terça-feira, 17 de novembro de 2009

CURTAS CURTAS CURTAS


Pessoal peço desculpas pela semi-ausência: ando adoentado e cheio de trabalho, uma combinação letal quanto à manter as coisas que a gente gosta, tais quais um blog. Mas prometo voltar com força total em breve.
-Button aparentemente vai mesmo para a Mclaren fazer dupla com Hamilton. Quais os prognósticos? Na minha humilde opinião, o Hamilton engole o champ, sem dó. Mesmo assim, uma combinação interessante, uma das atrações do ano que vem, certamente.
-Glock na Manor. Nunca gostei muito do Glock, mesmo antes da marmelada de Interlagos em 2008. Além de ser a curva descendente de uma carreira que nunca foi das mais brilhantes, pode indicar que a Renault não lhe tenha dado garantias reais de continuar no ano que vem, ou no outro.
-Di Grassi em compasso de espera. Deve ser difícil para um piloto essa parte da carreira. Muitas conversas, muitas possibilidades e tudo sempre na dependência de encontrar dinheiro e outros detalhes.
-Senna na Campos. Vai depender muito da "mão" da Dallara em acertar o carro que constrói para a Campos e em minha opinião, de ter um companheiro experiente que saiba acertar o carro também, pois se forem dois novatos na equipe, a coisa complica. Os carros de hoje, especialmente com as mudanças previstas no regulamento, demandam muita "manha" técnica, e muitas milhas de pista, o que o regulamento coíbe. De qualquer forma, Senna parece ser dotado de um incrível senso de perspectiva e é bom ver gente lúcida neste ambiente nem sempre salutar.
-Kimi parece que vai mesmo dar um tempo e tirar um ano sabático, curtindo os euros (17 milhões) que a Ferrari vai lhe pagar para dar lugar ao Alonso. Com a ida de Button para a Mclaren, que seria a casa natural de Kimi (esperto esse Hamilton - Jenson ele provavelmente - eu disse provavelmente - coloca no bolso, já o Kimi...) as opções deixaram de ser tão interessantes. Ou não? Uma dupla KK = Kimi e Kubica na Renault seria bem interessante. Veremos.

Outra coisa: quero pedir desculpas ao leitor André Canário que me mandou um e mail reclamando do longo período que fico sem publicar nada da série da minha carreira de piloto na Europa. Semana que vem prometo colocar dois capítulos e também continuar a saga "Corrida no céu". Abraços a todos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A VOLTA DAS FLECHAS DE PRATA


Agora é oficial: a Mercedes anunciou hoje que compra a equipe Brawn GP e que sai da equipe Mclaren, e que o nome da equipe será mudado para Mercedes GP Team. Várias questões ainda estão por serem esclarecidas, tais quais a dupla de pilotos. Com a iminente ida do campeão mundial Jenson Button para a rival Mclaren, espera-se que a Mercedes conte com uma dupla germânica nos seus cockpits: Nico Rosberg e Nick Heidfeld.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UMA CORRIDA NO CÉU



Mesmo sendo Deus, Ele se aborrece ás vezes. O universo em toda sua grandeza estava chato demais para entretê-lo. Pensou, pensou, coçou a cabeça e chamou um de seus

auxiliares, o indefectível São Pedro.

“Pedro, aproxime-se. Que marasmo está este Céu. Quero que organize algo para me entreter”.

“Mas senhor... o que posso fazer para ajudá-lo? Já organizamos safáris, olimpíadas, torneios circenses. Trouxemos os melhores cantores clássicos, de ópera, bailarinos, até mesmo algumas escolas de samba. Diga-me Senhor... o que falta?”

“Pedro, você é pago para isso. Vamos, se vire. Com tantos problemas na Terra, estou mesmo precisando de algo que me entretenha.”

Pedro ia mencionar que os seus salários jamais haviam sido pagos, mas como no Céu não há Justiça do Trabalho ou coisa similar, preferiu calar-se. Havia os benefícios que talvez não encontrasse em outro emprego. Enfim, Pedro pôs-se a pensar. Nesse momento passou por ele Cristovão, santo bonachão e que sempre flanava perto da cantina do Céu, pois era comilão e sabia que coisas boas estavam saindo do forno a qualquer hora.

