segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
CURTAS E DEZEMBRO JÁ CHEGOU: MOTORES E BOLA
Tentando afastar de uma vez por todas e para bem longe o meu inferno astral, dezembro chegou com força, calor e muito trabalho. No âmbito do automobilismo esportivo não acontece muita coisa de relevância, pelo menos em público. Alguns testes, alguns anúncios de acordos com patrocinadores, pilotos assinando com equipes — sem grandes surpresas por enquanto — perspectivas, trocas de numerações nos carros do mundial de Formula 1 (Button que era o # 3 agora é o #4, alternando com Hamilton). Como eu disse, nada demais.
O promissor piloto gaúcho de Novo Hamburgo Cesar Ramos testou pela Ferrari em Vallellunga esta semana e com certeza isso não irá prejudicá-lo na busca de novos patrocinadores para continuar subindo na escadinha do sucesso (que balança muito, nesta etapa, pós Formula 3).
No futebol, final do brasileirão que deve mesmo ser conquistado pelo Flu, com alguns méritos e certamente muitas maracutais, mas disso eu prefiro nem falar. A FIFA que é um reduto de gente ilibada e honestíssima decidiu promover o Mundial de 2018 na Rússia (até ai tudo bem — a Rússia é um grande país, tem tradição futebolística, estádios, público e tudo o mais) e o de 2022, pasmem — no Qatar! Oras pois, senhor Blatter, o Qatar não tem time, não tem torcida, não tem estádios, não tem tradição, não tem população (de cerca de dois milhões de habitantes, apenas 300 mil são naturais do país). O que é que o Qatar tem? Boa pergunta. Um mar de dinheiro e nada mais. Excluir as candidaturas conjuntas de Portugal e Espanha foi uma pena, pois ambos os países são apaixonados por futebol e lindos de se visitar. A dos Ingleses, era previsível, após a série de denúncias de corrupção na FIFA pela BBC. Agora, escolher o Qatar, faça-me o favor!!!
Voltando ao automobilismo, amanhã temos final de Stock Cars e parece que a disputa será acirrada. E no ano que vem teremos novas categorias no automobilismo brasileiro, que parece querer reagir à letargia e incompetência de seus dirigentes, através de ações pontuais de empresários de visão, como a Vicar. Tomara que consigam vencer as muitas barreiras da burocracia e corrupção que nos assombram desde 1808!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
QUEBRA CABEÇAS
Nem bem terminou a temporada 2010 da Formula 1 e as equipes já se movimentam com vistas ao ano de 2011. Dois dias depois de encerrada a temporada que corou Sebastian Vettel o campeão mundial mais jovem da história, algumas das equipes promoveram dois dias de testes em Abu Dhabi mesmo, para dar oportunidades aos novos talentos. E na seqüência, os pilotos titulares voltaram à labuta para testar os novos pneumáticos da Pirelli, fornecedor único da categoria a partir de 2011. Hoje a FIA divulgou a lista provisória dos pilotos já confirmados para o ano que vem, com poucas surpresas. Alguns sites e jornais brasileiros, que davam como certa a contratação de Bruno Senna pela Lotus (o pessoal força a barra, mas os gringos não são levados por emoções e sim por $$$$) se decepcionaram, pois esta confirmou os dois titulares deste ano para mais uma temporada, Jarno Trulli e Heikki Kovalainen. Na equipe campeã, a Red Bull, nenhuma mudança, permanecem o campeão mundial Seb Vettel e Mark Webber. O mesmo na Mclaren, com seus dois campeões, Button e Hamilton. Idem com a Ferrari, Massa e Alonso.A Mercedes tampouco muda sua equipe toda alemã, permanecem Shumacher e Rosberg. Por enquanto, Robert Kubica é o único piloto confirmado na Renault, mas espera-se em breve que Petrov seja mantido. Rubens Barrichello está confirmadíssimo na Williams, e parte assim para uma incrível décima nona temporada consecutiva na categoria máxima! A Sauber também