro e pulou para a ponta de um improvável campeonato ( trés vencedores diferentes em três provas, e três equipes distintas). Schummy precisou abandonar, mas vinha bem. O mesmo de Kimi. Bruno Senna fez bonito e apesar de umas escapadelas aqui e ali, terminar em sétimo e justo frente de seu companheiro bolivariano foi um bom resultado. Decepcionaram de certa maneira, as Saubers. As Red Bull também estão tendo um começo de temporada atípico, e Mark Webber foi o quarto colocado, desta vez a frente de seu companheiro o bicampeão Seb Vettel. Romain Grosjean foi o sexto, num bom resultado para a equipe Lotus que vem forte este ano, e Bruno Senna e Maldonado, sétimo e oitavo, para comemorar o aniversário de setenta anos de tio Frank. Em nono lugar um valente Fernando "vale quanto pesa" Alonso e sua claudicante Ferrari, e fechando os pontuáveis, o ex-mito, Koba San. Felipe Massa.....hummm, a má fase não termina nunca e ele chegou apenas em décimo segundo. Agora é para o Bahrein......

sexta-feira, 13 de abril de 2012

GANÂNCIA E ALIENAÇÃO


A situação no Bahrein anda para lá de preta. Convulsões mil de um povo oprimido, levantes, manifestações reprimidas com muita violência, denúncias de mortes. No ano passado o GP de Formula 1 foi cancelado devido a alegação de "falta de segurança". De um ano para cá a situação se agravou dramaticamente. Incluindo a ganância de Bernie Ecclestone e seus "cordeirinhos amestrados", vulgo pilotos, dirigentes et caterva. Triste ver a Formula 1, que claro, há muito deixou de ser um esporte, servir de pano de fundo para uma manobra que visa mostrar ao mundo que está "tudo bem".  Nada está bem. Não podemos nos omitir de ver, enxergar, refletir e tomar posições. Que bosta de gente é essa que pensa apenas no bolso? Eu adoro a Formula 1, mas hoje menos, bem menos que há 30 anos atrás. Acorda Bernie! (Me vem a cabeça o heróico e quase solitário que o então campeão mundial Emerson Fittipaldi fez á pista de Montjuic em 1975, pela total falta de segurança aos pilotos, no que foi seguido apenas por seu irmão Wilson — de Copersucar e o bravo Arturo Merzario. A prova acabou sendo realizada e foi trágica: um acidente entre os líderes Carlos Pace e Rolf Stommelen ceifou a vida de pelo menos cinco espectadores. Não se fazem campeões da estirpe de um Fittipaldi ou um Stewart.)


quinta-feira, 12 de abril de 2012

MULHERES NA FORMULA 1: MARIA e SUZIE

Maria de Villota: bela, mas com poucas chances de brilhar no volante.

Mesmo que seja de "mentirinha" (em minha modesta opinião ela jamais terá competência para ao menos se classificar para uma largada — e não é preconceito não, longe disso, é a sua carreira pregressa, fraquíssima), mas faz bem a um esporte tão machista ver uma mulher envergando um macacão de piloto de Formula 1. O duro que a equipe que a "contratou" é a fraquíssima Marussia, ou seja, sem chances.
Agora a Williams também "contratou" a bela Suzie Stoddart (Wolf), que tem um currículo bem mais respeitável, além do fato de ser esposa de um dos sócios da escuderia, o Toto Wolf (pensam que nepotismo acontece apenas no Brasil?).
Suzie Wolf: bela e com uma carreira mais consistente.