“Cris venha aqui. O Mestre está aborrecido e isto não é bom. Você bem sabe que quando ele se zanga quem paga o pato somos nós.”

“Não me diga, Pedrão. Não me diga. Em que posso ajudá-lo?”

“Ele me pediu para organizar algo para distraí-lo, entretê-lo, mas estou sem idéias. O que sugere?

“Hummm. Deixe-me pensar. O duro é que quando estou de estômago vazio, penso muito mal” a frase saiu com um tímido sorrisinho de canto de boca. Percebendo a deixa, Pedro chamou o amigo e colega de Santidade para dentro da cafeteria. Pediram cafés fumegantes e bolinhos divinos (não poderiam ser diferentes). O apetite de Cristovão era lendário e ele não se fez de rogado: traçou dúzias de iguarias e bebeu jarras de café e chocolate quente, deixando mesmo um pouco a escorrer pelas longas barbas grisalhas.

“Já sei: tenho uma idéia!”

“Diga logo, estou ansioso,” retrucou o pobre Pedro. Cristovão ainda ordenou uns quitutes á titulo de “saideiras”, antes de limpar a garganta e dizer:

“Vamos organizar uma corrida de carros aqui no Céu. Um autêntico Grande Prêmio, como nunca se viu na Terra!”

“Sei não. Acha uma boa idéia? Não é perigoso?”

“Perigoso, Pedro? Esqueceu que aqui é o Céu? E que muitos dos pilotos que aqui estão, correram e pagaram os riscos com suas respectivas vidas?”

“Olha. Eu não entendo muito disso. Você pode me ajudar? Mas antes vou perguntar ao Senhor, o que ele pensa da idéia. Venha comigo.”

Entraram nos aposentos divinos com muito cuidado, como sempre faziam. Uns anjos dormitavam e nem notaram a passagem dos dois Santos. Deus cochilava, com uma copia gasta da “Divina Comedia” de Dante, que ele lera e relera milhares de vezes. Um conservador, esse Deus.

“Diga-me Pedro. Olá Cristovão. A propósito, você esta engordando. Têm algo em mente?”

Pedro adiantou-se, sempre tinha a sensação de perder a fala ao dirigir-se ao Mestre. Por mais eternidades que passasse servindo-O, isso não mudava.

“Sim, Senhor. Cristóvão sugeriu uma corrida de carros. Temos os melhores pilotos aqui em cima, é só uma questão de ajustar detalhes.”

“Esplêndida idéia! Mas preste atenção: não quero o Balestre envolvido nisso. Sei que ele subiu há pouco, deixe aquele francês narigudo fora disso.”

“Ótimo Senhor. Organizaremos tudo.”

“Outra coisa. Quero a corrida numa reprodução fiel do circuito de Nurburgring. E quero todos os pilotos com um mesmo modelo de carro. Pode ser o Maserati 250F. Chamem-me de saudosista se quiserem.”

“Sim Senhor.”

***

Pedro contou com a colaboração de Cristovão e de outros Santos que gostavam de corridas. No Céu, as dimensões de tempo são diferentes, então tudo pode ser feito rapidamente. Começaram a convocar os pilotos. Nuvolari foi logo lembrado e ficou muito feliz, pois estava a muito coçando o saco e bebendo Lambrusco. O pequeno mantuano se dispôs a ajudar a convidar os colegas. Fangio foi facilmente convencido, assim como Ascari. Farina se apresentou, e sendo advogado queria saber do regulamento aprovado. Fagiolli e Rosier ficaram excitados, mas Cristovão lhes disse que apenas campeões mundiais poderiam participar, eles ficariam na reserva. Indignados, pois achavam que as regras terrenas eram injustas, mesmo assim, se ofereceram para colaborar. Gonzáles que ainda não morreu, recebeu uma mensagem num sonho, em sua Argentina e ficou com vontade de morrer, mas também não foi campeão, então ficou na vontade mesmo. Hawthorn, que bebericava o chá das cinco, ficou muito feliz em poder participar. Trintgnant, Musso e Bira mordiam os lábios de vontade, mas tampouco foram campeões. Moss foi outro que ainda não morreu e ficou sabendo da tal corrida. Foi á sua muito britânica paróquia conversar com Deus em particular e pediu para subir. Não foi atendido, pois ainda tem um tempinho por aqui, segundo o Manda-Chuva. (não, São Pedro não é o verdadeiro Manda-Chuva, ele apenas é o encarregado do departamento Hídrico do Céu).

