quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

KOBA-SAN



























Pelo jeito o rapaz veio para ficar. E pelo jeito, ficaremos íntimos, portanto, Koba-San. Poucos treinos, duas corridas de Formula 1 e já chega "chegando". Adoro pilotos ousados, que mesmo dividindo a pista com três campeões mundiais (Button, Schummy e Alonso) não se deixou abater e mostrou a que veio. Pode ser que o carro estivesse com o tanque vazio, pode ser que tenha sido uma volta "kamikaze", o fato é que o japonezinho vai angariando mais fãs a cada dia que passa. Parece que o faro do velho Peter Sauber estava certo mais uma vez.
P.S - A propósito: Koba-San é o piloto à direita na foto, o mais baixo. (rs)

O TOURO VERMELHO PARECE ESTAR COM TUDO!


Confirmando os bons tempos de ontem, quarta-feira, em Jerez de la Frontera, o suiço Sebastien Buemi onde foi o segundo colocado, hoje melhorou uma posição e terminou no topo da lista dos melhores tempos, agora com pista seca. Quietinhos, quietinhos a equipe de Faenza vem mostrando um bom potencial, além de um lindo lay out. O campeão mundial, Jenson Button melhorou substancialmente de quarta para quinta e apareceu na segunda posição, com a Mclaren. Em terceiro o mais recente "wonder kid" alemão, Hulkenberg com a Williams-Cosworth, que parece significar que o motor é bem nascido. Os campeões mundiais, Michael Schumacher e Fernando Alonso aparecem a seguir.
Treinos coletivos, manhã:

1°. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), 1min20s504 (38 voltas)
2°. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min21s528 (14)
3°. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min21s907 (47)
4°. Robert Kubica (POL/Renault), 1min22s129 (33)
5°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min23s164 (41)
6°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min23s265 (39)
7°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min23s739 (23)
8°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes), 1min24s120 (21)
9°. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), 1min29s964 (11)
10°. Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth), sem tempo (3)



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

COM CARA DE VENCEDOR


O novo carro da Red Bull, que demorou para ser lançado, tem cara de vencedor. Segundo Adrian Newey, o atraso se deu em função da indefinição quanto ao motor que vai empurrar a fera, havia a possibilidade da utilização do Mercedes. No final, permaneceram com o motor Renault, capaz de levar a equipe a cinco vitórias na temporada passada.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

NOVOS CARROS SENDO APRESENTADOS E TESTES "TIRA TEIMA"




Hoje foi apresentado o novo Force India. Confesso que sinto grande simpatia pela equipe do bonachão Vijay Mallya, e pelo que temos vistos nas últimas semanas, não é tarefa das mais fáceis manter uma equipe de Formula 1 em atividade nos dias de hoje. Quando comprou os ativos da Spyker, que por sua vez havia comprado da Midland que havia comprado o que restou da Jordan, outra equipe com a qual eu simpatizava, ninguém dava um tostão furado ao gorducho milionário indiano. Mas ele soube cercar-se de técnicos competentes ( a maioria oriunda da própria Jordan) e pilotos decentes. No ano passado, com a pole position e o segundo lugar em Spa, mais outras boas apresentações em circuitos velozes, a equipe passou a ser respeitada como nunca fora antes. Para este ano, acho as perspectivas boas, pois o projeto parece afinado com as novas tendências aerodinâmicas (nariz alto e tampa de motor de bigorna), e o seu motor Mercedes é também bastante respeitável. Seus dois pilotos são jovens e ao mesmo tempo experientes, com destaque para Adrian Sutil, que pode a qualquer momento desencantar e, vencer seu primeiro GP. O italiano Vitantonio Liuzzi tampouco é bobo, portanto eles têm bons motivos para estarem otimistas.
Flagrado pelos fotógrafos da "Autosport" inglesa, o novo carro da Lotus também impressionou pela beleza e lay out. Ao contrário das equipes novatas USF1 e Campos , cujos carros ainda não foram mostrados, e seguindo o exemplo da também novata Virgin, a Lotus realmente existe, tem uma dupla de pilotos experiente e parece ter o orçamento fechado para um ano decente.
Esta semana, começando amanhã, terá a participação de todas as equipes que apresentaram seus carros até agora, incluindo Lotus e Virgin. Será bastante interessante avaliar os desempenhos, e com a temporada se aproximando velozmente, duvido que as tendências dessa semana sejam grandemente diferentes, pelo menos na primeira metade do mundial.

