sábado, 24 de dezembro de 2011

A CHRISTMAS CAROL......OU MAIS OU MENOS ISSO



No imaginário de todas as crianças esta época do ano causa uma grande dose de expectativas e emoções antecipadas e contidas. Muitas esperam ansiosamente pela chegada da noite da véspera de Natal para abrirem os pacotes contendo seus presentes. Antigamente, colocavam-se meias nas janelas na esperança de que o bom velhinho as enchesse com os presentes e os pequenos mal ousavam fechar os olhos de tanta antecipação.
Mas a história que pretendo aqui contar tem pouco a ver com as crianças, ou  com ceias ou festas ou comemorações. Na  verdade, trata-se de algo bem distinto mesmo. É a história de uma jovem que grávida de primeira vez, com seu marido mais velho mas nem por isso mais experiente nestas questões de nascimento, que desalojados de sua casa devido a uma das muitas tragédias naturais que assolam o planeta maltratado pelos homens, buscavam em vão um lugar num hospital qualquer naquela grande e impessoal cidade. As luzes cintilando, os muitos votos de “Feliz Natal” que saltitavam das vitrines e dos letreiros enormes, os milhões de objetos sendo comprados e presenteados, aquele cheiro de carne assando e gente se abraçando ao comemorar outro nascimento, tão ou menos glamoroso.
Mas estamos na época moderna e as pessoas vivem por simbolismos. Constroem árvores de  natal, iluminam as fachadas de suas casas e empresas, mandam milhões de cartões e e mail e sms de boas festas, mas o verdadeiro motivo das comemorações há muito se esvaiu da memória coletiva.
Nosso improvável casal de maltrapilhos, sem teto e sem destino continua seu périplo pelos hospitais sendo sempre recebidos com a mesma expressão de desolação, acompanhada da fatídica frase: “não temos leitos disponíveis.....se ao menos vocês tivessem plano de saúde....”
O acelerar da alegria artificial das pessoas, o aumento do teor etílico nos lares e nas festas faz crer que a meia noite se aproxima, e nossa jovem Maria, cansada de tanto caminhar, resolve sentar-se um pouco, debaixo da marquise da construção de um enorme prédio comercial. Seu marido, José, insiste para que continuem, pois a barriga enorme parece prestes a explodir a qualquer momento. Mas ela, muito cansada, prefere sentar-se um pouco. Uma chuva fina e fria começa a cair e em poucos minutos se transforma numa tempestade, tendo os céus iluminados por relâmpagos que parecem gigantescas luzes de natal. O casal, que havia perdido tudo, se abraça e ela começa a soluçar. A poucos passos dali, carros velozes e potentes, cruzam perigosamente as esquinas em busca de seus destinos alegres e suas comemorações movidas a bebida e comida.
Um vulto aproxima-se, surgido do nada e olha para o casal, abraçados e conformados com seu destino de desapego. Um homem alto, envolto em uma espécie de túnica aproxima-se e sem proferir palavra, sorri benevolentemente em direção aos dois. Ambos, perdidos em suas respectivas angústias, sentem a aproximação do estranho e levantam seus rostos cansados. Que são imediatamente iluminados por um sorriso que irradia júbilo e paz. Naquele exato instante, todos os temores, as dores, as dúvidas, as inseguranças se evaporam e sabem que o estranho tem algum tipo de poder que os libertara das misérias terrenas e suas medíocres garras que os puxam para baixo.
Em poucos minutos se vêem transportados para um lugar seco, bem iluminado e aquecido. A criança faz sua entrada triunfal no mundo em meio a um glorioso berreiro, como a marcar território. Os dois estão extasiados com o novo lugar e mal podem compreender o processo que os transportou para ali em questão de milésimos de segundo. Abraçam-se com força e olham para cima, como a buscar seu Salvador. Mas ele já não está mais ali, e eles olham então, para baixo e numa espécie de tela, abaixo, muito abaixo de onde estão, podem ver a imensa cidade à seus pés. Uma espécie de zoom vai aproximando a imagem das nuvens penetra por elas e mostra o teto dos prédios, as luzes feéricas a brilhar naquela noite santa e mais abaixo, debaixo da marquise de uma construção qualquer, em uma grande cidade qualquer, um casal jaz abraçado, mortos por inanição e abandono. A chuva amaina um pouco e os transeuntes, em pressa e em buscas de seus lares particulares ignoram aqueles dois pequenos vultos, como a dormir abraçadinhos embolados num cantinho.
Poucos minutos depois, meia noite e uma grande explosão de fogos. As pessoas, com lagrimas nos olhos, comemoram o nascimento de um menino judeu que acreditam veio para salva-las. Mal sabem elas, que a oportunidade de salvação há muito se perdeu e que por mais que olhemos, não conseguimos enxergar um palmo diante de nossos próprios narizes, quando se trata de amor e fraternidade. Alguns blocos adiante, os comerciantes abrem suas caras champagnes a comemorar os enormes lucros que este Natal lhes trouxe, maior que nos anos anteriores. E a gigantesca nave, planeta humanidade, continua seu curso desabalado em direção a um enorme buraco 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

DAS PHOTO = RONNIE UND CAROUSSEL

Palavras? Palabras? Parole? Words? Pra que?

Corria o ano de 1972. O mal-nascido March 721 não estava a altura das expectativas da equipe. Resolveram adptar um Formula 2 para a categoria máxima, nascia assim o 721G. Pequeno e lindo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

HORA DE RECORDAR.....ANOS 80 É SEMPRE UMA BOA PEDIDA

Vixe....lá se vão quase 30 anos e na minha memória estão fresquinhas as sensações daquele verão europeu de 1982. Um dos hits, talvez o mais tocado nas rádios inglesas, era o caribenho Eddie Grant com a pegajosa " I don't wanna dance"....Como dizem, recordar é viver....enjoy!

sábado, 17 de dezembro de 2011

MAIS UMA DO FUNDO DO BAÚ.....

Uriah Heep, uma das mais emblemáticas bandas inglesas do Rock clássico dos anos 60......

SABADÃO QUASE NO FIM.....SOM CLÁSSICO DOS ANOS SESSENTA.

Provavelmente eu já postei este vídeo aqui....mas não custa postar de novo. Adoro ouvir esta música quando estou dirigindo sozinho, numa estrada legal....leva minha mente e minha alma numa viagem mística e interior que me traz forças e novas energias.....conectando-me com o meu WA interior......

ONE LOVE.

Delícia de música, num sabadão a tarde. Um brinde ao final do ano e que o dois mil e doze seja melhor para todos nós!

LARGARAM!

Digam-me rapazes (e ragazzas), quem são as feras nesta foto dos anos 70. E por que temos 3 carros da equipe Brabham-Alfa? 

JUSTA HOMENAGEM

Marinho conduzindo com maestria o lindo Malzoni DKW
O carro que o fez famoso: o DKW de apenas mil cc que era o terror dos carros maiores, principalmente nas pistas urbanas.
Na premiação da revista Racing um dos homenageados foi o grande e meu "quase-conterrâneo" Marinho, piloto oficial de fábrica da mítica equipe DKW nos anos sessenta e que mostrou o caminho das pedras para muita gente. Há muito estou devendo um perfil á altura do mestre, e prometo que o farei em breve, quem sabe agora no recesso de Natal. Parabéns, Marinho!
Marinho na premiação ladeado por Felipe Massa e Rubens Barrichello.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

BLOG AMIGO (E EXCELENTE) ESTÁ CONCORRENDO A PRÊMIO DE 50 MIL. VOTEM LÁ!



O blog do menino (se me permite) William Ceolim, que acompanho há bastante tempo e sempre que posso elogio, está concorrendo a um prêmio de R$ 50.000,00 ofertado pelo programa O Aprendiz da Rede Record. O prêmio leva em conta diversos fatores, tais como responsabilidade social, empreendedorismo e qualidade, claro. Vale a pena conferir, pois o espaço já conta com mais de sete mil páginas e tem o firme propósito de se tornar a maior enciclopédia sobre automobilismo em língua portuguesa. Para votar vá em: 

HELMETS.

Desavergonhadamente "afanadas" do facebook do amigo Tonu Altmae, alguns dos mais belos capacetes da história. Depois coloco os nomes!