O alvoroço era geral. O Príncipe Rainier e a belíssima Grace Kelly, ou princesa Grace se ofereceram para entregar o Troféu. Phil Hill que morreu a pouco mais de um ano, ainda perdido pelos labirintos do Céu, modestamente declinou a oferta, dizendo ter sido campeão por obra e graça da morte de seu então companheiro Von Tripps. Este, entre muitos goles de cerveja da Bavária, se disse lisonjeado, mas fora de forma. Acho que não queria encontrar-se na pista com Clark, mais uma vez. Jim Clark, pastoreando ovelhas e feliz com isso, ficou surpreso pelo convite. Em sua modéstia, apurada do outro lado, achou que não merecia ser convidado! Bruce McLaren andou sendo cogitado, afinal foi vice, mas disse que prefere ficar nos boxes. Brabham está firme na Austrália, perdeu o trem para cima algumas vezes e não tem pressa em chegar. Graham Hill, fazendo imitações para um canal de TV no Céu, adorando sua nova profissão, ficou muito feliz com o convite. John Surtees quis trocar de lugar com seu filho Henry, mas Deus não concordou. O menino vai assistir dos boxes, no entanto. Bandini e Pedro Rodrigues se ofereceram para testar e aquecer os carros e Jô Siffert quer trabalhar nos boxes. Scarfiotti vai ser bandeirinha, e Rindt achou a idéia ótima, está louco para correr. Denny Hulme não tem certeza, mas como campeão vai participar. Sente que McLaren merecia mais e sente saudades de Brabham. Bom sujeito o urso. Johnny Servoz Gavin e Lucien Bianchi querem ajudar na cronometragem assim como Jô Bonnier.

Clay Regazzoni anda furioso por aqueles três pontinhos que o privaram de ser campeão em 1974, mas disse que está disposto a ajudar. François Cevert e Elio de Angelis vão tocar piano na recepção depois da corrida e ambos deixam as mulheres do Céu em polvorosa! Mark Donohue é outro que quer ajudar de qualquer maneira, assim como Peter Revson, bronzeado como se estivesse em férias eternas no Hawai. Mike Hailwood brinca com todos e sua careca reluzente é motivo de piadas. Ronnie Peterson anda nervoso de um lado para outro, desejando não ter sido tão cavalheiro em 1978, quando ajudou Andretti a ganhar um titulo que facilmente poderia ter sido seu. Carlos Pace está por ali também, cansado de não fazer nada no Céu, animado conversando com seus grandes amigos Luiz Antonio Grecco e Marivaldo Fernandes. James Hunt com uma latinha de cerveja (proibida no Céu) nas mãos chega de mansinho, com um sorriso largo no rosto bronzeado. Patrick Depailler e Tom Pryce, acompanhados de Roger Willianson, David Purley e Tony Brise querem ajudar também. Gilles Villeneuve chega meio avoado, querendo participar de qualquer jeito e fica feliz ao saber que alguns vice campeões serão convidados também. Didier Pironi se anima, também quer muito correr. Alboreto, também vice, fica feliz e quer uma oportunidade na corrida.

