domingo, 12 de dezembro de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO EMERSON!!! PARTE I

Hoje o grande Emerson Fittipaldi completa 64 anos de vida. E que vida! Parabéns ao rato pelo aniversário, pelas conquistas e pela postura exemplar de vida.

O então jovem piloto da Lotus, que chegou a Formula 1 dezoito meses depois de sair do Brasil. Confiança num futuro brilhante que se confirmaria.

Com  inesquecível Lotus negra do primeiro campeonato mundial.

O bicampeonato veio com a linda e longeva McLaren M23. Pé direito pesado e inteligência, a formula do Emmo que lutou contra uma equipe Ferrari renovada e com um carro melhor.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

30 ANOS: 08 DE DEZEMBRO DE 1980

Eu me lembro como se fosse ontem: eu trabalhava na IMO, 101-104, Piccadilly, Londres e entrava as nove. Pelo caminho peguei um café e um croissant que ninguém é de ferro e ao entrar no escritório, vi meu amigo Mario incrívelmente triste. Perguntei o que houve e ele apenas olhou para mim, como se eu estivesse regressando de uma longa viagem por Marte, sem jornais, TV, rádio, nada (Internet não passava de um sonho distante). Eu disse: não. Mataram o John cara. O John? que John — pensei logo num ajudante geral que fazia pequenos consertos no prédio e que tinha um cheiro inacreditável no sovaco, e de certa forma, confesso constrangido, me aliviei. Poderia respirar ar puro de novo! Mas não a tragédia era real, o John em questão era aquele que nos inspirava e embalava nossa geração, John Winston (depois Ono) Lennon. Fiquei estarrecido, todos ficamos. O imbecil do tal Mark Chapman, que está preso há quase trinta anos acabou com a vida de um cara dos mais decentes e íntegros que já povoaram esse nosso pobre planetinha. Grande John! Trinta anos se passaram e ele continua a fazer falta. RIP.


sábado, 4 de dezembro de 2010

UM POUCO DE BOA MUSICA NO SABADÃO A NOITE

CURTAS E DEZEMBRO JÁ CHEGOU: MOTORES E BOLA


Tentando afastar de uma vez por todas e para bem longe o meu inferno astral, dezembro chegou com força, calor e muito trabalho. No âmbito do automobilismo esportivo não acontece muita coisa de relevância, pelo menos em público. Alguns testes, alguns anúncios de acordos com patrocinadores, pilotos assinando com equipes — sem grandes surpresas por enquanto — perspectivas, trocas de numerações nos carros do mundial de Formula 1 (Button que era o # 3 agora é o #4, alternando com Hamilton). Como eu disse, nada demais.
O promissor piloto gaúcho de Novo Hamburgo Cesar Ramos testou pela Ferrari em Vallellunga esta semana e com certeza isso não irá prejudicá-lo na busca de novos patrocinadores para continuar subindo na escadinha do sucesso (que balança muito, nesta etapa, pós Formula 3).
No futebol, final do brasileirão que deve mesmo ser conquistado pelo Flu, com alguns méritos e certamente muitas maracutais, mas disso eu prefiro nem falar. A FIFA que é um reduto de gente ilibada e honestíssima decidiu promover o Mundial de 2018 na Rússia (até ai tudo bem — a Rússia é um grande país, tem tradição futebolística, estádios, público e tudo o mais) e o de 2022, pasmem — no Qatar! Oras pois, senhor Blatter, o Qatar não tem time, não tem torcida, não tem estádios, não tem tradição, não tem população (de cerca de dois milhões de habitantes, apenas 300 mil são naturais do país). O que é que o Qatar tem? Boa pergunta. Um mar de dinheiro e nada mais. Excluir as candidaturas conjuntas de Portugal e Espanha foi uma pena, pois ambos os países são apaixonados por futebol e lindos de se visitar. A dos Ingleses, era previsível, após a série de denúncias de corrupção na FIFA pela BBC. Agora, escolher o Qatar, faça-me o favor!!!
Voltando ao automobilismo, amanhã temos final de Stock Cars e parece que a disputa será acirrada. E no ano que vem teremos novas categorias no automobilismo brasileiro, que parece querer reagir à letargia e incompetência de seus dirigentes, através de ações pontuais de empresários de visão, como a Vicar. Tomara que consigam vencer as muitas barreiras da burocracia e corrupção que nos assombram desde 1808!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

