Existem revelações e revelações. E tem gente que vem e vai. Adele veio para ficar. Talentosissima, a inglesinha que foge dos esterótipos visuais, segura a onda na base do talento puro. Viva Adele!
domingo, 10 de julho de 2011
SILVERSTONE E A CORRIDA QUE ME DEIXOU NA DÚVIDA: MUTRETA OU NÃO MUTRETA?
Já sei: sou apenas um pequeno-mísero-insignificante blogueiro do interior (litoral, melhor dizendo), distante de tudo e de todos e totalmente acometido pelos males da TC (teoria da conspiração). Concordo. Vejo complôs em quase tudo: gente desonesta na política (apesar de saber que isso é neura minha), manipulações em todos os aspectos da vida nacional petista (também acho que exagero), acho o tal de Mano (que nominho lazarento para um treinador da outrora gloriosa seleção nacional — mas concordo, Dunga é ainda pior) um perna de pau como treinador. Não consigo assistir a TV aberta e acho o queridinho de quase todos, Luciano Huck, uma farsa de dar dó. A falta de talento e criatividade parece um monstro enorme com mil cabeças nos assombrando e massacrando nesse início de século. Existe mediocridade na política, nos esportes, na literatura, na TV, na forma como resolvemos nossos problemas.
A Formula 1 é pródiga em sobreviver a si mesma. Explico: muitas vezes, acometida por problemas enormes, ganância, mau gerenciamento, inépcia, falta de visão, pareceu prestes a sucumbir, e tal qual a Fênix (nada original aqui), ela renasce das cinzas. Este ano pareciam ter achado a formula mágica: ao mexer em inúmeros itens dos regulamentos técnico e desportivo, pareciam ter trazido de volta as disputas por posições, ainda que de forma artificial. Assim, com o KERS, o DSR (as asas que se abrem e fecham quando há possibilidade de ultrapassagem na reta), e pneus que se derretem ao olhar, todos estavam felizes. Mas, não contavam com a astúcia do Adrian Newey, sempre apto a enxergar melhor as nuances de regulamento e a incrível forma de um teutônicozinho de meia pataca, feio como Chuck, o brinquedo assassino. Sim, Vettel, assim como Chuck, aterroriza as outras crianças no pátio da escola e teima em roubar para si os melhores doces e sair correndo para onde ninguém pode alcança-lo.
Depois de oito etapas com o domínio quase absoluto da Red Bull e de Vettel (seu companheiro Mark Webber parece um daqueles burocratas prestes a se aposentar e ganhar o famoso relógio de ouro da empresa), o campeonato estava em crise. Pois bem, com muitas ultrapassagens, poucos abandonos, nível técnico alto (inclusive em relação aos pilotos, pois poucas vezes na história tivemos pilotos de calibre tão alto competindo simultaneamente), a FIA precisava fazer algo. Mexeu novamente nas regras. Um item bastante complexo para os leigos como eu, a aceleração contínua (mesmo quando o piloto desacelera o carro) que produz gazes que vão em direção ao difusor, "apertando" o carro contra o solo, causando maior aderência e consequentemente maior velocidade nas curvas, foi questionada. Claro que quem melhor interpretou a regra foi a Red Bull, portanto o que melhor que punir os eficientes, para equilibrar o jogo? Parece o que fazem os nossos políticos tupiniquins: vamos punir a competência, taxar os que produzem, para equilibrar o jogo no bananal! — mas isso é outro papo.
Voltemos portanto ao que interessa: e o que interessa, senhoras e senhores, é que no pós corrida as manchetes dos sites, dos noticiários de tevês e revistas ao redor do globo mostrassem emoção! Sim, emoção, ainda que tão artificial quanto trabalho em Brasília, mas para enganar os trouxas. Na corrida, Vettel pareceu ignorar as admoestações para que NÂO vencesse de novo, bad boy. No, no no. Chuck malvado, deixa as outras crianças brincarem um pouco. Chega de alemães estraga-prazeres. O último deles, "Dick Vigarista Schummy" foi reencarnado e está devidamente pagando seus pecados, arrastando-se nos pelotões "da merda" da vida para sempre. Vettel, apesar de "apenas" em segundo lugar no grid, pulou a frente do senhor-quase-aposentado a sua frente e não tomou conhecimento da chuva, dos adversários, dos muitos ingleses bradando imprompérios e de tudo o que acontecia atrás de si.