Neste momento, chega Ayrton Senna, ciente de que seu lugar na corrida está seguro, e torcendo para chover. Muitos outros pilotos estão ali, desde que os boatos sobre a prova se espalharam. No Céu tudo é possível e como num passe de mágica, uma perfeita replica do velho circuito de Nurburgring aparece. Lindo, limpinho, todas as guias pintadas, os boxes tinindo e os vinte Maseratis 250F, vermelhos, alinhados lado a lado. Cada um traz o nome de seu piloto na carenagem e a curiosidade da multidão que se aproxima é crescente.

A platéia é enorme e os pilotos vão ter oportunidade de treinar para se acostumar com os carros e com a pista. O carro numero 1 traz o nome de Fangio e ele conhece bem a maquina, já correu e venceu com uma. Nuvolari carrega o número dois e seu assento tem uma pequena almofada dada sua pequena estatura. O homenzinho é minúsculo, mas atrás de um volante transforma-se num gigante! Farina tem o três e Ascari o quatro. Sendo italiano já começa a reclamar de algo, mas eu me afasto pois estou curioso para ver o resto do grid. Hawthorn vai de cinco e o seis está com Phil Hill. O sete é de Clark e todos o olham com respeito; o oito pertence a Graham Hill. Denny Hulme traz o número nove pintado abaixo de seu nome e olha o carro com curiosidade. O dez é de Pelé, mas esse foi um erro, trocaram os esportes, as bolas, e depois de um bom sermão no Santo responsável pela mancada, apagaram o nome do “Rei” e colocaram o de Rindt. Onze foi para Hunt e doze vai para Senna. O treze que no Céu não quer dizer nada ficou para McLaren, quer preferia ficar como engenheiro de pista. Clay Regazzoni, muito animado vai alinhar com o numero catorze e o quinze será de Ronnie Peterson. Um eufórico Villeneuve recebe o dezesseis, e seu desafeto Pironi o dezessete. Na verdade, eles já fizeram as pazes faz tempo, um dos gêmeos de Didier chama-se Gilles. Alboreto é o dezoito e um surpreso de Angelis recebe o dezenove. O vinte fica para Depailler e ninguém reclama. Reservas Siffert, Rodriguez e Gunnar Nilsson, que chegou agora.

continua - Os treinos.

DROPS








A indenização de Rubinho: parece que insatisfeito com as muitas manifestações contra sua pessoa no orkut, Rubens Barrichello decidiu processar o google (dono do site de relacionamentos0 e ganhou. Bem feito. acho que as pessoas públicas, principalmente aquelas que não dependem de escândalos para viver e aparecer na mídia tem mesmo que preservar suas imagens. O que é engraçado é que Barrichello vai receber do Orkut quase o mesmo que recebeu para pilotar a Brawn no ano todo!





A repercussão da entrevista de Bruno Senna à revista Veja: entre-safra de novidades, qualquer factóide vira um fato. Quando o rapaz diz que não tem ídolos, que nem o próprio tio, Ayrton ele vê como tal, parece que disse uma blasfêmia. Oras. alguns de nós precisamos de ídolos, outros não. Totalitarismo de idéias é perigoso. Se o rapaz não vê Ayrton como o semi deus que tantos insistem em enxergar, bom para ele. Afinal teve contato, convivência, afeto e isso é de sua exclusiva e muito particular visão. Repito o que disse antes: é um jovem piloto, articulado, com inteligência acima da média, não faz o tipo "boneco de ventríloquo" tão comum hoje em dia. Ponto para ele e para nós.

TAMBÉM EU ESTOU NA FILA

Esperando por minha vez. Esperando por uma virada. Esperando por algo. Perdendo meu tempo. às vezes. Quando uma canção traduz um estado de espírito, vale a pena postá-la e dividi-la com amigos.

