Teve o Grande Prêmio da China, repleto de ultrapassagens, boas pilotagens e a vitória mais do que merecido do Lewis Hamilton. Estão dizendo que o destaque foi o Mark Webber, mas como eu tenho sérias reservas em relação ao australiano, na minha opinião o nome da prova foi o inglês da Mclaren, Hamilton. Tivemos duas vitórias brasileiras na abertura da Formula 3 inglesa em Monza (ambas com o promissor Felipe Nasr) e na terceira prova, com direito a dobradinha tupiniquim (o segundo foi o Lucas Foresti). Tivemos a Stock em Ribeirão. E eu tenho uma feijoada me esperando agora, volto depois e escrevo sobre tudo isso. Até!
domingo, 17 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
UM SOM PARA TODOS E PARA TODAS AS HORAS
O grande e eterno John Lennon sempre é bem vindo no meu blog. Para ir para a cama um pouquinho melhor.
SEGUNDA FEIRA APÓS FINAL DE SEMANA DE GP
| Uma bela imagem de M Webber durante o GP da Malasia. |
Peço desculpas ao(s) meu(s) leitor(es) que porventura arriscaram-se a pescoçar este espaço aqui em busca de minhas importantìssimas análises posteriores sobre o Grande Prêmio da Malásia. Fui vítima de fuso horário invertido e trocado, nem eu sei bem o que isso significa. Fiquei acordado até cinco para as cinco e preguei no sono. Acordei as cinco e cinquenta e seis, com a corrida já pela trigésima volta. Subsequentemente, assisti pela Sport TV, as dez da manhã do domingo, ao tape da mesma.
Foi uma prova interessante devido ao alto desgaste dos pneus. E como eu disse no post anterior, as forças começam a se definir. A Red Bull está um ou dois passos (confortáveis) à frente da concorrência, a Mclaren tem feito um ótimo trabalho de recuperação (ajudada pelos seus recursos financeiros e uma dupla de pilotos afinada e objetiva) a Ferrari precisa trabalhar mais e falar menos, a Renault é a boa surpresa do início do campeonato e seus dois pilotos vêm fazendo um ótimo trabalho, o que nos faz inevitavelmente pensar em como seria com Kubica a bordo. A Mercedes está em apuros, pois além do carro não ser aquela maravilha, aparentemente Barbie Rosberg perdeu a mão e o velho Schummy anda meio errático. A Sauber vem forte com Koba-san e o novo niño Perez (com grana, apoio financeiro, idade certa e um país todo a lhe apoiar incondicionalmente). A Toro Rosso tem bom carro e pilotos não tanto, apesar dos evidentes progressos de Buemi. A Force India tem um novo primeiro piloto (Paul di Resta) que vem assumindo o posto dentro da pista, e é bom o Sutil se cuidar, porque o rapaz tem bagagem e com mais quilometros, vai se distanciar ainda mais à frente. Das outras equipes, a Williams teve uma prova para apagar da memória, a Virgin, bem, a Virgin passou em branco, a outra Lotus progride a passos de tartaruga e a Hispania conseguiu colocar ambos os carros no grid, que dentro das circunstâncias já foi um feito e tanto. No entanto, a melhor volta de um dos dois carros da equipe, o de Liuzzi, na quadragésima segunda volta, foi mais de seis seguindos mais lentos que a melhor volta da prova (1'46"521 de Liuzzi contra 1'40"571 de Webber) o que indica ainda uma longa estrada pela frente.
Dentre os pilotos destaco Vettel, que está se tornando craque em dominar provas de ponta a ponta, Heidfeld que calou seus críticos após um desempenho fraco na Austrália e deve marcar muitos pontos e quiçá, beliscar sua primeira vitória na temporada.Hamilton fez boa prova, mas foi suplantado por Button na estratégia e na economia de pneus, Alonso foi superado por um aplicado e esforçado Felipe Massa. O resto é o resto. Este final de semana, na China, tem mais.