Atrás, a corrida até que ia bem. Mas o script não estava perfeito, pois nada adianta ter um corrida com duas mil e trezentas ultrapassagens, oito capotagens, se o vencedor final for o mesmo. As manchetes, cada vez menores, por falta de originalidade, mostrarão apenas o carro de Vettel recebendo a bandeirada em primeiro.
É aí que entra a teoria da conspiração: Bernie vigarista soprou para alguém criar um fato desestabilizador. Distraídamente, ligaram para São Pedro para implorar por chuva. Este, aborrecido no céu, estava a assistir a corrida e soltou alguns nada apropriados palavrões, dizendo que já tinha feito a sua parte! ( quase sempre uma chuvinha providencial resolve estas paradas) O recurso então foi Jones. Jones, para quem não conhece é um dos rostos que está estampado hoje (acho que pela última vez) no topo do capacete de Vettel, que a falta de idéia melhor (e uma namorada boazuda) resolveu homenagear seus mecânicos. Jones é o típico inglês: gosta de fish and chips, é canhoto, branquelo, já foi de uma banda de rock e quando vem ao Brasil, uma vez por ano se esbalda ao comer picanha. Pois bem, ele também tem outro hábito: joga em cavalos e perde muito. Deve uma grana para um cambista de Croydon, e este resolveu sequestrar sua mãe, única parente conhecida de Jones, em troca da dívida. Desesperado, foi trabalhar pensando em como se aproximar de Mister Didi, o dono da Red Bull e pedir um vale, nem que fosse em latinhas de energéticos, para poder resgatar sua genitora. Não contava, no entanto, com a mensagem deixada por Bernie, para que fosse visitá-lo, ANTES da corrida. Obedeceu. O baixinho tem o maior Motor-home do paddock e o recebeu a sós. A conversa foi breve e concisa, e a oferta não deixava dúvidas: caso Vettel estivesse liderando a corrida, Jones teria que fazer alguma merda para atrasá-lo, e em troca, sua dívida com o cambista seria perdoada e sua mãe voltaria para casa sã e salva. Quem pode condenar o pobre Jones?
Esta é a verdadeira história secreta do Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2011.Quem duvidar, que conte outra!
sábado, 9 de julho de 2011
SILVERSTONE CHOVE E MOLHA?
Apesar das "mexidas" efetuadas pela FIA no regulamento técnico da Formula 1 com a clara intenção de equilibrar as disputas e diminuir a enorme vantagem aerodinâmica alcançada pelos bólides da Red Bull (leia-se Adrian Newey), o roteirista estava com preguiça de mudar e a equipe austríaca cravou a nona pole position da temporada. Desta vez coube a Mark "canguru triste (ex papudo)" Webber a imcumbência de sair na pole, com seu arqui-rival "Chuck" Vettel firmemente cravado em seus calcanhares. As duas Ferraris, mostrando alguma evolução no veloz circuito britânico vêm logo a seguir, na ordem natural das coisas, com Alonso a frente de seu escudeiro (nem tão fiel), Massa. Jenson Button, que aparentemente não tem muita sorte no seu circuito caseiro, veio a seguir logo a frente de um surpreendente Paul di Resta, que colocou o inviável Force India na sexta colocação do grid. Outra grande qualificação foi a sétima posição de Pastor Maldonado a bordo da segunda Williams, que mostra a clara evolução do pequeno piloto venezuelano. Koba San em oitavo é um ótimo resultado para a Sauber, a equipe que aparentemente menos "castiga" os pneus em condições de corrida. Surpresas negativas: Schummy em décimo terceiro em sua Mercedes (Rosberg foi nono), Hamilton apenas em décimo, Rubinho em décimo quinto e as duas Toro Rosso lá atrás. De notável a estréia da esperança Daniel Ricciardo, cuja vaga na Hispania foi comprada pela Red Bull para ir dando quilometragem ao jovem australiano.