P.S = Parece que a Lotus não vai participar dos testes coletivos em Jerez.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE UMA CARREIRA




Os olhinhos muito azuis do garotinho brilham! Ele faz oito anos hoje e seu pai cumpriu o prometido: deu-lhe de presente de aniversário um kart, completo com macacão, luvas, sapatilhas e um capacete lindo! Vai começar a participar de provas para garotos de sua faixa etária, cadetes, e está muito ansioso. O menino está feliz, mas seu pai está em êxtase! Seu filho vai mostrar a todos o que poderia, o que era para ter sido e não foi. Sim, ele tinha talento, talvez pudesse ser até um campeão mundial, mas seu próprio pai nunca pode lhe dar a oportunidade. Agora tudo seria consertado e Júnior poderia resgatar o nome de ambos do limbo. O menino leva jeito para a coisa. É aplicado, treina bastante, começa a vencer corridas com regularidade. Passam-se os anos e os títulos vêm com frequência: já é conhecido nos meios do kart, ganha para correr de um grande fabricante de chassis, viaja para a Europa e agora prepara o salto para o automobilismo. Já tem 16 anos incompletos, e o velho Formula 3 adquirido pela família já está gasto de tanto dar voltas no autódromo perto de casa. O pai banca a maior parte dos gastos, mas consegue interessar algumas empresas na carreira do filho. Contratam uma empresa de divulgação para alimentar a imprensa sobre os progressos de Júnior, e este parece estar em todas as partes. O primeiro ano no automobilismo foi de aprendizado, com dificuldades, mas já na segunda temporada as vitórias começaram a surgir. Tudo bem que o campeonato sul americano (apenas com pilotos brasileiros) de Formula 3 já não seja tão competitivo. Mas o título tem lá o seu mérito e o passo seguinte é a Europa. O pai vende uma fazenda, consegue convencer alguns amigos a fazer uma espécie de cota e la vai o menino prodígio para o velho continente. Uma temporada razoável, bons contatos e principalmente um empresário de peso. Segundo ano na Ilha e as coisas começam a acontecer: título da Formula 3 britânica, teste de Formula 1 e bom contrato para a GP 2. Um ano de aprendizado e o vice campeonato na categoria de acesso. O garoto chegou lá: está às portas do sonho, da Formula 1, tem carreira sólida e títulos para comprovar isso. Apenas um pequeno detalhe o separa da glória de ser um piloto de Grande Prêmios: cerca de 8 milhões de dólares. Aquela equipe novata tinha falado em menos, mas o piloto daquele país do oriente chegou antes. Agora restam duas vagas, e as noites sem dormir, as unhas totalmente roídas mostram a tensão. Todo o esforço, todo o trabalho, os anos de dedicação, as muitas vitórias, por oito milhões de dólares.
A "fábula" acima é fictícia, mas muito mais próxima da realidade do que deveria ser. Deixou de ser razoável ser um piloto de Formula 1. Pilotos pagantes sempre existiram, desde o famoso Príncipe Bira. Alex Soler-Roig é o primeiro de quem eu me lembro, e até o jovem dentuço Niki Lauda tomou dinheiro emprestado de um banco aústriaco usando o nome de seu poderoso avô. Funcionou no seu caso. Hoje em dia, currículo em categorias de base, vitórias, pouco vale. O piloto tem que ser antes de tudo, um produto. Niki Heidfeld, com toda a sua competência, tendo derrotado adversários do calibre de Felipe Massa, Kimi Raikkonen, Mark Webber e Robert Kubica, não encontra um cockpit para desenvolver seu trabalho. Nelson Piquet Jr, após mais de uma década de trabalho duro, jogou tudo para o espaço numa curva maldita e obscura. Álvaro Parente, apesar dos títulos e da esperança de toda uma nação, encontra-se a pé e desolado. Bruno Senna, com todo o glamou do sobrenome que carrega, não sabe se vai alinhar no GP do Bahrein no mês que vem. Tempos doidos, onde até um piloto aparentemente confirmado ( o russo Petrov) tem seu lugar em risco se não efetuar os pagamentos combinados.
Acho que o mundo está doido e já está na hora de descer. Deus sabe o quanto eu quis ser um piloto de Grande Prêmio e houve muitos momentos em minha vida, e em minha curta carreira de piloto que eu podia vislumbrar uma possibilidade tangível. Mas eu jamais pagaria milhões de dólares por um punhado de corridas. Em meados dos anos oitenta, havia uma simpática equipe italiana, a Osella, que se arrastava com seus carros azuis no fundo das grelhas. Allen Berg, um baixinho canadense enterrou sua carreira e provavelmente as economias de sua família naquela carroça, assim como depois o fêz o holandês Huub Rothengarter. Eles queriam ser pilotos de Formula 1 e pagavam para isso. Mas eram quantias mais módicas e eles não tinham um cartel de respeito nas categorias menores. Hoje, este cartel de respeito de nada adianta. Romain Grosjean lutou anos e anos para chegar lá e quando conseguiu, bastaram poucas provas para destruir completamente sua reputação, a ponto de sequer ter seu nome mencionado para as vagas que apareceram recentemente. O mesmo ocorreu com Sebastian Bourdais, tetra campeão da Formula Indy.
Definitivamente a Formula 1 já foi muito mais divertida. Pilotos como Roberto Moreno e Nelson Piquet chegavam lá na base de resultados e talento. As equipes precisam abrir os olhos, pois estão cometedo autofagia, e isso já há algum tempo. Pelo menos teremos Kobayashi de novo, para torcer.