confirmou sua dupla para 2011: mantém Kobayashi e assina com a jovem e bem financiada promessa mexicana, Sergio Perez. Existem portanto cerca de dez vagas em aberto, mas algumas serão anunciadas em breve e não deverão constituir surpresa, como é o caso de Adrian Sutil na Force India, Timo Glock na Virgin e Pastor Maldonado na Williams. Quanto aos dois brasileiros que correram em 2010 e não foram confirmados ainda, Bruno Senna e Lucas di Grassi, resta esperar que consigam pelo menos se manter na categoria máxima, apesar que eu, cético como sou, não vejo muitos benefícios ao currículo de ninguém andar numa cadeira elétrica como Hispania ou Virgin!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
AGRADECENDO AOS AMIGOS
Foi uma semana dura. No meio dela, completei 51 anos de idade e recebi os cumprimentos de um monte de amigos, gente legal, alguns eu conheço pessoalmente, outros só mesmo virtualmente. Não importa, a palavra amigo não tem flexão de intensidade: é amigo e pronto! Obrigado pessoal. E que 2011 chegue logo
sábado, 20 de novembro de 2010
A RESPOSTA DO QUIZZ MAIS BEM SUCEDIDO DA BLOGOSFERA
Com a incrível marca de dois leitores arriscando acertar o nome dos dois futuros pilotos da Formula 1 (e agradecendo aos amigos), a resposta é fácil: Roma, 1974, Elio de Angelis e Eddie Cheever. Enquanto Elio teve passagem muito mais marcante pela Formula 1, chegando a ser terceiro colocado no campeonato mundial e liderando a equipe Lotus até a chegada de Ayrton Senna, Cheever foi mais discreto: correu por várias escuderias, entre elas a poderosa Renault, mas não chegou a vencer nenhum GP. No entanto, anos depois, foi coroado vencedor das 500 Milhas de Indianapolis, redimindo-se em parte.
![]() |
| Elio de Angelis e Eddie Cheever: amigos desde a infância. |
A QUESTÃO DA TROCA DE GUARDAS: VELHA PELA NOVA
| O novo. |
![]() |
| O velho. |
Tenho lido em alguns blogs e sites alguns artigos comentando questões referentes à troca de gerações no automobilismo de mais alto nível, ou seja, a Formula 1. É irônico que menos de uma semana após vermos coroado o mais jovem campeão mundial de todos os tempos, Sebastian Vettel, no alto de seus vinte três anos de idade, já se fale em sucessão, na chegada de novos valores etc. Para começo de conversa: Vettel deve ficar na Formula 1 por um bom tempo, pois sua carreira, apesar de magnífica, ainda está no começo. Além dele temos outros grandes craques: Alonso, Hamilton (ambos já consagrados campeões mundiais também, muito obrigado), Kobayashi, quem sabe Hulkenberg, quicá Alguersuary, Rosberg — eu não sou fá deste alemão, mas ele tem valor, claro — e falo apenas dos pilotos jovens. Deixei propositadamente de fora nomes como Felipe Massa, Jenson Button (também com um título a enfeitar e muito o currículo) e Robert Kubica. E é claro, Mark Webber,que pode sim, rebater novamente no ano que vem e conseguir o título que lhe escapou por pouco este ano.
Vários críticos fazem loas aos pilotos do passado, dizendo que naquela época os caras eram muito mais capazes, velozes, valentes, competentes e por aí afora. Eu não sou destes. Sei que tivemos grandes campeões no passado, lógico, alguns com competência técnica e carisma de monte, coisa rara hoje nos dias malditos dos assessores de imprensa que tentar "maquiar" personalidades inócuas e sem graça e transformá-los em verdadeiros gladiadores. Eu acho que hoje temos uma ótima safra de pilotos, justamente os que citei acima e uma leva de novos craques querendo entrar na categoria máxima pela porta da frente. O problema é que as vagas são limitadíssimas, sempre foram. Mesmo nos anos de 1989 e 1990, onde existiam quase quarenta bólidos e era necessário pré-qualificar, chegar a Formula 1 requeria muito esforço, competência e grana.
