sábado, 31 de outubro de 2009

SABADÃO PRÉ GP: FIM DE FESTA, FIM DE FEIRA



Campeonato decidido no Brasil, restam poucos pontos de interesse na última prova do ano, na nova (e previsível) pista de Abu Dabhi. Previsível por ter sido projetada por Herman Tilke, o rei dos circuitos padronizados, pasteurizados e praladechatos. O campeão mundial de 2008 Lewis Hamilton, demonstrando uma reação tardia da equipe Mclaren, voou e obteve a pole position com um tempo de mais de meio segundo mais rápido que o segundo colocado no grid, o jovem alemão Seb Vettel. A seguir o companheiro de equipe de Vettel na Toro Rosso, Mark Webber e depois o outro postulante ao título de vice-campeão, Rubens Barrichello. Jenson Button, recém-coroado campeão mundial, vem logo a seguir na outra Brawn. As Ferraris tiveram um dia para ser esquecido, com Kimi Raikkonen em sua despedida da equipe apenas na décima primeira posição, e Giancarlo Fisichella, desesperado para apagar de sua mente o pesadelo Ferrari o mais lento de todos. Fernando Alonso, pela primeira vez na carreira falhou em avançar para o Q2, sendo eliminado logo de cara, largando em décimo sexto lugar. Seu patético companheiro de equipe "Riquinho" Grosjean foi o penúltimo.
Poucas coisas de nota no grid, o que mais contava no circuito eram as frenéticas discussões sobre as composições das equipes para a próxima temporada.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

DICA DE LARGADA

Descaradamente "roubado" do excelente blog do Mestre Saloma, para aqueles que pensam que automobilismo é corrida de Formulas apenas. Dá uma ollhada.

CURTAS DE SEXTA FEIRA PRÉ GP


Graças a um vírus ou virose, ou mau olhado qualquer, fiquei hors combat ontem. Deitado na cama, pensando, olhando para o teto e sem fazer nada. Que tédio!
Bom, vamos repassar as coisas:
-Legal a repercussão do assunto Formula Ve. E obrigado pela generosidade do Mestre Joca que mencionou o meu apoio no seu popular blog. É claro que apóio, e pelo calibre dos envolvidos, inclusive um certo Mr. R. Divilla, já dá para ver que a coisa é séria. Temos muita gente boa e capacitada nesse país. Destoam os dirigentes, de maneira geral gente medíocre, medrosa, cheia de más intenções e parasitas dos esforços dos verdadeiros abnegados. Há gente boa também, não quero ser injusto e generalizar. De qualquer forma, uma categoria barata, democrática, permitindo aprendizado acessível, bons espetáculos para o público é tudo de bom. Quem sabe possamos fazer uma Liga? Sei que as Federações não vão gostar muito, mas é uma idéia.
- Bruno Senna na Campos. Acredito no Bruno, pois além de carismático - em seu próprio direito - o rapaz é dotado de uma inteligência acima da média e sabe conduzir sua carreira. Começou tarde, queimou etapas, não tem títulos. Ok. Mas não é bobo, fez bonito na Formula 3 inglesa e na GP2, vencendo provas e sempre andando na ponta. Sem pressões, vai ter oportunidade de aprender e mostrar seu talento. Bola para frente.
-Abu Dhabi. Pretendo fazer um post sobre a prova, ou mais de um, claro. Sexta feira não prova nada, já sabemos, mas é interessante ver como as Toro Rosso melhoraram agora no final da temporada. Aliás a mais democrática temporada de todas que me recordo. Quase todos os pilotos tiveram chance de brilhar, e isso realmente é incrível. Fica para uma análise mais aprofundada, após o término do campeonato.
-Também quero falar um pouco sobre as discrepâncias dos salários dos pilotos de Formula 1. Segundo a revista Arabian Business, que publicou uma lista dos salários, Kimi Raikkonen ganha 45 milhões de dólares por ano, contra 15 milhões de Fernando Alonso. Caramba : 1 Kimi = 3 Alonsos! A Ferrari é doida e inflaciona o mercado de pilotos. Volto ao assunto oportunamente. Isso pode render.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ENTRE ACHADOS E PROCURADOS















Numa das mais antigas postagens sobre minha carreira de piloto na Inglaterra eu mencionei uma carta escrita e assinada por Emerson Fittipaldi me apresentando ao Jim Russell. Eu sabia que a tinha, mas não me recordava onde. Encontrei-a onde deveria estar, em minha casa de Ourinhos, no meio de minhas recordações da carreira. Coloco aqui apenas para ilustrar, e o significado dela para mim é enorme, como podem imaginar.

