sexta-feira, 24 de junho de 2011

DÍVIDAS



Estou em dívida com meus poucos, mas nunca parcos seguidores: subitamente, dei me conta de que não escrevo neste nobre espaço a cerca de dez dias! Uma eternidade para um blog que chegou a ter vários post no curso de um giorno! De qualquer maneira, caixas postais inundadas por e mails protestando a nossa ausência, hackers que derrubaram sitios do governo brasileiro em represália à minha ausência, resolvi, para que parem de causar tais transtornos, regressar.
Tenho vários assuntos a abordar e o farei em breve:
— Minha visita a Interlagos, com as consequentes impressões sobre nosso combalido (pero no mucho) automobilismo paulista;
— O centenário de Fangio, o mito, este sim;
— O Grande Prêmio da Europa;
E claro, otras cositas mas. Aguardem, isso é uma ameça!

terça-feira, 14 de junho de 2011

PASSANDO A RÉGUA NUM INCRÍVEL DOMINGO DE VELOCIDADE


Pois então meu bom povo.....vamos lá, conforme prometido e agora, devidamente cumprido: uma subjetiva e sagaz análise das corridas do último final de semana.
Comecemos pelo começo: as 24 horas de Le Mans que foram incríveis, com dois os três carros da poderosa Audi se acidentando de maneira grave. No sábado mesmo, Allan McNish pode se considerar um homem de muita sorte, pois ao albarroar o carro de seu companheiro de equipe e a lenta Ferrari de Anthony Beltoise (com um sobrenome destes é o filho do famoso Jean Pierre, ex piloto de Formula 1 francês dos anos sessenta e setenta para quem muito torci) sua Audi bateu com violência contra a barreira de proteção, e virou algumas vezes no ar, despedaçando-se no processo. A noite, a outra Audi com Mike Rockenfeller também sofreu acidente igualmente grave, deixando apenas o carro número 3 com a difícil incumbência de manter o incrível record de nove vitórias nos últimos dez anos da marca das argolas germânica. Assim o trio de Benoit Trélyuier/Marcel Fassler/André Lotterer logrou vencer uma das mais fascinantes provas do mundo. Em segundo, apenas 14 segundos atrás (sim, 14 segundos após 24 horas e 355 voltas!) o Peugeot de Sebastian Bordeais/Pedro Lamy (ambos com passagem pela Formula 1 e o rapidissimo francês, ex-piloto de Gil de Ferran, Simon Pagenaud. A corrida que sempre me fascinou, e espero poder assistir "in loco" no futuro, cumpriu assim suas expectativas e mostra como existe vida interessante no automobilismo fora da Formula 1.
Que por falar nela....trouxe um Grande Prêmio do Canadá para ninguém botar defeito, com dramas do começo ao fim. A prova que foi paralisada após 25 voltas por falta de condições climáticas (chuva intensa e má drenagem da pista — o que ninguém falou, mas é fato) demorou para ser reiniciada. A nossa amada Vênus platinada, com compromissos com os seus patrocinadores, cortou para o futebol e aos fãs de automobilismo restou praguejar contra o tempo e o resto. 
De qualquer maneira, tivemos uma belíssima prova de automóveis, e onde pudemos observar os melhores fazendo o que somente eles conseguem: tirar o máximo de seus bólidos, nas mais terríveis condições climáticas. Jenson Button, correu como campeão e tirou o doce da boca da criança (Chuck Vettel) na última volta, para dar um colorido a mais na corrida e no próprio campeonato. Vettel foi segundo e tirar o bicampeonato do moleque parece tarefa cada vez mais difícil. Mark Webber fez outra prova Weberiana: boa, mas ineficaz de modo geral. Com o melhor (ou segundo melhor) bólido nas mãos, é pouco. O destaque negativo ficou com o irreconhecível Lewis Hamilton, que anda abusando do talento natural enorme com que foi agraciado pela natureza, e revivendo a saga do "Dick Vigarista" em seus melhores (ou piores) dias. Este aliás, fez um corridão, e chegou em quarto, tendo o pódio em vista durante boa parte da corrida. Felipe Massa teve uma corrida de altos e baixos, e ultrapassou o incrível Japa-San na linha de chegada pelo sexto lugar, salvando mais alguns pontinhos para a Ferrari, já que seu companheiro Fernando Alonso se envolveu num acidente com Button e não terminou a prova. Sergio Perez chegou a treinar na sexta-feira, mas sentiu-se mal e foi substituído pelo incrível Pedro de la Rosa, que não fez feio, pelo contrário. Rubens Barrichello levou o carro sofrível da Williams para mais dois pontinhos e vai cumprindo seu papel. De maneira geral a prova teve muitas disputas de alto nível, ultrapassagens emocionantes, e ninguém pode reclamar de falta de adrenalina na pista. Agora é esperar pelo Grande Prêmio da Europa em Valência em menos de duas semanas.
E eu fui a Interlagos no sábado, mas disso eu falo em outro post. Aguardem.

