domingo, 17 de janeiro de 2010

DOMINGUEIRAS : O HAITI É AQUI


Venho pensando na efemeridade da vida. No tempo que escorre rapidamente por entre os nossos dedos, como se fosse areia fina de praia deserta. Nos valores distorcidos e na falta de referências que temos para encontrá-los. Com tantos recursos de localização e navegação disponíveis hoje em dia (mapas, radares, GPS), estamos espiritualmente muito mais perdidos que os bravos marinheiros das pequenas caravelas de Cabral ou Colombo, que se lançavam às cegas aos mares "nunca dantes navegados". Quinhentos anos depois, conseguimos muito na área da ciência, das artes, da psicologia, mas nada na política. Continuamos na idade média, obscurecidos por mentiras e repetições de mentiras. Camadas e camadas de versões encobrindo a verdadeira face dos fatos. Buscamos ávidamente a felicidade e muitos de nós não temos a mínima idéia do significado disso.
Hoje acordei meio melancólico, porque o "Haiti é aqui." Não adianta olharmos para o outro lado, fingirmos que está tudo bem, porque na verdade, não está. Precisamos repensar nossa maneira de viver em sociedade. Se todos levarem vantagem, vamos empurrando as desvantagens para quem? Para os haitianos do mundo, decerto, e eles são tantos...
Aquele motorista das enormes e estúpidas SUV, que ultrapassa pela direita, que força seu caminho pelas pistas precárias de nossas estradas, que compra DVD pirata e suborna guardas e usa propina como quem usa um cartão de visitas, exibe-se orgulhoso para seus filhos, é considerado um "vencedor". Pobre coitado, e pobre filho. Ele que lê as "Vejas" da vida e imediatamente adquire sólido conhecimento sobre tudo, não sabe de nada. Não exercita seu espírito crítico, que aliás nem sabe direito o que significa, mas opina sobre tudo. Com autoridade.
A maior emissora do país, que ainda é perigosíssima em formar opiniões só mostra aquilo que lhe interessa. Seus noticiários são ações casadas com marketing. As outras, ao imitarem-na, empobrecem a capacidade de reflexão e discussão. Recentemente um pseudo-grande jornalista foi infeliz numa declaração que vazou em áudio sobre os garis, e foi execrado em praça pública. Claro que não compartilho com a opinião de Boris Casoy, mas ele tampouco é o monstro que a esquerda hipócrita pinta, aproveitando-se do fato de ele ter opiniões diversas. A mesma esquerda que abre a boca para falar em democracia e abominar a Ditadura e que lambe os pés de lixo como Chaves e Fidel. Medíocres.
Peço desculpas pelo desabafo. Hoje o Haiti é aqui. Mas vamos em frente, que amanhã será um novo dia. Quiçá muito melhor! Abraços.

sábado, 16 de janeiro de 2010

O BOM E VELHO ROBERTO "DOM QUIXOTE" MORENO





A edição on line da revista inglesa "Autosport" traz uma entrevista do piloto brasileiro (nunca diga ex piloto para o baixinho) Roberto Moreno, concedida em Londres por ocasião do "Autosport International", prestigioso evento anual promovido pela revista. A revista, imodestamente começa a matéria perguntando a Moreno se ele lê a publicação desde sempre, o que ele confirma. Ele diz que gosta muito de corridas e mesmo estando fora da Europa há doze anos, a revista o mantêm informado sobre o mundo do automobilismo europeu. O entrevistador lhe diz que ele não se parece nem um dia mais velho de quando venceu o título europeu de Formula 3000 em 1988, e Moreno afirma não se sentir mais velho, e que ainda é rápido e "afiado". Afirma ter uma vida feliz, e uma carreira satisfatória e que é um dos poucos pilotos que saiu do Brasil sem dinheiro e alcançou a Formula 1. Conta sobre seus dias em Brasília e como foi seu grande amigo Nelson Piquet que lhe deu conselhos e um "empurrãozinho" para que começasse a correr de carros diretamente na Inglaterra, após ter competido em karts no Brasil. (Isso seria seguido logo após por Ayrton Senna e outros, mas Moreno foi pioneiro também nisso).
Conta como com um orçamento de apenas treze mil libras esterlinas conseguiu fazer 22 provas em seu primeiro ano de Formula Ford na Inglaterra (1979) e que após assinar para correr pela equipe Van Diemen, já não mais precisou pagar para correr. Discorre sobre a continuação de sua carreira, fala das dificuldades e de como conseguiu a vaga do acidentado ( teve um braço decepado em um acidente de helicópteros) Alessandro Nannini na Benetton, ao lado do amigo Nelson Piquet - que culminaria com uma histórica e emocional dobradinha da dupla no Grande Prêmio do Japão em 1990.
Valeu baixinho!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