domingo, 8 de novembro de 2009

DOMINGO A NOITE: SALADA DE FRUTAS



















Ando meio ausente daqui por motivos de (excesso) de trabalho. Alguns drops, nem sempre relacionados com automobilismo:
- O boxeador inglês David Haye de "apenas" 1.90m bateu o gigante russo Nikolai Valuev de 2.13m na cidade alemã de Nuremberg. A luta que foi chamada pela mídia de "David versus Golias" terminou com resultado igual, ou seja, a vitória do pequenino, desta vez sem a ajuda da funda.
-A expulsão da loirona da Uniban. Putz, nem era para tanto. A moça, suburbana e meio saidinha, ralava num mercadinho de bairro e a atitudade dos demais alunos foi no mínimo, estúpida. Que medievalismo absurdo: numa época de máxima exposição pública, "Big Brothers", onde as moças já entram com seus contratos com as "Playboys" da vida devidamente assinados, acho que tanto a atitude dos colegas, quanto a expulsão foi de uma atroz ignorância. Vivemos a era do "tempo real", do imediatismo fácil. Absurdo são essas faculdades meia bocas que se intitulam "Centros Universitários", que cobram uma grana preta de mensalidade e apenas mercantilizam os diplomas. Eta paisinho triste estamos vivendo sob a égide do Lulismo. Vadre retro!
-A corrida da Stock Cars não foi tão ruim assim, afinal tem carros potentes, bons pilotos e emoções. O que atrapalha, a meu ver, é um certo preconceito por parte de uma certa mídia "anti-Globo", e trapalhadas da organização, como a desclassificação e posterior reintegração de Caca Bueno. Sendo ele filho de quem é, sempre gera dúvidas. A transmissão é amadora, a narração pior ainda e a Globo trata tudo como um produto enlatado. Deveriam parar com tudo e comprar programação americana pronta, sai mais barato e bem feitinho.
-E o melhor jogador do São Paulo na rodada foi o juíz Carlos Eugênio Simon. Sendo palmeirense, este campeonatinho está dificil de engolir. Perder para o fraquíssimo Fluminense parece piada. De mau gosto.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CURTINHAS


Andei numa correria esta semana, vocês não fazem idéia. Quero dizer que o blog está aqui, forte e rijo. Estou preparando uma ou duas surpresinhas. Uma delas é a continuação da minha infindável saga pessoal. Prometo para a semana que vem.
Enquanto isso:
-Campos confirma o Bruno Senna. Sei não, mas sempre achei que além de talento como piloto, o indivíduo tem que ser carismático e inteligente. Nesse quesito, acho o Bruno diferenciado. Veremos.
-Raikkonen talvez fique um ano no "dolce far niente". Bem faz ele, porque com a grana que a Ferrari vai lhe pagar se não correr, deveria dar uma boa recarregada nas baterias.
-A Renault talvez siga o caminho da Toyota e permaneça apenas como fornecedora de motores. Fato que passou quase despercebido em meio ao sucesso da Brawn e ao escândalo protagonizados pelos próprios franceses: a Red Bull, vice campeão mundial, usou os propulsores da Renault.
Volto mais tarde.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PÓS-TEMPORADA COMEÇAM OS MOVIMENTOS DA VALSA


Não surpreendeu a notícia de que a Toyota está deixando a Formula 1. Após o anúncio de que a equipe Willians não mais estaria usando os motores da montadora nipônica, a não-renovação dos contratos dos pilotos Jarno Trulli (compreensível) e Timo Glock (estava numa curva ascendente) e principalmente, da sensação do final da temporada, o fast-japa Kamui Kobayashi, o anúncio da desistência era mais do que esperado.
Decepciona ver uma empresa do porte e da importância da Toyota, que nunca se estabeleceu no competitivo mundo da Formula 1 por absoluta falta de competência de seus dirigentes, jogar a toalha tão facilmente. A crise atingiu forte a empresa japonesa, mas o motivo real talvez seja a insatisfação da cúpula com a falta de vitórias. Pilotos caros e inexpressivos como Jarno Trulli e Ralf Schumacher "coletaram" seus milhões de euros sem dar muito em troca. Outros bons pilotos passaram por lá, mas foram sub aproveitados. Nomes como Mika Salo, Allan McNish, Oliver Panis e principalmente, o brasileiro Cristiano da Matta nunca tiveram equipamento vencedor.
De minha parte, acho que não vão deixar saudades, porque nunca realmente fizeram parte da Formula 1. Era uma equipe que não provocava vibração, não gerava empatia. Assim abrem caminho para a volta da Sauber. Esta sim, do ramo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CURTAS PÓS TEMPORADA