domingo, 12 de junho de 2011

FINAL DE SEMANA DA VELOCIDADE



Este é um daqueles finais de semana que não dá vontade de sair da frente da TV: GP de Formula 1 no Canadá (uma das provas que mais gosto), corrida de Formula Indy no Texas (show de organização dos americanos e com rodada dupla ainda por cima), e as 24 horas de Le Mans. Mas eu sai da frente da TV, e foi por uma boa causa: fui a Interlagos no sábado, para dar uma "espiadinha" na minha querida Formula Vee, nos Classicos, no paulista de Marcas e Pilotos, etc. Tirei várias fotos, "fucei" bastante e posto tudo aqui depois, quando chegar em casa e em frente ao meu confortável micro de mesa. Notebooks e eu não nos damos muito  bem!

domingo, 5 de junho de 2011

SONZINHO PARA ESPANTAR O FRIO....

Gosto da voz dela, da garra ao cantar, gosto dessa música.Anastacia....pouco conhecida, mas muito talentosa.

SUNDAY SUNDAY


E tem o Nadal, óh! Impossível segurar o niño espanhol. Mais uma vez soube impor seu tênis espetacular em Roland Garros e iguala o inesquecível Bjorn Borg com seis triunfos no torneio parisiense, tão caro a nós brasileiros.
E tem a fogueteira, figura opaca e oblíqua do passado, coitada, que morreu hoje aos 45 anos em conseqüência de um aneurisma cerebral sofrido no sábado. Nesses tempos de pseudo-celebridades televisas e instantâneas, ela foi uma das pioneiras, tornada célebre por um ato estúpido que rendeu consequências e até lucro financeiro para a própria. Resolveu atirar um rojão em direção ao campo, durante um jogo de eliminatórias de Copa do Mundo, no Maracanã, e o sem-vergonha do goleiro chileno, um bundão chamado Rojas, encenou que havia sido atingido, cortando-se com uma gillete no supercílio. Isso causou grande apreensão, mas subsequentemente os fatos foram esclarecidos. Rojas foi banido do futebol, mas mais tarde foi contratado pelo São Paulo como treinador de goleiros (coisa que eu jamais entendi, premiaram o mau caratismo). Rose aceitou convite e posou nua para uma edição da Playboy.
E tem o "imbróglio" Palloci, que parece papel higiênico e se enrola cada vez mais nas suas próprias mentiras. Num país sério, já teria sido afastado, estaria preso e o governo teria sofrido sério baque. Aqui chamam o mentiroso-mor para colocar panos quentes.....
E tem o caso dos bombeiros cariocas, presos por protestarem por melhores salários e condições de trabalho. Sei bem que militares não podem fazer greve, mas daí o governador chamá-los de "vândalos" é um enorme sinal de desrespeito. Mostrem-me um único corrupto preso no país. Não há. No entanto, neste exato momento, mais de quatrocentos trabalhadores que ousaram reclamar por seus direitos estão encarcerados em péssimas condições, na cidade que vai organizar a abertura da próxima Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016! Que país surreal! Que momento surreal, de inversão de valores. Gente que deveria estar presa, está comandando a Nação. Gente que deveria estar salvando vidas e sendo agradecida por isto, está encarcerada! Vai entender o roteiro desse samba da nega maluca!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

MANOLO OTERO

Morreu hoje em São Paulo, vítima de câncer, o cantor espanhol, radicado há alguns anos no Brasil, Manolo Otero. Para seus fãs e toda a colônia espanhola, que descanse em paz!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

UMA SAUDADE. UMA HOMENAGEM.TIO ALDO.

Eu não acho legal comemorarmos aniversários de pessoas que já se foram. Mas hoje me peguei a recordar pessoas muito queridas que nos deixaram. Dentre elas, uma em especial, meu tio paterno, Fernando Aldo Cezar Fittipaldi, falecido há dois anos. Grande caráter, uma alegria de viver imensa, cantor de Ópera com cultura invejável. Seria hoje seu aniversário de 80 anos. Um baccio in tua alma, zio!