DIA TRISTE



































Hoje me pus a pensar no Haiti. Pensei, pensei e não cheguei a conclusão alguma. Me falta o alcance e talvez a inteligência para imaginar as dimensões da tragédia e o porque de tantas coisas ruins acontecerem a um povo só. Pobreza, miséria, indigência, tragédias humanas e catástrofes naturais. Num pequeno e pobre país da América Central. Insignificante em quase tudo, menos na desgraça, onde é graduado. Pena.
Penso na família e nas muitas e muitas pessoas ajudadas pela doutora Zilda Arns. Penso nos militares brasileiros, jovens simples, de famílias e origens idem, trabalhando duro e servindo. Dia triste.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CURTAS E EFÊMERAS CONSIDERAÇÕES




Schummy testando um carro da GP2, enquanto os pilotos novatos são proibidos pelo regulamento de efetuarem qualquer teste. Parece injusto e é. Não discuto que seja um grande negócio para a Formula 1, ainda esfolada por tantos escândalos recentes ter o seu maior vencedor de volta, mas há que se ter equilíbrio e praticar justiça. Jean Todt, velho companheiro de armas do teutônico queixudo na presidência da FIA, parece meio suspeita esta permissão especial. Sei não.
Nelsinho Piquet correndo na Nascar. Seria o caso de dar uns dez passos para trás para pegar impulso e tentar correr para a frente novamente? Sei não. De tudo o que ocorreu, ainda deve sobrar um custoso processo na justiça européia ( sempre escrevo justiça com minúsculos mesmo - pelo menos para a justiça dos homens) para os Piquet "pere et fils". Correr na quarta divisão da Nascar me parece meio sem propósito, pelo menos em termos de tentar resgatar a carreira. Pelo menos de muro ele entende como poucos.
O Jornal italiano "Corriere della Sierra" traz hoje uma nota no mínimo intrigante: que Bruno Senna deixará a problemática equipe espanhola Campos-Meta antes mesmo do início da temporada e correrá pela Toro Rosso. Vejamos: são preocupantes as notícias em relação à situação da equipe ibérica, que não parece ser capaz de fechar seu pacote econômico e muito menos o técnico. Notícias dão conta que os pagamentos à Dallara que está fabricando o carro, estão atrasados, não sabemos quem será o segundo piloto, nem mesmo os patrocinadores. Parece que para Senna, a Toro Rosso seria uma opção mais plausível, e certamente ele teria condições de "peitar" o médio Buemi. Sobraria para o Jaiminho, mas este talvez se acomodasse na Campos-Meta, sendo espanhol também. Veremos.