-A Bridgestone anunciou que vai deixar de fornecer pneus para as equipes de Formula 1 a partir do final de temporada de 2010. Imagino que os custos e a imensa logística de fornecer pneus a tantas equipes durante o ano todo, as viagens intercontinentais e tudo o mais sejam amplamente recompensados pelo retorno midiático, com todos os carros levando o nome da empresa, os bonés dos pilotos, etc. Mas eu até gostava mais quando havia disputa entre duas ou mais empresas de borracha, porque adicionava um elemento a mais às muitas variáveis já existentes.
-Barrichello finalmente confirmado oficialmente na equipe Williams. Pode ser uma boa, pelo menos é o que todos os envolvidos desejam: o próprio piloto, a equipe, patrocinadores e a imensa legião de fãs do piloto, não só no Brasil, mas em outras partes também. O segundo piloto será o muito promissor alemão Nico Hulkenberg (mais um teutônico?), campeão antecipado da GP2 este ano, com antecedência. Se o motor Cosworth for o que todos imaginam, ou seja, muito bom, Rubens poderá ser um sério contendor ao título da temporada
-O mesmo Barrichello revelou que foi procurado pela equipe Mclaren durante o final de semana do GP do Brasil, mas que há aquela altura já estava acertado com a Williams. Será mais um dos muitos atalhos não-trilhados por pilotos e equipes na longa história da Formula 1, portanto ficaremos sempre na curiosidade do "que teria sido?".
-Dica do amigo Fritz Jordan em post no artigo anterior, conforme matéria da revista inglesa "Autosport", Kamui Kobayashi esteve a ponto de abandonar o automobilismo e voltar a fazer sushi no restaurante de seu pai no Japão. Mais uma daquelas improbabilidades do destino. Quis a sorte que Timo Glock se acidentasse, e o resto é história. Esse aí, KK, soube agarrar a chance com ambas as mãos.

domingo, 1 de novembro de 2009

CHATO CHATO CHATO - ABUS DHABIS FINITUS


O campeonato em si até que apresentou alternativas interessantes com a alternância de domínios de duas ou mais equipes (Brawn e Red Bull). Mas o anticlimax causado por uma corrida onde o principal já estava definido, numa pista feita á toque de caixa e com gosto para lá de duvidoso (sei que o conjunto do lugar é bonito, pelo menos para quem gosta de muito vidro, aço escovado, tecnologia- eu ainda sou tradicionalista e gosto de verde).
A corrida em si, começou com um claro domínio de Hamilton, que largou da pole position. As coisas começaram a desandar para Rubinho já na largada, quando num toque de corrida com o "canguru papudo" Mark Webber, sua asa dianteira direita se partiu, afetando o desempenho de seu carro. Assim, ele logo foi ultrapassado por seu companheiro de equipe e novo campeão mundial, Jenson Button e ficou toreando o carro no lusco-fusco da tarde árabe.
Lewis Hamilton precisou abandonar com um problema mecânico, o que abriu caminho para uma fácil vitória de Seb Vettel, que conquistou assim sua quarta vitória na temporada, assegurando do título de vice campeão mundial. Mark Webber foi o segundo, lutando contra um inspirado Button nas últimas voltas. Barrichello foi o quarto, á frente de um determinado Nick Heidfeld, e o surpreendente japonês Kobayashi, que fez uma corrida de uma só parada e superou seu muito mais experiente companheiro de equipe Jarno Trulli. Três pontinhos já na segunda prova da carreira, melhor que Nakajima que correu o ano inteiro numa decente Williams e nada conseguiu.O último lugar pontuável foi alcançado por um decente Sebastian Buemi com a Toro Rosso. De resto, corridas pífias por parte de Fisichella, Grosjean, Alonso, Kubica (que bateu no final com o próprio Buemi) Jaiminho (que errou o seu próprio box), Rosberg et caterva.
Aliás, pouco memorável corrida em si.