A corrida em Silverstone pode trazer algumas modificações na tabela de classificação, já que o campeonato começa a se definir mais claramente em favor de Vettel. Paradoxalmente, tivemos algumas corridas de excelente qualidade, exceto pela liderança. Amanhã a chuva pode acrescentar algo novo na equação.
domingo, 3 de julho de 2011
40 ANOS DA MORTE DE JIM MORRISON
Um dos artistas que sempre me fascinou, pelo seu jeito irreverente, talento e atitude destrutiva. Jim Morrison. Quarenta anos de sua morte aos 27 anos de idade.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
DÍVIDAS
Estou em dívida com meus poucos, mas nunca parcos seguidores: subitamente, dei me conta de que não escrevo neste nobre espaço a cerca de dez dias! Uma eternidade para um blog que chegou a ter vários post no curso de um giorno! De qualquer maneira, caixas postais inundadas por e mails protestando a nossa ausência, hackers que derrubaram sitios do governo brasileiro em represália à minha ausência, resolvi, para que parem de causar tais transtornos, regressar.
Tenho vários assuntos a abordar e o farei em breve:
— Minha visita a Interlagos, com as consequentes impressões sobre nosso combalido (pero no mucho) automobilismo paulista;
— O centenário de Fangio, o mito, este sim;
— O Grande Prêmio da Europa;
E claro, otras cositas mas. Aguardem, isso é uma ameça!
terça-feira, 14 de junho de 2011
PASSANDO A RÉGUA NUM INCRÍVEL DOMINGO DE VELOCIDADE
Pois então meu bom povo.....vamos lá, conforme prometido e agora, devidamente cumprido: uma subjetiva e sagaz análise das corridas do último final de semana.
Comecemos pelo começo: as 24 horas de Le Mans que foram incríveis, com dois os três carros da poderosa Audi se acidentando de maneira grave. No sábado mesmo, Allan McNish pode se considerar um homem de muita sorte, pois ao albarroar o carro de seu companheiro de equipe e a lenta Ferrari de Anthony Beltoise (com um sobrenome destes é o filho do famoso Jean Pierre, ex piloto de Formula 1 francês dos anos sessenta e setenta para quem muito torci) sua Audi bateu com violência contra a barreira de proteção, e virou algumas vezes no ar, despedaçando-se no processo. A noite, a outra Audi com Mike Rockenfeller também sofreu acidente igualmente grave, deixando apenas o carro número 3 com a difícil incumbência de manter o incrível record de nove vitórias nos últimos dez anos da marca das argolas germânica. Assim o trio de Benoit Trélyuier/Marcel Fassler/André Lotterer logrou vencer uma das mais fascinantes provas do mundo. Em segundo, apenas 14 segundos atrás (sim, 14 segundos após 24 horas e 355 voltas!) o Peugeot de Sebastian Bordeais/Pedro Lamy (ambos com passagem pela Formula 1 e o rapidissimo francês, ex-piloto de Gil de Ferran, Simon Pagenaud. A corrida que sempre me fascinou, e espero poder assistir "in loco" no futuro, cumpriu assim suas expectativas e mostra como existe vida interessante no automobilismo fora da Formula 1.
Que por falar nela....trouxe um Grande Prêmio do Canadá para ninguém botar defeito, com dramas do começo ao fim. A prova que foi paralisada após 25 voltas por falta de condições climáticas (chuva intensa e má drenagem da pista — o que ninguém falou, mas é fato) demorou para ser reiniciada. A nossa amada Vênus platinada, com compromissos com os seus patrocinadores, cortou para o futebol e aos fãs de automobilismo restou praguejar contra o tempo e o resto.
De qualquer maneira, tivemos uma belíssima prova de automóveis, e onde pudemos observar os melhores fazendo o que somente eles conseguem: tirar o máximo de seus bólidos, nas mais terríveis condições climáticas. Jenson Button, correu como campeão e tirou o doce da boca da criança (Chuck Vettel) na última volta, para dar um colorido a mais na corrida e no próprio campeonato. Vettel foi segundo e tirar o bicampeonato do moleque parece tarefa cada vez mais difícil. Mark Webber fez outra prova Weberiana: boa, mas ineficaz de modo geral. Com o melhor (ou segundo melhor) bólido nas mãos, é pouco. O destaque negativo ficou com o irreconhecível Lewis Hamilton, que anda abusando do talento natural enorme com que foi agraciado pela natureza, e revivendo a saga do "Dick Vigarista" em seus melhores (ou piores) dias. Este aliás, fez um corridão, e chegou em quarto, tendo o pódio em vista durante boa parte da corrida. Felipe Massa teve uma corrida de altos e baixos, e ultrapassou o incrível Japa-San na linha de chegada pelo sexto lugar, salvando mais alguns pontinhos para a Ferrari, já que seu companheiro Fernando Alonso se envolveu num acidente com Button e não terminou a prova. Sergio Perez chegou a treinar na sexta-feira, mas sentiu-se mal e foi substituído pelo incrível Pedro de la Rosa, que não fez feio, pelo contrário. Rubens Barrichello levou o carro sofrível da Williams para mais dois pontinhos e vai cumprindo seu papel. De maneira geral a prova teve muitas disputas de alto nível, ultrapassagens emocionantes, e ninguém pode reclamar de falta de adrenalina na pista. Agora é esperar pelo Grande Prêmio da Europa em Valência em menos de duas semanas.
