sábado, 8 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

MAL POSSO ESPERAR: O DOCUMENTÁRIO DA HISTÓRIA DA EQUIPE WILLIAMS

Há algo de quixotesco na figura de Sir Frank Williams, apesar de todo o sucesso que ele obteve como dono e chefe de equipe de Formula 1. Um homem ímpar, sem dúvida, a quem tive a honra de conhecer pessoalmente e também conhecer pessoas que com ele conviveram de forma mais próxima. Um sonhador, um visionário, um persistente Dom Quixote britânico. Espero ansiosamente pelo lançamento do documentário sobre sua trajetória. Aqui o trailer do mesmo.

POLÊMIQUETAS: PUGILATO DE CHORÕES, DINHEIRO X TALENTO, A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM ETC

 


No GP de Baku (Arzeibaijão, creio) houve aquele famoso "brake test" entre Hamilton e Vettel. Opiniões diversas sendo emitidas por experts e palpiteiros à parte, acho que boa parte disso é porque essa geração de pilotos, detesto o termo que vou usar, é "Nutela". Ou em bom e velho português: bundas moles. Sem querer ser saudosista e sendo, originalidade relegada ao segundo plano, pega um velho Regga, um Emerson inspirado, um Villeneuve ou Arnoux, ou vá lá, Senna e Piquet, Mansell ou Prost, um Patrese endiabrado e veja se eles iriam reclamar de uma manobrinha de parque de diversões. Mas a asséptica e artificial Formula 1 moderna, onde o cheiro de gasolina verde está sendo substituído por cheirinho de isotônico, precisa de fatos perturbadores. Até entendo onde a Liberty Media quer chegar com isso, acho que o Vettel não deve ser punido mesmo, o próprio Hamilton nunca foi santo, mas pera aí: vamos nos concentrar em corridas! Aliás, a corrida de Baku, apesar de tudo foi boa e foi vencida por um ótimo piloto, o "mil dentes" Ricciardo ( Ritiardo, cacete).
Agora, o mister simulador, Lance Stroll, ainda não me convenceu. Não importa o que digam, eu vou preferir mil vezes um piloto formado na graxa, nos fundos de boxe de kartódromo do interior, com unhas pretas e macacão sujo do que estes robozinhos movidos a muito dinheiro. Por isso, por essa dinâmica de assessores, massagistas, empresários, estrelismos, a Formula 1 foi se afastando do público e de quem gosta de coisas verdadeiras com sabor de suor, gasolina, graxa e adrenalina.

TÔ VOLTANDO: UNS PITACOS AQUI, OUTROS ACOLÁ.





Após vários meses de ausência, o blog está voltando. Concebido inicialmente como um hobby, uma "válvula de escape", cresceu, amadureceu e depois, quase pereceu. Quantos "eu", garanto que nada tem a ver com ego....O espaço criado para falar de qualquer coisa que me desse na telha acabou quase sempre sendo exclusivamente sobre automobilismo. Mas eu garanto que tenho outras coisas na telha e em mente. A situação vexatória de nosso país, onde as instituições e o povo são continuamente desprezados e colocados à prova, tira um pouco a vontade de escrever sobre assuntos praticamente periféricos, tais como automobilismo, cinema, literatura e afins. O advento em massa do vídeo (que eu gosto) desde que o blog foi criado, num longínquo março de 2009, também tornou os textos quase inteiramente redundantes. A dinâmica hoje são textos curtos, claros, objetivos, impactantes e muitas, muitas imagens. Vamos tentar nos adaptar. De qualquer maneira, há tanto a falar sobre automobilismo, que vou ter que dividir em tópicos, de preferência curtos, e ir despejando por aqui aos poucos. Bem vindos de volta, caros!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

ANÁLISES CURTAS E POLITICAMENTE INCORRETAS SOBRE A TEMPORADA QUE SE ENCERRA



Bastante tempo sem postar, devido, entre outras coisas, à minha péssima conexão de internet e a um ano excepcionalmente corrido, não poderia deixar que o mesmo se encerrasse sem dar meus pitacos. Vou tentar ser breve de modo a preservar vosso interesse e paciência.

