Sete alemães no grid. O bom Heidfeld voltou a sua casa, filho pródigo que é. Os brasileiros, honrosa excessão de Barrica, mal. Mal mesmo. Massa foi vítima de um defeito mecânico na Ferrari e largará em último. Deve vir babando e pontuar, mas chances de vitória são pequenas. Di Grassi, ameaçado pelos euros do Jerome D'Ambrosio e pela sua própria inabilidade em superar o manquitola Glock em um mísero treininho sequer, segue sua triste balada, de ser piloto de Formula 1 sem realmente o ser. Balada de dupla, onde está bem secundado pelo primeiro sobrinho, Bruno Senna. Este, pela primeira vez tem um piloto de verdade como companheiro de equipe (sorry, Chandok e Sakon — vocês tentam a gente sabe, mas a mão de assinar cheques é melhor que o pé direito de apertar o acelerador), e já leva quase dois segundos no currículo ( e no resto do corpo também). Bravo. Isso porque o tal Klien não é nenhum bicho-papão. No treino de verdade, Alonso continuou sua saga de papa Red Bulls e levou a segunda pole consecutiva. Vettel errou mais uma vez, mesmo assim larga em segundo. As duas Mclarens vieram logo atrás com Hamilton a frente de Button. Um apagado (ou pragmático?) Webber foi o quinto seguido por Barrichello. Desta vez o veterano brasileiro bateu seu companheiro de equipe por inequívoca margem. Os demais: Rosberg, Kubica, Schumacher e Koba-san fechando os top ten. Amanhã tem corrida. Alonso pode ganhar e manter-se vivo na luta pelo título, que será mais mérito seu que da equipe como um todo. Massa, cada vez mais segundo piloto do espanhol, terá que fazer milagres para conseguir algo de relevante. Webber está de olho nos pontos, e não deve correr riscos desnecessários. Hamilton precisa logo de algum tipo de reabilitação e também deve fazer corrida cerebral. Button deve ser o cara para ir para o tudo ou nada.
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
OS CARAS: A FORMULA VE SAINDO DO PAPEL
E a coisa anda: para aqueles que como eu querem muito ver uma categoria de monopostos barata, de acesso, para reativar o verdadeiro automobilismo brasileiro, a Formula Ve é a melhor opção. E um grupo de idealistas abnegados, comandados por Capitain Zulino estão com as mãos na massa e já construiram dois chassis. Os testes acontecem em Piracicaba e tudo pode ser acompanhado nos seguintes blogs:http://rzullino.blogspot.com/ e http://www.interney.net/blogs/saloma/ e principalmente, http://formulaveebrazil.blogspot.com/.Parabéns a todos os amigos envolvidos!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
SORTIDAS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Várias pequenas coisas me chamam a atenção no automobilismo:
- O anúncio da assinatura do piloto Jerome D'Ambrosio pela Virgin. Primeiro, muito me espanta que alguém em sã consciência vá levar dinheiro para aquela bomba. Segundo, o que foi feito do Luiz Razia? Ele não ia pilotar o segundo carro da equipe nos treinos de sexta feira no GP do Brasil? E por último, os augoreiros de plantão estão tirando Lucas (que GB insiste em chamar de "Luca") di Grassi da equipe na próxima temporada. Considerações minhas: Lucas di Grassi não mostrou a que veio, portanto se sair da equipe e da própria categoria não será uma ausência sentida. Nem para a equipe e muito menos para a torcida brasileira.Mesmo com o envolvimento do normalmente vencedor mega empresário Richard Branson, a equipe Virgin me lembra uma daquelas "ratoeiras" dos ingleses, tipo a March do Max Mosley dos anos setenta que tanto prejudicou vários pilotos promissores, entre eles o nosso Alex Dias Ribeiro.
-O assunto das desclassificações da corrida da Stock Cars em Campo Grande. Confesso que não assisti a corrida (pretendia assistir, mas minha mulher me comprou o jornal de domingo e resolvi que teria mais prazer e proveito em uma deliciosa leitura dominical, apesar dos podres da política, do que ver a procissão estoquiana em terras pantaneiras), e portanto não sou o mais qualificado para opinar. Só me pareceu um paradoxo não terem desclassificado o Ricardo Mauricio na corrida do milhão em Interlagos, uma vez que ele também ficou sem combustível na volta de desaceleração e portanto infrigiu o regulamento que exige que os tanques de combustível contenham pelo menos três litros de etanol após o término da prova.A já abalada imagem da categoria não precisa de polêmicas de dois pesos e duas medidas.
- E continuando na Stock, o suposto favorecimento de Cacá Bueno a seu irmão Popó, para que este passe ao play off final, foi uma coisa estranha. Resta saber se o pai dos dois, Galvão Bueno vai esbravejar contra a manobra da mesma maneira como fez quando a Ferrari ordenou a Felipe Massa que desse passagem a seu companheiro de equipe no GP da Alemanha. Dois pesos e duas medidas de novo....
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
SORTIDAS
Curtas, só para movimentar o "boteco" aqui, entre surtos de (falta) de inspiração em escrever o terceiro capítulo de meu primeiro romance policial.
- Grosjean como piloto de testes da Pirelli: deve ser brincadeira, o cara é ruim demais e tem a sensibilidade de um elefante dentro de uma loja de cristais. Credo! Além disso sua experiência como piloto de Formula 1 é limitadíssima e ultra discreta. Nick Heidfeld, de quem sou admirador declarado havia sido uma boa escolha, mas Romain é de doer!
- A volta-não-volta do Kimi para a Formula 1, na equipe Renault: o cara é bom, desprovido de carisma ( mas quem precisa disso nessa época tão insossa — Schummy é um dos ídolos mais sem graça da história da Formula 1 — e sabe acelerar. Falta-lhe a garra, o mau-caratismo de um Alonso, o empenho, a mordida. Mas um campeão mundial (que não seja o bundão do Villeneuve) é sempre bem vindo de volta.
- A Lotus usando o motor Renault: devagarinho, devagarinho, a equipe de Tony Fernandes vem mostrando que seu projeto é mesmo sério e consistente. Esperamos definições de planos mais eficazes por parte da Virgin e da Hispania.
DAMON HILL : HAPPY BIRTHDAY
Já fiz aqui neste mesmo blog vários elogios ao piloto e ao homem Damon Hill (que tive o privilégio de conhecer e privar a amizade). Portanto, nada mais adequado que lhe enviar de público, meus desejos de felicidades pelos cinqüenta anos de idade completados hoje! Aliás, minha própria idade, meio século redondinho. Vários outros blogs fizeram perfis bem bacanas da carreira do Damon, com destaque para o sempre ótimo http://continental-circus.blogspot.com/ do amigo Paulo Speeder. De qualquer maneira, meus parabéns vão para o jovem tímido de vinte e poucos anos que honrou a memória do pai como poucos e que sempre teve conduta ética e esportiva na vida profissional e pessoal. Abração, Damon!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
VOLTEI: I AM BACK!
Nota curta, curtíssima: após terríveis vinte e dois dias de internação estou novamente em casa. Fiz uma cirurgia na segunda-feira, tudo correu bem e estou novamente na (quase) ativa. Abraços a todos os amigos que torceram e oraram por minha recuperação. Prometo recuperar o ritmo do blog em breve!!!!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
INDEPENDÊNCIA OU VIDA: QUANDO?
São cento e oitenta e oito longos anos desde o tímido grito ás margens do riacho Ipiranga. Pedro não tinha muitas alternativas e seguiu o que seus instintos lhe diziam: melhor ser o libertador e manter algum tipo de poder, do que deixar espaço para que outros o fizessem. Depois foi brigar com seu próprio irmão Miguel pela Coroa Portuguesa e entre suas muitas escapulidas sexuais, deixou sua marca na história de maneira indelével. Caminhamos bastante nesses quase dois séculos de vida independente(?!). Primeiro nos tornamos um país-continente consolidado em termos de território e cultura. Admirável. Exemplos de países com territórios muito menores que os nossos que ainda não adquiriram esta mesma condição existem aos montes . Crescemos de forma indolentemente tropical em direção ao interior e suas imensas riquezas. Trouxemos gentes de vários continentes e aqui nos fundimos numa raça heterogênea e pacífica. Adquirimos identidade nacional e nos macunaimizamos um pouco, nunca nos levando a sério demais. Bom!
A exemplo do quadro acima, a história foi, está sendo e será muito maquiada por aqui.http://ultimosegundo.ig.com.br/1822/a+fantasia+de+pedro+americo+para+a+independencia/n1237770404907.html
Parece que não gostamos da verdade,somos um país de fabulistas, preferimos o mito à realidade, sempre.Imagino que daqui a cento e oitenta e oito anos, tenhamos uma visão retrospectiva muito mais real sobre o momento que vivemos em 2010. Os engôdos, a manipulação da verdade a olhos vistos por uma classe de gente que fala uma coisa e pratica outra. Enchem as bocas para falar a palavra Democracia, mas querem calar a imprensa livre. Adulam ditadores de países periféricos, emprestando-lhes desmedida importância e têm dificuldades em falar de igual para igual com potências de fato (deve ser o tal complexo vira-lata que assola a pseudo-esquerda tupiniquim).
Assim como muitas coisas foram colocadas no quadro de Pedro Américo para criar um "efeito", nossos mandatários de plantão colocam fatos na mídia como se fossem verdadeiros. Num país de gente pacífica e ordeira, e em grande parte analfabeta funcional, isso cola. No entanto, eventualmente, nos civilizaremos. Nos tornaremos grandes, de fato. Deixaremos de pensar por procuração. Teremos adquirido espírito crítico e cultura de contestação real. Eles sabem, por isso os baixíssimos investimentos em educação. É conveniente que a manada, aplacada em sua fome de comida e circo por bolsas-esmolas e futebol/novelas de tv, seja ignara. Um país de nosso porte não merece a pequenez e a mesquinhez de sua medíocre classe política. Uma ficha Limpa de verdade causaria um cataclismo, não deixando pedra sobre pedra, e pouquíssimos candidatos em condições de tentar o pleito que se avizinha.
Ainda assim, sou otimista. Como dizia o brilhante poeta: "eu passarinho, eles passarão..."
Feliz dia da Independência, mesmo que ela ainda não tenha acontecido de verdade. Bravo Povo Brasileiro.
domingo, 5 de setembro de 2010
A INSUSTENTÁVEL FRAGILIDADE DO SER
Espero que alguns tenham notado a minha ausência por cerca de duas semanas. Eventos inesperados me forçaram a isso, notadamente a falta de um computador com conexão. Isolei-me do mundo e em breve isto se repetirá. Há tempos meu corpo dava sinais de cansaço. As lidas do dia-a-dia, o estresse, as contrariedades que nos fazem pagar um alto preço e nos torna suscetíveis e vulneráveis.Tentando ser o Super Homem que jamais fui, protelei até os limites do absurdo a visita a um bom médico. E quando, finalmente, por insistência de minha boa esposa, Ana, consenti, a retífica se fez necessária.A minha via-crucis estava começando. Dores terríveis que me prostravam na cama por horas em agonia, mitigadas por medicamentos analgésicos, se repetiam em intervalos cada vez mais breves. Mas como deixar as rotinas massacrantes de trabalho, as responsabilidades de pequeno empresário? Á força. A única maneira plausível.Especialista que pede mil exames. A internação num grande hospital público na capital de São Paulo (sem plano de saúde, sem opções). A lenta agonia de perecer numa maca no corredor, durante 36 horas. Em jejum absoluto, de comida e água. De amor, de afeto. O espírito se retesa e busca forças onde nem sabia existirem.Os rostos queridos da filha e da esposa, a dar conforto, a dar sentido ao sofrimento. Os milhares de dramas muito maiores que os meus. A insignificância do ser. Me senti um tracinho estatístico qualquer. A alta inesperada, sem nenhuma solução. A decisão de voltar para casa (Ourinhos), onde pelo menos estaria perto da família. O risco de dirigir 400 km em dor. A espera num pronto socorro lotado e com dramas diversos. A internação. Pelo menos estou em casa. A via-crucis dos exames. A certeza da necessidade de cirurgia, mas em etapas burocráticas a serem cumpridas antes. Um bom quarto, com duas camas. Em oito dias, quatro companheiros diferentes, cada qual a seu modo vivendo sofrimentos maiores, muito maiores. O tédio terrível. O carinho das enfermeiras e dos enfermeiros. Brava classe! O tempo que se arrasta lentamente, pontilhado por leituras e reflexões. O espírito que oscila entre a aceitação e o pessimismo. A busca de forças mentais para superar cada etapa. A incerteza de tudo e a certeza de nossa relativa desimportância no grande drama da vida. Ainda falta um pouco. Teremos uma semana cheia pela frente, mais exames, mais testes, quiçá a tão esperada cirurgia reparadora. As visitas dos familiares e amigos. A comida insossa e o sono leve. A espera. A espera. Não quis dar um tom de pessimismo a este texto, e peço desculpas se falhei.Lá fora acontece tanta coisa. Sem TV perdi um Grande Prêmio pela primeira vez em quase vinte anos. Mas ganhei muito em outros aspectos: estou mais humano, mais humilde, mais paciente, mais amigo. Aliás, amigos, um abraço a todos vocês e espero, voltar em breve com força e de vez!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Afastamento
Boa tarde pessoal,
Queria dizer que não estou postando nesses últimos dias e ficarei sem postar por mais alguns devido a problemas pessoais, assim que possível voltarei as postagens normalmente.
Obrigado pela compreensão!
Abraço!
Queria dizer que não estou postando nesses últimos dias e ficarei sem postar por mais alguns devido a problemas pessoais, assim que possível voltarei as postagens normalmente.
Obrigado pela compreensão!
Abraço!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
VALE QUANTO PESA ( OU QUANTO GANHA)

Temporada sem corridas e ficamos sem assuntos. Hoje uma noticia do jornal espanhal "El Pais" teve bastante repercussão em sites e blogs do país afora, tratando do salário dos pilotos de Formula 1 e suas respectivas discrepâncias. Sempre segundo o "El Pais" o piloto mais bem pago da atualidade é Fernando Alonso, primeiro piloto da Ferrari (se havia alguma dúvida basta comparar com o salário do F. Massa: 30 milhões de euros para Lord Gogó (Alonso) contra 14 milhões para (eu não sou segundo piloto) Massa. Entre eles está o piloto da McLaren, campeão de 2008, Lewis Hamilton com 16 milhões. Em seguida temos o atual campeão, Jenson Button, também piloto da McLaren que recebe meros 9 milhões de euros. Na Mercedes Schummy e Rosberguinho ambos ganham 8 milhões (cada). Robert Kubica da Renault ganha 7 milhões e meio (sempre de euros) e para quem critica o nosso Rubinho Barrichello, ele ganha 5 milhões e meio, nada mal para um velhinho! Estranho é ver que Mark Webber ganha mais (4,2 milhões) que seu companheiro Vettel (2 milhões = o alemão está baratinho, eu o contrataria fácil, fácil). No final da lista Di Grassi, com 200 mil e Senna com 150 mil.
Numa empresa os funcionários mais bem pagos geralmente são aqueles que mais retorno dão aos seus empregadores, numa relação direta de custo/benefício. Claro que há outros fatores envolvidos extra-pista, como o apelo publicitário versus os resultados esportivos. Agora não dá para gente ficar escutando o Massa dizer que não é segundo piloto, os números não mentem jamais!
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