Dizem que uma foto vale por mil palavras. Essa foto, do Michael C. Brown, delicadamente "surrupiada" do facebook , para mim, vale por um milhão. Este piloto e este carro eram tudo o que eu queria ser e pilotar nos anos 70. Mesmo sem o sucesso dos campeões (ele jamais ganhou um GP e o carro fez parcos pontinhos), mesmo sem o glamour e a magia dos Ferraris, Lotus, Tyrrells, Mclarens, Brabhams, etc. Esse era o clássico "underdog" o azarão perfeito, muitos anos depois simbolizado pelos Minardis, ou seja a Portuguesa de Desportos do automobilismo, o Ameriquinha do Rio, o time pequeno que é o segundo time do coração de todos. No meu caso, a Ensign do grande Mo Nunn, e Chris Amon eram um mantra de vida, um caso de Kerouac misturado com Tarantino. E ao ver a foto hoje, milhares de sensaçõoes difusas e familiares, há muito dormentes em algum cantinho modesto de minha memória, vieram à tona. Bendita foto, Michael!!!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
OSHKOSH 2010 - UMA PÁLIDA IDÉIA
Um dos meus objetivos nessa curta e efêmera vida que levamos é ir a Oshkosh, a Disney dos marmanjos-alados. Quem sabe pilotando um aviãozinho feito em casa? Sonhar é barato !!! De qualquer maneira, recebi via e mail do amigo Tadeu o vídeo sintetizando a edição 2010 da famosissima feira. Vale a pena conferir!
domingo, 10 de outubro de 2010
NIPPON BLUES
A muito custo consegui manter meus olhos abertos na madrugada do Brasil em que se realizou o GP do Japão. Depois das chuvaradas que quase arruinaram o evento, com a classificação ocorrendo apenas poucas horas antes da largada da corrida, a prova em si, foi meio chata. Já na largada, um pequeno "strike" promovido pelo Kamarada Petrov causou um pequeno caos, e Felipe Massa também continuou sua rotina de mala suerte do ano, tocando o pobre Tonio Liuzzi e tirando ambos da prova. De qualquer maneira, Chuck Vettel venceu, seguido por seu companheiro de equipe, o canguru papudo Mark Webber e o fodon de las Asturias, Fernandito Alonso. Em quarto e quinto as Mclarens de Button e Hamilton (este vitimado pela perda da terceira marcha, após uma boa prova, apesar das limitações do equipamento). O sexto foi Michael Shumacher, melhor resultado em algum tempo, seguido pelo combativo japa-san Kobaishy e pelo returnee Nick Heidfeld, bom resultado para a Sauber, que vai ter um forte apoio financeiro do mexicano Slim no ano que vem, com a entrada de Sergio Perez. Rubens Barrichello em uma corrida limitada pelos problemas de seu carro foi o nono colocado seguido pelo muso Buemi. E mais não digo!
Brincadeiras a parte, não há mesmo muito mais a acrescentar, agora nos resta esperar pelo GP Coreano para ver se alguma equipe consegue desafiar as Red Bull. Pelo andar da carruagem, o título não escapa das mãos da equipe dos energéticos, a menos que el senhor Alonso consiga aprontar uma das suas.
sábado, 9 de outubro de 2010
JOHN FOREVER
Minha vida tem uma longa e deliciosa trilha sonora, e algumas das canções mais significativas desta, são de autoria do gênio John Lennon. Momentos marcantes de minha humilde trajetória também são pautadas pela música. Um desses momentos, foi quando soube da morte do ex-Beatle, a oito de dezembro de 1980. Cheguei ao escritório, em Piccadilly, e Mário estava em prantos. Assustei-me e ele me deu a notícia. O baque foi enorme, maior ainda se pensarmos na estupidez de Mark Chapman, um zé-ninguém ávido por algum tipo de notoriedade, um big brother sinistro e adiante de seu tempo. Quando ouço a canção Mother, sabendo tudo o que ela significava para John, sua conturbada relação com sua mãe Julia, uma enxurrada de emoções me invade, trazendo de volta meus tempos de vinte anos de idade, minhas percepções, a trajetória errática e a dor que ele tão bem consegue transmitir. Hoje este grande homem e artista estaria fazendo setenta anos. Detesto efemérides de pessoas já mortas, deixemo-nas em paz. Mas John merece sempre um pequeno gesto de homenagem, pelo muito que acrescentou a tantos como eu, pequenas almas solitárias!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
SEXTA FEIRA E ALGO ACONTECE POR AÍ
Belíssima canção de Leonard Cohen. Muitas vezes nos expressamos melhor através da arte de outros....Talvez seja o tal inconsciente coletivo de Jung, sei lá.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O DITO PELO NÃO DITO E OUTRAS CONSIDERAÇÕES CURTAS
Como era esperado, os jornais fizeram um tremendo estardalhaço com a suposta declaração de Felipe Massa para a revista alemã Bild, em que ele teria afirmado "não ser um segundo Barrichello". Hoje os jornalistas alemães trataram de colocar panos quentes no assunto e o próprio piloto desmentiu ter cometido tamanha deselegância. Rubinho também disse estar tudo bem, então, bola para frente, ou molas vão voar novamente!
Esta semana muitos blogs noticiaram a efeméride dos quarenta anos da primeira vitória brasileira em um Grande Prêmio de Formula 1, no dia 4 de outubro de 1970, quando o jovem Emerson Fittipaldi ganhou em Watkins Glen o GP dos EUA. Eu passei em branco, pois não tenho muito a acrescentar, além dos eternos parabéns ao Rato.
Nos EUA, onde a crise ainda é braba, Tony Kanaan perdeu o patrocínio da Seven Eleven, cadeia de Lojas de conveniência que o acompanhava a muitos anos, e parece ter sido liberado pela equipe Andretti para procurar outras paragens. Sei não, mas acho que a coisa não é tão simples assim. Veremos mais. A IRL tornou-se uma categoria de pilotos(as) pagantes nos últimos anos.
E por último, mas não menos importante (adaptação do Last, but not least — dos ingleses, claro) a WTA (Woman's Tennis Association) tem uma nova número 1: a bela dinamarquesa Caroline Wozniacki de apenas vinte aninhos. Abaixo uma foto da fera (e bela) para alegrar esta chuvosa quinta feira.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
CURTAS: EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO
De volta a Bertioga, após cerca de quarenta dias em Ourinhos, recuperando-me de minha cirurgia. O batente me espera e nem sei direito por onde começar. De qualquer maneira há que se registrar algumas coisas:
- Eleições: Fiquei muitíssimo satisfeito com o segundo turno. Destesto abertamente o atual governo, seu mandatário-mor, seus métodos truculentos e anti-democráticos, o uso da máquina para eleger uma mulher que envergonha a classe feminina (adoraria ter uma mulher como presidente de nosso país, mas uma que realmente simbolizasse todas as qualidade inerentes ao sexo feminino, e não apenas uma coleção dos piores defeitos). O povo de São Paulo tão duramente criticado por eleger Tiririca (vade retro) demonstrou ao eleger Geraldo Alckmin no primeiro turno, mais do que um apreço pelos sucessivos governos tucanos (cheios de qualidades e defeitos — malditos pedágios!), uma repulsa pelas mentiras petistas. Quanto ao "salto-alto" Netinho, a sua não eleição, após os Institutos de Pesquisas lhe darem a dianteira sempre, foi ótima, pois nenhum Estado do mundo merece ter dois Suplicys-imbecis e mais um cantor de pagode meia boca como seus representantes no Senado! O Eduardo Suplicy, tão amigo dos "direitos humanos", defensor dos sequestradores e bandidos, vai ter a companhia de sua ex Marta, aquela prepotente ex-ministra do "relaxa e goza", ambos da tropa de choque do Lula. Credo. Mas poderia ficar pior, como disse o Tiririca, se o Netinho tivesse sido eleito. O Aloysio Nunes pelo menos é capacitado e tem experiência parlamentar ampla.
- A morte de Peter War, lendário ex-chefe de equipe da Lotus, da Fittipaldi e depois da Lotus novamente. Tive a oportunidade de conversar pessoalmente com ele uma ou duas vezes, e o admirava profissionalmente.
-Massa. Após ter sido obrigado a ceder a posição de liderança para seu companheiro na equipe Ferrari no último Grande Prêmio da Alemanha, e ver este disparar na disputa pelo título mundial, o coadjvante Massa disse numa entrevista a uma revista alemã que não será um "novo Barrichello" na Ferrari. Além de deselegante, ao falar com tamanha falta de ética de um companheiro de profissão, na prática ele talvez seja até pior, pois Barrichello entrou numa Ferrari que era Schumacher Racing Team menos no nome, uma vez que já estava lá há tempos, já era bi campeão, etc. Massa está há muito mais tempo na Ferrari que Alonso, que apesar de bi-campeão foi recebido na Mclaren de forma muito diferente, por um jovem tímido, sem experiência, Lewis Hamilton, que mostrou ao talentoso e arrogante espanhol com quantos paus se faz uma canoa. Mal para Massa. Em boca calada, mosquito não entra...
sábado, 2 de outubro de 2010
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
Primeiramente devo admitir que hesitei bastante em escrever e principalmente, publicar este texto. Devo dizer que não me considero mais capacitado ou abalizado para ter opiniões políticas e divulgá-las que a maioria dos brasileiros. No entanto, refletindo melhor, sendo cidadão critico por excelência, isento de paixões partidárias, e pensando, sobretudo no bem maior do meu país, quero dar aqui uma contribuição para que nossos destinos não fiquem definitivamente comprometidos em decorrências de escolhas equivocadas baseadas em informações falsas amplamente divulgadas ultimamente.
Devo começar dizendo que sou um estóico membro da minoria dos quatro por cento que de acordo com a máquina oficial considera o governo do presidente Lula “péssimo”. Já sei, vão dizer alguns, mas nunca antes na história deste país houve tanto progresso na diminuição das desigualdades” e por ai vai a lenga-lenga chapa branca. Mesmo assim, o fato de não simpatizar com a pessoa do “carismático” enganador-mor da Nação, não evita que enxergue alguns progressos reais obtidos em seu governo: a manutenção dos planos econômicos do governo anterior, o aumento da abrangência dos programas oficiais de bolsas família e assemelhados, a estabilidade econômica mantida á despeito dos temores antigos.
O que me deixa mais indignado é que o partido do senhor presidente, o PT, outrora “vendido” como um bastião da moralidade e da ética, tornou-se um dos maiores engodos da historia de nossa República. Sim, porque de modo geral, os brasileiros já enxergavam nos demais partidos, balcões de negócios onde os interesses dos políticos em muito se sobrepunham aos interesses da maioria da população. Os mensalões que não são um privilégio e nem tampouco uma invenção petista, encontraram no seio do seu governo um terreno fértil para prosperar e sofisticar-se. O infeliz aparelhamento do Estado e das empresas estatais por membros do partido, além de ser anti-ético diminuiu em muito a eficácia dos mesmos, pois os critérios utilizados nem passavam perto da eficiência ou conhecimento técnicos. Assim, bastava ser um membro “de carteirinha” do partido para obter um lucrativo posto ou “boca” numa das empresas estatais ou Ministérios (muito aumentados, a propósito). A Petrobrás que poderia ser uma das maiores e melhores empresas petrolíferas do mundo é um paquiderme se arrastando, e sua recente capitalização (e aumento da participação do governo petista em seu controle) é uma cortina de fumaça, para a re-estatização total da empresa que floresceu em seu curto período como empresa “de mercado”. Ao contrario, a Vale, antiga Vale do Rio Doce, ao ser privatizada, alçou vôos inimagináveis quando estatal. Tornou-se a maior exportadora brasileira e é responsável pela melhoria de qualidade de vida de milhares de pessoas no país, funcionários, fornecedores, associados e seus familiares.
No entanto, ideologias à parte, o que mais me incomoda no presente processo eleitoral são as mentiras repetidas à exaustão pelo governo e seu desastroso líder, que de tanto serem ditas, acabam se passando por verdades. Escapa-me a percepção de onde vem tamanha popularidade para um homem chucro, feio, deselegante, com um péssimo domínio de oratória e do idioma, sem cultura. Recuso-me a acreditar que o povo o idolatre por ver nele um seu semelhante. Ou então eu vivo num país totalmente diferente destas pessoas, pois não convivo com pessoas grosseiras, mentirosas, fanfarronas no meu cotidiano. Suas escolhas de política internacional são tradicionalmente erradas (Chaves, os irmãos-criminosos Castro, Evo Morales, e o ditador do Irã, Alminejad).
Não bastando o nosso presidente ser um embuste de estadista, um fanfarrão de boteco com uma biografia fabricada em photoshop generoso, ele tenta nos impingir uma farsante como próxima mandatária da Nação. Uma mulher autoritária, mentirosa (vide os títulos acadêmicos de mestre e doutora que colocou no seu falso currículo, e subseqüentemente, sem explicação alguma, subtraiu), e pouco afeita ao trabalho. O recente escândalo no Gabinete da Casa Civil ( ou casa Vil, como diz o jornalista Augusto Nunes) até poucos dias atrás encabeçada por sua fiel escudeira e mama-mor (arrumou uma Bolsa Louis Vuiton para sua patética família), parece não ter nada a ver com ela, mas na verdade o seu DNA e sua impressão digital está impregnada em cada detalhe dos sórdidos casos de corrupção e tráfico de influência.
Não vou recomendar voto neste ou em outro candidato. Acho-os todos falhos. Uma democracia que nos dá opção de votar em um candidato ruim e outro pior é um péssimo sistema. Uma democracia jovem, infectada por vícios centenários e hábitos truculentos. Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil (notadamente no Nordeste, onde os cupinchas da famigerada família Sarney estão comprando votos a torto e a direito, e em Alagoas, onde o Renan Calheiros, figurinha conhecida e carimbada, também exerce as mesmas práticas ) vivemos sistema de feudalismo escravagista.
Mesmo assim, eu prefiro a democracia a qualquer ditadura. No entanto, o PT vem nos empurrando em direção a um precipício em que só vislumbro dois cenários: uma ditadura de esquerda, perpretada pelo próprio partido em seu ganancioso e grandiloqüente projeto de governar e esfolar o país pelos próximos cinqüenta anos, ou a ditadura de Direita, reagindo aos desmandos do partido sem ética que prega a política “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”.
E é em nome dessa democracia que eu conclamo meus amigos brasileiros a refletir com isenção e espírito critico sobre as próximas eleições. Que não nos deixemos enganar coletivamente pelas mentiras oficiais que pululam de todos os cantos. O governo subscreve e mantém a soldo centenas de publicações, sites e blogs. Sorrateiramente tentam monopolizar as informações e plantar as mentiras como verdades. Confio que as pessoas vão saber identificar onde estão estas influências e saber desmascará-las. No plano dos legisladores, que em ultima analise vão preparar e aprovar as leis que vão reger nossas vidas e as de nossos filhos e netos há candidaturas ridículas. Todos temos o direito de colocarmo-nos como postulantes a cargos públicos. Isso é legítimo e democrático. No entanto, cabe ao eleitor saber separar as brincadeiras das candidaturas sérias e conseqüentes. Assim como tem como responsabilidade reprovar aqueles que tratam o bem coletivo como seu próprio butim, temos que rechaçar por meio dos votos aqueles pára-quedistas que encaram a vida pública como uma forma de emprego gerado por uma popularidade obtida por outros meios. Que comediantes sejam comediantes, e ao se tornarem políticos, venham com propostas sérias e consistentes de acordo com a responsabilidade que pleiteiam.
Nossa nação é jovem demais e muito rica para sermos omissos. Temos muitas qualidades como povo e como país para desperdiçarmos mais uma oportunidade de colocar a nau no rumo certo em direção ao progresso e ao bem estar comum. Melhorar a distribuição de renda de fato, e não através de bolsas-esmolas que não apontam saídas, investir em Educação de qualidade para que as gerações futuras não entrem nas vidas profissionais sendo analfabetos funcionais, homens-zumbis tateando no escuro da desinformação e ignorância. Investir na melhoria do sistema público de saúde, principalmente na parte preventiva, com saneamento básico e normas de higiene. Trazer para a cidadania plena milhões que hoje se contentam em serem coadjuvantes silenciosos numa nação cujo destino é glorioso, mas que teima em fazer desnecessárias escalas em portos obscuros pelo caminho.
Pelo Brasil, pelo nosso futuro, reflitam! Que os melhores vençam e sejam abençoados com sabedoria e honestidade na condução de suas tarefas. Um brasileiro humilde, filho, irmão, tio, pai, marido, professor, pequeno empresário e principalmente, patriota, agradece!
P.S. = No ótimo livro de José Saramago cujo título inspirou o desta crônica, as pessoas vivem uma epidemia de cegueira branca, mostrando na penumbra as verdadeiras facetas de suas personalidades. Não deixemos que os lados da escuridão sejam o que vão preponderar.
MAIS FOTOS: YOUNG AND HUNGRY (JOVENS E FAMINTOS) UMA HOMENAGEM A STEFAN BELLOF
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| Uma disputa épica entre duas grandes promessas: apenas uma se concretizaria no futuro, Senna. Mônaco em 1984, debaixo de muita chuva e o show foi dos novatos, Senna no Toleman e Bellof no Tyrrell aspirado. |
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| Uma linda foto de Bellof e sua Tyrrell em ação. Observem os olhos do piloto. |
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
FOTOS DE UMA ÉPOCA ROMÂNTICA DO AUTOMOBILISMO
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| Fotos raríssimas: o grande Emerson Fittipaldi e a Lotus Turbina no Grande Prêmio da Itália em Monza em 1971. |
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| Keke Rosberg, futuro campeão do mundo em momento relax (não é a toa que dizem que seu filho Nico é bambi: vejam as perninhas! |
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