BELO BELLUCCI


E o paulista Thomaz Bellucci conquistou o seu segundo título em torneio da ATP, derrotando na final do torneio de Santiago o argentino Juan Mônaco, por dois sets a um ( 6/2. 0/6 e 6/4). Agora entra no top 30 pela primeira vez e mostra que aos poucos o tênis brasileiro vai se recuperando do vazio pós-Guga. Parabéns.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

DOMINGUEIRAS.




Apesar dos testes coletivos realizados no início da semana passada na Espanha, pouco aconteceu de verdade, nas pistas, que mereça ser comentado. Fora das pistas, a lenta e pública agonia da equipe Campos - que corre o risco de nem disputar seu primeiro Grande Prêmio por conta de algum cálculo super otimista de seu proprietário, Adrian Campos. Me lembro que na década de 70, quando do anúncio do projeto do Formula 1 brasileiro, pelos irmãos Fittipaldi, Orestes Berta, um respeitado construtor de carros esportes e preparador de motores argentino, aproveitou a ocasião para anunciar o Formula 1 argentino. Deixem-me tentar contextualizar: a Argentina e o Brasil sempre foram rivais no campo esportivo, mas naquela época, havia uma clara percepção que os nossos "hermanos" eram superiores em um monte de coisas, entre as quais a qualidade de vida, a tecnologia, a forma como eram europeizados. Não sei se a proposta de Berta era séria ou apenas um blefe, mas certamente colocou em perspectiva a magnitude do projeto, de se fazer um carro de competição, no topo da pirâmide tecnológica, fora dos grandes centros, Europa e Estados Unidos. Aliás, mesmo os americanos e japoneses, faziam seus carros de Formula 1 no velho continente (caso das equipes Shadow, e Honda). Portanto, de certa forma, o anúncio do carro de Berta roubou um pouquinho do brilho do carro brasileiro.
Aí é que está o "pulo do gato": conheço gente que é capaz de anunciar um feito sem ter a menor noção de como concretizá-lo. Conheço muitos, e chamo-os de marketeiros do nada. Sabe aquele amigo que "quase" foi baterista de uma banda de rock que "quase" gravou um cd? Ou aquele outro que jogou nos juvenis do Palmeiras, ou São Paulo e "quase" passou ao profissional? Ou quantos que são "quase" advogados, ou "quase" engenheiros? Gente assim, de certa forma está sempre a sugar os méritos de quem realmente faz. Uma coisa é você ter vontade, desejo, e principalmente condições de fazer algo. Sonhar é de graça, e por isso mesmo, deveria ser particular.
Não estou colocando o Campos no mesmo barco que o Berta, mas de certa forma, a inabilidade em reunir os principais elementos técnicos e principalmente financeiros para decolar o projeto, mostram que ele é mais "marketeiro" que dono de equipe de Formula 1. O carro seria ( ou será) fabricado pela Dallara. Se eu ou qualquer um conseguir uns cinquenta milhões de euros e encomendar um carro para a Dallara, eles certamente ficarão muito felizes em fabricá-lo e vendê-lo. Colocar o projeto na estrada, o carro nas pistas e ter consistência é outra história. Berta pelo menos tinha conhecimento técnico para fazer um carro, mas ficou no sonho. Os Fittipaldis fizeram tudo: uma fábrica, criaram uma cultura automobilística, competiram, compraram e absorveram outra equipe (a Wolf), tentaram e caíram de pé. Ponto para eles.
Muitos outros, sem alarde, de mansinho foram chegando e se estabelecendo. A saga de Frank Williams é a prova que é possível sair do final dos grids e ser campeão. Os misteriosos e aparentemente muito bem financiados "piratas sérvios" da igualmente misteriosa Stefan GP estão à espreita, na tocaia, para ocupar o lugar da Campos. Muito estranho este mundo de hoje.
E parece que o Bruno Senna é mesmo pé frio: após praticamente assinar um contrato com a equipe Honda, esta desiste de participar da temporada de 2009, deixando-o a pé e atrasando sua errática carreira. Agora, após a pompa do anúncio de sua contratação, uma verdade emerge: ele falava sério quando dizia que não estava pagando para correr. O duro é achar alguém que pague para a Campos correr!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CONJECTURAS