E eu fui a Interlagos no sábado, mas disso eu falo em outro post. Aguardem.
domingo, 12 de junho de 2011
FINAL DE SEMANA DA VELOCIDADE
Este é um daqueles finais de semana que não dá vontade de sair da frente da TV: GP de Formula 1 no Canadá (uma das provas que mais gosto), corrida de Formula Indy no Texas (show de organização dos americanos e com rodada dupla ainda por cima), e as 24 horas de Le Mans. Mas eu sai da frente da TV, e foi por uma boa causa: fui a Interlagos no sábado, para dar uma "espiadinha" na minha querida Formula Vee, nos Classicos, no paulista de Marcas e Pilotos, etc. Tirei várias fotos, "fucei" bastante e posto tudo aqui depois, quando chegar em casa e em frente ao meu confortável micro de mesa. Notebooks e eu não nos damos muito bem!
domingo, 5 de junho de 2011
SONZINHO PARA ESPANTAR O FRIO....
Gosto da voz dela, da garra ao cantar, gosto dessa música.Anastacia....pouco conhecida, mas muito talentosa.
SUNDAY SUNDAY
E tem o Nadal, óh! Impossível segurar o niño espanhol. Mais uma vez soube impor seu tênis espetacular em Roland Garros e iguala o inesquecível Bjorn Borg com seis triunfos no torneio parisiense, tão caro a nós brasileiros.
E tem a fogueteira, figura opaca e oblíqua do passado, coitada, que morreu hoje aos 45 anos em conseqüência de um aneurisma cerebral sofrido no sábado. Nesses tempos de pseudo-celebridades televisas e instantâneas, ela foi uma das pioneiras, tornada célebre por um ato estúpido que rendeu consequências e até lucro financeiro para a própria. Resolveu atirar um rojão em direção ao campo, durante um jogo de eliminatórias de Copa do Mundo, no Maracanã, e o sem-vergonha do goleiro chileno, um bundão chamado Rojas, encenou que havia sido atingido, cortando-se com uma gillete no supercílio. Isso causou grande apreensão, mas subsequentemente os fatos foram esclarecidos. Rojas foi banido do futebol, mas mais tarde foi contratado pelo São Paulo como treinador de goleiros (coisa que eu jamais entendi, premiaram o mau caratismo). Rose aceitou convite e posou nua para uma edição da Playboy.
E tem o "imbróglio" Palloci, que parece papel higiênico e se enrola cada vez mais nas suas próprias mentiras. Num país sério, já teria sido afastado, estaria preso e o governo teria sofrido sério baque. Aqui chamam o mentiroso-mor para colocar panos quentes.....
E tem o caso dos bombeiros cariocas, presos por protestarem por melhores salários e condições de trabalho. Sei bem que militares não podem fazer greve, mas daí o governador chamá-los de "vândalos" é um enorme sinal de desrespeito. Mostrem-me um único corrupto preso no país. Não há. No entanto, neste exato momento, mais de quatrocentos trabalhadores que ousaram reclamar por seus direitos estão encarcerados em péssimas condições, na cidade que vai organizar a abertura da próxima Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016! Que país surreal! Que momento surreal, de inversão de valores. Gente que deveria estar presa, está comandando a Nação. Gente que deveria estar salvando vidas e sendo agradecida por isto, está encarcerada! Vai entender o roteiro desse samba da nega maluca!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
MANOLO OTERO
Morreu hoje em São Paulo, vítima de câncer, o cantor espanhol, radicado há alguns anos no Brasil, Manolo Otero. Para seus fãs e toda a colônia espanhola, que descanse em paz!
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