sábado, 9 de abril de 2011
MALASIA: AS FORÇAS COMEÇAM A SE DEFINIR
Então, segundo treino oficial, segunda grelha da temporada e já dá para começar a vislumbrar o que o ano vai nos trazer: Red Bull (em especial com Vettel bem a frente) e as Mclarens (Hamilton motivado e inspirado) "bafando nos cangotes" rubro-taurinos. Quando parecia que Lewis Hamilton havia resolvido o problema da pole position, Chuck vem voando e "rouba" o primeiro lugar do grid bem no último segundo. Bela performance. Um dos problemas esperados pelos pilotos, é o imenso desgaste dos pneus Pirelli, especialmente os duros, o que pode ocasionar até cinco paradas para troca de borracha durante a prova. Outro problema (para os pilotos e não para os expectadores) é a possibilidade de chuva durante a prova. De qualquer forma, o grid é apenas uma demonstração das forças no momento atual. As duas primeiras filas com Red Bull e Mclarens, seguidos por um decepcionado Alonso, um redivivo Heidfeld, Massa - ainda com aquela carinha de perdido que o caracteriza desde o acidente na Hungria em 2009, o bom Petrov coloca a outra Renault numa sólida oitava colocação, seguido por Barbie Rosberg ( a frente de Schummy mais uma vez) e Kamui Koba-san. Decepcionaram: as Williams (Barrichello 15 e MaldAnado décimo oitavo). Fiquei feliz com as Hispanias conseguirem o lugar no grid e para os críticos (criticar sempre é bem mais fácil que fazer) isso foi por acaso. Sou fã das equipes pequenas, desde Rob Walker e as Osellas, portanto, arriba Hispania!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
DIA TRISTE.
Dia besta. Eu levantei, estava me arrumando, flanando pelos canais de TV, me chamou a atenção uma matéria sobre "Bullying" na (arghhh) Ana Maria Braga. O que me prendeu na frente da televisão foi que mencionou-se o nome de Ourinhos, minha cidade natal. Quis ver o que está rolando por aquelas paradas, onde se o tal "bullying" já fosse uma epidemia nos anos setenta, eu estaria ferrado! Fui buliado e buliei muito! Não tinha semana que a gente, moleque do interior, pé vermelho, não brigasse na saída da escola, no campinho ao lado, para deleite dos outros moleques.E eu também enchia o saco dos gordos, dos baixinhos, dos cabeludos, dos bichas (naquela época não era gay), enfim, de todo mundo. Que eu saiba, na época, não havia psicólogos na cidade, portanto nenhum pode enriquecer com tal promissor filão.
Crescemos, nos tornamos homens e mulheres, aperfeiçoamos nossos valores. Naquele época íamos a pé para a escola e ninguém reclamava. Eu morava na rua Euclides da Cunha e era uma beleza a algazarra da molecada indo e voltando para a escola Horácio.Soares. Hoje em dia, levamos nossos filhos de carro para a escola, para a natação, para o ballet, para as aulas de inglês. Os super protegemos com medo de um mundo aparentemente mais cruel e hostil que o nosso. Colocamos nossas crianças em bolhas de afetividade e carinho, matando assim o sistema imunológico que só um mundo real, protótipo do que será no futuro, pode fornecer. Eu bati, apanhei, tive minhas figurinhas roubadas na porta do cinema, ia trocar gibis e a molecada mais velha e mais esperta me "tungava", acho que tunguei uns tantos trouxas, mas nem por isso, me sinto traumatizado ou fragilizado.
Claro que não defendo as agressões que vi retratadas na reportagem. É evidente que para o mundo de meus filhos eu sou mais sensível. Mas acho que há um certo exagero, ou estamos mesmo experimentando os sintomas de uma sociedade doente.
Nesse exato momento, vem um "news flash" a falar sobre o tiroteio numa escola no bairro de Relengo no Rio de Janeiro. Pobre Rio de Janeiro, pagando a sina de não ser mais e há muito tempo a cidade maravilhosa que tantos apregoavam ser. Com o passar do tempo, as informações foram se tornando mais claras e o horror da tragédia crescendo. Inicialmente seria o pai de um aluno revoltado por seu filho ter sido vítima do acima refereido "bullying". Posteriormente, verificou-se que o demente em questão era ex-aluno e planejou friamente a ação assassina e só foi detido pela bravura e oportunismo de um sargento da PM. Quem sabe quantos inocentes a mais o imbecil não teria levado consigo?
Não vou tecer considerações a respeito e muito menos apontar meu dedo a acusar. Quem sou eu para opinar? A tragédia é de uma proporção tão dantesca, que ainda não assimilamos suas conseqüências. Sinto pelas crianças, pela sua perda de inocência, suas vidas levadas em vão, e principalmente, pelas suas famílias. Sou filho, irmão, sobrinho, neto e principalmente, pai. Meu coração está apertado e acho que hoje demos mais um passinho em direção ao abismo moral para o qual nos aproximamos inexoravelmente. Deus tenha piedade de nós!.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
SHIT HAPPENS!
Carambola na Largada da Série LMS (Le Mans Series) em Paul Ricard, França, no último domingo. Mas eu postei o vídeo aqui porque acho os carros lindos!
terça-feira, 5 de abril de 2011
19
Hoje quero fazer um post de homenagem: a Rubens Barrichello que entra em sua décima nona temporada consecutiva na Formula 1. Não escrevi antes do Grande Prêmio da Austrália por precaução, quiçá superstição.Acompanho a Formula 1 muito antes de Rubens ter nascido ( em maio de 72). Admirava pilotos como Jim Clark, Graham Hill, Jackie Stewart, Jochen Rindt, Dan Gurney antes mesmo do Emerson sair do Brasil e fazer sua gloriosa carreira na Europa, que aliás, abriu as portas com seu sucesso, para inúmeros outros que o seguiram. Acompanhei Nelson Piquet desde os tempos em que assinava "Piket" e dirigia sua própria Kombi velha para os circuitos, com o chassis Polar firmemente amarrado no teto da mesma. Me lembro do Ayrton Senna correndo de kart na categoria menor, contra Mario Sergio de Carvalho, Marios Covas Neto. Estive presente no autódromo por ocasião de suas primeiras provas na Formula Ford 1600 inglesa. Coincidentemente reatei contato com seus dois companheiros na equipe oficial da Van Diemen de 30 anos atrás, Quique Mansilla (argentino - marrento e bom piloto) e Alfonso Toledano (mexicano e encardido nas pistas).
Me lembro de Rubinho, um garotinho de cabelos loiros como o maior adversário do Christian Fittipaldi na época dos karts. Depois sua meteórica carreira nos monopostos, primeiro com aquele Formula Ford patrocinado pela Arisco, sua estréia vitoriosa em Interlagos na Formula 3, a ida para a Europa e o Campeonato vencido de primeira na Formula Chevrolet, Formula 3 inglesa (campeão) e o ano como protagonista na Formula 3000 Internacional. Ufa.....parafraseando o Rei: são tantas recordações (emoções)!
Enfim, o menino, imberbe ainda, estreou na Jordan Hart no Grande Premio da Africa do Sul em 14 de março de 1993. Já conseguiu no seu primeiro GP largar na frente de seu muito mais experiente companheiro de equipe Ivan Capelli. Nada mal.Caramba! Eu tinha pouco tempo de casado, dois filhos pequenos, dava aulas de inglês para sobreviver e tentava patrocínio, em vão, para voltar a correr na extinta Formula Uno. Parece que foi ontem, mas não foi: uma criança nascida naquele dia, se homem, já terá servido ou sido dispensado do Serviço Militar obrigatório. Se mulher, pode até ser mãe. O espaço de uma vida, ainda que jovem. Rubinho sempre foi piloto dos bons. Vitima indireta de uma circunstância trágica, a morte de Senna, pois a nação de torcedores irracionais, alimentada pela gananciosa máquina da Rede Bobo e seu Babão mor, o alçaram a condição de sucessor. Oras, ídolos não têm sucessores. Senna é Senna. Piquet é Piquet. Fittipaldi é Fittipaldi. Pelé é Pelé. Zico é Zico. Ronaldo gosta de travecos, oopsss.....tem corintianos lendo isso....foi mal.
O post está ficando longo e acho que o Tales (meu filho e leitor dileto - já não chega até aqui, pois do alto de seus 13 anos é impaciente). Tales, aliás, que quando nasceu, em 1997, Rubinho já estava em sua quinta temporada completa.
Voltando ao início: Graham Hill era um marco inatingível com suas 18 temporadas. Agora, no início de 2011 Rubens bateu esta marca. Não estou a discutir os resultados, as carreiras em si, mas sim a longevidade da mesma. Quantos pilotos sonharam em chegar ao topo, à Formula 1 e não conseguiram? Quantos outros lograram seu intento, apenas para disputar algumas provas ou mesmo algumas poucas temporadas e são admirados? Estamos falando de um piloto que é pago e muito bem pago para estar lá. E que não dá sinais de que pensa em aposentadoria. Que não faz feio, que é competitivo e que mesmo quando erra, o faz dentro de uma margem aceitável estatísticamente. Acho que este fato, e somente este fato, um piloto entrar em sua décima nona temporada na categoria mais competitiva de todas, merece comemorações. O fato de ele ser brasileiro, deveria nos alegrar ainda mais. No entanto, o esporte nacional do país das chuteiras (importadas), dos "experts" de plantão, é malhar o cara. Já dizia Ibraim Sued: os cães ladram e a caravana passa...