Obs. Caso queiram ler o que está escrito, favor clicar em cima da carta. Depois traduzo....

O RENASCIMENTO DA FORMULA VE






Tudo começou devagarinho, uma troca de idéias entre alguns amigos. Pessoal saudosista, reclamando da falta de renovação do automobilismo brasileiro, dos custos cada vez mais exorbitantes. No blog do Mestre Joca a coisa começou a tomar forma: vamos ressucitar a saudosa Formula Ve, para quem não sabe, responsável pela alavancagem das carreiras de alguns dos nossos maiores pilotos: Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Wilsinho Fittipaldi, numa primeira fase, e depois, Nelson Piquet (na versão super), Chico Serra, Alfredo Guaraná Menezes, Marcos Troncon, Francisco Lameirão, e tantos outros nomes, que seria injusto colocar alguns e omitir muitos. Eram monopostos tubulares, baratos, com mecânica VW a água, suspensões simples, de fácil acerto, pneus estreitos que exigiam habilidade e preparavam os pilotos para os saltos para formulas maiores e mais potentes.
Parece que na Austrália o pessoal anda encantado com os atuais Formulas Ves. Nos Eua também, existem corridas regionais com as baratas. No forum de discussões no blog do mestre Joca, tem gente muito boa opinando, contribuindo, dando pitacos. Gente do calibre do Roberto Zulino, do Fritz Jordan, do próprio Joca, Caíque Pereira, Johnny O'....
Eu quero é expressar meu total apoio ao renascimento da categoria. Falam em um chassis em ordem de marcha custando algo em torno de 6 mil reais. Opa! Esse é o caminho. Formamos ótimos pilotos ( desse jeito fica mais barato que kartismo) e proporcionamos excelentes espetáculos. Quem sabe um dos meus moleques se interessa pela brincadeira! A partir de hoje, meu blog faz campanha pela volta da Formula Ve. Se criarem um selo, algo assim, mandem que exibirei nesse humilde espaço.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

CURTAS, CURTAS, CURTAS


Por alguma razão indecifrável, defenestraram mesmo o Glock da Toyota. E olha que o cara havia conseguido o segundo lugar no Grande Prêmio de Cingapura. Estranhos esses japoneses, eu particularmente acho o alemão um piloto insosso, mas pelo menos ele vinha fazendo seu trabalho direitinho naquela equipe sem tempero. Pelo menos o substituto, o Kobayashi parece ser do ramo. Veremos.
Houve um boato de que Barrichello teria conversado com a Mclaren a respeito da vaga de segundo piloto para 2010. Isso tudo, apesar de todos saberem que ele assinou com a Williams no final de semana do GP da Itália. O que penso sobre isso? Acho que poderia ser uma boa sim, alguns até disseram (escreveram) que ele não deveria aceitar ser segundo piloto nessa fase da carreira. Mas cá entre nós, na prática, quando em equipes de ponta ( a Jordan e a Stewart não contam) Rubinho sempre foi segundão. Ou vão querer me enganar que ele teve mesmo, condições idênticas às de Button na Brawn? O ano todo? Hummm.
A boataria sobre quem vai pilotar para quem vai pegar fogo esta semana e nos meses seguintes. Muitos pilotos bons estão à pé, diferentemente dessa mesma época no ano passado. Temos Glock, Heidfeld, Trulli, Fisichella, alguns oriundos da GP2, e mesmo com as novas equipes ávidas por absorver essa mão de obra, provavelmente sobrarão algumas vagas. De certo mesmo temos as duplas da Ferrari, da Red Bull, Hamilton na Mclaren (ou seria McHamilton?), Button bem provável na Brawn, Kubica na Renault, e pouca coisa mais.

domingo, 25 de outubro de 2009

MINHA ANTI LISTA





















































































De modo geral a minha lista dos dez maiores pilotos de todos os tempos da Formula 1 foi bem recebida e elogiada. Comparada á do Times inglês, que gerou toda a polêmica até que não se saiu tão mal. Mas eu vou jogar um pouquinho de gasolina nessa fogueira: muitos sugeriram alguns outros nomes, alguns que eu concordo e outros não. Agora vamos sair um pouquinho do universo dos dez mais, expandir para talvez, vinte. Alguns dos nomes da "galera", aqueles pilotos muito populares, que são sempre lembrados, em alguns casos são mitos. Explico melhor, sabe aquela famosa batalha do Villeneuve e do Arnoux na França em 79? Se deveu mais á falta de habilidade de ambos do que o contrário. Sei que vou ser criticado por pensar assim, mas combatividade tem seus limites, e aquilo foi mais para circo, para alegrar a galera.
Vamos lá então, comecemos com o pequeno canadiano, como diriam meus amigos portugueses ( no Brasil dizemos canadenses, e acho que as duas formas de gentílico são corretas).
Gilles era um piloto veloz, valente, combativo, mas jamais foi um dos grandes. Errava muito, castigava demais os carros e não sabia acertar um carrinho de supermercado, característica aliás que ele dividia com seu amigo René Arnoux. Este era velocíssimo, talvez até mais que Gilles, mas precisava de uma rara combinação de momentos astrais favoráveis para ganhar uma corrida. Algumas das atitudes de Gilles, em rodar, bater, voltar, rodar bater, deixariam um idiota como o Romain Grosjean corado. O Mansell, que eu vi muito correr, era meio estabanado também, mas depois de um tempo, refinou o estilo, aprendeu e pegou gosto por vencer, e daí, era um piloto formidável. Eu vi o Gilles também, claro. Outro piloto super valorizado pelos ingleses, o David Coulthard, na minha lista não entra de jeito nenhum. Burocrático, sempre com os melhores carros e equipes, e sempre detonado por seus companheiros de equipe. Mas vamos lá então, á minha lista do 11 ao vinte:

11- Jochen Rindt- Na Formula 2 nos anos 60, era o super champ. Não tinha para ninguém. Na Formula 1 pagou o preço por decisões equivocadas, e perdeu muito tempo na equipe Cooper com seus pesados e lentos carros em sua fase final. Foi para a Lotus à contra-gosto e nunca se deu tão bem assim com Chapman, mas foi um campeão em pleno direito, mesmo que post-mortem.
12-Graham Hill. Já escrevi bastante a respeito do bigodudo inglês aqui para ficar claro minha admiração pelo homem e pelo piloto. Era um ser humano de verdade, engraçado, com falhas, com qualidades, e um grande gentleman. Campeão em longevidade nas pistas (numa época em que as temporadas tinham por volta de dez provas anuais), faleceu num acidente aéreo besta.
13- Alberto Ascari. Confesso que pouco sei do bicampeão italiano, mas vencersete provas em seguida não é para qualquer um naquele tempo. Morreu cedo demais, talvez pudesse ser maior ainda, nunca saberemos.
14- Stirling Moss - O eterno vice-campeão de Fangio. Quatro vezes ficou com a coroa do segundo colocado, mas era veloz, venceu 16 vezes, e um acidente gravíssimo acabou de vez com sua carreira e suas chances de sair das sombras. Uma pena, mas é reverenciado na Inglaterra.
15- Mika Hakkinen - O quieto finlandês apareceu numa época de transição, e foi um dos poucos a enfrentar Schumacher de igual para igual no seu auge. Seus dois campeonatos pela Mclaren foram uma justa medida do homem e do piloto, elegante dentro e fora das pistas. Eu ainda o coloco como o responsável por impedir uma das maiores injustiças que a Formula 1 poderia ter cometido: o campeonato de Irvine em 99 (vencido por Hakkinen). Irvine é um pilotinho comum, bunda mole, caráter duvidoso e língua muito maior que o talento.
16- Nigel Mansell - Se não fosse por seus desastrosos primeiros cinco anos na categoria, talvez pudesse figurar mais alto. No começo era batido regularmente por seu talentoso companheiro de equipe Elio de Angelis, depois igualou-se a Rosberg, cresceu no embate contra um combalido Piquet na Williams (este sofreu um gravíssimo acidente na mesma Tamburello de Imola que nos traz tão amargas memórias), foi dominado por Prost na Ferrari, e voltou a Williams, para enfim sem adversários, vencer seu título em 92.
17-Lewis Hamilton- Tenho até medo de colocar o jovem inglês nessa posição, pois sei que se mantiver a média, subirá como um foguete na lista nos próximos anos. O melhor estreante da história, mostrou sua marca desde o primeiro momento e é indubitávelmente, um fora-de-série. Pelo que fez até agora (que não é pouco - sob qualquer perspectiva) e pelo que certamente fará, essa é uma posição artificialmente baixa.
18- Ronnie Peterson - Este me traz memórias muito boas, de disputas incríveis com os brasileiros Emerson, Pace e Wilsinho desde as Formulas menores, até seu magistral controle de carro. O primeiro homem a fazer as duas primeiras curvas do velho Interlagos com o pé embaixo, no entanto tinha muitos pontos fracos, não saber acertar um carro era o maior deles.
19- Damon Hill- Eternamente criticado, vindo de onde veio, conseguir vencer 22 vezes, ser campeão, duas vezes vice e uma vez terceiro colocado. Uma personalidade complexa, talvez muito "bonzinho" para o mundo complicado da Formula 1, tive o prazer de ser seu companheiro de trabalho e competir contra na Formula Ford, sempre manteve a mesma postura humilde e atenciosa. Um campeão na vida particular também, honrou com sobras a memória do grande pai que teve.
20-Jack Brabham - Pelos três títulos, pela longevidade, pela esportividade. Mas era frequentemente batido por companheiros de equipe (Hulme, Ickx e outros). No seu dia podia ser um temível adversário, mas era mais um engenheiro que corria do que um ás das pistas. Com tudo isso, nada mal que tenha vencido 14 vezes e levou 3 títulos para casa.