Pontos a ponderar, ângulos a analisar. Na apresentação da nova equipe Virgin, com toda a pompa virtual que a situação demandava, faltou um personagem esperado: o piloto português Alvaro Parente, anunciado anteriormente como o terceiro piloto da equipe. Os jornalistas portugueses, boquiabertos foram investigar e a razão se tornou clara: houve uma quebra de acordo entre os patrocinadores do piloto e a equipe, e como o dinheiro não se materializou, niet! O excelente blog do Speeder 76, o "Continental Circus" tomou as dores do piloto e num artigo para lá de emocional, o Paulo descasca a sua ira nos políticos da organização governamental, Turismo de Portugal, que faltou com sua palavra empenhada.
Gostaria de analisar um pouco a situação. Segundo entendi, Parente teria que levar a "módica" quantia de 3 milhões de euros para garantir a vaga de.....servir cafézinho? Porque nesses tempos tresloucados, onde um piloto com 8 corridas de Formula 1 no cartel, foi testar pela primeira vez esta semana (Jaime Aguersuary), o que exatamente faz um piloto de testes? Voltando umas duas décadas no tempo, me lembro do piloto brasileiro Marco "Lagartixa" Grecco, com passagens apagadas pela Formula 3 inglesa e F3000, que divulgou que havia "assinado" um contrato de piloto de testes com a equipe Osella de Formula 1. Na ótica de Lagartixa, isso lhe daria exposição e seria um impulso a sua carreira, mas a equipe Osella afundou e a carreira do simpático piloto paulista idem. (Tenho uma historinha muito parecida, mas conto no momento adequado na seçãozinha das minhas memórias).
Caramba. Três milhões de euros para ser piloto de testes. Quanto será que leva o simpático "Mr. Press Release" o baiano Luiz Razzia para ser QUARTO piloto da mesma Virgin? Pelo menos no caso dele, a soja de seu pai é quem banca o desatino. No caso de Alvaro Parente seria dinheiro do contribuinte, e lá, sendo Europa e tudo, as coisas tem que ser mais as claras. Tivemos no passado pilotos brazucas correndo patrocinados por órgãos estatais, como o Raul "Bozó" Boesel, que graças à amizade com o então Presidente da República João Batista "me esqueçam" Figueiredo, levou grana da EMBRATUR e do Café do Brasil para participações modestíssimas nas equipes March e Ligier. Mas pelo menos, ele corria! Recentemente a Presidente "Botox" Kirchner da Argentina injetou uns dois ou três milhões de dólares na equipe americana USF1 para garantir a vaga de José Maria "Tetinha" Lopez, mas também nesse caso, ele deve participar das corridas.
O russo Petrov disse esta semana que não tem patrocínios de empresas estatais de seu país, e que o dinheiro para garantir a segunda vaga na equipe Renault lhe foi dado por seu pai. Muito justo. Mas, de novo, ele vai correr!
Gostaria que alguém me explicasse que tipo de retorno publicitário uma empresa ou órgão do governo teria em patrocinar um piloto que não testa, não corre, não aparece e ainda por cima usa uniforme dos outros patrocinadores da equipe, quando fica nos fundos dos boxes? Três milhões de euros....loucura.
Volto a dizer que acho que Alvaro Parente é um excelente piloto, com cartel (palmares) melhor que muitos dos seus colegas que estão competindo na categoria máxima, mas assinar como piloto de testes em equipe novata ainda por cima, me parece sandice. Também achei o tom da nota divulgada pelo piloto muito pessimista em relação ao futuro de sua carreira. Ele que já foi campeão do British Formula 3, campeonato de respeito, e que é um dos principais pilotos da GP2 tem que ter mais confiança em si, e erguer a cabeça e seguir a vida. Como dizemos aqui no Brasil: "Quando uma porta se fecha, abrem-se outras duas". Ou pelo menos uma janelinha para pularmos....rs