A questão dos pilotos pagantes é quase tão antiga quanto o automobilismo de competição em si. Já falei sobre isso aqui antes. Aliás, poucos brasileiros podem afirmar que ascenderam à Formula 1 sem terem que levar dinheiro, próprio ou de patrocinadores: Emerson, Piquet e Senna (coincidência, ou não, os três craques foram multi-campeões). Barrichello, Gugelmin, Christian Fittipaldi, José Carlos Pace, Wilsinho Fittipaldi, Luiz Pereira Bueno (fez apenas uma prova em 1973) todos pagaram ou levaram algum tipo de apoio. Mais recentemente me recordo de dois brazucas que conseguiram sentar nos postos mais cobiçados do automobilismo e não pagar: Ricardo Zonta e Enrique Bernoldi, infelizmente ambos sem sucesso substancial. Felipe Massa também parece não ter levado dinheiro para a Sauber em 2002, mas tinha um empresário que sabia e sabe das coisas, Nicolas Todt. Bruno Senna e Lucas di Grassi — outra vez vão dizer que pego no pé do rapaz, o que não é verdade — também levaram patrocinadores pessoais para suas respectivas cadeiras elétricas! Ah, estou sendo injusto com Roberto Pupo Moreno, o baixo tampouco jamais pagou para acelerar na Formula 1, exceto quando foi despedido da Benetton em 1991 e com o dinheiro da rescisão pagou para acelerar a bela Jordan verde água.
De qualquer maneira, acho que o estoque de talentos na categoria máxima está bem estocado e pelos próximos anos, não precisamos nos preocupar! Espero que entre os futuros astros, haja espaço para alguns brasileiros, à despeito da piada que é a gestão da CBA.
![]() |
| "Baixo" e sua Jordan. |
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
GRANDE EDER JOFRE
Hoje faz cinqüenta anos que Eder Jofre derrotou o norte americano Eloy Sanchez por nocaute no sexto assalto e conquistou o título de campeão mundial dos pesos galos. Parabéns campeão!!!
DOIS PILOTOS = QUIZZ TIME
Vamos lá: vamos descobrir se vocês são bons fisionomistas. Os dois garotos em questão tornariam-se bons pilotos de Formula 1 em poucos anos. Com destinos muito diferentes.Quem se arrisca?
domingo, 14 de novembro de 2010
UM GRAND FINALLE = VITAL E SUA MOTO NUMA TARDE DE DOMINGO!
Um roteirista de Hollywood não faria melhor: a exemplo do que ocorreu em 2007 em Interlagos, onde o piloto menos cotado acabou sagrando-se campeão, no caso Kimi Raikkonen, hoje a história fez justiça ao esporte. Em primeiro lugar, premiou a equipe com maior senso de esportividade, punindo severamente a Ferrari, para quem fair play é apenas um detalhe pequeno. Em segundo lugar, puniu ao cappo mafioso Flavio Briatore, igualmente "manager" de Alonso e Webber, derrotados ambos, abraçados, arrastando-se tristemente no lusco fusco Dhabiano atrás de Vital e sua moto.