ROSSINIANAS : ROSSI HEPTA


Sem mais palavras.
É o cara. É o cara.


LOEB: HEXA



Falar o que? Lamento que não tenham dado a ele a super licença para correr no Grande Prêmio de Formula 1 de Abu -Dhabi.

sábado, 24 de outubro de 2009

CURTAS, CURTAS, CURTAS

-Legal a repercussão da minha lista dos dez melhores pilotos de Formula 1 de todos os tempos. Prometo voltar e expandir o tema.
-Boca grande: Nelson Piquet afirmou que Ayrton Senna (morto há 15 anos) fez coisas comparáveis ao papelão perpetrado por seu filho Nelsinho em Cingapura no ano passado. Discordo. Senna pode ter feito das suas, não ter usado a ética em ocasiões, mas o acidente proposital de Nelsinho entra para os anais das maiores idiotices da história do esporte motor. Alías, no site www.grandepremio.com.br há um video de Ayrton Senna batendo em Martin Brundle na final da Formula 3 britânica em Outon Park em 1983 (detalhe, eu estava no circuito naquele dia), que realmente foi duvidoso. Mas ainda assim, um acidente de corrida, no calor da hora, certamente não premeditado.
-A eleição de Jean Todt para a presidência da FIA. Bola cantada, eu, e tantos outros também torciamos pelo Vatannen, aparentemente mais isento e preparado.. Mas Todt é um sujeito competente, determinado, meio cabuloso em relação à ética. Quanto ao Brasil, apesar de apoiá-lo, não conseguiu nenhuma "boquinha" nas muitas diretorias da entidade. Países gloriosos e com indústrias automolísticas poderosíssimas, e muitos campeonatos de Formula 1 como a Venezuela e o Paraguay, conseguiram! E la nave va!
-Mercado de pilotos: tudo ainda um diz-que-me-diz incrível. Por enquanto temos a Ferrari com seus dois pilotos confirmados, Hamilton na Mclaren, Kubica na Renault, os dois da Red Bull, e....um monte de ???? Sabemos que Rubinho já deve ter assinado com a Williams, mas por enquanto nada oficial. E o Kimi? hummmm... voltaremos a isso muitas vezes.