domingo, 10 de janeiro de 2010

DIGRESSÕES DOMINGUEIRAS E MUITO PESSOAIS





Chamou-me a atenção, recentemente, ter lido em mais de um site as declarações do ator norte-americano Alec Baldwin que se considera um fracassado. Só pelo fato de ter sido marido da belíssima Kim Basinger no auge de sua beleza, apesar do final melodramático do relacionamento, já o retiraria da lista dos fracassados em minha opinião. Mas, vamos adiante. Um homem que aos cinqüenta e um anos de idade estrelou produções dirigidas por gente de muito prestígio em Hollywood, que foi indicado ao Oscar e venceu o Globo de Ouro ( para séries de TV), jamais deveria se sentir assim. A menos que... È aí que reside o problema. Seres humanos são criaturas complexas e como sempre afirmo em minhas palestras, cada um de nós tem um história pessoal única e intransferível. Para um garoto nascido numa comunidade pobre oriundo de uma família humilde, chegar a freqüentar um curso superior e possuir uma casa própria é um passo e tanto. Para o filho de um super astro do futebol, como Pelè, ter sido goleiro titular do time do Santos, pode não ter parecido o suficiente e o levou a trilhar caminhos menos nobres (Edinho). Espera-se do filho de um tricampeão mundial do quilate de um Nelson Piquet, no mínimo um número igual de títulos, mas a coisa não é bem por aí. O tetracampeão Alain Prost tem um de seus filhos, Nicholas, tentando se estabelecer como piloto profissional há anos, e ele ainda está bem distante de chegar à Formula 1. Os filhos de outros tri-campeões igualmente tentaram e não foram bem sucedidos: Geoff, Gary e David Brabham eram pilotos talentosos, mas sem impacto algum na categoria máxima. E o que dizer dos dois filhos de Niki Lauda? Mathias se arrastava nas provas de GP2 e continua a envergar (mal) o nome da família nas provas de DTM. Paul Stewart também tentou e o máximo que conseguiu foi uma vitória na Formula 3 inglesa, antes de perceber que seus principais atributos estavam no gerenciamento de carreiras. Subsequentemente marcou um gol de placa ao derrotar um câncer prematuro e continua a desfrutar uma vida produtiva ao lado de seu pai, Sir Jackie Stewart e sua bela mãe Helen. Por esse prisma, portanto, Nelsinho até que não se saiu tão mal.
Para aqueles que criticam Damon Hill, considerando-o piloto inexpressivo (opinião contrária à minha, pois ninguém ganha 22 Grandes Prêmios por acaso), há que se ponderar. O cara começou a carreira tarde, em meio a um monte de dificuldades, e só alcançou a Formula 1 após os 30 anos de idade. Mas o que isso tem a ver com a história de Alec Baldwin? Tudo, pois trata-se de expectativas e resultados. Quando Emerson Fittipaldi deixou sua São Paulo natal em meados de 1968, se nada houvesse acontecido, se o dinheiro tivesse acabado e sua carreira idem, ele provavelmente teria voltado e se estabelecido como próspero empresário. Ninguém o cobraria por nada, afinal, não havia parâmetros anteriores. Quando seu irmão Wilsinho foi para a Europa e não conseguiu o mesmo nível de sucesso, a pecha de "fracassado" logo começou a ser ventilada. Idem para o sobrinho Christian (filho de Wilsinho) que apesar de carreira mais que vitoriosa nas categorias de base, e apresentações muito decentes na Formula 1 ainda é considerado um "piloto menor". As expectativas em relação a ele eram parecidas com as que hoje se concentram em Bruno Senna. Complicado. Dependendo do degrau da escada de onde você começa, a cobrança pode ser insuportável. Bem fez Jayson, filho homem mais velho de Emerson, que jamais quis competir com as expectativas e a sombra do pai, e vive feliz na Flórida com sua família e sua carreira ligada as artes. Muitos filhos de pais famosos tentam emular os sucessos e as glórias de seus progenitores, mas nem todos conseguem atingir um grau satisfatório de resultados na jornada.
Portanto, cada um de nós estabelece uma meta de sucesso de acordo com o nosso pedigrée e nossa capacidade. Algumas dessas metas são realistas, outras absurdas. Esperar que o filho de Tiger Woods supere os recordes de seu pai num campo de golfe parece irreal, tão absurdo quanto as peripécias do mesmo entre quatro paredes!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

CURTAS E OBSERVAÇÕES SOBRE PALAVRAS DESNECESSÁRIAS



Velho, velho ,velho aquele ditado que diz que em "boca fechada não entra mosca". Entre temporadas, época meio besta onde os pilotos estão inativos e doidos por algum tipo de atividade, aparece um jornalista com um gravadorzinho, começa um papo descontraído e pimba! O fulano falou besteira! Hoje eu li que o Lewis Hamilton andou se gabando de haver "detonado" o Fernando Alonso em seu primeiro ano na categoria, em 2007. Realmente, Hamilton como novato que era, fez um tremendo campeonato e surpreendeu a todos. Mas detonar? Não foi exatamente isso que aconteceu, eles terminaram empatados em pontos e a equipe Mclaren favorecia claramente ao inglês em detrimento do temperamental espanhol. Eu também teria orgulho em andar na frente de um bicampeão mundial em carros semelhantes em minha primeira temporada, mas acho que ficaria saboreando isso de boca fechada. Questão de opinião.
O Kovalainen também andou dando entrevista, dizendo que se tornou um piloto bem melhor após sua passagem de duas temporadas pela equipe Mclaren, e que se sente mais apto, mais preparado do que quando pilotou para a Renault. Òbvio demais, sempre melhoramos, especialmente um "pé de breque" como o finlandês. Ainda bem que blogs não derrubam árvores para serem lidos, pois isso seria um desperdício grande. O nariz grande do Kubica, aliás piloto dos bons e da estirpe de Raikkonen, vai disputar o Rally de Montecarlo este ano. Sempre gostei de pilotos versáteis, como nos velhos tempos em que os astros de Formula 1 corriam de carros turismo, de Formula 2 e tudo o que aparecesse na frente. Quem gosta de acelerar adora um desafio novo!
Parece que a equipe americana de Formula 1 já tem uma data para os primeiros testes de pista para seu misterioso bólido. Eles planejam efetuar as provas numa pista no Alabama, antes de viajar para a Europa e se juntar aos seus pares nos testes preliminares na Espanha. Hummmm, veremos. Em relação a pilotos, Peter Windsor diz que tem a opção de escolher dez bons profissionais disponíveis no mercado, e que a escolha é difícil justamente por isso. Me engana que eu gosto. Se aparecer um zé arruela qualquer com um saco de dólares, ele senta no carro na mesma hora. Pena que eu não consegui ganhar a Mega Sena da virada, pois as conversações estavam em estágio avançado!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