Sempre escrevi que acho Alonso um tremendo piloto. Mas o que ele faz para manter-se na ribalta do automobilismo beira o mau-caratismo: em 2007 dedurou sua então equipe McLaren no triste episódio da espionagem contra a equipe Ferrari. Depois em 2008, beneficiado com a batida de Nelsinho Piquet em Cingapura, fez-se de bobo e pretende nada saber das maracutaias de Briatore. Na Alemanha em julho, ao ultrapassar Felipe Massa graças às ordens de equipe, fez pouco caso do episódio, que não aceitaria jamais caso as posições fossem opostas, isto é, Massa a ser beneficiado. Numa época em que o mau caratismo está vencendo em tudo de goleada — vou deixar a política brasileira de fora, prometo, mas não posso esquecer as mentiras do atual presidente de nossa bananana republic— ver uma equipe alegre, de bom astral e competente vencer é refrescante! Acho que Webber teria merecido ser campeão pelo que fez na pista na temporada, mas ele acovardou-se na última etapa, a exemplo do que antes dele fizeram Regazzoni (em 1974, Watkins Glen, perdendo o título para o nosso Emerson) e Carlos Reutemann (Las Vegas em 81, perdendo o título para o também nosso Nelson Piquet). Portanto, o título está em ótimas mãos. Hamilton também demonstrou seu valor, assim como o campeão do ano passado, Jenson Button, bons esportistas ambos, que valorizaram o podium de Abu Dhabi e a conquista de Vettel. Feio foi o papelão de Alonso em tentar atribuir sua derrota ao esforçado Vitaly ( ok, Vital e sua moto amarela) Petrov, e ao não cumprimentar seu adversário. Mesmo no site do jornal espanhol marca, as críticas de seus normalmente fanáticos torcedores/conterrâneos foram duras.
O fato é que mais um campeonato se encerrou e uma nova era teve início, a era Vettel. Acredito que o jovem emotivo que hoje sagrou-se o mais jovem campeão da história (até agora, recordes existem para serem batidos) terá uma carreira longa e brilhante. O título lhe dará maior segurança, assim como fez com Button e tantos outros, aliviando o fardo sobre seus ombros.
No balanço do ano dos pilotos brasileiros, em minha modesta opinião o único que sai com a reputação imaculada, senão melhorada é o que menos depende disso: Barrichello. Dado como acabado por muitos, o veterano resgatou a equipe Williams da posição de coadjuvante a que esta havia sido delegada por falta de habilidade política e comercial de seus dirigentes. Rubens fez um trabalho honesto e esforçado, e teve boas corridas durante o ano para ajudar a equipe a conquistar a sexta posição no campeonato de construtores, o que rende alguns milhões de dólares, muito úteis nesse momento. Felipe Massa teve um ano terrível, voltando de acidente muito grave e sendo sistematicamente superado na pista por seu companheiro de equipe menos na....Alemanha, onde ao obedecer ordens da equipe, teve que relegar-se à posição de segundo inquestionável piloto, não importa o quanto negue. Terá que repensar seriamente sua carreira durante o inverno e ver se vale a pena ser o segundo de um piloto inescrupuloso e brilhante como Alonso, ou talvez a lá Barrichello, encontrar um nicho mais confortável numa equipe mais modesta que lhe permita ser feliz novamente.
Lucas di Grassi foi amplamente superado por seu companheiro Glock, e não adianta dizerem que eu não gosto do rapaz: são os números que provam isso, pois ele foi batido em dezessete vezes nos treinos, contra apenas duas vezes que largou à frente. Não fez nenhuma corrida realmente memorável e acho difícil que continue no ano que vem. Já Bruno Senna que tampouco fez a terra tremer com suas atuações na fraquíssima equipe Hispania, pode ter uma sobrevida se a engenharia de marketing e financeira que o colocarira a bordo de uma Lotus bancada pela Embratel sair do papel. Mesmo assim, para passar da rabeira do pelotão será tarefa árdua para o sobrinho do mito. Vamos torcer pelos nossos pilotos, mas temo que estejamos prestes a encarar uma longa entressafra de brasileiros na categoria top. Espero errar, mas a patética condução de nosso automobilismo doméstico pela CBA não me dá motivos para otimismo.
De qualquer maneira, parabéns ao Didi Maes.....(o dono da Red Bull), ao Helmuth Marko, ao Christian Horner, ao Adrian Newey e a todos que transformaram a porcaria da equipe Jaguar de alguns anos atrás, numa escuderia vencedora e campeã!
P.S : para aqueles que não conhecem, Vital e sua moto é uma música dos Paralamas do Sucesso da década de oitenta!
| Petrov seguido por Alonso e Mark Webber no deserto! |
Assinar:
Postagens (Atom)







