quarta-feira, 6 de abril de 2011

SHIT HAPPENS!

Carambola na Largada da Série LMS (Le Mans Series) em Paul Ricard, França, no último domingo. Mas eu postei o vídeo aqui porque acho os carros lindos!

terça-feira, 5 de abril de 2011

19


Hoje quero fazer um post  de homenagem: a Rubens Barrichello que entra em sua décima nona temporada consecutiva na Formula 1. Não escrevi antes do Grande Prêmio da Austrália por precaução, quiçá superstição.Acompanho a Formula 1 muito antes de Rubens ter nascido ( em maio de 72). Admirava pilotos como Jim Clark, Graham Hill, Jackie Stewart, Jochen Rindt, Dan Gurney antes mesmo do Emerson sair do Brasil e fazer sua gloriosa carreira na Europa, que aliás, abriu as portas com seu sucesso, para inúmeros outros que o seguiram. Acompanhei Nelson Piquet desde os tempos em que assinava "Piket" e dirigia sua própria Kombi velha para os circuitos, com o chassis Polar firmemente amarrado no teto da mesma. Me lembro do Ayrton Senna correndo de kart na categoria menor, contra Mario Sergio de Carvalho, Marios Covas Neto. Estive presente no autódromo por ocasião de suas primeiras provas na Formula Ford 1600 inglesa. Coincidentemente reatei contato com seus dois companheiros na equipe oficial da Van Diemen de 30 anos atrás, Quique Mansilla (argentino - marrento e bom piloto) e Alfonso Toledano (mexicano e encardido nas pistas). 
Me lembro de Rubinho, um garotinho de cabelos loiros como o maior adversário do Christian Fittipaldi na época dos karts. Depois sua meteórica carreira nos monopostos, primeiro com aquele Formula Ford patrocinado pela Arisco, sua estréia vitoriosa em Interlagos na Formula 3, a ida para a Europa e o Campeonato vencido de primeira na Formula Chevrolet, Formula 3 inglesa (campeão) e o ano como protagonista na Formula 3000 Internacional. Ufa.....parafraseando o Rei: são tantas recordações (emoções)!
Enfim, o menino, imberbe ainda, estreou na Jordan Hart no Grande Premio da Africa do Sul em 14 de março de 1993. Já conseguiu no seu primeiro GP largar na frente de seu muito mais experiente companheiro de equipe Ivan Capelli. Nada mal.Caramba! Eu tinha pouco tempo de casado, dois filhos pequenos, dava aulas de inglês para sobreviver e tentava patrocínio, em vão, para voltar a correr na extinta Formula Uno. Parece que foi ontem, mas não foi: uma criança nascida naquele dia, se homem, já terá servido ou sido dispensado do Serviço Militar obrigatório. Se mulher, pode até ser mãe. O espaço de uma vida, ainda que jovem. Rubinho sempre foi piloto dos bons. Vitima indireta de uma circunstância trágica, a morte de Senna, pois a nação de torcedores irracionais, alimentada pela gananciosa máquina da Rede Bobo e seu Babão mor, o alçaram a condição de sucessor. Oras, ídolos não têm sucessores. Senna é Senna. Piquet é Piquet. Fittipaldi é Fittipaldi. Pelé é Pelé. Zico é Zico. Ronaldo gosta de travecos, oopsss.....tem corintianos lendo isso....foi mal.
O post está ficando longo e acho que o Tales (meu filho e leitor dileto - já não chega até aqui, pois do alto de seus 13 anos é impaciente). Tales, aliás, que quando nasceu, em 1997, Rubinho já estava em sua quinta temporada completa.
Voltando ao início: Graham Hill era um marco inatingível com suas 18 temporadas. Agora, no início de 2011 Rubens bateu esta marca. Não estou a discutir os resultados, as carreiras em si, mas sim a longevidade da mesma.  Quantos pilotos sonharam em chegar ao topo, à Formula 1 e não conseguiram? Quantos outros lograram seu intento, apenas para disputar algumas provas ou mesmo algumas poucas temporadas e são admirados? Estamos falando de um piloto que é pago e muito bem pago para estar lá. E que não dá sinais de que pensa em aposentadoria. Que não faz feio, que é competitivo e que mesmo quando erra, o faz dentro de uma margem aceitável estatísticamente. Acho que este fato, e somente este fato, um piloto entrar em sua décima nona temporada na categoria mais competitiva de todas, merece comemorações. O fato de ele ser brasileiro, deveria nos alegrar ainda mais. No entanto, o esporte nacional do país das chuteiras (importadas), dos "experts" de plantão, é malhar o cara. Já dizia Ibraim Sued: os cães ladram e a caravana passa...
Parabéns Rubens. Pela marca e pelo profissionalismo.
Dezenove é um número legal. Que venha o vinte, o vinte e um e quem sabe quantas mais?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MUSIQUINHA. BOMBANDO DO OUTRO LADO DO LAGUINHO

A cantora Adele é uma das maiores revelações da sempre pródiga música pop britânica. Com apenas 22 aninhos, Adele Laurie Blue Adkins é uma grande vendedora de discos também: seu albúm 21 ultrapassou a veterana Madona ao se posicionar há dez semanas no primeiro lugar das paradas britânicas. Nada mal.

PAROLE, PAROLE, PALPITES E O COSTUME DE FALAR SOBRE O QUE NÃO SE ENTENDe


Somos latinos, ok. Eu sei e você também. Mas isso não nos intitula a dar pitacos sobre todos os assuntos que desejamos sem termos base teórica ou conhecimento técnico sobre os assuntos em questão. Lembro-me de quando retornei a viver no Brasil, após quase oito anos de Europa, como as opiniões subjetivas das pessoas me causavam estranheza: “fulano é isso....siclano é assado”.....apenas baseados em suposições e achismos.
Vinte e tantos anos depois, ainda não me acostumei com tais leviandades. Existem jornalistas que opinam sobre coisas sobre as quais não têm a mais remota ideia. Não pesquisam, não conhecem, mas dão palpites que refletidos e ecoados por meios de comunicação e pelas modernas pragas das comunidades virtuais, tais como o twitter, alastram-se como fogo na floresta em tempos de seca.
O campeão das asneiras, no entanto, para quem se dá ao trabalho de ler e acompanhar, são os espaços para comentários dos tais leitores de blogs e sites. Pessoas comuns, como eu e você, e que por isso mesmo deveriam refletir mais ao postar um comentário, mesmo que sob a covarde manta do anonimato.
Ontem houve um acidente, uma fatalidade e um jovem piloto teve sua vida ceifada durante uma prova da Copa Montana em Interlagos. Não sou técnico, não assisti à corrida na TV, já fui piloto (há muito tempo – e nem por isso me sinto no direito de opinar sobre as causas e responsabilidades – até que se tenha um inquérito e suas conclusões sejam levadas ao público). No entanto, li em alguns comentários em blogs e sites, pessoas chamando os responsáveis de “Vagabundos”, “criminosos”, “assassinos”. A impunidade do anonimato é uma arma dos covardes. Não conheço ninguém da Vicar, muito menos da péssima Confederação Brasileira de Automobilismo. Não sou advogado de ninguém, mas me insultam a inteligência aqueles que afirmam que os dirigentes não se importam com os desastres. Ninguém em sã consciência deseja uma tragédia. Humanos são falíveis. Frank Williams nunca desejaria ter perdido Ayrton Senna, assim como jamais desejou, muitos anos antes, perder seu grande amigo Piers Courage.
Automobilismo é perigoso. Automobilismo mata. Nosso automobilismo está meio capenga, mas não foi isso que vitimou o jovem Gustavo. O que o matou foi uma fatalidade, que pode ter sido composta por erros humanos e mecânicos e que serão devidamente esclarecidos no inquérito. Até lá, acusar, bradar, incriminar é no mínimo, leviano. Que as pessoas tenham em mente que acusar, bradar, e apontar dedos inconsequentemente também causa danos.

Acho que alguns jornalistas têm responsabilidades em incitar os comentários. Reputações são jogadas ao lixo pelas acusações sem provas e mesmo desmentidas depois, em muitos casos, já é tarde demais. Quem não se lembra do triste caso da Escola Base de São Paulo, quando os responsáveis pela mesma foram acusados de abusar de menores, tiveram suas vidas destruídas, e subseqüentemente , se provou que eram inocentes? Devemos exercer nosso direito de opinar baseado em fatos e não em subjetivismos, pelo menos quando os assuntos em pauta forem tão sérios. Sei que minha opinião não muda muito as coisas, mas peço prudência e reflexão. Atirar pedras do conforto de nossas poltronas, protegidos pelo anonimato é covarde e traiçoeiro. Vamos esperar para opinar melhor e assim, contribuir para melhorar nossa civilização que está muito, muito doente...

SEGUNDA FEIRA E A RODA DA VIDA CONTINUA A GIRAR.

Hoje acordei nostálgico. De alguém que eu era e foi se perdendo no caminho.Resgate. Quero resgatar aquele cara. E muitas outras coisas.

SALDO DE UM DOMINGO QUALQUER, NUMA GALÁXIA QUALQUER.



Sinto que às vezes nós, humanos (humanos?), estamos descendo em velocidade crescente e vertiginosa numa ladeira e, que no final desta, há uma enorme muralha de pedra onde nos chocaremos de maneira desastrosa. Brincamos com fogo tal qual garotinhos inconseqüentes e não nos preocupamos com as punições que virão. Construímos bombas cada vez mais poderosas e bolimos com a natureza como se fora uma experiência de  aula de ciências do ginásio. O Japão, pobre Japão, é prova disso. A fúria dos deuses é implacável por aquelas partes. A ousadia de construir usinas de eletricidade movidas a energia nuclear, foi talvez muito longe para a paciência dos deuses que regem os fenômenos e as placas tectônicas inquietas daquelas bandas.
Nos países árabes uma epidemia de liberdade se alastra, movida por sabe-se lá quais interesses excusos, quiçá alçar o preço do petróleo a patamares criminosos de novo.Na África, continente que Deus pune há séculos com sua fúria inexplicável, matanças e mais matanças. Em ambos os casos as revoltas são engenhadas em luxuosos escritórios com ar condicionado e longe da zona de perigo. Os assessores de imprensa então se encarregam em fazer parecer que as revoltas emanam do "povo". Talvez, à excessão de Jesus, nenhuma palavra tenha sido usada tanto em vão em toda a história. Todas as patifarias, as negociatas, as canalhices perpretadas por atacado e varejo, são justificadas por uma ou outra palavra. Em nome do povo, ou em nome do pai!!!!
Canalhas somos todos. Humanóides ainda, projetos de seres humanos. Autofágicos. Assassinos. Carrascos. Torturadores. Marionetes de uma vontade maior. Palhaços. Sim, palhaços. E muito bem representados em nosso caro congresso. O povo cheira mal e sua vontade, não é a de Deus. A vontade do povo é uma heresia, pois o povo, a massa ignara, é manipulável, corrupta, mesquinha, desprovida de qualquer possibilidade de nobreza ou autruísmo. Um ou outro indivíduo, espírito um tantinho à frente, pode se salvar. A manada toda, é lixo. Caminhamos céleres em direção ao abismo, porque decidimos seguir a vaca que tem o guizo. A vaca errada, mas quem se importa? Quem sabe ali tenha alguma boquinha? Algum esquema?
Não sei se teremos jeito.Os recados estão em todas as partes, mas preferimos não enxergá-los. E se os enxergamos, preferimos ignorá-los, como se pudéssemos nos dar o luxo de sermos soberbos. Caminhamos de forma desconexa, cada qual buscando um atalho, um jeito mais rápido de chegar. Onde? Quem saberá? Quantos mais serão imolados para satisfazer necessidades de luxo, lucro, luxúria? Isso realmente importa? Já nem sei mais. Minha revolta não é pontual. É constante e crescente. Impotente, sento-me a beira da estrada e lamento. E me recrimino por não fazer nada. Ou quase nada, pois este meu quase silencioso brado é um febril cântico de protesto. Às vezes tenho a estranha sensação de caminhar numa enorme metrópole vazia, destruída e em ruínas, como em Blade Runner, buscando por respostas, mas aí já será tarde demais. Encontrarei apenas restos de coisas e pedaços de gente. E ao olhar numa vitrine brilhante (talvez numa hipotética Quinta Avenida), me assustarei com o reflexo de mim, bombardeado por átomos nervosos, em atrito e em desunião. Esse pesadelo recorrente me assusta, me persegue e serve talvez, como um triste pressentimento do que está por vir.
Mas, o domingo está no fim. Eu ia lamentar a morte do piloto Gustavo Sondermann em Interlagos, na prova da Copa Montana hoje. Mas não vou. Ele estava fazendo o que gostava. Morrer assim, não deve ser tão ruim. Pior são as milhares de mortes anônimas, longe das lentes das televisões, das pessoas pequenas e inocentes, que estavam indo a um templo no Paquistão. Ou aquelas que eram das tribos erradas na Costa do Marfim. Ainda ontem, assistindo ao seriado (excelente, por sinal) Roma na HBO, pensei, como eram selvagens nossos antepassados. Hoje, eu refaço meu raciocínio: somos ainda mais selvagens, porque temos a lente de aumento da história para magnificar nossos erros, e ela de nada nos serviu! Caminha homem ambicioso e voraz. Caminha para o abismo!!!

domingo, 3 de abril de 2011

DOMINGO TRÁGICO EM INTERLAGOS.

O piloto da Copa Montana (categoria de acesso a Stock Car) Gustavo Sonderman, faleceu hoje em decorrência dos ferimentos sofridos em mais um grave acidente na curva do Café em Interlagos. Mesmo local do acidente que vitimou Rafael Sperafico há alguns anos, na mesma categoria. Fatalidade? Erro humano? Corridas são perigosas, vamos esperar a perícia. Meus sinceros sentimentos à família do Gustavo. Abaixo um vídeo do acidente.





UM SONZINHO PARA O DOMINGO

sábado, 2 de abril de 2011

SORRY FOLKS: VOLTEI

Crédito da foto: José Canelas, site www.olhares.com.

Peço desculpas a meus amigos. Sei que não fui nada original, mas não pude resistir a uma piadinha de primeiro de abril. Volto. O lance dos projetos, a tentativa do mestrado, no entanto, são verdadeiros. Continuarei a despejar aqui as minhas amarguras em bits e bytes. E minhas alegrias também, por que não? Abraços, volto mais tarde com reflexões.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

DECISÃO DIFÍCIL : THE END


Amigos, com dois novos compromissos profissionais, o início de um projeto literário e a tentativa de um mestrado, sou obrigado a dar um tempo no blog. Agradeço encarecidamente aqueles que com sua paciência e consideração me honraram por aqui. Até qualquer dia. Abraços e beijos.