QUEBRA CABEÇAS

Nem bem terminou a temporada 2010 da Formula 1 e as equipes já se movimentam com vistas ao ano de 2011. Dois dias depois de encerrada a temporada que corou Sebastian Vettel o campeão mundial mais jovem da história, algumas das equipes promoveram dois dias de testes em Abu Dhabi mesmo, para dar oportunidades aos novos talentos. E na seqüência, os pilotos titulares voltaram  à labuta para testar os novos pneumáticos da Pirelli, fornecedor único da categoria a partir de 2011. Hoje a FIA divulgou a lista provisória dos pilotos já confirmados para o ano que vem, com poucas surpresas. Alguns sites e jornais brasileiros, que davam como certa a contratação de Bruno Senna pela Lotus (o pessoal força a barra, mas os gringos não são levados por emoções e sim por $$$$) se decepcionaram, pois esta confirmou os dois titulares deste ano para mais uma temporada, Jarno Trulli e Heikki Kovalainen. Na equipe campeã, a Red Bull, nenhuma mudança, permanecem o campeão mundial Seb Vettel e Mark Webber. O mesmo na Mclaren, com seus dois campeões, Button e Hamilton. Idem com a Ferrari, Massa e Alonso.A Mercedes tampouco muda sua equipe toda alemã, permanecem Shumacher e Rosberg. Por enquanto, Robert Kubica é o único piloto confirmado na Renault, mas espera-se em breve que Petrov seja mantido. Rubens Barrichello está confirmadíssimo na Williams, e parte assim para uma incrível décima nona temporada consecutiva na categoria máxima! A Sauber também confirmou sua dupla para 2011: mantém Kobayashi e assina com a jovem e bem financiada promessa mexicana, Sergio Perez. Existem portanto cerca de dez vagas em aberto, mas algumas serão anunciadas em breve e não deverão constituir surpresa, como é o caso de Adrian Sutil na Force India, Timo Glock na Virgin e Pastor Maldonado na Williams. Quanto aos dois brasileiros que correram em 2010 e não foram confirmados ainda, Bruno Senna e Lucas di Grassi, resta esperar que consigam pelo menos se manter na categoria máxima, apesar que eu, cético como sou, não vejo muitos benefícios ao currículo de ninguém andar numa cadeira elétrica como Hispania ou Virgin!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

AGRADECENDO AOS AMIGOS

Foi uma semana dura. No meio dela, completei 51 anos de idade e recebi os cumprimentos de um monte de amigos, gente legal, alguns eu conheço pessoalmente, outros só mesmo virtualmente. Não importa, a palavra amigo não tem flexão de intensidade: é amigo e pronto! Obrigado pessoal. E que 2011 chegue logo

sábado, 20 de novembro de 2010

A RESPOSTA DO QUIZZ MAIS BEM SUCEDIDO DA BLOGOSFERA

Com a incrível marca de dois leitores arriscando acertar o nome dos dois futuros pilotos da Formula 1 (e agradecendo aos amigos), a resposta é fácil: Roma, 1974, Elio de Angelis e Eddie Cheever. Enquanto Elio teve passagem muito mais marcante pela Formula 1, chegando a ser terceiro colocado no campeonato mundial e liderando a equipe Lotus até a chegada de Ayrton Senna, Cheever foi mais discreto: correu por várias escuderias, entre elas a poderosa Renault, mas não chegou a vencer nenhum GP. No entanto, anos depois, foi coroado vencedor das 500 Milhas de Indianapolis, redimindo-se em parte.
Elio de Angelis e Eddie Cheever: amigos desde a infância.