PENSAMENTOS IMPERFEITOS, DESCONEXOS E DOLORIDOS


Doloridos por causa da minha coluna, que apitou por "help". A gente vai forçando, forçando e uma hora a coisa pede arrêgo.
Época meio parada, cheia de especulações sobre o futuro, sobre a temporada que se avizinha. Bolas de cristal a todo vapor e gente dando pitacada a torto e a direito. Vou dar umas pitacadas também, se me permitirem.
Previsões da Formula 1: Acho que o Schummy vem com tudo e dependendo do carro que a Mercedes lhe entregar, vai andar na frente. Rosberguinho, apesar do jogo de cena pré-temporada "não serei o segundo piloto" (lembro de um certo Rubinho falando isso lá por volta de 2000 - há exatos 10 anos!), terá que melhorar muito sua presença para fazer frente ao Herr Fuhrer! Na Ferrari acho que Massa vai dar trabalho a Alonso sim, mas este não repetirá o erro que cometeu quando era piloto da Mclaren (de certa maneira menosprezou o novato Hamilton) e vai estar na ponta dos cascos - será sem dúvida fascinante observar o desenrolar de uma batalha que antes de tudo será eminentemente psicológica, pela primazia dentro da equipe.
A Mclaren é outra equipe que traz um interessantíssimo duelo à tona: simplesmente os dois últimos campeões mundiais - e ainda por cima ingleses ambos! Minhas fichas estão em Hamilton, mas Button não tem nada de bobo e a batalha será deveras interessante.
Na Red Bull vejo outra acachapante vitória de Sebastian Vettel sobre o xarope do Webber, e conforme o que Adrian Newey lhe entregar em mãos com fortíssimas chances de conquistar o primeiro título - isso aos 23 anos de idade!
Rubens Barrichello deve fazer um bom e honesto trabalho na Williams, mas terá no jovem e talentoso Hulkenberg um desafio motivador: o veterano com velocidade suficiente para segurar as pontas frente ao novato rapídissimo e impetuoso. Bons duelos internos à vista.
A Virgin Racing é a equipe novata mais estruturada aparentemente, e conta com a experiência de Glock e o novo talento de Di Grassi. É esperar para ver, tenho a impressão de que as coisas estão sendo feitas à contento por aquelas bandas e o ano promete.
Na Campos Meta, já com Bruno Senna confirmado há algumas semanas, a preocupação é com as finanças e a a aparente fragilidade da equipe, que nem anunciou o seu outro piloto ainda. Senna deve concentrar-se em adquirir quilometragem e a prender os macetes.
A Renault conta com um talentoso piloto em Robert Kubica e pouco mais que isso. Após os escândalos todos, os franceses têm muito a provar, a si mesmos e ao mundo esportivo em geral. O segundo piloto ainda não foi anunciado, e há chances que seja o talentoso e subestimado Nick Heidfeld.
Na Sauber, após todas as reviravoltas, a boa nova é a presença do japones Kamui Kobayashi, que causou ótima impressão em suas duas únicas corridas no final do ano passado. Peter Sauber, no entanto, é um homem experiente e sabe conduzir uma equipe com recursos modestos. Não deverá fazer feio em 2010.
A equipe Lotus assinou com uma dupla de pilotos experientes, Jarno Trulli e Heikke Kovalainen, ambos um degrau abaixo dos principais contendores ao título, mas seu problema não é exatamente os pilotos e sim um duvidoso pacote técnico. Além da origem dos financiadores, da qualidade dos técnicos e uma série de variáveis.
A Force India viveu uma incrível evolução na temporada passada, surpreendendo aos seus mais incrédulos críticos e tem tudo para manter sua curva ascendente. Vijay Malya provou ser mais que um rostinho bonito (brincadeira) e ao contrário de outros aventureiros sem prévia experiência no automobilismo, demonstrou boa dose de competência na direção do time. Seus pilotos Sutil e Liuzzi são daqueles que ainda têm muito a provar e vão vir com apetite.
A Toro Rosso manteve um surpreendente Buemi (a quem eu particularmente não considerava capaz de terminar a temporada) e talvez o espanhol Jaimito. Sem o projeto de Adrian Newey, pode patinar um pouco, e aparentemente está a venda.
A última incógnita da nova Formula 1 é a equipe americana, a USF1, do Peter Windsor e Ken Anderson. Não vimos projeto técnico e um dos nomes mais fortemente vinculados a ela, o argentino Lopez, não impõe respeito. Pode ser o maior fiasco ou a maior surpresa da temporada, mas dificilmente será uma Brawn.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