Sobre o campeonato de Formula 1:
- Destaque absoluto para Max Verstappen que provou ser aguerrido, valente e muito talentoso. Aliás, a Red Bull está muito bem servida no quesito pilotos, pois reputo seu companheiro, Daniel Ricciardo como outro grande talento dessa nova geração. As Mercedes estavam muito á frente da concorrência, devido à sua impecável organização germânica, a um caminhão de dinheiro, e claro, aos pilotos que tem. Hamilton é reconhecidamente mais talentoso que Rosberg, mas tem seus momentos de "porra louca", principalmente fora das pistas. Rosberg é aplicado, eficiente, competente e ...chato pacas.
- Quanto ao abandono do Rosberg: não vou ficar em cima do muro e dizer, como muitos disseram, que foi uma "saída honrosa". Na minha opinião, houve sim uma "manipulação" por parte da equipe para privilegia-lo, óbvio que não posso provar, mas houve um momento que, após ter enorme vantagem na pontuação, 43 pontos sobre Hamilton, ele começou a definhar e psicologicamente, perder o título. Se não fosse um ou outro problema mecânico no carro do inglês, este teria levado o caneco antes do final do campeonato com certa folga. No final, Rosberg ficou com o título, não é fácil recuperar-se psicologicamente desta maneira e, aparentemente, o esforço foi demais para ele. Quanto ao abandono, acho que cada qual faz o que lhe diz sua respectiva consciência, mas foi meio broxante. Ano que vem, com o título, sem a pressão, ele poderia render até mais. Ou não.... Em minha humilde opinião, amarelou sim. Uma vida de enormes privilégios materiais, a possibilidade da influência religiosa (dizem que ele é budista - e os budistas são conhecidos pelo desapego material, o que não combina muito com a minha concepção de quem mora desde sempre em Mônaco) , e outros fatores podem ter pesado na balança. O Niki Lauda, de quem sou fã confesso, soltou sua metralhadora verbal condenando a atitude de Rosberg. O problema de Lauda deve ser a idade, que afeta a memória, pois ele fez pior em 1979 ao abandonar a equipe Brabham no meio dos treinos para o GP do Canadá. Voltou alguns anos depois, convencido por Ron Dennis e precisando de grana, e pragmaticamente ainda levou mais um campeonato em 1984, já sem o brilho ou a velocidade de outrora.
- O Brasil sem pilotos na Formula 1. Bom, uma situação inédita, mas previsível devido ao precário estado de nosso automobilismo doméstico, cortesia de uma casta de dirigentes incompetentes e cuja maior preocupaçao é faturar emitindo carteirinhas e cobrando taxas. Não há renovação, não há automobilismo de base, apesar de alguns notáveis esforços isolados, e é uma tristeza ver um esporte que tanta alegria nos trouxe, minguar da forma como vem fazendo. Eu nunca torci por piloto algum apenas baseado em sua nacionalidade. Sempre fui muito mais fã de pilotos que eu identificava por características que me agradavam. Assim, ao longo dos anos, torci por feras como Ronnie Peterson, Chris Amon, Patrick Depailler, Jo Siffert, François Cevert, Arturo Merzario, Elio de Angelis, Nigel Mansell, e muitos outros. Claro que em se tratando do triunvirato brasileiro, Emerson, Nelson e Ayrton, não tinha como não torcer, assim como para o Pace e o Wilsinho. Agora, tivemos nossa parcela de inespressivos pilotos pagantes que pouco motivavam minha vontade de torcer. Gosto do Rubinho, acho que ele teve uma carreira muito digna, gosto do Christian, que acho um desperdício, e Felipe Massa teve seus momentos. Mas no conjunto da carreira, teve mais baixos que altos, vamos combinar. Parar agora foi a decisão correta e ele não tem nada do que se envergonhar, ou mesmo se queixar, teve oportunidades, aproveitou algumas, o destino não quis que fosse campeão mundial, e talvez tenha sido para melhor. Felipe Nasr é um bom piloto, mas sem carisma. Carisma tinha o Pupo Moreno, mas este não tinha apoios de estatais, como outros, talvez pela falta de contatos, ou falta de aparência de galã de Malhação.
Por ora, paro. Acho que o mundo ta ficando muito chato e opiniões tornam a ser massificadas, carentes de uma reflexão maior. Abraços e até a próxima.

domingo, 20 de março de 2016

GP DA AUSTRALIA 2016

Um baita susto sofrido pelo espanhol bi campeão Fernando Alonso. A imagem fala por si só. Uma corrida mais interessante do que se supunha a princípio, após o fiasco do novo sistema de classificação. A Ferrari forte, a Mercedes com uma dobradinha mais suada que o normal, uma excelente estréia da simpática Haas, um Verstapinho nervoso e cometendo alguns erros desnecessários, Massa superando um aparentemente desmotivado Bottas, a Manor um ou dois passinhos à frente em relação as últimas temporadas. Rosberg parece disposto a encarar Hamilton de frente, em condições de corrida sua estratégia foi mais acertada. Hamilton fez uma prova confusa, marcada pela péssima e comprometedora largada. O ano só começou e já me despertou mais interesse que toda a temporada passada. Tomara que continue assim!






quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

2016: ANO NOVO, EQUIPE NOVA!

Parece que os norte americanos da novíssima equipe Hass que estreará na Formula 1 esta temporada estão mesmo levando as  coisas a sério. Impressionante o investimento e a estrutura da equipe Vale a pena dar uma olhadinha no vídeo da CNN.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

SÓ PARA QUEM GOSTA MESMO.