A QUESTÃO DA TROCA DE GUARDAS: VELHA PELA NOVA

O novo.
O velho.
Tenho lido em alguns blogs e sites alguns artigos comentando questões referentes à troca de gerações no automobilismo de mais alto nível, ou seja, a Formula 1. É irônico que menos de uma semana após vermos coroado o mais jovem campeão mundial de todos os tempos, Sebastian Vettel, no alto de seus vinte três anos de idade, já se fale em sucessão, na chegada de novos valores etc. Para começo de conversa: Vettel deve ficar na Formula 1 por um bom tempo, pois sua carreira, apesar de magnífica, ainda está no começo. Além dele temos outros grandes craques: Alonso, Hamilton (ambos já consagrados campeões mundiais também, muito obrigado),  Kobayashi, quem sabe Hulkenberg, quicá Alguersuary, Rosberg — eu não sou fá deste alemão, mas ele tem valor, claro — e falo apenas dos pilotos jovens. Deixei propositadamente de fora nomes como Felipe Massa, Jenson Button (também com um título a enfeitar e muito o currículo) e Robert Kubica. E é claro, Mark Webber,que pode sim, rebater novamente no ano que vem e conseguir o título que lhe escapou por pouco este ano.
Vários críticos fazem loas aos pilotos do passado, dizendo que naquela época os caras eram muito mais capazes, velozes, valentes, competentes e por aí afora. Eu não sou destes. Sei que tivemos grandes campeões no passado, lógico, alguns com competência técnica e carisma de monte, coisa rara hoje nos dias malditos dos assessores de imprensa que tentar "maquiar" personalidades inócuas e sem graça e transformá-los em verdadeiros gladiadores. Eu acho que hoje temos uma ótima safra de pilotos, justamente os que citei acima e uma leva de novos craques querendo entrar na categoria máxima pela porta da frente. O problema é que as vagas são limitadíssimas, sempre foram. Mesmo nos anos de 1989 e 1990, onde existiam quase quarenta bólidos e era necessário pré-qualificar, chegar a Formula 1 requeria muito esforço, competência e grana.
A questão dos pilotos pagantes é quase tão antiga quanto o automobilismo de competição em si. Já falei sobre isso aqui antes. Aliás, poucos brasileiros podem afirmar que ascenderam à Formula 1 sem terem que levar dinheiro, próprio ou de patrocinadores: Emerson, Piquet e Senna (coincidência, ou não, os três craques foram multi-campeões). Barrichello, Gugelmin, Christian Fittipaldi, José Carlos Pace, Wilsinho Fittipaldi, Luiz Pereira Bueno (fez apenas uma prova em 1973) todos pagaram ou levaram algum tipo de apoio. Mais recentemente me recordo de dois brazucas que conseguiram sentar nos postos mais cobiçados do automobilismo e não pagar: Ricardo Zonta e Enrique Bernoldi, infelizmente ambos sem sucesso substancial. Felipe Massa também parece não ter levado dinheiro para a Sauber em 2002, mas tinha um empresário que sabia e sabe das coisas, Nicolas Todt. Bruno Senna e Lucas di Grassi — outra vez vão dizer que pego no pé do rapaz, o que não é verdade — também levaram patrocinadores pessoais para suas respectivas cadeiras elétricas! Ah, estou sendo injusto com Roberto Pupo Moreno, o baixo tampouco jamais pagou para acelerar na Formula 1, exceto quando foi despedido da Benetton em 1991 e com o dinheiro da rescisão pagou para  acelerar a bela Jordan verde água.
De qualquer maneira, acho que o estoque de talentos na categoria máxima está bem estocado e pelos próximos anos, não precisamos nos preocupar! Espero que entre os futuros astros, haja espaço para alguns brasileiros, à despeito da piada que é a gestão da CBA.

"Baixo" e sua Jordan.