Parabéns Rubens. Pela marca e pelo profissionalismo.
Dezenove é um número legal. Que venha o vinte, o vinte e um e quem sabe quantas mais?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
MUSIQUINHA. BOMBANDO DO OUTRO LADO DO LAGUINHO
A cantora Adele é uma das maiores revelações da sempre pródiga música pop britânica. Com apenas 22 aninhos, Adele Laurie Blue Adkins é uma grande vendedora de discos também: seu albúm 21 ultrapassou a veterana Madona ao se posicionar há dez semanas no primeiro lugar das paradas britânicas. Nada mal.
PAROLE, PAROLE, PALPITES E O COSTUME DE FALAR SOBRE O QUE NÃO SE ENTENDe
Somos latinos, ok. Eu sei e você também. Mas isso não nos intitula a dar pitacos sobre todos os assuntos que desejamos sem termos base teórica ou conhecimento técnico sobre os assuntos em questão. Lembro-me de quando retornei a viver no Brasil, após quase oito anos de Europa, como as opiniões subjetivas das pessoas me causavam estranheza: “fulano é isso....siclano é assado”.....apenas baseados em suposições e achismos.
Vinte e tantos anos depois, ainda não me acostumei com tais leviandades. Existem jornalistas que opinam sobre coisas sobre as quais não têm a mais remota ideia. Não pesquisam, não conhecem, mas dão palpites que refletidos e ecoados por meios de comunicação e pelas modernas pragas das comunidades virtuais, tais como o twitter, alastram-se como fogo na floresta em tempos de seca.
O campeão das asneiras, no entanto, para quem se dá ao trabalho de ler e acompanhar, são os espaços para comentários dos tais leitores de blogs e sites. Pessoas comuns, como eu e você, e que por isso mesmo deveriam refletir mais ao postar um comentário, mesmo que sob a covarde manta do anonimato.
Ontem houve um acidente, uma fatalidade e um jovem piloto teve sua vida ceifada durante uma prova da Copa Montana em Interlagos. Não sou técnico, não assisti à corrida na TV, já fui piloto (há muito tempo – e nem por isso me sinto no direito de opinar sobre as causas e responsabilidades – até que se tenha um inquérito e suas conclusões sejam levadas ao público). No entanto, li em alguns comentários em blogs e sites, pessoas chamando os responsáveis de “Vagabundos”, “criminosos”, “assassinos”. A impunidade do anonimato é uma arma dos covardes. Não conheço ninguém da Vicar, muito menos da péssima Confederação Brasileira de Automobilismo. Não sou advogado de ninguém, mas me insultam a inteligência aqueles que afirmam que os dirigentes não se importam com os desastres. Ninguém em sã consciência deseja uma tragédia. Humanos são falíveis. Frank Williams nunca desejaria ter perdido Ayrton Senna, assim como jamais desejou, muitos anos antes, perder seu grande amigo Piers Courage.
Automobilismo é perigoso. Automobilismo mata. Nosso automobilismo está meio capenga, mas não foi isso que vitimou o jovem Gustavo. O que o matou foi uma fatalidade, que pode ter sido composta por erros humanos e mecânicos e que serão devidamente esclarecidos no inquérito. Até lá, acusar, bradar, incriminar é no mínimo, leviano. Que as pessoas tenham em mente que acusar, bradar, e apontar dedos inconsequentemente também causa danos.
Acho que alguns jornalistas têm responsabilidades em incitar os comentários. Reputações são jogadas ao lixo pelas acusações sem provas e mesmo desmentidas depois, em muitos casos, já é tarde demais. Quem não se lembra do triste caso da Escola Base de São Paulo, quando os responsáveis pela mesma foram acusados de abusar de menores, tiveram suas vidas destruídas, e subseqüentemente , se provou que eram inocentes? Devemos exercer nosso direito de opinar baseado em fatos e não em subjetivismos, pelo menos quando os assuntos em pauta forem tão sérios. Sei que minha opinião não muda muito as coisas, mas peço prudência e reflexão. Atirar pedras do conforto de nossas poltronas, protegidos pelo anonimato é covarde e traiçoeiro. Vamos esperar para opinar melhor e assim, contribuir para melhorar nossa civilização que está muito, muito doente...
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