domingo, 29 de maio de 2011

DESTINY'S CHILD




E tudo parecia se encaminhar para um final chocante, zebrante na edição comemorativa dos cem anos da mítica Indy 500: após as muitas trocas de pilotos na liderança, a pouco mais de dez voltas para o final a insonsa Danica Patrick, para deleite dos marmanjos e dos americanos, estava na liderança. Depois, Bertrand Baguete (quem????) passou a frente com autoridade e parecia que a vitória iria para a Bélgica. Nada. Um novato, com nome estranho e patrocínio oblíquo (da Guarda Nacional - tradicional em Indy, mas estranho para nós) no carro da Panther, ia ganhando a corrida mais tradicional, mais fantástica do universo e começou a fazer contas. Um milhão e trocos de dólares — "vou trocar meu stereo velho, talvez comprar um IPad II, quem sabe fazer a retífica no meu velho Maverick" — e eis que, num átimo de segundo de desconcentração, aquela mancha ameaçadoramente branca, o muro, se aproximou demais e bang!!!!! "Nâo....não pode estar acontecendo, deve ser um pesadelo, pensou o quase-fedelho, beliscando a si mesmo enquanto se arrastava, perpendicular à malfadada muralha, que parecia sorrir zombeteiramente em sua cara: "toma, moleque, aprende que a gente só vence depois que termina!"
Enquanto isso, numa pequena e quase pobre equipe, o piloto que havia perdido seu lugar na Panther para o menino prodígio, e que já havia vencido ali uma vez, num longíquo 2005, além de ter ficado em segundo lugar nos dois últimos anos, que só tinha contrato para esta única prova, vinha contente celebrando mais um segundo lugar no pódio, quando viu o inacreditável: fedelho esfregando-se caprichosamente contra o implacável muro, no caso dele, de lamentações! 
Nem um roteirista de Hollywood, daqueles fodões, conseguiria escrever tamanho roteiro. Ah, e o fedelho, como se pode ver pela foto acima, arrastando-se, conseguiu salvar um ótimo segundo posto. Pelo menos dá para reformar o Maveco!

A POLÉMICA EXPLICAÇÃO DE HAMILTON PELA PUNIÇÃO: É PORQUE SOU NEGRO!

Graças ao brother Mike Vlsec, tive acesso a uma entrevista do inglês Lewis Hamilton, logo após a prova de hoje onde, justifica suas batidas em outros competidores, dizendo estar mais rápido no momento. Quando a reporter lhe pergunta por que ele é "tão magnético" com os oficiais, ele diz: "sei lá, talvez por eu ser negro"....Essa desculpa não cola. Como todos sabem, sou grande fã de Hamilton, e nunca levei sua raça em consideração por minha escolha. Considero-o um bota e pronto. Mas ele foi ousado demais na corrida de hoje |(uma coisa é ser arrojado, outra é colocar seus rivais para fora da pista) e sua desculpa, foi mais que esfarrapada, porque estabelece um precedente, uma sugestão de racismo, que claramente não existe. Juízo, boy!

MÔNACO EM POUCAS PALAVRAS


A corrida foi boa? Não. Foi ótima. Teria sido sensacional se a organização da prova não a estragasse no final, permitindo que carros fossem reparados e pneus trocados no grid, na interrupção após o grave acidente com o russo Vitaly Petrov.
Antes disso, a prova foi cheia de disputas, ultrapassagens (fato raríssimo nessa pista tão travada), chegas-para-lá e emoção. Grande prova do menino cada vez mais campeão da temporada Vettel, excelente prova do astuto Alonso, idem de Button. Grande corrida de Maldonado, injustamente colocado para fora por um afoito e hoje, mau-caráter Hamilton. Que também se chocou com Felipe Massa e destruiu a boa corrida de Petrov. Algo para ser devidamente analisado pelos comissários desportivos.
Mas, voltando à corrida, ela foi boa.Desde o início, quando um rejuvenecido Schummy deu um passão em Hamilton, por dentro, na Loews, dava para perceber que teríamos emoções hoje. Vettel seguia incólume na frente, e seu companheiro canguru, mais apagado do que nunca. Massa fazia boa corrida, mas o encontro com Hamilton foi desvantajoso para ele. Maldonado e Sutil corriam como gente grande, assim como Kobayashi, sozinho defendendo as cores da Sauber. Button, com boa largada mantinha a sua ótima segunda colocação na grelha de partida. A Mercedes esteve mal nessa prova, com erros sucessivos de seus dois pilotos, que foram relegados à condição de coadjuvantes. No final, Schummy parou perigosamente no meio da pista, na entrada dos boxes, deixando um surpreso Fernando Alonso sem lugar algum para ir.....exceto entrar para os boxes e confundir os já confusos mecânicos da equipe Ferrari. Se fosse outro piloto na situação, provavelmente teria se chocado com a traseira da fumacenta Mercedes do heptcampeão. Mas Alonso, é Alonso....
De qualquer maneira, um acidente fortíssimo no final, quando por várias manobras de trocas de pneus a prova parecia se encaminhar para um final emocionante, a organização estragou tudo, ao permitir que no grid, em bandeira vermelha, se trocassem pneus e consertassem avarias dos carros (Hamilton tinha sua asa traseira totalmente torta e teria que parar certamente). As última voltas foram velozes, e Maldonado, numa excelente sexta posição para a combalida equipe Williams foi tocado e jogado contra o guard-rail pelo intrépido Lewis crash-milton.
Um final indigno de uma grande prova. Mais tarde, escrevo mais.