Não sou saudosista, mas tem horas que é difícil resistir. Já com alguns sintomas de abstinência de corridas de verdade, vamos voltar nosso reloginho lá atrás e ver um pouco de habilidade sem artefatos, ou disfarces. E também quero homenagear o grande Colin Chapman, que morreu há exatos 33 anos. (Apesar de alguns dizerem que ele se retirou para uma fazenda no Estado do Mato Grosso, devido a problemas que teria tido com a fábrica do De Lorean - aquela bagaça horrível  do filme " De volta para o futuro0>

sábado, 12 de dezembro de 2015

12 DE DEZEMBRO DE 1946. NASCIA UM CAMPEÃO. HOMENAGEM AO EMERSON

Não são necessárias palavras. Elas, às vezes, atrapalham. Bastam as imagens. Parabéns.



primeiras aceleradas, moto 50cc Interlagos (onde mais?)
Formula 2 Lotus 69 motor Ford Holbay

Formula 3 Lotus 59




kart mini (tanque) provavelmente nas ruas de Piracicaba, por volta de 1965.

A primeira foto que eu vi e tomei ciência que havia uns "irmãos Fittipaldi" corredores, mostrada por meu avô paterno Raphael Fittipaldi, nas páginas da Folha da manhã, por volta de 1967.

Com o lendário Luiz Antonio Greco, equipe Willys.

GP da Alemanha, 1970, segundo GP com o  velho Lotus 49 Cosworth, excelente quarto lugar.
Com a Lotus F2, provavelmente em Interlagos para o torneio em 1970.

sábado, 1 de agosto de 2015

PALAVRAS, POLÊMICAS, OPINIÕES E RADICALISMOS

 

   Tenho falado e escrito com alguma frequência sobre a enorme quantidade de asneiras que lemos nos campos de comentários de artigos na internet e nas redes sociais. Pessoas que nada têm a acrescentar sobre temas tão diversificados  quanto o uso e/ou legalização das drogas, futebol, pena de morte, economia, política, religião e etc, se acham no direito de opinar mesmo nada podendo acrescentar de útil. Alguns até admitem nada saberem sobre o assunto em pauta, mas mesmo assim, opinam. Bom, acho que democracia deve ter algo a ver com o conceito de "casa da mãe Joana".                 Quando, no entanto, alguém com estatura moral e biográfica opina sobre algo que conhece ou viveu, e é famoso, isso desperta reações engraçadas. Estou falando, claro, da recente entrevista do Nelson Piquet, onde ele afirma que o falecido Ayrton Senna era um piloto "sujo". Piquet descontraído, estimulado, com um microfone por perto é isso mesmo. O problema nem está em suas declarações, suas opiniões são bem conhecidas e nada de novo foi dito. O problema a meu ver é a reação das pessoas que não entendem o contexto de tudo isso. Das disputas épicas entre os dois pilotos brasileiros, as rivalidades, os problemas de Piquet com a imprensa (principalmente a paulista, na época da Formula 3 - que favorecia Chico Serra em detrimento do então futuro tricampeão).
Eu acompanhei e vivi de perto aquela época. Não sou e nunca fui o maior fã de Senna piloto, mas reconheço seu valor, obviamente. Sempre fui fã do Nelson Piquet piloto, menos do Piquet homem. Ele nunca primou pela simpatia e nos meus contatos pessoais com ambos, sempre fui mais bem tratado pelo Ayrton, até por uma questão de idade. Falar sobre alguém que já morreu pode sim, afinal de contas a morte é apenas uma etapa e quando falamos de alguém que foi figura pública, dentro do contexto da atuação profissional, é válido a meu ver. O problema é que Piquet tem um baita telhado de vidro após o escândalo que acabou com a carreira de seu filho Nelsinho na Formula 1. Falar em sujeira, em bater de propósito, me parece irônico nesse caso. De qualquer forma, respeitemos a opinião do Nelson, mesmo sem concordarmos com ela, assim como respeitemos a memória do grande campeão que foi Ayrton. E eu nunca gostei da forma como ele tirou Martin Brundle daquele campeonato de Formula 3 ( eu estava lá) e tampouco de outras polêmicas com regulamento. Mas o Piquet também aprontou das suas para burlar regras, enfim.....o assunto não se esgota.
         Outro absurdo, a meu ver, a punição do piloto Cacá Bueno após comentários que ele fez via rádio com membros de sua equipe sobre a atuação de uma fiscal de pista. Cacá estava certo e a punição é um absurdo. Ele é um grande piloto e tem personalidade, e o fato de ser filho do mala do Galvão Bueno não deveria omitir isso. Os nossos cartolas e políticos pertencem a lata de lixo que a história lhes reserva.