FORA DE COMBATE


Estive, graças à minha coluna, meio fora de combate. Volto em breve, comentando e dando pitacadas nos mais diversos assuntos. Abraços.

sábado, 2 de janeiro de 2010

PRIMEIRO POST DO ANO: CHEIO DE BOAS INTENÇÕES.


























Todo ano é a mesma coisa: tentamos entender onde e porque erramos, procuramos renovar as esperanças e enchemos nossas cabeças e agendas de planos. Boas intenções. Renovamos esperanças, procuramos varrer para longe os maus fluídos e nos concentramos nas boas vibrações. De ação mesmo, para os blogueiros que como eu escrevem sobre automobilismo, muito pouco. Isto não significa absolutamente que não tenhamos coisas interessantes para ler, muito pelo contrário. Adoro história, e claro, adoro história do automobilismo. Nessa época do ano, alguns blogs trazem material precioso para nós que gostamos de saber um pouco mais sobre as corridas e sobre aqueles que correm, não apenas aquelas informações pausterizadas "a la assessoria de imprensa" tão em moda hoje em dia. Vou citar alguma pérolas recentes: no blog do Saloma (http://www.interney.net/blogs/saloma/) o Tony Seabra publicou uma série de 4 maravilhosos artigos sobre o piloto Paul Frere. Digno de ser lido e salvo e impresso. Linda homenagem. N0 http://jcspeedway.blogspot.com/, o João Carlos, meticuloso como sempre, traz um perfil excelente do Jacky Ickx, um dos meus pilotos prediletos. O Paulo Speeder, o portuga mais brasileiro que conheço, ou vice versa, no seu sempre exponencial http://www.continental-circus.blogspot.com/, também faz uma homenagem ao piloto belga, em capítulos. Vale a pena ler e curtir as lindas fotos. O blog do Carlos de Paula, que tem uma memória prodigiosa e uma incrível capacidade de escrever, muitas histórias sobre corridas dos anos setenta e oitenta. No http://cadernosdoautomobilismo.blogspot.com/, o Daniel Medici sempre tem uma abordagem para lá de interessante em seus textos, misturando suas (e minhas) duas paixões: automobilismo e cinema. Vale a pena visitar.
O mestreJocahttp://mestrejoca.blogspot.com/ também sempre traz boas surpresas para os saudosistas. O Rui Amaral, com seu excelente http://ruiamaraljr.blogspot.com/, também nos brinda com incríveis histórias de quem esteve lá dentro e que ainda é mordido pelo "bichinho" da velocidade. São tantos blogs interessantes, que temos que ter cuidado para não esquecer nenhuma deles. Tem o blig do Groo, http://blogdogroo.blogspot.com/ sempre espirituoso e claro, sempre tem os blogões: o do Flavio Gomes (excelente quando se limita a escrever sobre automobilismo, triste quando se aventura pela política), o do Fabio Seixas, o do Rafael Lopes, o do Rodrigo Mattar, do Ico, do Rianov e muitos outros.
Bom ano para nós!