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"SAPATOS " NOVOS










PosDriverTeamBestLaps1st2nd3rd
1.AlonsoFerrari1:11.470127--1:11.470
2.MassaFerrari1:11.7222261:12.5741:11.722-
3.KobayashiSauber1:12.05696-1:12.056-
4.de la RosaSauber1:12.0941541:12.784-1:12.094
5.HamiltonMcLaren1:12.256108-1:12.256-
6.KubicaRenault1:12.4261881:15.0001:12.426-
7.M.SchumacherMercedes1:12.4381221:12.947-1:12.438
8.AlguersuariToro Rosso1:12.57697--1:12.576
9.RosbergMercedes1:12.8991581:13.5431:12.899-
10.ButtonMcLaren1:12.95182--1:12.951
11.PetrovRenault1:13.09775--1:13.097
12.BarrichelloWilliams1:13.3771771:14.4491:13.377-
13.HulkenbergWilliams1:13.669126--1:13.669
14.BuemiToro Rosso1:13.8231251:14.7621:13.823-
15.PaffettMcLaren1:13.846861:13.846--
Cedo, ainda muito cedo para opinarmos com segurança. A temporada no entanto promete: quatro campeões mundiais em plena forma (não me venha dizer que Schumacher é um aposentado, por favor), novas equipes, mudanças nas regras, mudanças no sistema de pontuação, um "joguinho" psicológico básico (as declarações de Rubinho e de Jaiminho - os "inhos estão impossíveis"). Bom para quem gosta de corridas, do cheiro de gasolinha e borracha queimada.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

LA BOCCA MALEDETA






















Não tem jeito: se você fica embaixo de um pé de goiaba, não espere colher mangas ou morangos! Um belo dia de inverno numa pista da Espanha, onde a temperatura está um tanto elevada, é possível sentir-se no ar a expectativa de milhares de fãs presentes, além, é claro, das equipes, seus técnicos e pilotos. Todos têm em mente o que ocorreu há exatos doze meses, onde uma equipe que nem existia propriamente até semanas antes, fundada dos "salvados" da defunta Honda, com um motor Mercedes aparafusado às pressas, com dois pilotos em contratos provisórios, um deles resgatado de uma aposentadoria quase inevitável, assombrou a todos com seu ritmo avassalador. Pior ainda: muitos julgavam ser aquela uma tentativa desesperada da "raposa" Ross Brawn para angariar algum tipo de patrocínio, e olhavam com certa condescendência, como a dizer: já vimos este filme antes, e o final nunca é feliz! Surpreendendo a todos, provavelmente mais ainda aos próprios integrantes da equipe, a equipe branca e amarela-marca-texto, iniciou a temporada sem tomar conhecimento de seus poderosos adversários, beneficiada a bem da verdade com uma peculiar interpretação do novo regulamento, no que dizia respeito aos difusores. Muitos choraram, reclamaram, fizeram biquinho, mas quando começaram a trabalhar para valer e diminuir a distância, já era tarde: com 6 vitórias nas sete primeiras etapas, o insosso Button levou o caneco para a Ilha de sua Majestade.
Portanto, de volta ao mesmo cenário, com equipes novas (que ainda não mostraram as caras, ou carrocerias) e um retorno de peso: Michael Shumacher, simplesmente o maior piloto de todos os tempos, aposentado desde 2006! Schummy cedeu aos apelos do velho amigo e cúmplice de tantas vitórias Ross Brawn, e com a equipe agora campeão e adquirida em parte pela poderosa Mercedes Bens, que aliás financiou a primeira parte da carreira do queixudo teutônico, as expectativas são bastante altas. Seu co-piloto, Nico Rosberg, que a bem da verdade ainda não se estabeleceu como um competidor capaz de lutar pelo título em seu próprio direito, se viu subitamente jogado à sombra do grande compatriota.
Nesse ponto da história, entra o nosso personagem principal dessa pequena-tentativa-de-crônica: Rubens Gonçalves Barrichelo - ou simplesmente, La Bouche! Para não perder o hábito de falar mais do que deve, e após anos vivendo à sombra do talento e das maracutaias do alemão, resolveu dizer em entrevista à revista Autosport inglesa que "se Rosberg quer realmente ganhar algo, deve sair da equipe Mercedes". Oras, oras, bolas. Qualquer um, eu, você, o Zé ceguinho poderíamos dizer ou escrever isso, mas Rubens? Sei lá.... Continuo achando sábio aquele ditado que diz que se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro...